quinta-feira, 28 de novembro de 2024

A Restauração do Altar

 Então irmãos, que cada um de nós, saia daqui com essa oração:


Senhor restaura o altar em minha vida para que eu possa ser um santuário e um testemunho.


Senhor restaura o teu altar aqui em nosso meio para que nós possamos como assembleia ser um santuário e um testemunho. 


Restaura o teu altar e isso significa: manifesta a Tua glória e beleza, manifesta a minha maldade. 


Sonda o meu coração, meus pensamentos, meus desejos mais ocultos, minhas ambições, meus alvos. O que é que eu tenho feito na minha vida? O que eu tenho mais anelado? O que mais tem ocupado o meu coração? O que é que consome as minhas energias? 


Sonda-me ó Deus e conhece o meu coração.


R. B.


Porque somos membros do seu corpo

 "Efésios 5,30 diz que nós somos membros do corpo de Cristo,  da sua carne e dos seus ossos. 


"... porque somos membros do seu corpo. "



Ser ligado no corpo é muito sério. Você precisa dos outros por amor, não por causa de uma vantagem que eles lhe oferecem. Deus está ligando  seus filhos, uns aos outros, através do mundo todo. Em todo o corpo de Cristo, ele está trazendo uma unidade espiritual. E quando ele une duas ou mais pessoas, localização geográfica, não influi. Tornam-se um no Espírito, membros uns dos outros, ligados um ao outro.

   À medida que Deus liga as pessoas no seu corpo, aparece entre elas uma nova esperança. Quando o irmão está passando pela patrola, os outros o estão sustentando com oração. Assim não se sente só durante os tratamentos de Deus. É terrível suportar a disciplina de Deus, quando não há  ninguém para sustentar ou ajudar. Deus preparou o corpo de Cristo exatamente para que cada membro pudesse ter uma defesa e proteção completa.

    “Em Cristo, eu tenho vida. No corpo de Cristo eu tenho a expressão dessa vida." 


Texto extraído do livro - A Patrola de Deus -  Bob Mumford


Crucificar a vida do ego com Cristo

 Nosso pensamento em geral é que estamos muito desejosos de dar a Cristo nossas coisas más, sujas, pecaminosas e satânicas e tê-las pregadas na cruz com Ele. 

Estamos muito dispostos a livrar-nos das coisas más do ego. 

Entretanto, nosso problema freqüente é que achamos que deveríamos manter as coisas boas do ego. 

Na visão de Deus, o ego está totalmente corrompido e é afetado profundamente pela queda de Adão. 

De acordo com Deus, Ele não pode curar a vida do ego nem melhorá-la. 

Não há outra maneira senão crucificá-la com Cristo.


(WATCHMAN NEE)


quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Frances Ridley Havergal

 Frances Ridley Havergal é conhecida por todo o mundo cristão por seus hinos muito conhecidos e pelos livros que escreveu. Muitos daqueles que não conhecem seu nome já cantaram e foram tocados por estes hinos.

A seguir, alguns dos fatos principais da sua vida, como motivo de inspiração à nossa jornada de entrega a Deus.

Frances nasceu em Astley, na Inglaterra, em 14 de dezembro de 1836. Era a última de seis filhos do pastor anglicano, Henry Havergal, e sua esposa, Jane. Era um lar rico em influências espirituais e também musicais. O Sr. Havergal, um conhecido poeta e músico cristão, era uma canção viva, que enchia o lar com santas melodias. Compôs mais de cem hinos e a música para muitos dos hinos que sua filha escreveria.

Como caçula, Frances tornou-se a queridinha especial de toda a família. Era uma criança linda, com aparência de fadinha, cabelos louros encaracolados, uma expressão radiante e pele clarinha. Boa parte deste fulgor e radiante beleza permaneceu durante o resto da sua vida.

Além da sua beleza, Frances também demonstrou excepcional desenvoltura e facilidade com linguagem oral e escrita, desde pequena. Com dois anos de idade, já falava com perfeição. Com três, lia histórias infantis e cantava hinos que aprendera do pai. Tinha sede de conhecimento e sempre estava lendo um livro ou procurando aprender algo novo. Com quatro anos, já estava lendo a Bíblia.

Fazer poesias veio para ela naturalmente. Seu pai era um grande compositor de música sacra e, assim, o ambiente do lar estava sempre permeado de hinos e letras cristãs. Desde pequena, já enchia cadernos com histórias e poesias, especialmente para uma sobrinha que era pouco mais nova que ela. Aos nove anos de idade, escrevia longas cartas para seu irmão e suas amigas.

Um Problema Interior

Aparentemente, era uma garota bem dotada e muito feliz. Porém, havia um problema interior, que só se tornou conhecido por causa do relato que ela mesma escreveu da sua vida, quando tinha 22 anos de idade.

