domingo, 31 de março de 2024

A DIFERENÇA ESTÁ NOS PAIS

 


 Um olhar sobre a infância do profeta Samuel traz novamente ao nosso coração a questão da responsabilidade parental pelo comportamento dos filhos, especialmente na primeira fase da sua vida.


 O contraste está entre Ana e Elcana, pais de Samuel, e Eli, pai de Hofni e Finéias. Na sua primeira fase, diz-se que tanto Samuel como Hofni e Finéias não conheciam a Deus (1 Samuel 2:12; 3:7); porém, apesar disso, o comportamento deles foi muito diferente desde o início: Samuel agradava a Deus, enquanto os filhos de Eli o ofendiam repetidamente.


 O fato de nem um nem os outros conhecerem a Deus significa que o seu comportamento não poderia provir da vida de Deus neles, pois ainda não a possuíam.  Foi simplesmente consequência do seu treinamento em casa; do ensinamento e do exemplo de seus pais.


 Enquanto Ana, uma mulher estéril e sofredora, pediu um filho ao Senhor e depois o ofereceu ao seu serviço, Eli foi complacente com o seu povo, a tal ponto que eles blasfemaram contra Deus e ele não os impediu (3:13). Deus justificou as queixas contra Eli, que honrou mais seus filhos do que o Senhor.


 Ana havia prometido seu filho ao Senhor e, no devido tempo, cumpriu sua promessa, trazendo-o ao santuário de Siló.  Esse gesto de Ana demonstra profunda piedade e abnegação.  Então, ano após ano, quando Ana e seu marido iam adorar, traziam para a criança um lindo manto.  Eles sabiam que a criança não lhes pertencia mais.  Tal era a medida da sua devoção a Deus e a forma como O honravam.


 Elí, por sua vez, deixou passar os dias contemplando os delitos dos filhos, sem assumir atitude firme para detê-los.  Por trás dessa indulgência havia um desprezo por Deus, uma iniquidade que lhe custou caro.  Sabemos quão diferentes eram seus fins.  Samuel foi um dos grandes profetas, porém, Hofni e Finéias morreram cedo sob o julgamento de Deus.


O fato de nem um nem os outros conhecerem a Deus significa que o seu comportamento não poderia provir da vida de Deus neles, pois ainda não a possuíam.  Foi simplesmente consequência do seu treinamento em casa;  do ensinamento e do exemplo de seus pais.


 É claro que, à medida que atingem a maioridade, não podemos isentar os filhos de Samuel e Eli da responsabilidade pessoal.  Eles não eram apenas um eco do comportamento dos pais. Porém, o que queremos destacar aqui é que, na primeira etapa de suas vidas, quando ainda não tinham um conhecimento pessoal de Deus – ou seja, a própria fé – sua conduta era marcada pela fé e pela conduta de seus pais.


 Que o Senhor conceda a nós, pais cristãos, a graça de ver isso a tempo, antes que a sorte seja tristemente lançada para os nossos filhos.


"Cada dia com Cristo" - 365 meditações diárias - Eliseu Apablaza F.


sábado, 30 de março de 2024

Deus está aqui e nunca estaremos sozinhos



João 16:32: Eis que chega a hora, e já se aproxima, em que vós sereis dispersos cada um para sua parte, e me deixareis só, mas não estou só, porque o Pai está comigo. 

É bem interessante esse versículo e a forma com que Deus fala através dele. Porque, realmente, podem nos deixar sozinhos, mas não estamos e nunca estaremos sós. Por que Ele falou dessa maneira justamente e não de outra forma, como: “vocês serão dispersos, mas Deus estará comigo”? Ele justamente acrescenta “me deixareis só, mas não estou só, porque o Pai está comigo”, para que quando acontecesse conosco, nós soubéssemos que, apesar de nos deixarem sozinhos e aparentemente não termos ninguém para contar e assim nos sentirmos, não seria verdadeiro dizer que estamos sozinhos e não temos ninguém, pois assim como com Jesus, o Pai está e sempre estará conosco, não é mesmo? Ele é o maior exemplo de todas as formas: sobre servidão, sobre alegria, sobre bom ânimo, sobre temperança, sobre a dor e sofrimento e como lidar com eles, sobre a solidão e até não ser compreendido, ao menos, não totalmente, pelas pessoas ao seu redor. Se identificou? 

