terça-feira, 31 de outubro de 2023

Melquisedeque Superior a Arão e à Lei

 

“Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado

o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei. Porque aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém prestou

serviço ao altar; pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes.” (Hebreus 7:11-14)


No Salmo 100, Deus falou empregando o juramento de um sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Essa foi uma profecia com um profundo significado espiritual. Por que deveria a ordem de Arão, a qual o próprio Deus chamou, cujo serviço ocupou um lugar tão proeminente no propósito de Deus e nas Escrituras, ser substituída pela ordem de outro sobre o qual conhecemos um único ato apenas? "que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?" A resposta é porque a ordem de Arão era somente uma figura da obra de Jesus sobre a terra; para o sacerdócio eterno e poderoso do Senhor nos céus era necessário algo mais.

Detenhamo-nos um pouco sobre esse assunto para que possamos entendê-lo. A obra de Arão era a sombra da obra de Cristo sobre a terra, do sacrifício e derramamento de sangue, da expiação e reconciliação com Deus. Arão entrou, de fato, dentro do véu com o sangue como um símbolo da aceitação de Deus da expiação e também do povo. Mas ele não poderia demorar-se dentro do Santuário, deveria sair imediatamente.

Sua entrada somente uma vez ao ano, e por poucos minutos, servia principalmente, como vemos em Hebreus 9:7 e 8, para ensinar ao povo que o caminho até o Santo dos Santos não estava aberto ainda e que, para obter acesso ao Santuário, eles deveriam esperar até que viesse outra dispensação. Não havia ainda o conceito a respeito de uma vida dentro do Santo dos Santos, de habitar na presença de Deus e ter comunhão com ele lá dentro, de transmitir para o povo o poder de uma vida além do véu. A glória do sacerdócio de Cristo consiste no fato de ele ter rasgado o véu e ter entrado além do véu por nós; de seu assentar-se à direita de Deus para receber e transmitir o Espírito de Deus e os poderes da vida celestial; de ser capaz de levar-nos para dentro do Santo dos Santos de forma que nós também podemos nos achegar a Deus; de manter em nós a vida do céu por meio de sua incessante intercessão e ministério no poder de uma vida sem fim. O ministério de Arão era incapaz de conceder qualquer promessa a esse respeito.

Foi com respeito a tudo isso que Melquisedeque foi feito semelhante ao Filho de Deus. 

Como sacerdote do Deus Altíssimo, ele era também rei, revestido de honra e poder.

Como tal, sua bênção foi concedida em poder. A Escritura nada menciona a respeito da morte de Melquisedeque e do fim de seu sacerdócio, mas o apresenta como aquele que permanece perpetuamente; desse modo, Melquisedeque é a imagem do sacerdócio eterno, ministrado no céu, na eternidade, no poder de uma vida eterna.

A revelação do mistério da glória do sacerdócio de nosso Senhor Jesus segundo a ordem de Melquisedeque é o grande tema da Epístola aos Hebreus. Recomendo fortemente ao

leitor que procure entender a diferença entre as duas ordens, ou ministérios, de Arão e de Melquisedeque. A pergunta aparentemente simples: "que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?" está mais intimamente relacionada com nossa vida espiritual do que imaginamos.

Nos versículos iniciais da Epístola aos Hebreus, encontramos a obra de Cristo apresentada em duas partes. "depois de ter feito a purificação dos pecados" (segundo a ordem de Arão),

"assentou-se à direita da Majestade, nas alturas" (segundo a ordem de Melquisedeque). Há muitos cristãos que vêem em Cristo somente o cumprimento daquilo que Arão tipificava.

A morte e o sangue de Cristo são muito preciosos para eles; eles procuram descansar sua fé sobre isso. Contudo, eles se admiram que tenham tão pouco da paz e alegria, da pureza e do poder que o Salvador concede e que a fé nele deveria trazer. A razão é simples: Cristo é somente seu Arão, não seu Melquisedeque. Eles, de fato, creem que Jesus ascendeu ao céu e está assentado à direita de Deus, contudo não enxergaram a conexão direta disso com sua vida espiritual diária. Eles não contam com Jesus operando neles no poder da vida celestial e concedendo-lhes essa vida. Eles desconhecem que seu chamamento celestial tem toda a provisão suficiente para ser cumprimento neles e que isso foi assegurado na vida celestial de seu Rei-Sacerdote. Consequentemente, eles são incapazes de ver a necessidade de abandonar o mundo para ter sua vida e andar no céu.

