*Os cabelos brancos são coroas de glória, para quem andou nos caminhos da justiça.*
Provérbios 16:31
*Os cabelos brancos são coroas de glória, para quem andou nos caminhos da justiça.*
Provérbios 16:31
“Deus sempre mantém Sua visão focada em Um Objeto, e esse Objeto é o Seu Filho. Deus nunca desperdiça nada. Ele não se interessa em “coisas” pequenas. As pequenas coisas se tornam grandiosas quando se relacionam com Seu Filho. Você se considera uma pessoa pequena, sem importância? Se você estiver ligado de forma vital ao Filho, Deus considera você muito importante. Mas isso não quer dizer que “você seja importante”. A nossa importância deriva da importância do Filho de Deus. Ele olha para nós à luz do Seu Filho e Se pergunta: “Quanto desse homem ou mulher responde ao Meu propósito em relação ao Meu Filho? Quanto do Meu Filho existe nesse homem ou mulher?”
T. A. Sparks
*TRÊS GRANDES MISTÉRIOS ESPIRITUAIS NA CARTA AOS HEBREUS*
A CORÔA
Ao falar de dor, geralmente nos lembramos primeiro da dor física que, por exemplo, pode ser produzida por uma queda que resulta em uma ferida aberta. Lembro-me quando criança quantas vezes brincando de carrinho de rolimã, tinha quedas e o joelho ficava um machucado, produzindo feridas expostas. Nessa hora, para evitar contaminação, dor, inchaço etc., meus pais tinham que correr para medicações. Assim vinham os antissépticos, as pomadas e naturalmente esperando que tudo fizesse efeito e fosse rapidamente curado.
"SEPARAÇÃO PARA DEUS, SEPARAÇÃO DO MUNDO, é o primeiro princípio do VIVER CRISTÃO.
*A Nova Jerusalém* é, ao contrário da Babilônia, *“a cidade santa” (Ap. 21.2, 10)*, com a ênfase correspondente em sua separação para Deus. *Ela é “DE DEUS” e está preparada para “SEU ESPOSO”*. Por essa razão, ela tem a GLÓRIA DE DEUS.
Essa é uma questão de experiência para todos nós. *Santidade em nós é o que é DE DEUS, o que está totalmente separado PARA CRISTO*.
A muralha é o primeiro aspecto da cidade em si que João menciona em sua descrição. *A MURALHA TEM PRIORIDADE*. Pois, repito, separação é o primeiro princípio da vida cristã."
Watchman Nee
Jesus, Nosso Sumo Sacerdote, Superior a Arão
"tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão." (Hebreus 4:14)
Após sua digressão, ao advertir os hebreus a não agirem como seus pais o fizeram com Moisés, endurecendo seu coração por meio da incredulidade, o escritor da Epístola aos Hebreus retorna ao seu argumento. Ele já usou duas vezes a palavra Sumo Sacerdote (Hb 2:16; 3:1), e está preparando o caminho para o grande tema da epístola: a exposição do sacerdócio celestial do Senhor Jesus e da obra que ele realizou a nosso favor por meio desse sacerdócio (Hb 7-10:18). Na seção da epístola
que ora consideramos (4:14-5:10), o escritor primeiramente apresenta as características gerais daquele sacerdócio, como tipificado por Arão e demonstrado na vida de nosso Senhor aqui na terra. Nos capítulos 1 e 2, ele lançou os fundamentos de seu edifício com base na divindade e humanidade de nosso salvador. Agora o escritor fala primeiramente do Senhor em sua grandeza como um Sumo Sacerdote que penetrou os céus, passou através dos céus; posteriormente, nos falará da
capacidade de Jesus de simpatizar e compadecer-se de nós pelo fato de ter sido tentado assim como nós somos.
"Tendo, pois, grande Sumo Sacerdote". A palavra "pois" refere-se ao argumento anterior que apresentou a grandeza de Cristo aos leitores. E, em vista dos perigos contra os quais o escritor os adverte, os leitores foram estimulados a apegar-se firmemente à sua confissão. A força do apelo do escritor está na palavra "tendo". Conhecemos bem o significado dessa palavra referindo-se às coisas terrenas. Não há nada que toque o homem tão intimamente quanto o sentimento de posse
de uma propriedade. Eu tenho um pai, eu tenho dinheiro, eu tenho um lar - quantos interesses são despertados em conexão com esses pensamentos. E a palavra de Deus nos diz: Você tem - ó, a melhor e mais sublime de nossas posses - você tem um grande Sumo Sacerdote. Você o possui; ele é seu, completa e totalmente seu. Você pode dispor dele com tudo o que ele é e possui. Você pode confiar nele para cada uma de suas necessidades, você pode conhecê-lo e reivindicá-lo como
seu grande Sumo Sacerdote de fato, para levá-lo até Deus. Seja nosso andar a evidência de que vivemos como aqueles que tem um grande Sumo Sacerdote.