Seu grande problema e angústia interior era que sentia que devia amar a Deus, porém não amava. “Até os seis anos de idade”, ela escreveu, “não me lembro de ter pensado em nada que fosse religioso. Acho que não conseguiria falar nenhuma das belas coisas que as crianças costumam falar a respeito de Deus, embora tivesse todo incentivo ao meu redor neste sentido.

“Porém, entre seis e oito anos de idade, recordo-me de algo que mudou tudo isso. Foi através de um sermão que ouvi. Até hoje, guardo uma forte impressão. Para mim, foi algo muito terrível, pois era a respeito do inferno e do juízo de Deus, e de como é coisa horrível cair nas mãos do Deus vivo. Este sermão me assombrava. Comecei a orar bastante, de manhã e à noite, com uma espécie de impaciência e frustração, ou quase ira, por sentir-me tão infeliz. Eu queria um novo coração e que tudo ficasse acertado, para poder ser feliz e acabar de vez com a tristeza.

“Este estado de espírito perdurou muito tempo, quebrado de vez em quando por intervalos de um mês ou mais, quando não tinha qualquer pensamento mais grave, nem fazia nenhuma verdadeira oração. Depois, de repente, um belo e tranqüilo entardecer ou um ‘livro de domingo’ despertava novamente a sensação de desconforto. Comecei a cultivar um hábito: todo domingo à tarde, eu ia para uma pequena sala na frente da casa e lia um capítulo do Novo Testamento. Depois, ajoelhava-me e orava, o que geralmente me fazia sentir um pouco aliviada e menos travessa.

“Como criança, eu tinha uma percepção muito mais aguda da natureza do que tenho, mesmo agora. Nunca mais senti algo tão intenso, como se fosse uma espécie de prazer quase insuportável. A calma esplendorosa de um dia de verão penetrava no mais profundo do meu ser e me fazia bem. O que hoje sinto somente através de alguma música rara e especialmente bem apresentada, eu tinha naquela época simplesmente por estar à sombra de uma árvore sob um céu cristalino e azul, vendo um raio solar penetrando por entre os galhos e folhas da árvore. Mas este prazer não me satisfazia, nem me deixava feliz. Eu queria mais.

“Lembro-me de ter visto a frase de um poeta famoso, que dizia: ‘Meu Pai fez todas essas coisas’! Eu queria poder dizer isto e sentir sua realidade, mas não conseguia. Durante a primavera, estas palavras voltavam com insistência e, por dezenas de vezes, dizia comigo mesma: ‘Oh, se Deus tão somente me tornasse uma cristã antes do verão’, porque eu queria tanto apreciar suas obras como sentia que podiam ser apreciadas.

“Durante todo esse tempo, ninguém tinha qualquer noção do que passava dentro de mim. Mas eu sabia que era uma ‘criança travessa’ e quase me desesperava de melhorar, a menos que me convertesse.”

Em outro livro, publicado após sua morte, ela conta como nesta época desejava muito que viesse alguém que não fosse de sua família, para falar com ela sobre Jesus. Por mais que soubesse que seus pais e irmãos eram todos santos e dedicados, ela sentia que não conseguiria ouvi-los. Homens bons e ungidos vinham e pregavam belos sermões na igreja do pai dela, mas quando voltavam para sua casa depois do culto, falavam de toda sorte de outro assunto, menos aquele que ela queria ouvir. Procurando ser amigáveis, falavam com ela sobre suas lições ou sobre as filhinhas deles que ficaram em casa, mas não falavam a respeito do Salvador, que ela tanto queria e ainda não encontrara. Aqueles homens não podiam imaginar como aquela alma faminta saía vazia e frustrada.

Quando tinha nove anos, ela ouviu uma pregação que muito a impressionou. Era sobre o texto: “Não temas, pequeno rebanho”. Ela queria tanto encontrar felicidade e se converter, mas nunca havia falado com ninguém sobre este assunto. Depois de quase duas semanas de indecisão e angústia, vendo-se sozinha com o pastor que pregara aquele sermão, resolveu falar-lhe da sua perturbação interior e de como piorava cada vez mais.

Como sua família tinha acabado de mudar de cidade, o pastor lhe disse que talvez esta fosse a causa, que logo passaria, e que deveria tentar ser uma boa menina e orar, etc. Foi uma decepção tão grande que durante os cinco anos seguintes, ela não se abriu com mais ninguém.

Com onze anos, ela sofreu a mais terrível tristeza que uma criança pode conhecer: depois de muito sofrimento, sua mãe faleceu. Embora sua angústia fosse muito aguda, ela sempre tentava escondê-la. Como qualquer criança, ela tinha a capacidade de esquecer de tudo por alguns instantes, diante de algum estímulo exterior, e assim dar a impressão de que estava tudo bem.

Enquanto isto, a mesma carga de angústia interior continuava no seu interior.

“Eu sabia”, ela escreve no seu relato, “que não amava a Deus. Só de pensar nele me assustava. Ao deitar-me à noite, eu me obrigava a pensar em Deus, dizendo: ‘Como foi bom Deus ter enviado Jesus para morrer’. Entretanto, nada disto me atingia, nem conseguia acreditar nesta bondade.”