A obra de redenção foi realizada na terra em fraqueza (2 Co 13:4), mas é transmitida desde o céu no poder da ressurreição e da ascensão. A cruz proclama o perdão de pecados; o trono concede o poder sobre o pecado. A cruz com o aspergir do sangue é a libertação do Egito; o trono com o seu Rei-Sacerdote vivente leva-nos para o descanso de Deus e de sua vitória. Com Arão não há nada além de expiação e aceitação; nada do governo e poder real; é com Melquisedeque que vem a plenitude do poder e a bênção que permanece continuamente.

A alma será liberta de sua fraqueza e conhecerá o poder da vida celestial quando nunca mais procurar pelo fundamento, mas descansar somente nele e construir sobre esse fundamento para Cristo Jesus, que foi aperfeiçoado e exaltado. Quanto mais consideramos e adoramos nosso Sacerdote-Rei, nosso Melquisedeque, mais forte será nossa confiança de que a partir de seu trono no céu, ele, em seu divino poder, concederá a nós todos os benditos frutos de sua expiação e tornará nossa experiência diária uma vida na presença e proximidade de Deus.

1. "depois de ter feito a purificação dos pecados"- louvado seja Deus por nosso Arão! Glória ao Cordeiro que foi imolado! - "assentou-se à direita da Majestade, nas alturas" - louvado seja Deus por nosso Melquisedeque! Glória ao Cordeiro que se encontra em meio ao trono! O Santo dos Santos está agora aberto, e nosso Sumo Sacerdote encontra-se lá para levar-nos até lá e manter-nos lá dentro. 

2. A purificação dos pecados realizada por Jesus precedeu o assentar-se no trono. Mas a aplicação disso em nós foi realizada após ele ter-se assentado no trono. Essa é a razão por que nesta epístola somos primeiramente ensinados a respeito do Sumo Sacerdote no céu e depois, no capítulo 8, sobre o santuário celestial e, logo após, no capítulo 9, sobre o poder do sangue no céu e desde o céu em nós. Somente conhecendo Jesus no céu poderemos conhecer o poder pleno do sangue purificador.

3. Portanto, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerem Jesus no trono do céu! A adoração e a comunhão com o Cristo celestial produzem cristãos celestiais. 



(Por Andrew Murray - fragmento de "The Holiest of All: An Exposition of the Epistle to the Hebrews": em domínio público - tradução livre)  


FONTE: https://library.mibckerala.org/lms_frame/eBook/The%20Holiest%20of%20All%20-%20Andrew%20Murray.pdf

Melquisedeque Superior a Abraão

 “Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos. Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Abraão; entretanto, aquele cuja genealogia não se inclui entre eles recebeu dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas. Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior. Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. Porque aquele ainda não tinha sido gerado por seu pai, quando Melquisedeque saiu ao encontro deste.” (Hebreus 7:4-10)


"Considerai, pois, como era grande esse [homem]".

Compreender corretamente a grandeza de Melquisedeque ajuda-nos a compreender a grandeza de Cristo como nosso Sumo Sacerdote. Os hebreus gloriavam-se em Abraão como o pai do povo escolhido; em Arão que, como sumo sacerdote, era o representante de Deus e de Sua adoração; gloriavam-se na lei que, por ter sido dada do céu, servia-lhes como prova da aliança de Deus com seu povo. A superioridade de Melquisedeque a tudo isso é comprovada: ele é maior do que Abraão (vv. 4-10); maior do que Arão (vv. 11-14); maior do que a lei (vv. 11-19).

Melquisedeque é maior que Abraão; o escritor da epístola dá uma prova dupla desse fato. Abraão deu o dízimo a Melquisedeque; Melquisedeque abençoou a Abraão. Segundo a lei, os sacerdotes deveriam receber dízimos de seus irmãos, mas, neste caso, um estrangeiro os recebe do pai de todo o povo. Além disso, homens mortais recebiam dízimos; mas aqui quem os recebe é "aquele de quem se testifica que vive", que "permanece perpetuamente". E, na pessoa de Abraão, até mesmo Levi, que recebia dízimos, pagou dízimos. Tudo isso foi planejado por Deus como uma profecia oculta, para ser revelada no tempo determinado a respeito da grandeza de Cristo nosso Sumo Sacerdote. "Considerai, pois, como era grande esse [homem]".

Há uma segunda evidência da grandeza de Melquisedeque: ele abençoou Abraão. "Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior". Abraão havia sido abençoado pelo próprio Deus (Gn 12:2), mas, nesta ocasião, ele aceita a bênção de Melquisedeque, reconhece sua inferioridade, inconscientemente subordina-se e todo o sacerdócio que haveria de descender dele a este sacerdote do Deus Altíssimo. O desvendar deste tipo divinamente determinado não somente revela a superioridade de Cristo ao sacerdócio levítico, mas também coloca diante de nós de forma muito sugestiva duas das características de nossa relação a Cristo como sacerdote. Nós recebemos bênção dele; ele recebe dízimos de nós.