"grande sumo sacerdote que penetrou os céus". Dissemos mais de uma vez, e não nos cansaremos de repetir, que uma das grandes lições que nos ensina a Epístola aos Hebreus é que conhecer a grandeza e glória de Jesus é o segredo de uma vida forte e santa. O capítulo inicial da epístola nada mais é do que uma revelação da natureza divina e glória de Jesus.
Na raiz de todos os ensinamentos que esta epístola tem para nos ensinar a respeito do sacerdócio e obra de Cristo, está o desejo de que vejamos a maravilhosa e onipotente divindade de Cristo. Nisso reside a força de nossa fé e a medida de nossa esperança. Nossa conduta deve ser guiada por isso. Esta deve ser a marca de nossa vida: nós temos um salvador que é Deus.
"Um grande sumo sacerdote que penetrou os céus" (Hb 7:26).
Mais adiante, lemos: "um sumo sacerdote como este, feito mais alto do que os céus". É dificil formar qualquer conceito a respeito do céu, um lugar tão elevado e resplandecente, e cheio de gloria. Mas todos os céus que possamos imaginar foram unicamente o átrio através do qual Jesus passou para entrar naquilo que se encontra atrás, e acima e além de todos eles - a luz inacessivel, a própria vida e presença de Deus. E a palavra nos conclama a seguir o nosso grande Sumo Sacerdote em
pensamento e, quando os pensamentos não forem suficientes, somos conclamados a segui-lo em fé e em adoração e em amor, entrando nessa glória além e acima de todos os céus. E, tendo-o como nosso, termos a certeza de que nossa vida pode ser a contraparte de sua vida, a evidência da plena redenção que ele realizou, a experiência viva daquilo que ele realizou nos céus.
"Um grande Sumo Sacerdote, Jesus, o Filho de Deus". O nome Jesus nos fala de sua humanidade e de sua obra como salvador do pecado. A purificação e remoção do pecado é a primeira obra do sacerdote. A expressão Filho de Deus fala de sua divindade e de seu poder como Sumo Sacerdote, que, de fato e de verdade, pode levar-nos a Deus, para a própria vida e comunhão com o Santo. É em seu Filho que Deus fala conosco, é para a comunhão perfeita e bênção do Sempre-bendito que nosso grande Sumo Sacerdote que penetrou os céus pode levar-nos e, de fato, nos leva.
"Tendo, pois, grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão". Ele é o Apóstolo e Sumo Sacerdote de nossa confissão (Hb 3:1). O conhecimento daquilo que Ele é é a nossa força para apegar-nos firmes à nossa confissão. Duas vezes é dito aos hebreus quantas coisas dependem dessa atitude (Hb 3:6; 14). Somos sua casa se guardarmos firme, até ao fim; "Nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim", Nossa fé em Cristo deve ser confessada. Se o temos como nosso Sumo Sacerdote, ele é digno disso; nossa alma se regozijará ao render-lhe honra; sem isso, os fracassos virão rapidamente; sem isso, a graça da firme perseverança não pode ser mantida.
Ó, irmãos, tendo um grande Sumo Sacerdote que penetrou os céus, conservemos firme a nossa confissão. Possa todo pensamento a respeito de Jesus que está nos céus por nós estimular-nos a viver totalmente para ele; confessá-lo em tudo como nosso Senhor.
1. Não enche nosso coração de adoração e confiança e de amor sem fim este maravilhoso mistério: o Filho de Deus tornou-se Homem; o Filho do Homem está agora assentado no trono para que possamos ser ajudados?
2. "Que penetrou os céus"! Além de tudo o que nosso pensamento possa imaginar sobre espaço e lugar, ele penetrou no mistério da divina glória e poder. E por quê? Para que pudesse, no poder divino, soprar essa vida celestial em nosso coração. O sacerdócio de Cristo tem como principal característica o fato de ser celestial.
Ele transmite-nos a pureza, o poder, a vida celestial. Nós vivemos no céu com ele; ele vive em nós com o céu. Com ele em nosso coração temos o reino dos céus dentro de nós, no qual a vontade de Deus é feita assim na terra como no céu. Creiamos que tudo isso é verdadeiro.
3. Após toda a solene advertência contra cair no deserto, fracassar em entrar no descanso de Deus, veja aqui a nossa segurança e poder: "Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerem atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote de nossa confissão, Jesus". Tendo Jesus, apeguemo-nos firmemente a ele.