Não significa que nunca teremos com quem contar, mas em certos momentos podemos viver em certas situações em que estaremos “sozinhos” e não teremos alguém para contar e segurar nossa mão ou o sentimento seja esse dentro de nós. Mas, saiba que, ainda que porventura o aconteça, saiba que Deus, dependendo Dele, Ele nunca soltará a sua mão, Ele não pretende e não quer te soltar. Por isso, ainda que não vendo, entendendo e alguns momentos mesmo que venha a chorar, confie, descanse em Deus e tenha bom ânimo, pois quer estejam do seu lado ou não, Ele nunca deixará de estar (e é o Mesmo que nos abençoa com pessoas em certos momentos para nos ajudar e segurar nossa mão. Porque quando elas seguram nossa mão, além de ser a misericórdia e graça de Deus sobre nossas vidas, é Ele segurando nossas mãos através de pessoas. Assim, também não vá se isolar). Confie Nele! 

E, assim, no versículo seguinte, por isso nos diz: 

João 16:33: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. 

E se Ele venceu, também certamente venceremos e poderemos passar com vitória por seja lá o que for, como bem diz em Romanos 8:37: somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou (o Senhor). Ele diz “eu venci”, o verbo está conjugado no passado, o que significa que já aconteceu. E, se Ele está dentro de nós, significa que conseguimos também (filipenses 4:13: podemos todas as coisas em Cristo que nos fortalece). 

Que possamos dizer como Jesus e ter confiança no que Ele nos diz, amém! Portanto, como e por que ter bom ânimo? Primeiro, através de Cristo; e segundo, porque Deus, o Pai, está aqui conosco. Amém! 

Não significa que nunca nos sentiremos sozinhos e até em desamparo, mas em todos os momentos podemos crer e ter total confiança de que Deus é e sempre será conosco, não importa o que venha e aconteça. 

João 16:31: respondeu-lhes Jesus: Credes agora?


(Carlos Oliveira)

UM TESTEMUNHO SOBRE GEORGE MULLER

 George Müller leu a Bíblia por mais de 200 vezes, sendo 100 de joelhos. Quando perguntado por um repórter o que gostaria de fazer ainda, ele, de joelhos, respondeu: “Ler mais a Bíblia, pois conheço pouco ainda da excelência de Cristo”. Müller fundou vários orfanatos, e cuidou de mais de 10.000 crianças órfãs, baseado na promessa de Deus do Salmo 68:5 “Deus é pai dos órfãos”. Seus seguidores contam histórias interessantes sobre ele. Entre elas, uma quando Müller estava orando em seu quarto, e sua fama já era notória. A rainha da Inglaterra foi à sua casa, e sua empregada bateu na porta de seu quarto e disse: “Sr. Müller a rainha está na sala, querendo lhe falar”. E ele respondeu: “Diga a Senhora Rainha que agora não posso, pois estou falando com Rei dos Reis e não vou atendê-la”. Em outra oportunidade, o seu orfanato amanheceu sem nenhum alimento para os mais de 1000 órfãos naquela ocasião. E o desespero tomou conta de todos os funcionários, mas Müller disse: "Não peço nada ao homem, minha aliança é com Deus". Entrou em seu quarto e orou: “Pai dos órfãos, falta pão. Em nome de Jesus. Amém”. Passado alguns minutos, várias carroças com pães passaram na porta do orfanato e o chefe que a conduzia disse: “Sr. Müller, fomos entregar estes pães para a família real, no castelo, e eles disseram que os pães estavam muito assados e por isto, para não jogar fora, resolvemos dar para o orfanato”. Müller disse: “Não foi os pães que passaram do ponto, mas Deus que atendeu nossa oração e teve misericórdia de nós”. Müller foi um grande evangelista. Teve uma comunhão invejável com Cristo e provou por inúmeras vezes o poder da oração com fé. Müller tinha um caderno, onde anotara mais de 50.000 orações que foram respondidas por Deus. Lembremos de que quando vivemos na dependência de Deus, Ele mesmo cria circunstâncias favoráveis para sua glória. Que o testemunho  de Müller e seu legado sirva de inspiração para nós hoje.