Cristo vem para nos trazer a bênção de Deus. Em Hebreus 6:14, vimos do que se trata essa bênção de Deus. Ela é confirmada e concedida em Cristo. Se quisermos conhecer plenamente a bênção que Cristo nos traz, precisamos unicamente pensar a respeito da bênção sacerdotal em Israel.

"Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-ei: O Senhor te abençoe e te guarde;

O Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti;

O Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz" (Números 6:23-25)

Essas são, na verdade, as bênçãos espirituais nas regiões celestiais com as quais Deus nos abençoou em Cristo, as quais, como Sumo Sacerdote, ele nos concede. Cristo nos leva até o Pai e aprendemos que ele nos abençoa e nos guarda. Nele, no Filho, a face de Deus resplandece sobre nós e a graça de nosso Senhor Jesus Cristo é a nossa porção. Nele, Deus levanta sua face sobre nós e, por meio de seu Espírito Santo, concede sua paz ao nosso coração. Cristo, o Sumo Sacerdote, torna cada parte dessa bênção uma realidade divina, uma experiência viva no poder de uma vida que permanece eternamente.

Cristo nos concede as bênçãos, nós lhe damos os dízimos.

Os dízimos de Deus são o reconhecimento de seu direito sobre tudo. Nosso Sumo Sacerdote tem o direito que nós lhe rendamos tudo o que temos, como pertencente a ele, ele tem o direito de receber sacrifício voluntário de tudo o que ele pede ou necessita para seu serviço. A ligação entre os dízimos e as bênçãos é mais estreita do que imaginamos. Quanto mais colocarmos tudo o que temos a seu dispor sem reservas, quanto mais de fato abandonarmos tudo por amor a ele, mais rica será nossa experiência da plenitude e do poder com os quais nosso Sumo Sacerdote pode abençoar.

"Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior". Essa é a verdadeira relação. Quanto mais conhecermos aquele nome superior que Jesus recebeu, quanto mais nosso coração estiver cheio da sua glória, mais baixo nos curvaremos, menores nos tornaremos aos nossos próprios olhos e, por meio disso, mais aptos seremos e mais desejosos estaremos para ser abençoados. Estaremos também mais prontos para entregar ao Senhor não somente os dízimos, mas tudo o que somos e possuímos. O grande poder do sacerdócio de Cristo será revelado em nosso coração à medida que mantivermos em nossa vida espiritual essa relação dupla com o nosso Sumo Sacerdote e cultivarmos uma fé e dependência mais profundas em sua plenitude de bênção

divina juntamente com uma entrega completa para seu dispor e serviço. Veremos com clareza sempre crescente que as duas características cultivadas e desenvolvidas em nós - fé em Cristo que abençoa e consagração a seu serviço - têm suas raízes na virtude primordial da humildade. A humildade nos faz cada vez menores aos nossos olhos até o ponto em que atingimos a condição que nada somos - a morte para o eu - e damos lugar para que Ele seja o nosso Tudo. Então se cumprirá em nós com um novo significado a palavra: "Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior".

1. "Melquisedeque abençoou Abraão". A obra de teu Sumo Sacerdote, ó minh'alma, é simplesmente bênção. Aprende a pensar isso de Jesus e procura confiança ainda mais no fato de que ele se compraz em abençoar. Ele é uma fonte de bênção; regozija-te grandemente nisso e confia que ele te abençoará.

2. Lembra-te de que toda a bênção de teu Melquisedeque no céu consiste no Espírito Santo enviado do céu habitando em teu coração. Como está escrito: "Cristo nos redimiu para que a bênção de Abraão viesse sobre nós em Jesus Cristo; para que pudéssemos receber a promessa do Espírito pela fé". O Espírito Santo "habitando continuamente" no coração é a bênção do sumo-sacerdócio.

3. Hoje, quando retornas da batalha cansado e sem forças, ele vem ao teu encontro. Reclina-te diante dele e permite que ele te abençoe! "Assim como diz o Espírito Santo: Hoje" crê que Jesus é 

tudo para ti.



(Por Andrew Murray - fragmento de "The Holiest of All: An Exposition of the Epistle to the Hebrews": em domínio público - tradução livre) 


FONTE: https://library.mibckerala.org/lms_frame/eBook/The%20Holiest%20of%20All%20-%20Andrew%20Murray.pdf 


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Uma só Coisa é Necessária

 

"Respondeu-lhe  o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas.

Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada." (Lucas 10:41-42)


Ao passar pelo povoado de Betânia, o Senhor Jesus encontrou acolhida na casa de Marta.

Sendo ela muito zelosa e boa cozinheira, esmerava-se para fazer o melhor para tão distinto convidado.

Ela queria fazer muitas coisas para o Senhor, por isso se viu acumulada de serviços. Ao observar que a sua irmã estava calmamente assentada aos pés de Jesus, ficou muito irritada.

Marta, secretamente, queria que o Senhor repreendesse a sua tão "preguiçosa" irmã. De modo indireto, ela também se zangou com Jesus. O texto é claro: Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. (Lucas 10:40).

Há algo tremendamente significativo na atitude de Maria. Estar aos pés de Jesus representa

escolher a boa parte: E esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. (Lucas 10:39b). Os ensinamentos que fluíam da Fonte da vida eram sublimes, no entanto, estar aos pés do Senhor do universo gerava um gozo indescritível no coração de Maria. Ao elogiar Maria, o Senhor também expressava a sua alegria em desfrutar daquele momento de comunhão.

Será que há algo errado em servir ao Senhor?

Não, mas a boa parte é estar aos seus pés, e não trabalhar para Ele. A boa parte é aquietar-se junto Dele e não se agitar de um lado para outro em favor de sua obra.

Observemos que Jesus não está contrastando serviço e adoração e dizendo que a adoração é melhor. Não, Ele está contrastando muitas coisas com uma só coisa.

Nós somos consumidos, absorvidos, preocupados e estressados por muitas coisas boas -

servimos, testemunhamos, pregamos, desenvolvemos programas, escrevemos,

freqüentamos reuniões, construímos igrejas, cantamos, ofertamos, estudamos - no entanto, Jesus nos diz que uma só coisa é necessária: estar a seus pés. Maria descobriu isto, e o Senhor disse que aquilo que ela encontrou não lhe seria tirado.

Qual é o supremo propósito de Deus? Qual é a vontade de Deus para todas as coisas? Vejamos Efésios 1: 9-11: Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir Nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; Nele digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.

O que este texto nos ensina? Em primeiro lugar, que há uma vontade, e ela tem sido revelada a nós. Em segundo lugar, a vontade de Deus é que todas as coisas convirjam para Cristo. E terceiro, é que tudo está trabalhando de acordo com este propósito. Há uma vontade, um propósito, uma razão, um alvo para o qual Deus está se movendo. Este mundo não está entregue ao aleatório. Deus não abandonou este universo para que ele seguisse o seu próprio curso. Pelo contrário, apesar da queda, Deus está ativamente agindo para alcançar o seu eterno objetivo.

O mundo dos filósofos está baseado na tentativa de responder perguntas do tipo: Quem sou eu? de onde vim! por que estou aqui e para onde estou indo? No entanto, estas perguntas só poderão ser respondidas à luz da soberana vontade de Deus. A razão de todas as coisas - quem sou eu, de onde vim, por que estou aqui e para onde vou - só podem ser compreendidas a partir do infalível propósito de Deus.

Então, qual é a vontade de Deus? Ele quer que Cristo seja preeminente em tudo. Deus quer reunir todas as coisas em torno da pessoa bendita de seu Filho: De fazer convergir Nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas. Deus tem um único desejo e um alvo a alcançar. Ele quer que este universo gravite em torno de seu amado Filho.

Lemos em Romanos 1 I:36: Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém. O eterno propósito de Deus foi estabelecido em Cristo Jesus.

Falar da vontade soberana de Deus é falar do seu eterno propósito. E o eterno propósito de Deus é dar a Cristo toda a preeminência: Porque aprouve a Deus que, Nele, residisse toda a plenitude. (Colossenses 1:19). O livro de Apocalipse 22:13 atesta: Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e Último, o Princípio e o Fim.

Porém, quando olhamos à nossa volta, o que vemos? 

Cristo tem sido honrado neste mundo? E a igreja, tem dado a Ele toda a primazia? Em minha família, Cristo tem sido preeminente? No meu viver particular, Cristo tem sido o primeiro? Com tristeza devemos reconhecer que a verdade tem sido outra. O mundo tem seguido o seu curso.

Cristo está do lado de fora da Igreja, da nossa família e, em nosso andar pessoal, Cristo tem exercido, infelizmente, apenas um papel de coadjuvante.

As forças das trevas se opõem violentamente contra o projeto divino de submeter a Cristo todas as coisas.