Aprendendo a se Abrir

Quando tinha por volta de treze anos, uma atitude mais ponderada e sóbria começou a substituir as crises espasmódicas e apaixonadas de antes. Agora havia uma oração mais definida e intensa para que tivesse fé.

“Oh, que eu pudesse crer em Jesus, acreditar que de fato ele me perdoou. Eu ficava acordada por horas nas noites de verão, orando por este dom precioso. Eu lia bastante a Bíblia, de uma forma seqüencial. Se a vida eterna estava nas Escrituras, pensei, eu a encontraria ali. Comecei a dar uma hora por dia à leitura metódica e cuidadosa do Novo Testamento.”

Finalmente, sua barreira para falar do seu anseio com outras pessoas começou a ser quebrada. Em 1850, ela foi enviada para uma escola cristã. Na véspera da sua partida, sua irmã, Ellen, começou a falar-lhe do amor de Deus. Frances não suportou sua pressão interior e explodiu: “Não posso amar a Deus, ainda não!”

A diretora da escola tinha um santo e doce poder em sua vida, e orava e conversava com as alunas com um fervor que Frances nunca antes vira. E logo conheceu várias outras colegas cristãs. Especialmente com uma, chamada Maria, Frances conversava freqüentemente. Bebia tudo que ouvia sobre Jesus e sua salvação. Percebia claramente que somente Cristo poderia satisfazê-la. Chorava e orava de dia e de noite, mas “não havia uma voz que respondesse”.

Havia uma outra colega, Diana, que Frances admirava com uma afeição muito grande. Por algum tempo, esta amiga estivera um tanto deprimida. Frances novamente relata em suas próprias palavras:

“Nunca poderei me esquecer da noite de domingo, 8 de dezembro de 1850… Ao sentar-me de frente com a Diana durante o chá, não pude deixar de notar um novo e admirável fulgor no seu semblante. Parecia haver um brilho que saía do seu interior e iluminava seu rosto e sua voz; mesmo quando falava sobre as coisas mais comuns, assemelhava-se a uma canção de regozijo. Olhei para ela com espanto e admiração.

“Logo que terminamos o chá, ela veio para meu lado da mesa, abraçou-me e disse: ‘Oh, Fanny, querida Fanny, a bênção chegou para mim! Enfim, Jesus perdoou-me, agora eu sei. Ele é meu Salvador e estou tão feliz! Vá a ele e ele a receberá. Mesmo agora, ele a ama, ainda que não o sinta.’”

A Luz Finalmente Alcança Seu Coração

Agora que já tinha quebrado o gelo na escola, Frances não teve tanta dificuldade para se abrir novamente com a Srta. Cooke, que depois se tornou sua madrasta. Depois de várias conversas, cada uma das quais deixava Frances mais esperançosa e intensa, um dia, no entardecer, as duas estavam sentadas sozinhas na sala. Frances estava contando como ansiava por saber que estava perdoada, e como mesmo o grande amor que tinha pelo querido pai e pelos irmãos e irmãs nem se comparava com este intenso anseio.

A Srta. Cooke ficou em silêncio por um instante e depois disse: “Então, Fanny, eu acho – não, eu tenho certeza que não demorará para seu desejo ser saciado, sua esperança realizada”.

Depois de dizer mais algumas palavras, ela disse: “Por que você não pode se confiar, já agora, ao seu Salvador? Supondo que agora, neste momento, Cristo fosse vir, não poderia confiar nele? Será que seu chamado, sua promessa, não seria suficiente para você? Não poderia entregar sua alma a ele, ao seu Salvador, Jesus?”

Frances relata o que sentiu neste momento. “Então um raio de esperança passou por mim, deixando-me literalmente sem fôlego. Lembro até de como meu coração disparou a bater rápido. ‘Sim, eu poderia, certamente poderia’, foi minha resposta e imediatamente a deixei e corri para meu quarto para ficar sozinha.

“Lancei-me de joelhos e lutei para me abrir àquela repentina esperança. Enfim, estava feliz; eu podia entregar minha alma a Jesus. Podia confiar tudo que eu era a ele por toda eternidade. Era algo tão novo, sentir algo positivo sobre a religião, que quase não dava para acreditar.

“Naquele momento, entreguei minha vida ao Salvador. Não posso dizer que o fiz sem tremor ou temor, mas me entreguei. Terra e céu pareciam ter uma nova luz daquele momento em diante. De fato, estava confiando no Senhor Jesus.

“Pela primeira vez, minha Bíblia era doce para mim e a primeira passagem que recordo claramente de ter lido nesta nova luz maravilhosa foi João 14 e os capítulos seguintes.”

Era fevereiro de 1851, e Frances tinha quatorze anos. A partir da sua conversão realmente tudo foi diferente. Agora não só parecia ser uma pessoa exuberante e cheia de dinamismo, mas realmente era.