(Anonimo)

OS ALICERCES DA CASA DE DEUS

O primeiro alicerce da Casa de Deus é a revelação da *Trindade*.


O Pai habita no Filho, o Filho habita no Pai, o Espírito procede do Pai

para o Filho, o Espírito procede do Filho para o Pai, o Espírito contém o Pai, também contém o Filho. Cada uma das Três Pessoas está em cada uma delas. É assim que a Trindade existe. Esse é o modo de vida da Trindade.

Irmãos, a realidade do *Deus Triúno* não é coisa para Seminário de Teologia. É uma revelação da Palavra de Deus, para a qual nós, todos os crentes, fomos chamados a desfrutar. 

O segundo grande alicerce é a revelação da *Encarnação*. 

Deus entrou no tempo e na história. É por causa disso que nós fomos salvos. Um Deus "supremo arquiteto do universo" não salva ninguém. Mas um Deus que entra na história e assume os nossos pecados, nos salva.


Terceiro alicerce: *Expiação*. 

O Verbo Se fez carne não apenas para viver uma vida humana, realizar milagres, curas, ensinar, trazer um exemplo a ser imitado. O Verbo veio à terra para morrer. Quantos já descambaram há muito tempo do verdadeiro Evangelho por causa da perda desse alicerce

chamado Expiação!


Quarto alicerce: *Justificação pela Fé*.


Expiação é o que o Senhor Jesus fez na cruz do calvário. Agora, como eu posso me apropriar daquilo que Ele fez? Como eu posso me valer da justiça Dele? Eu não posso me tornar justo. Não é? O que é que nós vemos por aí, muitas pessoas pregarem? É que nós devemos praticar boas obras, boas obras e mais boas obras, fazermos alguma coisa aqui, outra lá, e vamos ganhando com isso, ganhando tentos e mais tentos, nesse jogo entre Deus e nós, até Deus olhar e falar: “Puxa! Você deu tudo o que você tinha. Então agora eu vou te considerar um justo, baseado nas suas obras”. Será que é assim que nós somos salvos? Não. Não somos salvos por religião, educação ou conhecimento. Nós somos justificados pela Fé, em Cristo.


Depois, o quinto alicerce: *Ressurreição.* 


Se Cristo tivesse apenas realizado a expiação, e não tivesse ressuscitado, a nossa fé seria vã. 


Nós fomos salvos porque a ressurreição é uma prova de que Deus aceitou como plenamente suficiente o sacrifício de Cristo. 


Se o sacrifício de Cristo, pelos nossos pecados tivesse algum defeito, alguma coisa a desejar, alguma mácula, Cristo não poderia ser ressuscitado, porque Ele seria retido pela morte. 


Os irmãos compreendem isso? Mas Ele só pode ser ressuscitado porque Ele era santo e porque o Seu sacrifício foi completamente suficiente. 


Qual segurança que nós temos de que esse nosso substituto na cruz do Calvário, foi um substituto suficiente? A ressureição de Cristo.


Agora o sexto alicerce: *O Espírito Santo*.


Quanta confusão existe no meio da Igreja em torno do assunto Espírito Santo? 


Alguns nem se interessam por essa Pessoa Divina chamada Espírito Santo. Alguns nem crêem que Ele é Deus.

Outros se confundem com tanta mirabolância a respeito do Espírito Santo que se perdem num misticismo

tremendo. Se nós nos perdemos com relação a esse alicerce nós temos muitos problemas no exercício do

ministério, na vida do Corpo de Cristo, no exercício dos dons.


O sétimo alicerce é o *Corpo de Cristo*: a *Igreja*. 