(Por Andrew Murray - fragmento da exposição da epístola aos hebreus - The Holiest of All: An Exposition of the Epistle to the Hebrews: em domínio público)
"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de separar alma e espírito, assim como juntas e medulas, e é apta para de modo imediato discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas." (Hebreus 4:12-13)
O escritor da Epístola aos Hebreus usou até agora sinceras e severas palavras de advertência contra a incredulidade e desobediència, contra o endurecimento do coração e o afastar-se de Deus e não entrar no descanso por ele prometido. As sérias palavras do juramento de Deus que encontramos no Salmo 95 - "Jurei na minha ira, não entrarão no meu descanso" - foram repetidas mais de uma vez para constranger e impelir a todos a serem diligentes a fim de não caírem segundo o mesmo exemplo de incredulidade. O escritor está prestes a finalizar sua advertência, e o faz lembrando aos hebreus o poder da palavra de Deus como a palavra daquele que é onisciente, daquele a quem temos de prestar contas, diante de cujos olhos todas as coisas, também nosso coração e nossa vida, estão descobertas e abertas. Possa cada estudante desta epístola fazer uma aplicação muito pessoal dessas palavras. Consideremos profundamente o juramento de Deus a respeito de Seu descanso e mandamento para esforçar-nos para nele entrar e dele fazer a habitação de nosso coração e possamos testificar se, de fato, entramos. E, se não entramos, entreguemo-nos à Palavra mais completamente, que nos perscruta e nos prova, e essa Palavra fará, sem falta, sua obra bendita em nós e nos preparará para que o ensinamento que vem a seguir a respeito de nosso Senhor Jesus seja para nosso proveito.
"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz". Às vezes pode parecer-nos que a palavra de Deus é tão pouco eficaz. Ela é como uma semente, tudo depende do tratamento que recebe.
Alguns recebem a palavra com a mente. Na mente, a palavra não pode ser vivificada. A palavra destina-se ao coração, à vontade, a nossos afetos. Devemos submeter-nos à palavra, essa palavra deve ser vivida, deve ser praticada. Quando isso acontece, a palavra manifestará seu poder vivificador. Não somos nós quem devemos tornar essa palavra viva. Quando, com fé na vida e poder que há na palavra de Deus, o coração rende-se à ação da palavra em humilde submissão e desejo sincero, ela mesma provará que é vida e poder.
"e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de discernir juntas e medulas". A primeira ação da palavra de Deus é ferir, cortar, separar. A alma é a sede da vida natural; o espírito é a sede da vida espiritual e divina.
O pecado trouxe confusão e desordem; o espírito ficou debaixo do governo da alma, da vida natural. A palavra de Deus divide e separa, desperta o espírito para o propósito que foi criado, ser a faculdade que permite perceber o invisível e eterno. A palavra revela para a alma que é cativa ao poder do pecado. A
palavra corta infalível e profundamente, revela a profunda corrupção do pecado. Como o bisturi do cirurgião, que procura curar, a palavra de Deus penetra até o ponto de dividir juntas e medulas onde é necessário; penetra todas as partes; não há uma parte sequer do ser interior que não alcance.
"e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração". A palavra de Deus trata especialmente com o coração. No capítulo 3 da Epístola aos Hebreus, lemos a respeito do endurecimento do coração, do perverso coração de incredulidade e do coração enganoso. Quando a palavra "coração" aparece posteriormente na epístola, descobriremos que tudo muda; lemos de um coração no qual está escrita a lei de Deus, de um coração verdadeiro, aspergido com o sangue, um coração estabelecido pela graça (Hb 8:10; 10:22; 13:9).
Aqui temos a transição de um coração para outro. O apelo de Deus foi: "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração". O coração que tão somente se render para ser perscrutado pela palavra de Deus, para permitir que seus pensamentos secretos e intenções sejam discernidos e julgados pela palavra, esse coração será libertado de seus enganos e incredulidade, e será vivificado e purificado, e será transformado em tábuas vivas onde a palavra é escrita pelo próprio Deus. Ó, se soubéssemos quão necessário e quão abençoado é render nosso coração ao julgamento da palavra!
"E não há criatura que não seja manifesta na sua presença".
A palavra de Deus tem o caráter do próprio Deus. Ele tudo sabe e a tudo permeia, nada pode ocultar-se do julgamento de sua palavra. Se não permitirmos que essa palavra nos julgue agora, seremos condenados por ela no futuro.
"pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas". Sim, mais adiante na epístola, lemos a respeito do Deus a quem temos de
prestar contas: "terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo" e, novamente: "Nosso Deus é fogo consumidor". É esse Deus que agora suplica que entremos em seu descanso.
Entreguemo-nos alegremente para prestar contas para ele.
Se talvez tenhamos um sentimento secreto de que não está tudo correto conosco, de que não estamos nos esforçando diligentemente para entrar no descanso, ó, tenhamos o cuidado
de não recusar tais pensamentos. Esse é o primeiro movimento da semente viva da palavra de Deus dentro de nós. Não pense que esse pensamento vem de você mesmo ou de alguém que lhe traz a palavra de Deus; é o próprio Deus lhe despertando do sono. Vá até ele. Esteja disposto a que a palavra lhe mostre o que está errado. Não tenha medo que a palavra lhe desvende seu pecado e miséria. O bisturi do médico fere com o propósito de curar. A luz que mostra teu pecado e iniquidade certamente te levará adiante. A palavra é viva e te dará vida.