A Revelação da Consagração

Porém, como sabemos, a jornada para conhecer a Deus e dar tudo a ele só estava começando.

Frances passou por sérias enfermidades, quase ficou cega com quinze anos de idade, e perdeu o pai alguns anos depois. Completou seus estudos e desenvolveu seu talento literário. Escrevia com profusão, cantava profissionalmente como solista de concertos, e era uma brilhante pianista de música clássica. Falava vários idiomas, além de conhecer bem grego e hebraico. Com vinte e dois anos, tinha memorizado todo o Novo Testamento, além de Isaías e Salmos. Mais tarde, decorou todos os profetas menores.

Apesar de todo seu talento e facilidade natural de escrever, ela aprendeu a depender de Deus como uma criança. “Escrever é como orar para mim. Uma criança escreve uma frase e depois olha para cima e diz: ‘O que devo falar agora?’ É assim que faço; peço a ele, a cada linha, que me dê não só idéias e poder, mas cada palavra, até as próprias rimas.”

Mas foi anos depois que teve uma experiência ainda mais profunda, quase tão impactante quanto sua conversão. Nas suas palavras, foi uma bênção que “elevou toda sua vida à luz do sol brilhante de verão, fazendo tudo que experimentara antes parecer raios pálidos e passageiros da primavera, em comparação”.

Esta bênção veio através de um livreto chamado “Tudo Para Jesus”. Algumas palavras ali sobre o poder de Jesus de guardar aqueles que permanecem nele abriram seus olhos e ela exclamou: “Vejo tudo agora; a bênção agora é MINHA! Vi como um raio de luz elétrica e o que se vê assim nunca mais dá para ficar encoberto novamente. Precisa haver total entrega antes que possa haver pleno gozo e graça. Ele mesmo mostrou-me isto.”

Outro aspecto da sua revelação foi a respeito da purificação do sangue de Jesus. “Um dos momentos mais intensos da minha vida foi quando vi a força da palavra ‘purifica’”, ela escreveu. “O senso totalmente inesperado e inimaginável da purificação total, simplesmente por crer na sua plena eficácia, era indescritível. Eu não esperava nada assim antes de chegar no céu. Aceitando as ordens e promessas de Deus assim, com uma fé simples e ingênua de criança, parece trazer-nos uma visão mais intensa de todas as coisas. O pecado nunca antes pareceu tão odiável, a vigilância tão necessária e tão constante e aguçada – só que diferente, sem angústia ou esforço, mas alegre e tranqüila. Aí entra também o ‘tudo’ para Jesus; nada de meia entrega, mas absolutamente tudo precisa ser entregue, pois a área, por menor que seja, que permanece intacta ou em dúvida torna-se pecado, além do grande fato de que devemos tudo a ele.”

Sua vida tornou-se agora muito mais frutífera. Em cada visita e contato pessoal, seu maior desejo era que famílias inteiras pudessem provar junto com ela da bondade do Senhor.

Foi nesta época que escreveu seu Hino de Consagração, provavelmente o mais conhecido de todas suas obras. Foi assim que aconteceu, de acordo com seu relato: “Fui fazer uma visita de cinco dias a uma família. Havia umas dez pessoas na casa, algumas sem conversão, por quem havia orado há muito tempo, outras convertidas mas sem alegria no Senhor. Fiz uma oração, inspirada pelo próprio Deus: ‘Jesus, dá-me todos que estão nesta casa!’ E ele me deu! Antes de partir, todos haviam recebido a bênção.

“Na última noite da minha visita, não consegui dormir de tanto gozo, e passei a maior parte da noite em louvor e renovação da minha própria consagração. Espontaneamente, estes versinhos foram se formando, rimando e tocando no meu coração, um após o outro, até terminarem com ‘Sempre, SOMENTE, TOTALMENTE para ti!’”

A partir deste dia, em 1873, ela dedicou todos seus talentos somente para a causa do Mestre. Em qualquer ambiente, social ou não, onde cantava e fazia apresentações, ela passou a cantar e tocar somente para Jesus.

Sempre com saúde frágil, contraiu uma gripe severa com quarenta e dois anos e morreu de uma inflamação dos pulmões. Nunca se casou. Deixou mais de sessenta hinos, compôs a música de algumas delas, e escreveu várias coletâneas de poesias e livros em prosa.

A história da sua vida é a história do crescimento do amor a Cristo no seu coração. Ela recebeu o privilégio, não só de experimentar, num grau maravilhosamente elevado, aquele extático amor e total consagração a Jesus que marcam a verdadeira vida cristã, mas de comunicar poderosamente esse amor através de hinos e escritos, de tal forma que corações em muitas partes do mundo fossem tocados pelo ardor da sua devoção. No caso dela, o amor cresceu de forma lenta, como também sua capacidade de derramá-lo. Seu vaso de alabastro demorou para se encher; mas depois de cheio, com que gozo e arrebatamento ela o quebrou aos pés benditos do seu Rei!