*A Igreja se compõem de todos aqueles que verdadeiramente crêem em Cristo Jesus. Todos os que confessam o

Senhor, são irmãos. Todos devem viver juntos. Todos devem se amar e se servir.* 


*Existem algumas questões específicas e práticas a respeito da igreja que são todas simples, que se o homem

não coloca as suas mãos medonhas neles, nós então podemos gozar da simplicidade e pureza de Cristo.*


*Mas se o homem coloca as suas mãos medonhas, e começa a sistematizar, estruturar, institucionalizar, ele vai

bagunçar e deformar toda essa maravilhosa realidade chamada Igreja. E ela vai se tornar apenas aquela estrutura,

aquela instituição, aquela denominação, seja lá o que for, sem realidade, e sem vida.* 


Por último, o *Supremo Propósito de Deus*. 


Nós precisamos de uma visão do Supremo Propósito de Deus. Não basta apenas a Trindade, a Encarnação, a

Expiação, a Justificação pela Fé, a Ressureição, o Espírito Santo, o Corpo de Cristo e a Segunda Vinda do

Senhor. Nós precisamos de uma visão do Supremo Propósito de Deus para que nós não nos percamos na nossa

vida, na nossa prática - seja individual, familiar, corporativa. 


*Qual é o Supremo Propósito de Deus? Cristo e a igreja.* 


Em Efésios diz assim: Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. Qual é o Supremo Propósito de Deus? Irmão, qual a razão de ser da vida cristã? Por que é que nós somos justificados pela graça? O que é que Deus deseja fazer em nós? Não é mexer aqui ou ali, salvar as nossas almas aqui ou lá. Isso aí é parte, é decorrente. Você precisa focar no Supremo Propósito de Deus.


*O Supremo Propósito de Deus é: revelar plenamente a glória do Seu Filho. E unir a igreja tão intimamente com esse Filho, com esse Cristo, que a própria igreja possa também revelar essa mesma glória como Corpo, o Corpo de Cristo.*


*Revelar a glória do Seu Filho, para que Nele convirjam todas as coisas, e a igreja como um corpo de redimidos que também participa dessa glória.*



Romeu Bornelli



O PRINCÍPIO DOS VENCEDORES

 


 O modo de Deus trabalhar, conforme ilustrado nas Sagradas Escrituras, é encontrar alguns poucos para formar um núcleo a fim de atingir muitos. Isto já era verdade na dispensação patriarcal. Naquele tempo Deus escolhia pessoas individualmente: como, por exemplo, Abel, Enoque, Noé e Abraão. Mais tarde, através de Abraão (os poucos) Deus alcançou toda nação de Israel (os muitos) - Isto é, Deus atinge a dispensação da lei através da dispensação patriarcal. Então, da dispensação da lei (a nação de Israel) Deus atinge a dispensação da graça (a igreja formada de todas as nações); e, do mesmo modo, da dispensação da graça ele atingirá a dispensação do reino, do novo céu e da nova terra (a nova criação), pois o reino é o prólogo do novo céu e da nova terra. Assim, então, o princípio da operação de Deus é dos poucos para os muitos.


 "... a Cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus" (Colossenses 2:19). As juntas são para o suprimento, ao passo que os ligamentos para a consolidação. A cabeça mantém o corpo unido através dessas juntas e ligamentos. E essas juntas e ligamentos são os vencedores.


 Jerusalém tipifica toda a igreja, enquanto Sião - que está em Jerusalém - representa os vencedores na igreja. Jerusalém é maior que Sião, mas Sião é a Fortaleza de Jerusalém. O que corresponde ao coração de Deus é chamado Sião; o que fala do fracasso e pecado dos judeus é chamado de Jerusalém. Deus permite que Jerusalém seja pisada, mas geralmente mantém Sião intacta. Haverá uma nova Jerusalém, mas não uma nova Sião, porque Sião jamais envelhece.