Contudo, a vontade de Deus é clara: Que a Cristo seja dada toda primazia. Cristo é o fator de perfeição e equilíbrio deste universo. Chegará o Dia em que todo o propósito de Deus se cumprirá cabalmente: Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que Ihe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a Ele sujeitas. (Hebreus 2:8).

As Escrituras apontam que o universo ficou maculado por causa da rebelião. Tudo foi atingido devido a queda.

Lúcifer, por inveja do Filho de Deus, junto com 1/3 dos anjos, se rebelou contra a autoridade do Criador. Por causa deste levante, satanás e seus anjos foram eternamente banidos da presença de Deus.

O homem também não se sujeitou à ordem divina e caiu em pecado. Devido a desobediência de Adão, toda criação e a raça humana sofreram os efeitos mortais da queda. Mergulhado no caos, este mundo tem como príncipe o próprio satanás. Este anjo caído tem como meta principal impedir que Cristo receba toda a preeminência que lhe é devida.

Para romper o estado de rebelião, o Filho de Deus precisou marchar para a cruz. O remédio capaz de aniquilar aquele que detinha o poder da morte era tremendamente amargo. No entanto, o Filho de Deus, por amor, assumiu esta missão. Abriu mão de sua própria vida e se entregou para morrer numa cruz. Damos muitas graças a Deus, porque foi através da morte de Cristo que foi consumada a obra de plena libertação: Para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo. (Hebreus 2:14b).

A morte do Filho de Deus na cruz selou completamente a destruição de satanás. É na morte

em Cristo que encontramos a libertação do diabo, do pecado, do mundo, da carne e do eu. Ao incluir-nos em sua morte, Cristo destruiu a nossa natureza rebelde e maligna: Estou crucificado com Cristo. (Gálatas 2:19b). Podemos confessar seguramente que: Juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.

(Efésios 2:6). Por graça, fomos feitos filhos de Deus. Cristo, através de sua morte e ressurreição assegurou o seu eterno e absoluto direito sobre todas as coisas. O livro de Colossenses 1:16-18 aponta: Pois, Nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia.

Agora compreendemos porque Maria quedou-se aos pés do Senhor. A ela foi dada a graça

de enxergar que Jesus era muito mais do que um filho de carpinteiro, vindo de Nazaré. Ela estava assentada aos pés do Autor da vida e Rei do universo. Seu coração ardia de regozijo ao ouvir os ensinamentos do Mestre dos mestres. Sua alma gozava da quietude por causa da doce e suave presença do Senhor.

Até aqui temos visto que Deus tem uma vontade, e que a sua vontade é que todas as coisas convirjam para Cristo e, desta forma, o seu Filho bendito receba toda a preeminência. Para atingir o seu alvo, Deus, de modo soberano, está dirigindo cada circunstância neste universo, pois não há nada que possa escapar de seu controle. Todas as coisas estão contribuindo para que o universal propósito de Deus seja estabelecido, pois o conselho de sua vontade é irresistível.

Possa o Espírito Santo abrir o nosso coração para vermos que a nossa total suficiência está na pessoa de Cristo. Uma só coisa é necessária: Cristo.


Tomaz Germanovix


OS CINCO SOLAS

 

Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. (Rm 1:16-17)


Sola Scriptura (Somente a Escritura) 2 Tm 3:16-17


O Sola Scriptura indica a inspiração, autoridade, suficiência, infalibilidade e inerrância das Escrituras. Isso significa que somente a Palavra de Deus deve ser identificada como regra de fé e prática da Igreja. Os reformadores acreditavam que a autoridade das Escrituras não depende do testemunho de qualquer homem ou mesmo da Igreja, mas unicamente do próprio Deus, seu Autor.


Esse conceito contrastava diretamente com a teologia da Igreja Medieval. Naquela época a autoridade papal, a tradição e as formulações dos concílios possuíam autoridade equiparável às Escrituras. Todavia, apenas a Bíblia é a auto-revelação especial de Deus e de sua vontade ao homem.


Solus Christus (Somente Cristo) Jo 14:6


Solus Christus significa que Cristo é o único mediador entre Deus e o homem. Nenhum outro complemento precisa ser adicionado a sua obra redentora. Seu sacrifício substitutivo em nosso lugar é suficiente para o perdão de nossos pecados satisfazendo plenamente a justiça de Deus.


Essa posição combatia o entendimento da liderança da Igreja que colocava outras pessoas em posição especial entre Deus e o restante dos homens. A Bíblia diz que somente pelos méritos de Cristo o homem pecador pode ser justificado diante de Deus. Nenhuma outra pessoa tem o poder de prover a reconciliação do homem com o Criador.