A seguir, a tradução mais literal do seu hino mais famoso, Consagração. Existem várias adaptações de seus hinos em português, como: Porém, evidentemente para se adequarem à música, acabam perdendo um pouco do seu sentido original. Esta tradução literal é mais fiel ao sentido e à forma original de estrofes com apenas dois versos.


Toma minha vida; que seja

Consagrada, Senhor, a ti.

Toma meus momentos e meus dias,

Que fluam sempre em louvores incessantes.

Toma minhas mãos; que movam

Pelo impulso do teu amor.

Toma meus pés; que sejam

Velozes e “formosos” para ti.

Toma minha voz; que eu cante

Sempre, somente, para meu Rei.

Toma meus lábios; que se encham

De mensagens vindas de ti.

Toma meu ouro e minha prata;

Nem um centavo quero reter para mim.

Toma meu intelecto e usa

Todas minhas faculdades conforme tu quiseres.

Toma minha vontade e torna-a tua;

Nunca mais será propriedade minha.

Toma meu coração; é teu somente;

Será teu trono real.

Toma meu amor; meu Senhor, derramo-o

Aos teus pés, com todos seus tesouros.

Toma meu ser e serei

Sempre, somente, totalmente para ti.


(Adaptado de uma biografia por Lizzie Alldridge)

terça-feira, 26 de novembro de 2024

A Permanência em Cristo é o caminho da frutificação

 


“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5)


 

O irmão Andrew Murray entre outros santos nos deixou preciosas lições e belas reflexões sobre Cristo como a Videira Verdadeira de Deus conforme registrado no Evangelho de João, capítulo 15. 

Há importantes lições e princípios de muito valor espiritual no que concerne aos tratos do Senhor Deus com o Seu povo visando ao Seu supremo e eterno propósito. 


A intenção de Deus na salvação do Seu povo ganha brilho notável nessa exposição pelo resultado que ela produz no crente com vistas à edificação da casa de Deus e frutificação espiritual segundo a Sua vontade.

Para esse propósito, precisamos ter o Senhor Jesus como nosso centro, manancial e lar. Uma visão renovada das glórias da pessoa e da obra do Senhor Jesus nos são muito necessárias.

O irmão Murray nos lembra que “a fim de crescer para dentro de Jesus - a Videira é necessário tempo. 

Não podemos esperar e habitar nEle a menos que Lhe dediquemos o tempo requerido.

Também não é suficiente ler a Palavra de Deus ou mesmo as meditações oferecidas no livro e, tendo apreendido alguns pensamentos e orado pedindo a Deus a Sua benção, nos retirarmos na esperança de que a bênção permanecerá conosco. Isso não pode ser; é necessário gastar tempo diário com Jesus e com Deus. Todos nós conhecemos a necessidade que temos de tempo para as refeições diárias - todo trabalhador necessita a sua hora de almoço; comer muita comida de forma apressada não é adequado e suficiente. Para vivermos por meio de Jesus, precisamos nos alimentar dEle (João 6:57); devemos cuidadosamente tomar e absorver a comida Celestial concedida pelo Pai por meio de Sua vida. Portanto,amados, se desejamos aprender a permanecer em Jesus, separamos um tempo a cada dia. Antes, durante e após a leitura da Palavra ou devocionais, coloquemo-nos em contato vivo com o Jesus vivo e rendemos conscientemente à Sua bendita influência. Assim, Ele terá a oportunidade de tratar no que seja necessário de forma segura na Sua vida toda poderosa. Que a graça de Jesus, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam a sua/nossa porção diária. 

Amém.”


A grandeza de Deus é um mistério glorioso e insondável

 "Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus; e em toda a terra esplenda a tua glória" (Sl 57:5; 22). Amém.


grandeza de Deus é um mistério glorioso e insondável. "Pois o SENHOR Altíssimo é tremendo, 
é o grande rei de toda a terra.” (Sl 47:2). A condescendência do Deus Altíssimo para com os homens 
é também um profundo mistério. "O SENHOR é excelso, contudo, atenta para os humildes" (Sl 138:6). 
Mas quando a grandeza e a condescendência de Deus se encontram, como vemos no Salmo 57, no versículo 2, temos um mistério incomparável. Aqui encontramos o Deus Altíssimo realizando todas as 
coisas por uma pobre e aflita criatura.

-- John Flavel (Totalmente Desejável).