 Todas as vezes que o relacionamento entre Sião e Jerusalém é mencionado no Antigo Testamento, vemos que as características, vida, benção e constituição de Jerusalém invariavelmente derivam de Sião. Os anciãos encontram-se em Jerusalém, a arca devia ficar em Sião (1 Reis 8:1). Deus faz bem a Sião segundo a sua boa vontade e edifica os muros de Jerusalém (Salmo 51:18). O nome de Deus está em Sião, ao passo que o seu louvor em Jerusalém (Salmo 101:21). Deus abençoa de Sião e Jerusalém recebe os benefícios (Salmo 128:5). O Senhor habita em Jerusalém, mas recebe louvores de Sião (Salmo 135:21). Deus primeiro fala a Sião e, então, as boas novas alcançam Jerusalém (Isaías 41:27). Ele habita em Sião e assim santifica Jerusalém (Joel 3:17).


 Deus está, atualmente, procurando entre os derrotados da igreja, os 144.000 (um número representativo, naturalmente) que permaneça no monte Sião (Apocalipse 14:1). Repetidas vezes ele usa relativamente poucos crentes como canais para derramar vida na igreja para o reavivamento. Como fez o seu Senhor, estes poucos têm de derramar sangue para deixar a vida fluir. Os vencedores devem permanecer sobre o terreno da vitória pela igreja e em lugar da igreja. Têm de suportar sofrimentos e opróbrios.


 Portanto, os vencedores de Deus devem abandonar toda autocomplacência, pagar o preço, deixar que a cruz corte fora tudo o que procede da velha criação e permanecer contra as portas do Hades (Mateus 16:18).


 Você está pronto a ferir seu próprio coração para receber o coração de Deus? Está pronto a ser derrotado para que o Senhor triunfe? Quando sua obediência for completa, Deus rapidamente vingará toda desobediência (2 Coríntios 10:6). 


Watchman Nee - "O Plano de Deus e os Vencedores”


sexta-feira, 29 de março de 2024

Minha Esperança é Jesus

  


1   Minh’esperança é Jesus,

     Justiça minha, Salvador;

     Eu não confio em nada mais,

     Só em Seu nome de amor.

 

        Na Rocha, Cristo, eu estou;

        E tudo mais não tem valor,

        E tudo mais não tem valor.

 

2   Se trevas vêm, descanso eu

     Em Sua graça tão fiel;

     Nas tempestades, aflições,

     Eu permaneço além do véu.

 

        Na Rocha, Cristo, eu estou;

        E tudo mais não tem valor,

        E tudo mais não tem valor.

 

3   A aliança, sangue Seu,

     Sempre sustentam-me em pé;

     E quando tudo se desfaz,

     Minh’esperança Ele é.

 

        Na Rocha, Cristo, eu estou;

        E tudo mais não tem valor,

        E tudo mais não tem valor.

 

4   Achado Nele quero ser

     Em Sua manifestação;

     Minha justiça Ele é,

     Eu não terei condenação.

 

        Na Rocha, Cristo, eu estou;

        E tudo mais não tem valor,

        E tudo mais não tem valor.



Autor: Edward Mote

quinta-feira, 28 de março de 2024

Deus advoga por nós

 

Que diremos, pois, à vista destas coisas? _*Se Deus é por nós, quem será contra nós?*_ Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? _*Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?*_ É Deus quem os justifica. _*Quem os condenará?*_ É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. _*Quem nos separará do amor de Cristo?*_ Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

(Romanos 8:31-35)


Nesses cinco versículos vemos quatro perguntas, de ordem jurídica que visam nos mostrar todos os efeitos da obra expiatória de Cristo, e as provas e as garantias do amor Deus. A resposta para todas as quatro perguntas são as mesmas e é apenas uma só: “NINGUÉM”


Isso se dá pela simples menção de que “_*Deus é por nós!*_ ou como os reformadores cunharam o termo _*’Deus pro nobis’*_(sig. Deus advoga/intercede por nós)


(Harone Maestri)


OITO ALICERCES DA SÃ DOUTRINA

 Os estudiosos definiram a *“SÃ DOUTRINA”* em oito alicerces, os quais são:


1º. *A TRINDADE*

O ensinamento acerca do *DEUS TRIÚNO*;


2º. *A ENCARNAÇÃO DO VERBO DE DEUS*;


3º. *A EXPIAÇÃO*, ou a *PROPICIAÇÃO*;


4º. *A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ*;


5º. *A RESSURREIÇÃO DE CRISTO*;


6º. *A OBRA E A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO*;


7º. *A DOUTRINA CORPO DE CRISTO* 

O que é *A IGREJA* como organismo vivo para a expressão da Vida, da Obra e da Pessoa de Cristo;


8º. *A SEGUNDA VINDA DO SENHOR*

A Parousia do Senhor, com uma abrangência também em relação ao *SUPREMO PROPÓSITO DE DEUS*.


Luiz Fontes


CHAMADO, ELEITO, FIEL

 


“Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, e eleitos, e fiéis”. Apocalipse 17:14.


Em certo sentido, estas três palavras representam uma graduação de uma esfera de provação para outra. Embora possamos ter sido “escolhidos Nele antes da fundação do mundo”, também é verdade que a escolha depende daqueles que “retém firme seu chamado e eleição”, quando o assunto é o serviço a nós confiado e a intimidade com Deus.


Deus inicia todos Seus tratos conosco por meio de um chamado. Mas para que “o chamado de Deus” tenha qualquer utilidade, é necessário que ele seja percebido pelo homem interior. A carne pode até ouvi-lo, como aconteceu com aqueles homens que estavam com Paulo, e que foram até mesmo arremessados ao chão pela glória da revelação que ele recebeu. Os sentidos daqueles homens podem até mesmo ter testemunhado algumas das manifestações exteriores que acompanham o chamado do apóstolo, mas, como ele mesmo disse: “eles não ouviram a voz Daquele que falou a mim”.


O chamado de Deus contém tanto graça como verdade. A verdade é o instrumento separador: “Sai”. A graça é a promessa: “Te abençoarei e farei uma benção”. O homem muitas vezes se agarra na graça, no “abençoarei” de Deus, e falha em consentir com a demanda do “sai”. Isto não se aplica somente aos nossos primeiros passos na salvação, mas também a cada nova revelação e chamado em diferentes momentos da vida cristã. O chamado de Deus pode ser relacionado a uma mais completa e ampla aceitação da verdade e do ministério, ao testemunho e ao ser testemunha, à rendição e a experiência. Quando o Senhor nos chamar, sem dúvida isso acontecerá por meio de alguma das formas divinas de visitação realizadas àqueles que Ele deseja conduzir na graça. Haverá um momento apropriado, definido e desafiador. Um mensageiro pode surgir do meio do nada - do nada da reputação, do reconhecimento, da fama ou honra mundanas. Ele entregará a mensagem, apenas permanecendo tempo suficiente para que sejam conhecidas suas implicações essenciais àqueles que o ouvem. Então, ao seguirmos adiante, as coisas nunca mais serão como antes.


O “chamado” soou. A crise se precipitou. A questão está entre a vida, dentro de suas limitações conhecidas ou desconhecidas, e aquilo que Deus oferece. Mas a verdade vai demandar por um “sair”, como geralmente acontece. Sair pode representar deixar uma posição de certa popularidade, algo relativamente fácil. Pode haver um risco envolvendo a reputação, ou até mesmo a perda de prestígio. Talvez ocorra uma desaprovação entre os homens, ou possamos ser rotulados de “singulares”, “peculiares”, “extremistas” e “perigosos”. O chamado pode representar um impacto direto de todo o preconceito, tradição e desaprovação do mundo religioso, resultando em exclusão, ostracismo e suspeita por parte dele. Tais coisas acompanham aqueles que são chamados por Deus para avançar com Ele, além do padrão geralmente aceito. Este é o preço do pioneirismo para as almas, e é o preço a ser pago para ser útil no serviço a Deus e aos homens.