1. Deus nos falou em seu Filho. Essa é a nota principal da Epístola aos Hebreus. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração: essa é a nota principal desta longa e solene advertência.
Atendamos à palavra, rendamo-nos à palavra. A forma como tratamos a palavra é a mesma forma como tratamos Deus. E, dessa mesma forma, Deus tratará conosco.
2. Julgue sua vida não de acordo com o que diz seu coração ou a igreja, ou o assim-chamado mundo cristão, mas pelo que a palavra diz. Permita que a palavra opere em você, e você será grandemente
abençoado por isso.
3. "Todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas". Por que, então, por indiferença ou desencorajamento, você fecha seus olhos para os olhos de Deus? Ó, exponha tudo abertamente diante dele, o Deus a quem você invariavelmente deverá prestar contas, quer deseje ou não.
4. A palavra é viva e eficaz, ativa. Tenha grande fé no poder da palavra. Você pode estar certo de que o Espírito Santo, que a palavra viva, que o próprio Deus opera em sua palavra. A palavra sempre aponta para o Deus vivo, que nela está presente e a vivifica no coração que está buscando vida e Deus.
(Por Andrew Murray - fragmento de "The Holiest of All: An Exposition of the Epistle to the Hebrews": em domínio público - tradução livre)
A revelação de Deus
"Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas," (1.2b-3)
Sete declarações acerca de Cristo revelam Sua majestade e poder:
1) Cristo é herdeiro de todas as coisas (Ef 1.20-23).
"o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas."
2) Ele é o agente da Criação (cf Jo 1.3).
"Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez."
3) Ele é o brilho que irradia de Deus que é luz (1 Jo 1.5).
"Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma."
4) Ele manifesta a verdadeira natureza de Deus (2 Co 4.4; Cl 1.15).
"nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus... Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação"
5) Sua palavra poderosa sustenta o universo (Cl 1.17).
"Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste."
6) Ele é o sacerdote que oferece a si mesmo como sacrifício para purificar os pecados (Jo 1.29).
"No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!"
7) Ele ocupa o trono soberano à direita de Deus (SL110.1; Ef 4.10).
Disse o Senhor ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés...Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.
*Assentou-se. Cristo, o Sumo Sacerdote, assentou-se porque Sua obra foi consumada. Os sacerdotes judaicos continuam em pé* (10.11-13).
"Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés."
Análise
Embora Deus tenha falado aos pais pelos profetas, agora Ele falara pelo Seu Filho. O prólogo afirma o caráter distintivo do Filho. Ele está antes da história, na história, acima da história, é o alvo da história, e o agente que produz a purificação dos pecados dos homens cometidos na história. Ele compartilha da essência da divindade (talvez o autor tinha em mente a natureza divina) e irradia a glória da divindade. Ele é a suprema revelação de Deus (1.1-3). A passagem seguinte (1.4-14) toma clara a preeminência de Cristo. Ele é superior aos anjos. Eles ajudam àqueles que serão herdeiros da salvação. Cristo em virtude de Quem Ele é, nomeado por Deus, e em virtude do que fizera, está numa posição muito superior à deles. Quão trágico é ser indiferente para com a grande salvação que Ele proclamou. Ele realizará a promessa de que todas as coisas estarão em harmoniosa sujeição, aos homens. Ele pode fazer isso porque é completamente homem e providenciou expiação pelos pecados dos homens. Ele é superior a Moisés. Moisés era um servo entre o povo de Deus. Cristo é Filho sobre o povo de Deus. Quão trágico é deixar de confiar nele! A incredulidade impediu a uma geração inteira de entrar na terra de Canaã. O autor adverte os crentes para que não caiam na incredulidade. A fé é salientada, tanto quanto o zelo, para entrar no eterno descanso de Deus. O evangelho de Deus e o próprio Deus sondam os homens. O sacerdócio de Cristo também é desenvolvido por meio de comparação (4.14— 10.18). Qualificações, condições e experiências do sacerdócio araônico são alistadas em comparação com Cristo como um sacerdote. Antes de continuar desenvolvendo esse tema, o escritor adverte os seus leitores sobre sua falta de preparação para um ensinamento avançado. Somente uma diligência zelosa pelas coisas de Deus é que os tirará da imaturidade. Cristo como um sacerdote, semelhante a Melquisedeque, é superior ao sacerdócio levítico porque Sua vida é indestrutível. Ele é ao mesmo tempo o sacerdote e a oferta sacrificial; Seu sacerdócio é eterno. Seu santuário está no céu e Seu sangue estabelece a validade do Novo Testamento, que é igualmente um pacto eterno. A perseverança dos crentes se origina da comunhão com Deus, atividade em favor de Deus, fé em Deus, e consciência do que nos aguarda no futuro (10.19— 12.29). A cruz como o altar cristão, e a ressurreição do grande pastor, são a base da ação de Deus. Esses acontecimentos redentores e históricos impelem o crente à ação (13.1-25).