DEUS NOS DEU CRISTO PARA NOS TRAZER PARA SI MESMO

 


*O irmão Andrew Murray que viveu entre os anos de 1828 a 1917, disse: DEUS deu CRISTO, Seu Filho, para nos trazer para Si mesmo.*


*Nosso relacionamento com DEUS repousa no Seu profundo amor por nós.*


*Nós não somos capazes, por nós mesmos, de render-lhe este amor. Este amor é fruto de Sua vida em nós.*


*Vamos ler três textos que nos darão um quadro glorioso desta verdade:*


*Rm 5.5: “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de DEUS é derramado em nosso coração pelo ESPÍRITO SANTO, que nos foi outorgado”.*


*Este amor derramado para dentro de nós nos capacita a amá-Lo.*


*1 Jo 4.19: “Nós O amamos porque ele nos amou primeiro”.*


*2 Co 5.14: “Porque o amor de CRISTO nos constrange, julgando nós assim: que, se um*

*morreu por todos, logo, todos morreram”.*


*A palavra que Paulo usa aqui para “constrange” é sunecho, que significa: “prensar com a mão”. Este é um amor que não nos deixa outra alternativa que não seja Ele mesmo.*


*Que Deus te fortaleça e te alimente com Sua Palavra.*


O EGITO E A ASSÍRIA

 



“Agora então, o que você tem no caminho para o Egito, para beber água do Nilo? E o que você tem no caminho da Assíria, para que você beba a água do Eufrates?… Você também terá vergonha do Egito como teve vergonha da Assíria… “O Senhor rejeitou aqueles em quem vocês confiaram” (Jeremias 2:18, 36-37). 


O Egito e a Assíria eram, para Israel, dois reinos significativos, mas dois reinos de escravidão. Mas muitas vezes os reis de Israel – como Josias e Zedequias – fizeram alianças estratégicas com um ou outro, mas nunca com um bom fim. 


Acontece que esses dois reinos têm um caráter simbólico muito definido. O Egito é comparado a uma “fornalha de ferro” (Jeremias 11:4). É onde os homens são cozidos em fogo lento, o fogo lento da escravidão. O Egipto é o mundo que subjuga e explora os homens com um trabalho obsessivo e angustiante. 


O Faraó no Egito – ontem e hoje – gera uma maquinaria que não permite que os filhos de Deus levantem a cabeça para olhar o Céu. Eles só olham para a terra, onde estão a palha e o barro para fazer tijolos. E quando a palha é escassa, devem sair aos campos para procurá-la, sob o domínio dos chicotes e dos gritos destemperados dos capatazes. 


O Egito é um sistema bem desenhado para não dar trégua aos escravos, o objetivo é que eles não tenham tempo para pensar em Deus e muito menos servi-Lo. Se alguém tentar escapar, os chicotes cairão sobre suas costas suadas. 


Este é o mundo para os cristãos de hoje, um regime friamente concebido para escravizá-los e privá-los de tempo – o seu bem mais valioso. A vida escorrega por entre seus dedos até você ficar velho e cansado demais para fazer algo diferente. 


A Assíria também é sinônimo de escravidão. No século VIII (AC), a Assíria invadiu o reino de Israel e o levou cativo. Foi o culminar dos pecados de Israel que começaram com o rei Jeroboão, com a morte de Salomão. Muitas dessas dez tribos nunca retornaram às suas terras. Eles são conhecidos como “as dez tribos perdidas”. 


O que é a Assíria? É a perda da Terra, além disso, é a perda da identidade como povo de Deus. Espalhados pelo mundo, na “diáspora”, passaram a misturar-se com o povo, mal conseguindo, em alguns locais, manter alguma forma de culto ancestral. 


O Egito e a Assíria são duas metáforas para o mundo. Do mundo que escraviza e do mundo que dilui a sua fé e o seu testemunho até desaparecer. A coisa mais difícil de compreender é que Israel, em diferentes momentos da sua história, recorreu ao Egipto em busca de ajuda e à Assíria em busca de ajuda. 


“O que você tem no caminho do Egito…?” “O que você tem no caminho da Assíria…?” pergunta o Senhor. São dois caminhos que levam a destinos de morte. “Você terá vergonha deles.” “Deus rejeitou aqueles em quem você confiava.” 


São palavras de advertência que ressoam também para nós. Porque estamos permanentemente expostos à influência do Egito e da Assíria. Você consegue ouvir suas encantadoras vozes de sereia? 


Por: Elizeo Apablasa.


segunda-feira, 25 de novembro de 2024

O Altar é a Prioridade.

 


Ruína e Restauração

"Primeiro o Altar. O último são os muros.  Os muros só vem com Neemias. Primeiro o *Altar*, depois os *Fundamentos*, depois a *Casa*, depois o *Sacerdócio* e depois os *Muros*. Essa é a ordem.  Altar, Fundamentos, Casa Sacerdócio,  Muros. Essa foi a ordem e essa é a ordem que hoje o Espírito segue na *restauração da Sua Igreja*."


"Então  irmãos, do que é que o Altar nos fala?  Em primeiro lugar, *o Altar nos fala da centralidade da Pessoa e Obra de Cristo*. Em segundo lugar, está falando da *nossa posição no Altar: como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.*”

Então  irmãos, do que é que o Altar nos fala?  

Em primeiro lugar da *centralidade da Pessoa e Obra de Cristo*. 

Irmão, o primeiro passo que nós precisamos dar consistentemente  à *recuperação do Testemunho do Senhor na Sua Igreja* é irmos às Escrituras e examinarmos as verdades quanto a *quem o Senhor Jesus é*.