Sola Gratia (Somente a Graça) Ef 2:8-9


Sola Gratia significa que a salvação é somente pela graça. Isso significa que ela é uma obra realizada unicamente por Deus não dependendo de qualquer cooperação humana. O homem nasce morto em seus delitos e pecados, e não pode obter a salvação mediante suas obras. Ele nem mesmo tem capacidade para desejar e amar aquilo que é espiritualmente bom.


Na época da Reforma a Igreja estava envolvida num verdadeiro comércio da salvação. Vendia-se perdão de pecados a quem pudesse pagar. As esmolas, as boas obras, o comprometimento com as tradições da Igreja e as doutrinas humanas desenvolvidas por ela, garantiam um suposto lugar no paraíso aos seus fiéis. Mas definitivamente o homem não pode comprar a salvação pelos seus próprios esforços, nem mesmo optar por ela com sua vontade escravizada pelo pecado.


Sola Fide (Somente a Fé) Ef 2:8-9


Sola Fide significa que a justificação é unicamente pela fé em Cristo, e até mesmo essa fé não tem origem no próprio homem, mas é dom de Deus. O homem não-regenerado é incapaz de confessar que Jesus é o Cristo, o Unigênito de Deus. É somente através da obra sobrenatural do Espírito Santo fazendo-o nova criatura, que o homem pode responder com fé e arrependimento a mensagem do Evangelho.


Este foi um ponto essencial na Reforma Protestante. Lutero se empenhou durante um longo tempo em uma grande busca pela salvação de sua alma. Mas ele teve sua vida transformada quando o Espírito Santo iluminou seu entendimento e ele conseguiu compreender toda verdade que há na declaração das Escrituras de que o justo viverá pela fé (Romanos 1:17).


Soli Deo Gloria (Somente a Deus a Glória) Rm 11:36


O Soli Deo Glória é o resultado natural do Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia e Sola Fide. Quando se entende que somente a Palavra Deus é regra de fé e prática, que ela revela que unicamente Cristo é o mediador entre Deus e o homem, e que a salvação não vem de obras humanas, mas é pela graça mediante a fé, não há outra interpretação possível a não ser a de que a glória pertence somente a Deus.


O propósito último da criação de todas as coisas e da salvação do homem é a glória de Deus. Deus é glorificado tanto naqueles que recebem a mensagem do Evangelho com a manifestação de sua graça, quanto naqueles que rejeitam o Evangelho com a manifestação de sua ira. Ninguém pode ocupar o lugar de Deus. Ele não divide Sua glória com ninguém e toda adoração nos céus e na terra pertence somente a Ele.


Infelizmente quando comparamos os 5 Solas com o pensamento de muitas igrejas protestantes da atualidade, percebemos o quão distante elas estão das bases da Reforma e consequentemente das Escrituras.


Em 31/10/2023 Martinho Lutero fixou suas 95 teses em protesto contra a praticada compra de indulgência da igreja católica romana, com base nesses cinco solas. Deus o levantou como um arauto em sua geração para defender e proclamar uma verdade que é basilar da Igreja! 



VEJO O SENHOR

 "vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem." (Hb 2:9)


Vejo o Senhor, Vejo o Senhor

Exaltado na adoração , 

entre os santos desta Terra

Vejo o Senhor, Vejo o Senhor

Meus olhos veem o rei 

O cordeiro sobre o trono               

Reinando para sempre...sempre (2x)


Suas vestes reais enchem o templo

Adoradores celestiais cercam Seu trono

Unidos a eles clamamos Santo

é o Cordeiro de Deus (Coro)


Tradução e Releitura do louvor "I see the Lord" (Ron Kenoly)



Tu És a Rocha Ferida

 1

Tu És a Rocha Ferida


A vara de Deus sobre Ti brandiu


Com todo o furor da sua ira


Foi o castigo sobre o inocente


2

Tu és o Cordeiro da páscoa


Sacrifício pelos primogênitos


A nossa sentença foi transferida


Para o Justo Filho de Deus


Não tememos mais o anjo da morte


Pois libertaste-nos para sempre


3

Tu és o holocausto pra Deus


O Filho a quem o Pai se apraz


Tua perfeita consagração


É o nosso fundamento eterno


4

Tu és o nosso representante 


De justiça, santidade e glória


Se hoje estamos diante do trono


Do Deus: Majestade Santa


É somente por causa dos seus méritos


Fiador da nova aliança


5

Este é Teu eterno concerto


Coroado Ele foi com espinhos


Vestido de um manto escarlate real


Seu corpo partido com açoites 


6

Maldito pendurado no madeiro


Seu sangue preciosíssimo vertido


Para reconciliar com Deus criador


Tudo o quanto há nos céus e na terra


E fazer novas todas as coisas


Pelo Novo Homem em Cristo Jesus



(Autor: João Pedro Costa Rocha)