Russell Shedd
Graça e Paz amados irmãos e irmãs!
Iniciemos este dia dando graças ao Senhor, porque Ele é bom e as Suas misericórdias duram para sempre.
Em Hebreus 4 lemos que a palavra de Deus é viva e eficaz e penetra nos lugares impenetráveis do nosso ser.
Mês passado tive uma crise de dores terríveis nas costas fui parar no pronto socorro e fui medicada com morfina para a dor.
Já em casa, após o efeito da morfina, a dor voltou e não havia medicação que fizesse passar.
Continuei com dor por alguns dias. Então quando compartilhando a palavra com uma irmã, o Senhor me deu o Salmo 103.
Bendize ó minha alma ao Senhor e tudo o que há em vim bendiga o Seu santo nome...
É Ele que perdoa todos os meus pecados e sara todas as minhas enfermidade..
E assim a minha dor foi embora. Instantaneamente!!!
Que hoje possamos ter uma nova experiência com o Senhor através da Sua palavra.
Tenha um abençoado dia. 🙏❤️
"A Mente da Carne é Morte" (Rm 8:6 NVI), e "Os Que Estão na Carne Não Podem Agradar a Deus (Rom. 8:8 ARA)
"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eu me lembrei do que fez Amaleque a Israel, como se lhe opôs no caminho quando subia do Egito. Vai, pois agora e fere a Amaleque e destrói totalmente a tudo o que tiver e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de mama, desde os bois até às ovelhas, e desde os
camelos até aos jumentos"" (15:2-3)
“…” *O resultado da indulgência de Saul para com Amaleque*
A Bíblia diz que ele tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas. Sabemos que Amaleque simboliza nossa carne e a ordem de Deus é: "destrói a Amaleque".
Não podemos poupar nossa carne sem acarretar sérios prejuízos para nossa vida espiritual. Nós podemos poupá-la, mas ela nunca nos poupará. No momento em que estivermos fracos, marchando na retaguarda, ela virá nos atacar e nos destruirá sem piedade. Não podemos "fazer provisão para a carne" (Rom 13:14), pois com o estoque colocado à sua disposição, ela ficará ainda mais forte, e não poderemos resisti-la no momento da fraqueza. Fazer provisão quer dizer alimentar a carne com "a comida que ela gosta". Quando estivermos fracos, ela estará forte e nos derribará. O Senhor Deus disse que Adão era pó e que a serpente (Satanás) comeria pó todos os dias da sua vida (Gn 3:14, 18). A natureza caída que herdamos de Adão é a comida da serpente. Satanás se alimenta dessa carne putrefata, estragada e mal cheirosa da nossa velha natureza. Por isso devemos cooperar para que o Espírito Santo liberte a vida de Cristo que está dentro de nós e cresça em nós, pois só assim nosso "Eu" diminuirá.
Mas vejamos o resultado do "esquecimento" de Saul.
Israel estava enfrentando os filisteus (I Sam. 31:1) e a batalha se tornou apertada contra Saul e Israel. Temendo ser morto pelos "incircuncisos filisteus", Saul ordenou ao seu pajem
de armas que o atravessasse com sua espada. Mas o moço temeu fazer isso. "Então Saul tomou a espada e se lançou sobre ela" (31:4). O pajem de armas fez o mesmo e morreu, julgando que Saul já havia morrido (31:5), mas tal não aconteceu. Saul continuou vivo, dobrado sobre a espada, quando diante dele aparece um jovem. Saul pergunta: "Quem és?
E eu disse: sou amalequita. Então disse Saul: Peço-te, arremessa-te sobre mim e mata-me, porque angústias me têm cercado, pois toda a minha vida está ainda dentro de mim.
Arremessei-me pois, sobre ele e o matei e tomei a coroa que tinha na cabeça e a manilha que trazia no braço…" (2 Sm.1:7-10).
Se pouparmos a Amaleque, ele não nos poupará. Se formos indulgentes com nossa carne, ela nos derrotará. A coroa será tirada da nossa cabeça e seremos governados por nossa
velha natureza. Paulo diz que "a inclinação da carne é morte" “os que semeiam na carne, da carne ceifarão a corrupção."(...) A Carne Para Nada Aproveita (Jo. 6:63)
A ordem de Deus era para Saul destruir tudo. Na linguagem do Novo Testamento "a carne para nada aproveita". Se houvesse alguma coisa boa em Amaleque, Deus teria poupado.
Porém, Ele sabe que em nós, "na nossa carne, não existe bem nenhum" (Rom. 7:18) e não havendo nada que preste, Sua sentença é: "destrói totalmente" (v. 3).
Que o Senhor nos dê graça e coragem para agir como Davi: "Davi chamou um dos mancebos e disse: Chega e lança-te sobre ele (o amalequita). E ele o feriu e morreu" (2 Sam. 1:15).