Irmãos, nós temos procurado a ajudar os irmãos - aqui e em outros lugares - a *gastarem tempo meditando sobre Cristo, Cristo mesmo.*


Romeu Bornelli


A vida do Eu é morte; A morte do Eu é vida

 



"...eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado…”(Rm 7:14b)

“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2:19b-20)

"Porquanto, para mim, o viver é Cristo..." (Fp 1:21)


“Quando o homem pecou e caiu, afastando-se de Deus, ele perdeu também as duas abençoadas verdades nas quais se apoiava sua relação com Deus: sua fidelidade santa para com Deus, tendo todas as coisas para ele, e sua abençoada dependência de Deus, tendo todas as coisas por meio dele. Em seu lugar veio o reino do eu, o homem passou a viver para o eu e por meio do eu. Jesus veio nos redimir dessa vida do eu para nos levar de volta para Deus, para que pudéssemos conhecê-lo e honrá-lo como Deus e Pai, "por cuja causa e por quem todas as coisas existem".¹

"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (Jo 14:6) 


Participantes da Cruz - Tanto uma posição como um Processo 


“É ao mesmo tempo uma posição definitivamente tomada por um ato de fé, na qual o crente se entrega à posição que Deus lhe designou na morte do Seu Filho, e um processo de crescimento no qual o crente se apropria segundo a sua necessidade, uma vida cada vez mais profunda de comunhão com a morte do Salvador. Paulo disse que desejava conhecer a Cristo e o poder da Sua ressurreição... sendo feito conforme a Sua morte (Fp 3.10). Tudo está resumido no grande paradoxo do Evangelho: "Aquele que perder a sua vida achá-la-á”.

Não é, com certeza, que haja qualquer anulação da personalidade envolvida. Muito pelo contrário. Paulo não era menos Paulo depois da compreensão da sua unidade com Cristo na morte, expressa naquela assombrosa declaração da Epístola aos Gálatas: "Estou crucificado com Cristo". Ele podia, com infinitamente mais direito, dizer: "... e esse viver que, agora, tenho na carne..." (Gl 2.20). Uma vez que a cruz retira a "vida do eu" para que a alma se torne centrada em Deus, a personalidade, em toda a sua glória e no pleno gozo dos seus poderes, começa a se desenvolver. Somente podemos possuir a nós mesmos quando Deus é supremo em nossa vida.”² 


*Eu quero deixar com você uma simples e singela verdade* 


*Não há caminho para a vida exceto pela morte ;

Não há caminho para o poder exceto por meio da fraqueza e quebrantamento;

Não há caminho para a plenitude exceto por meio do esvaziar;

Não há caminho para o pleno frutificar exceto por meio do podar;

Não há caminho para a exaltação exceto por meio da humilhação;

Não há caminho para o trono exceto se sua vida for lançada por terra;

Não há caminho para conhecer a glória de Deus em plenitude exceto por meio da comunhão de seus sofrimentos. 


A chave verdadeira para a vida transbordante, para a vida mais abundante, a vida de ressurreição, não é quanto eu vivo, mas quanto eu morro.*

Assim, o problema não é como viver a vida cristã; o problema é como morrer.

Se você tiver o segredo de morrer com Cristo, você não terá de aborrecer a mente sobre como viver a vida cristã...*”³ 


(¹ Andrew Murray; ² F.J.Heguel; ³ Lance Lambert)


Em quietude de espírito

 "Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo... e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus". (Ef 2.4-6) 


Este é o nosso lugar — assentados nos lugares celestiais em Cristo Jesus — e assentados quietos ali. Mas quão poucos há que fazem disto sua experiência real! De fato, quão poucos sequer pensam que lhes 

seja possível assentarem-se quietos nesses "lugares celestiais", na vida de cada dia num mundo tão agitado como o nosso. 

 

Podemos crer, talvez, que fazer uma pequena visita a esses lugares celestiais aos domingos, ou de quando em vez em tempos de exultação espiritual, esteja dentro dos limites do possível. Mas estar 

"realmente" assentado ali diariamente e o dia inteiro, é outro assunto! No entanto, está bem claro que é algo tanto para domingos como para os dias de semana. 

 

Um espírito quieto é de extraordinário valor na execução das várias atividades; e nada atrapalha tanto a operação das forças escondidas, das quais, afinal, depende o nosso sucesso, como um espírito de agitação e ansiedade.

 

Há imenso poder na quietude. 

 

Disse certa vez um grande santo: 'Todas as coisas vêm à mão daquele que sabe confiar e estar quieto." Essas palavras estão carregadas de significado. O conhecimento deste fato mudará enormemente o nosso modo de trabalhar. Em vez de agitação e luta, nós estaremos sentados, interiormente, diante do Senhor, e deixaremos as forças divinas do Seu Espírito operarem em silêncio os fins a que aspiramos. 

 

Você poderá não ver ou sentir as operações desta força silenciosa, mas fique certo de que ela está sempre operando silenciosamente, e trabalhará em seu favor. Basta que o seu espírito esteja suficientemente quieto para ser carregado pelas correntezas do Seu poder.