> OUVIR O LOUVOR


O EXEMPLO DE MARGARET BARBER

 

Margaret Barber foi um ótimo exemplo para Watchman Nee na única questão de prestar mais atenção à vida do que a obra. Ele percebeu que Deus se importa mais com o que somos do que com o que fazemos, e a sua obra foi de acordo com esse princípio. Ele observou como a Srta. Barber enfatizou continuamente a questão da vida, quase sem prestar atenção a sua obra.


De vez em quando, ele e a Srta. Barber iam juntos para ouvir um orador cristão. Ele sempre admirava a eloquência, o conhecimento, o zelo, a habilidade ou o poder natural de persuasão do orador. Então a Srta. Barber apontava para ele que o que ele admirava não era nem da vida nem do Espírito. O que ele admirava poderia ser capaz de agitar as pessoas e motivá-las a realizar certas obras, mas nunca poderia ministrar a vida das pessoas. Através de tal diagnóstico espiritual, ele foi ensinado à discernir e distinguir a diferença entre vida e obra. Ele começou a perceber que a maioria dos sermões dados por pregadores e mestres cristãos não eram grãos de vida, mas flocos de palha. Ele também observou que na maioria das obras cristãs, supostamente realizados para Cristo, havia muito pouca vida ministrada às pessoas.


(Cap 7, WN - A Seer of the Divine Revelation in the Present Age (WL))


SALVOS POR SUA VIDA - Parte 2


*(4)*

Na salvação pela Sua morte, *Cristo carregou a Cruz em nosso lugar (A OBRA DA CRUZ)*.


Na salvação pela Sua vida, *Cristo nos ajuda a carregar a nossa cruz (O CAMINHO DA CRUZ)*.


*(5)*

Na salvação pela Sua morte, Ele é o nosso *Redentor*.


Na salvação pela Sua vida, Ele é o nosso *Sumo Sacerdote*.


*(6)*

Na salvação pela Sua morte, *Ele entrou na morte e Se tornou a nossa Vida*.


Na salvação pela Sua vida, *Ele entrou nos mais altos céus e Se tornou a nossa vitória*.


*(7)*

Na salvação pela Sua morte, Ele entrou no mais profundo abismo do inferno em nosso lugar para *nos redimir*.


Na salvação pela Sua vida, Ele entrou nas alturas dos céus diante de Deus por nós para *nos abençoar*.


Luiz Fontes


VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA!

 


A reforma protestante foi um marco na história, pois trouxe de volta verdades que haviam sido perdidas pela ação humana, mesmo religiosa, pervertendo a essência das Escrituras, principalmente do evangelho. O resultado foi a proclamação das chamadas “Cinco Solas”, palavra latina que é traduzido por somente. “Cinco Solas”, se perpetuam até o dia de hoje: “Somente a Escritura, Somente Cristo, Somente a Graça, Somente a Fé e Glória Somente a Deus”. Incrível que isso tudo sempre foi a mensagem, mas o desastre é que a intervenção de interesses humanos dos mais diversos, até mesmo religiosos, afastaram a liderança do clero e naturalmente resultando na vida do povo, o afastamento da mensagem autêntica do evangelho de Cristo.

Para tudo isso ocorrer, mais uma vez, Deus levanta um homem de coração sedento, que buscava paz para seu coração, mesmo sendo religioso, pois ainda não havia encontrado a resposta ao vazio de seu coração. Seu nome era Martinho Lutero (Martin Luther). Ele foi um monge agostiniano e professor germânico. Nasceu em 1483 e faleceu em 1546. O impacto da mensagem do evangelho foi tão grande em sua alma que ele descobre que não eram os seus esforços, mas a graça, a fé e o arrependimento. Ele estava inconformado com a instituição igreja da qual ele fazia parte, ficava horrorizado com a riqueza excessiva da igreja, a falta de preparo do clero e a venda indiscriminada das indulgências. O fato é que muitos aspectos da vida tanto pessoal, familiar, educacional, social etc., precisavam de reformas importantes e urgentes. No dia 31 de outubro de 1517, ele resolveu em protesto aos erros, afixar na porta da Igreja da Alemanha 95 teses sobre as coisas que estavam erradas. Esse dia ficou conhecido como o Dia da Reforma Protestante. Alguém com muita propriedade, vendo e presenciando tudo que vivemos nos dias de hoje, disse que “precisamos de ‘Martinhos Luteros’ com coragem para afixar em muitas portas não apenas 95, mas milhares de teses, para que nossa sociedade acorde para as reformas que se fazem necessárias”.Lutero faz-me lembrar de Elias, um homem com o mesmo sentimento de cada um de nós, mas foi usado com poder e autoridade. Pessoas frágeis, com lutas, mas sinceros na alma e alcançados pela graça de Deus (Tiago 5.17,18). Se pesquisarmos com mais profundidade iremos ver que as lutas espirituais de Lutero eram tão grandes, que ele confrontava Satanás, brigando como se estivesse brigando com uma pessoa humana diante dele. Conversas diretas e fortes. É esse homem que Deus usou, na sinceridade do seu coração e na sensibilidade de entender que muita coisa precisava ser mudada, e ele era responsável para alertar a igreja e a sociedade para isso. Estamos vivendo tempo do relativismo, pluralismo, onde a Palavra de Deus tem sido colocada em dúvida e a inerrância das Escrituras questionada.