Mas o testemunho daquele que escolheu pagar um preço que poucos pagarão, e a quem foram confiados uma impressionante revelação e um serviço imortal e universal, no fim de sua vida, foi: “ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram” [2 Tm 4:16]. Será que isso significou que ele estava errado? Quem ousaria dizer que sim?


Vamos nos lembrar que cada passo adiante com Deus levará a pessoa “chamada” a uma mais direta e íntima colisão com as forças do inimigo, e isso vai atrair muito a sua atenção. O único caminho para “reinar em vida” é literalmente sabendo dessa necessidade.


A pergunta é se vamos continuar com Deus, independente do preço a ser pago. Recusaremos Àquele que fala? Vamos responder a cada chamado para avançar, qualquer que esse seja? Permaneceremos firmes mesmo que o preço por vezes parecer quase que demasiado? Iremos “nos manter firmes” na provação do “chamado” para, ao sermos aprovados pela graça de Deus, sermos escolhidos para esta obra que não poderia ter sido feita por ninguém mais além de nós?


Ou será que retornaremos para nosso caminho mais fácil, de menor resistência; mantendo nossos tesouros, por medo de perdê-los, mantendo nosso lugar de diversão e segurança nas águas rasas, sem nos “lançarmos nas profundezas”.


O “muito bem, servo bom e fiel”, será reservado para aqueles que se arriscaram a perder alguma coisa, e foram além da obrigação do dever, embarcando na segunda milha do “chamado” que envolve essa revelação progressiva.


Oh, amados de Deus, vamos seguir o caminho até o fim, independente do que isso possa envolver – nunca antecederá o sofrimento apostólico – aspire por ser um dos “chamados, eleitos e fiéis”.


por T. Austin-Sparks



Primeiramente publicado na revista "A Witness and A Testimony", em Jul-Ago 1926, Vol. 4-4. Origem: ”Called. Chosen. Faithful." (Traduzido por Marcos Betancort Bolanos)


quarta-feira, 27 de março de 2024

2ª TESSALONICENSES

 2ª EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES - CARTAS PARA HOJE - J.B.PHILLIPS


> CAPÍTULO 01


> CAPÍTULO 02


> CAPÍTULO 03

Eu à Fonte da Vida já vim

 1   Eu à Fonte da Vida já vim,

     Que flui de lugar superior;
     Pelas águas amargas passei,
     Cheguei ao Elim de amor.
     De tal Fonte celeste bebi,
     Que brota do meu interior;
     Não se pode medir ou falar
     O gozo que traz o Senhor.
 
        À Fonte da Vida vem já,
        A Fonte que não vai secar;
        Vem seu suprimento beber,
        Pois Cristo é tal Fonte a jorrar.
 
2   Eu à Fonte do Sangue já vim,
     Que flui para dar remissão;
     Nela já me lavei do pecar,
     Mi’as vestes, quão brancas estão!
     Mi’a justiça já não tem valor,
     Pois Cristo é justiça em mim;
     Eu partilho Seu ser divinal,
     Sou Nele completo enfim.
 
        À Fonte da Vida vem já,
        A Fonte que não vai secar;
        Vem seu suprimento beber,
        Pois Cristo é tal Fonte a jorrar.
 
3   Eu à Fonte da Cura já vim,
     Com seu suprimento sem par,
     Que o homem, com bens ou saber,
     Não pode comprar ou achar.
     Mas Jesus o segredo mostrou
     Na fonte em Seu lado a jorrar,
     Nas feridas que cura nos dão,
     Ao vir Ele em nós habitar.
 
        À Fonte da Vida vem já,
        A Fonte que não vai secar;
        Vem seu suprimento beber,
        Pois Cristo é tal Fonte a jorrar.
 
4   Eu à Fonte do Gozo já vim,
     A força do meu coração;
     Meu desfrute, mistura não tem,
     Meu sol, minha luz não se vão.
     Pode o verde secar e morrer,
     Passar o prazer terrenal;
     Minhas fontes jamais secarão –
     Que gozo e porção divinal!
 
        À Fonte da Vida vem já,
        A Fonte que não vai secar;
        Vem seu suprimento beber,
        Pois Cristo é tal Fonte a jorrar.