"Lembra-te de Amaleque."
Theodore Austin-Sparks (1888-1971) foi um inglês Evangelista Adenominacional; Escritor do Movimento Vida Interior; e Conferencista. O seu ministério influenciou muitas lideranças no cristianismo, por exemplo, Watchman Nee.
Seus escritos não focalizam a sua pessoa, pelo contrário, conduzem o leitor para perto da Pessoa de Cristo. "T.A.S." sempre dizia as palavras de 2 Coríntios 4:5: "Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos [escravos], por amor de Jesus" (VRA).
Theodore Austin-Sparks nasceu em Londres, na Inglaterra. Durante a sua infância foi viver na Escócia com seus parentes. Seus parentes sempre ministravam porções da Bíblia nos seus tempos de meninice.
Aos 17 anos de idade enquanto transitava pelas ruas da cidade de Glasgow, uma das maiores cidades da Escócia, presenciou alguns jovens pregadores ao ar livre ministrando o Evangelho Salvífico. As palavras dos pregadores eram símplices, mas cheias de Poder e Vida do Alto, tais palavras penetraram seu coração com tanto impacto no seu espírito humano que resolveu assumir real compromisso com Cristo e Sua obra.
Na sua juventude soberanamente Deus providenciou um mentor espiritual, o Sr. George Campbell Morgan.
G. Campbell Morgan foi um britânico evangelista, pregador e líder estudioso da Bíblia. Morgan durante sua infância e juventude foi influenciado pela tradição Puritano-Batista e pelo movimento "Irmãos de Plymouth". O ministério de D.L. Moody (1837-1899) também foi marcante para a sua vida.
Nos anos de 1883, G.C. Morgan trabalhou junto com D.L. Moody em uma turnê evangelística na Grã-Bretanha.
Tal homem com preciosas influências foi concedido por Deus para ser mentor de T. Austin-Sparks. O Sr. G. Campbell Morgan ministrava estudos bíblicos para Sparks e outros jovens, contudo, quem mais participava era Austin-Sparks, assim quase sempre era requisitado como preletor do grupo de jovens. Seu dom de pregação foi tão aperfeiçoado que constituiu um ministério e no término dos estudos bíblicos conduzidos por G.C. Morgan, muitas conferências evangélicas já expediam convites para T. Austin-Sparks ministrar pregações bíblicas.
Theodore Austin-Sparks não tinha dúvidas sobre sua regeneração, no entanto, sempre comparava a amplitude da Palavra de Deus contida na Bíblia com sua real condição de vida interior e expressão exterior. Sparks nunca admitiu enganar as pessoas com ministrações da Palavra profundas e abrangentes que não fossem vivenciadas no seu interior e reproduzidas nas suas atitudes como expressão exterior. Quando constatava que as Verdades Bíblicas não eram identificadas na sua vida, ficava muito triste e buscava arrependimento e iluminação do Espírito Santo para a sua vida.
Certo dia, procurou sua esposa e disse: "Eu vou para o nosso quarto; não quero que ninguém me interrompa. Não importa o que aconteça, eu não sairei daquele quarto até que saiba pelo Senhor qual caminho irei seguir". Naquele quarto, Austin-Sparks buscava incessantemente a renovação espiritual para a sua vida. Desejava ardentemente que Deus confirmasse o ministério para o qual fora chamado.
Permaneceu fechado no quarto durante todo o dia, ficou em silêncio diante do Senhor aguardando respostas. Leu durante horas a Bíblia até que iniciou a leitura do capítulo 6 de Romanos. Nesse momento, Sparks disse: "O céu foi aberto para mim e a luz brilhou no meu coração". Pela primeira vez, ele compreendeu que havia sido crucificado com Cristo e que o Espírito Santo estava nele e sobre ele para reproduzir a natureza de Cristo. Tal descoberta foi revolucionária para a vida de T. Austin-Sparks. Quando saiu do quarto, ele era um homem transformado e com um ministério renovado. Começou pregar a Jesus Cristo como Vida e Poder, exaltando o nome do Senhor Jesus acima de todas as outras coisas. Daquele dia em diante, nunca mais pregaria outra porção da Bíblia acima do próprio Cristo.
Nessa nova fase do seu ministério, começou a ensinar o "caminho da cruz", enfatizando a necessidade da operação da cruz no interior da vida de cada crente. Ele mesmo já experimentara a operação da cruz de Cristo no seu interior e percebera que tal operação produziu desfrute completamente novo da Vida de Cristo, o que para ele era como "um céu aberto".
Austin-Sparks escolheu enfatizar melhor o Corpo de Cristo e a liberdade do Espírito para que Deus utilizasse uma variedade de expressões nesta Terra e que em cada expressão existente fosse levantado testemunho do Cabeça que está no Céu.