Deus está nos chamando como atalaias, à semelhança de Lutero, para dizer qual é a verdade de Deus e que ela não pode ser rejeitada e nem mudada, pois é absoluta e foi inspirada divinamente pelo Santo Espírito de Deus (2 Timóteo 3.16-17). O que importa é que, mais do que nunca, seremos questionados e confrontados por aquilo que temos zelado como sendo a mensagem de Deus. Isso em todos os sentidos! O que Deus mais espera é a sua e a minha fidelidade, a ponto de estarmos prontos para qualquer consequência dessa nossa determinação de seguirmos os seus caminhos.

 *Oração:* Deus Eterno, abençoe nossa nação e que eu seja um baluarte, um Atalaia e uma testemunha viva da mensagem que transformou a minha vida e pode transformar esta nação!


(Marcos Stier Calixto - Devocionais Avivamento)


segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Filho de Deus em Relação à Criação e a Redenção

 O capítulo um de Hebreus dá ênfase particular ao papel do Filho de Deus na criação e na redenção. Na criação, o Filho de Deus é o Criador, o Mantenedor e o Herdeiro. No passado, todas as coisas passaram a existir Nele, por Ele e para Ele (v. 2; João 1:3; 1 Coríntios 8:6; Colossenses 1:16). No presente, o Filho sustenta todas as coisas pela palavra de Seu poder, e todas as coisas são coerentes com Ele (Hebreus 1:3; Colossenses 1:17). No futuro, o Filho será o herdeiro para herdar todas as coisas (Hb 1:2). Na redenção, o Filho realizou a purificação dos pecados e, como evidência da conclusão da redenção por meio de Seu ministério terreno, que culminou com Sua morte vicária na cruz, o Filho está agora sentado à direita da Majestade nas alturas, esperando pela subjugação de Seus inimigos (Hb 1:3, 13). O Filho tirou o pecado e fez a purificação dos pecados ao se oferecer como sacrifício pelos nossos pecados de uma vez por todas (João 1:29 ; Hebreus 10:12; 9:26). O fato de o Filho estar sentado à direita de Deus nos céus significa que Sua obra redentora foi realizada e que Ele está descansando ali ( 1:13 ; 8:1; 10:12; 12:2). Agora o Filho está esperando a subjugação de Seus inimigos, isto é, esperando que Deus coloque Seus inimigos como escabelo de Seus pés ( 1:13 ; 10:13).

Ron Kangas

CRISTO, GLÓRIA E SUBSTÂNCIA DE DEUS

 Hebreus 1:3 diz que, na Divindade, o Filho de Deus é o esplendor da glória de Deus e a marca da substância de Deus. Aqui a glória é uma questão de expressão externa de Deus, e a substância é uma questão de essência interior de Deus. Com relação à glória como a expressão externa de Deus, o Filho é o esplendor da glória de Deus. Esta refulgência é como o brilho da luz do sol . O Filho é o resplendor, o esplendor da glória do Pai. Com respeito à substância como a essência interior de Deus, o Filho é a impressão da substância de Deus. Esta impressão é como a impressão de um selo. O Filho, a impressão da substância de Deus, é a expressão da substância do Pai, a expressão do que o Pai é. Além disso, para o Filho ser o esplendor da glória de Deus e a impressão da substância de Deus significa que o Filho é Deus vindo a nós, que o Filho é Deus nos alcançando e vindo para estar conosco (Mateus 1:23). Na economia neotestamentária de Deus, temos um Deus que nos alcança, um Deus que vem a nós para nos salvar e se dispensar a nós.

Ron Kangas