A. B. Simpson

A verdadeira e genuína experiência espiritual

"Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; _*e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.(Lucas 12:13-21)


Jesus censura neste contexto a hipocrisia dos fariseus. A palavra fariseus significa _atores_. Ou seja alguém que simplesmente cumpre com o seu papel. Logo após um homem pede a Jesus que o seu irmão reparta com ele a sua herança. Nosso Senhor usa dessa situação pra ir ao cerne do coração do homem. Quando na criação o homem foi criado; foi-lhe designado cultivar o jardim. Esse jardim era o Edén que significa _*alegria, delícias, satisfação deleite*_. O homem transgride o mandamento do Senhor e o princípio de cultivar: _*a delícia, a satisfação e a alegria de gozar de Deus.*_ Esse é o fim para o qual o homem foi criado; como diz o próprio catecismo de Westminster em sua primeira pergunta.: _*”Qual é o fim para o qual o homem foi criado? - Resposta: Glorifcar a Deus e goza-lo para sempre!”*_ Com a quebra dessa comunhão, o homem está voltado para si, para sua própria alegria, sua própria felicidade, seu próprio deleite, sua própria satisfação. Se tornando refém e escravo dos seus próprios desejos. 


O pilar do relacionamento entre Deus e o homem está completamente arruinado, aquele que era _*”Alma vivente”*_ passa a requerer avivamento. 


Nesta parábola de Lucas o Senhor deixa claro que a felicidade do homem não consiste das provisões que o homem faz para si. Mas na razão de onde está posta o órgão (alma) da sua satisfação, alegria e desejos.


E aí vem a pergunta de nosso Senhor: *o que tens preparado, PARA QUEM SERÁ?* 


Perceba que a pergunta não está sob o que se tem preparado, e sim _para quem_ está sendo preparado. 


Na nossa vida, trabalhamos, enriquecemos, gastamos, conquistamos, adquirimos, vivemos vidas religiosas, casamos, temos filhos, somos ativos no serviço cristão, somos homens e mulheres bem sucedidos financeiramente, ajudamos o pobre e o necessitado. 


Mas sobre tudo isso:  _*para quem estás preparando?*_ 


Motivações e intenções, ainda que sejam boas se forem fundamentadas sobre qualquer princípio de autoglorificação, autosatisfação, autoafirmação, autopromoção etc…são espúrias. 


Quando estudamos o livro de salmos e provérbios vemos duas coisas: Salmos tem notas contemplativas, notas de devoção, notas da alegria e satisfação dos salmistas, no próprio Senhor, na lei, nas provisões de Deus. Enquanto que o livro de provérbios nos ensina a por tudo isso em prática. 


No Salmo 84.11:13 

Mas o meu povo não me quis escutar a voz, e Israel não me atendeu. Assim, _deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos. Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!_ 


A lição que esse salmo nos ensina como diz um irmão; é que a pior coisa que o Senhor pode fazer é entregar o homem aos seus próprios caminhos. 


O que nos motiva, quais são as nossas intenções, porque, para quem? Essas perguntas são as perguntas das quais nós mais fugimos ou nos escondemos quando nos são feitas. 


Para aqueles que tem um tino a mais de que verdadeiramente esses dias são dias finais. A grande questão não é se temos sido nominais, se estamos fazendo tudo certinho. Mas qual tem sido o real motivo, desejo alegria e satisfação do nosso coração. 


Como disse o sábio Salomão:

Provérbios 3:5-6

Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. *_Reconhece-o_* em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.


v.16-18

O alongar-se da vida está na sua mão direita, na sua esquerda, riquezas e honra. _*Os seus caminhos são caminhos deliciosos, e todas as suas veredas, paz.*_ É árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm.


Ele é mais sábio que o próprio Salomão; e pergunta: *_para quem estás preparando?_*


A verdadeira e genuína experiência espiritual não consiste do que fazemos e sim de quem somos e em quem nos alegramos.


(ANÔNIMO)