Além da ajuda do Sr.George Campbell Morgan, também recebeu muita contribuição espiritual da Sra. Jessie Penn-Lewis que detinha claro entendimento sobre a operação interior da cruz na vida do cristão. Jessie constatou que Austin-Sparks seria o herdeiro do seu ministério que fora dado pelo Senhor Deus. Theodore Austin-Sparks exercitou os seus dons conferidos por Deus e alcançou a formação de um excelente ministério em Cristo. Foi um pregador e mestre muito querido e popular no segmento cristão chamado "Movimento Vencedor".
Austin-Sparks foi editor de uma revista e na edição de julho de 1966 escreveu: É apenas em certas ocasiões que nós escrevemos acerca do nosso ministério. Nosso desejo não é atrair a atenção das pessoas para líderes e ministérios, mas ocupar os leitores com o Senhor Jesus e com o ministério de Sua Palavra. Mas de tempos em tempos, acreditamos ser sábio e importante lembrar nossos leitores do propósito que definitivamente governa nosso ministério - e que sempre tem governado... / O que é nosso ministério? Devemos retornar um pouco. O nome deste pequeno jornal que é a expressão impressa do nosso ministério durante esses 44 anos, incorpora o seu sentido - 'Testemunha e testemunho'. Testemunha é o vaso ou instrumento usado; Testemunho é o ministério dentro e através do vaso. O Testemunho sempre existiu, mas cresce através da luz de Deus - para a grandeza e plenitude de Jesus Cristo, o Filho de Deus e Filho do Homem. Esta grandeza tem sido centralizada e desdobrada em:
Sua Pessoa;
A imensidão do propósito eterno de Deus centralizado n'Ele e exclusivamente relacionado com Ele;
A grandeza de Sua cruz como básica e essencial para a grandeza de Sua pessoa e obra nos crentes;
A grandeza da Igreja que é Seu corpo essencial e escolhida para Sua manifestação final em plenitude e governo no novo Céu e nova Terra;
A necessidade de que todo o povo de Deus saiba, não apenas da salvação, mas do imenso propósito de salvação no eterno conselho de Deus, sendo trazido ao pleno conhecimento e crescimento pelo suprimento de Cristo Jesus em ampla medida.
Nós percebemos que o Novo Testamento contém uma tremenda urgência nesta matéria; tal urgência é resumida nas palavras do apóstolo Paulo: 'advertindo a todo homem e ensinando a todo homem... a fim de que apresentemos todo homem perfeito [completo] em Cristo' (Colossenses 1:28). Cremos que todas as atividades soberanas do Espírito Santo são direcionadas para este alvo e determinadas por este objetivo. Podem existir aspectos diferentes, mas o alvo é simples e único. Os grandes esforços evangelísticos e missionários que são governados pelo Espírito Santo têm este alvo em vista... Entendemos honestamente que não é nossa comissão dizer às pessoas para deixarem suas denominações ou missões, mas nosso encargo é fornecer bom alimento espiritual para todos. O assunto do alimento espiritual tem espaço amplo no Novo Testamento, e se podemos corretamente ser chamados de 'ministério' e não de 'movimento' ou 'organização', esta alimentação das almas famintas mundo a fora pode certamente interpretar como nossa preocupação...
Os líderes da época existentes no cristianismo ficaram incomodados com as pregações ministradas por T. Austin-Sparks, pois suas palavras eram fortes, cheias de impacto, fundamentadas na Bíblia, e principalmente, fluíam Vida e Poder do Alto.
No entanto, tal ministério valoroso em Vida e Poder não foi constituído em T. Austin-Sparks sem lutas e sofrimentos. Enfrentou grande luta quando ficou sem moradia e foi obrigado a morar na rua com sua esposa e filhos, mas essa situação não esmorecia a família Sparks que com muita insistência clamavam pela provisão de Deus em nome de Jesus Cristo. Assim, Deus que sempre ouve orações movidas pelo Espírito no nosso espírito humano e fundamentadas na Bíblia, encaminhou a solução do problema através de uma crente que servira ao Senhor Deus como missionária na Índia e foi muito ajudada pelo ministério de Sparks. Essa senhora cristã comprou uma escola em Honor Oak, área suburbana do bairro londrino de Lewisham e ofertou ao ministério. A escola foi transformada em um local de reuniões e comunhão cristã, bem como serviu como sede das conferências em Honor Oak. Nesse lugar Austin-Sparks estabeleceu moradia e ministrava grandes conferências em público e em Palavra. Pessoas de vários lugares apareciam para ouvir os sermões de T. Austin-Sparks e muito desfrute de Cristo era provado nas reuniões.
Em 1937, Watchman Nee (34 anos) conheceu Theodore Austin-Sparks (49 anos). Durante a juventude de Nee os livros de Austin-Sparks foram fundamentais para sua formação espiritual.
Nessa época Watchman Nee desfrutou das conferências maravilhosas ministradas por Sparks, no entanto, com o início da Segunda Guerra Mundial as conferências foram suspensas e retomaram as atividades no período de 1946 até 1950.
Austin-Sparks enfrentou muitas lutas e perseguições ao seu ministério, mas cria que durante o sofrimento Deus concede graça abundante e depois de toda luta nasce a vitória.
Poucos na história do cristianismo moderno enfrentaram tanta oposição. Livros e panfletos eram escritos contra ele, religiosos proferiam maldições para a sua vida. Facciosos o acusavam de falso mestre. A prova mais dura que enfrentou veio dos próprios cristãos. As lutas decorrentes de perseguições de incrédulos era compreensível, mas as calúnias dos crentes cortava-lhe o coração. Muitos cristãos que não concordavam com o seu ministério evitavam manter contato com ele, não estendiam a mão para cumprimentá-lo e o tratavam como um leproso espiritual. Esse foi o maior de todos os seus sofrimentos.
T. Austin-Sparks restaurou muitas verdades bíblicas que na época não eram ouvidas em nenhum outro movimento cristão. Sempre dizia frases de reflexão: "A Igreja é o Corpo de Cristo". / "precisamos ter uma Vida de Corpo, pois os membros de Cristo são membros uns dos outros". / "não podemos tomar a Igreja, que é o Corpo do nosso Senhor Jesus unida ao Cabeça Cristo que está à mão direita de Deus, e reduzi-la a algo terreno". Todas essas frases eram estranhas, pois no mundo cristão falava-se sobre conversão, estudo bíblico, oração, testemunho, missões, vida vitoriosa, mas não existiam expressões de impacto sobre a Igreja, sobre o Corpo de Cristo, sobre sermos membros uns dos outros. Austin-Sparks era uma voz profética, mas foi isolado, rejeitado e caluniado.
George Campbell Morgan (G.C. Morgan), Jessie Penn-Lewis, Frederick Brotherton Meyer (F.B. Meyer) e Albert Benjamin Simpson (A.B. Simpson) exerceram grande influência em sua vida. Costumava dizer que de todos os pregadores que conhecera quando jovem, A.B. Simpson era o mais espiritual e o que falava com mais Poder do Alto.
O ministério de Theodore Austin-Sparks focalizava três pontos:
A universalidade e a centralidade da cruz;
A importância suprema do Senhor Jesus. Jesus Cristo é o início e o fim de tudo, o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último. Tudo está em Cristo: a nova criação, o novo homem, etc;
A Casa Espiritual de Deus: a Igreja é a Casa de Deus, a Noiva de Cristo, o Corpo do Senhor Jesus. Austin amava o povo de Deus, amava a Igreja. Ele dizia: "Isso é o coração da história, o coração da redenção". Por isso, costumava dizer: "Há algo além da salvação". / "A salvação não é o fim, mas é o meio para o fim. O fim que o Senhor tem é Sua habitação, Sua casa espiritual, Sua habitação no Espírito, e a salvação é o meio para nos colocar nessa casa espiritual de Deus".
As pessoas podiam não gostar de Austin-Sparks, não tolerar seu ministério, rejeitar suas convicções, mas Sparks deixou claro que toda exaltação cabe apenas ao Senhor Jesus, inclusive a sua vida foi motivada por isso, ou seja, expressar o Senhorio de Cristo não apenas em palavras mas sobretudo em atitudes.
"T.A.S." sempre enfatizou ao máximo a centralidade de Cristo e da cruz na experiência cristã. Todas as outras coisas benéficas são resultantes disso. Tudo o que Sparks ensinava era para levar os seus ouvintes e leitores de volta para o Senhorio de Cristo e para a Sua cruz. Nada mais importava!
Ele cria que todas as benesses existentes no seu ministério eram vindas dos Céus em Cristo, por isso devia ser repartida com o Corpo de Cristo. Nunca lutou por direitos autorais, sempre deixou seu material livre para todos, apenas exigia que o contexto e literalidade de suas palavras fossem mantidos.
Seu caminhar era acompanhado de oração e esperança que resultavam na completa medida de Cristo, em um nível mais rico e mais alto de vida espiritual. Para ele isso era suficiente para trazer a Igreja de Deus a uma crescente aproximação da vontade revelada de Cristo, assim, a Igreja poderia ser bem qualificada como instrumento usado por Deus no testemunho às nações e no completar do seu próprio número pela salvação daqueles que ainda serão adicionados pelo Senhor.
Assim como o apóstolo Paulo sentiu o horror da ingratidão e disse: "Você sabe que todos os da província da Ásia me abandonaram" conforme 2 Timóteo 1:15, NVI. Agora o velho Sparks sentia muita ingratidão, pois poucas pessoas permaneceram com ele, entretanto, sempre seguiu os conselhos de Pedro em Atos 5:29, NVI: "É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!".
(Extraído do site: www.editoradosclassicos.com.br)