— Hannah Whitall Smith —


Ó SENHOR, CONCEDE UM CORAÇÃO PERFEITO

 


"E a Salomão, meu filho, dá coração íntegro para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos e os teus estatutos" (I Crônicas 29:19).


"Seja o meu coração irrepreensível nos teus decretos" (Salmos 119:80).


Em sua comissão de despedida a Salomão, Davi impôs a ele o dever de servir a Deus com coração perfeito, visto que é Deus que sonda os nossos corações. O que Deus quer é nada menos que o coração, o coração todo, um coração perfeito. Bem pouco tempo depois, em sua oração de dedicação, após haverem sido doados todos os materiais necessários para a construção do templo, o rei Davi volta outra vez a atenção para essa grande necessidade, e intercede pelo seu filho, como uma dádiva do Senhor, dizendo: "a Salomão, meu filho, dá coração íntegro."


O coração perfeito é um dom de Deus, dado e aceito sob as leis que governam todas as Suas doações, como uma semente oculta que precisa ser aceita e posta em ação pela fé. O mandamento que nos diz "sede perfeitos,"exige imediata e total submissão. Quando essa submissão é reconhecida, a necessidade de um poder divino apropriado se torna motivo para oração urgente e ardorosa. A palavra de ordem, recebida e escondida em um coração bom e honesto, torna-se na semente do poder divino.


Deus opera a Sua graça em nós impulsionando-nos à ação. Dessa maneira, o desejo de dar ouvidos à ordem de Deus, e de servi-lO com coração perfeito, é um começo para o qual Deus dá atenção, e que Ele pessoalmente fará ser fortalecido e aperfeiçoado. O dom de um coração perfeito, assim sendo, é obtido mediante a obediência da fé. Comece imediatamente a servir a Deus com um coração perfeito, e o coração perfeito nos será dado.


O coração perfeito é um dom de Deus, que precisa ser solicitado, e obtido através da oração. Ninguém orará por um coração perfeito, com perseverança, com fé, enquanto não aceitar a Palavra de Deus plenamente,encarando-a como um mandamento positivo e um dever imediato. Porém, sempre que isso é feito, a consciência logo se revigora não mais dependendo da completa impossibilidade de tentarmos obedecer baseados nas forças humanas. E ao mesmo tempo crescerá a fé de que a palavra de ordem tinha simplesmente o propósito de atrair a alma para perto daquele que concede aquilo que Ele mesmo pede.


O coração perfeito é um dom que precisa ser obtido pela oração. Davi pediu ao Senhor que proporcionasse essa bênção a seu filho, Salomão, tal como orará por si mesmo, muitos anos antes, quando disse: "Seja o meu coração irrepreensível nos teus decretos ." Que todos nós, que anelamos essa tão grande bênção, sigamos seu exemplo — que para nós isso seja um assunto de oração definida e intensa. E que cada filho ou filha de Deus diga ao seu Pai celeste: "Concede a Teu filho um coração perfeito."


Andrew Murray


Em Silencio e Expectação

 "Quando vos desviardes para a direita, e quando vos desviardes para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este É o caminho, andai por ele". (Is 30.21) 

 

Quando estivermos em dúvida ou dificuldade, quando muitas vozes nos recomendarem com insistência esta ou aquela direção, quando a prudência segredar uma advertência e a fé, outra, então, fiquemos quietos, silenciando cada voz intrusa, aquietando-nos no sagrado silêncio da presença de Deus; estudemos a Sua Palavra com inteireza de coração examinando-nos à pura luz da Sua face, desejosos de conhecer somente o que o Senhor Deus determinar — e não passará muito tempo até que se forme em nós uma impressão muito nítida, a inconfundível comunicação da Sua vontade. 

 

Não é sábio, nos primeiros estágios da fé cristã, depender disto somente, mas devemos esperar também pela corroboração de circunstâncias. Mas aqueles que têm tido experiências com Deus conhecem bem o valor da comunhão secreta com Ele, e podem perceber a Sua vontade.


Se estamos em dúvida a respeito do caminho a tomar, levemos o problema a Deus; a orientação virá através da luz do Seu sorriso ou da nuvem da Sua recusa. 

 

Se ficarmos a sós, onde a luz e as sombras da terra não possam interferir, onde as opiniões humanas não nos possam alcançar — e se nos mantivermos ali, em silêncio e expectação, embora todos ao nosso redor insistam em que tomemos uma decisão imediata — a vontade de Deus se fará clara; passaremos a ter um novo conceito de Deus e uma visão mais profunda da Sua natureza e Seu coração de amor, uma visão que será apenas nossa — uma experiência preciosa, que ficará para sempre como aquisição, a rica recompensa daquelas longas horas de espera. — David


quinta-feira, 21 de novembro de 2024

O cuidado do Senhor para com Seu povo

 


"Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos". (Lc 10:33, 34)


Aquilo que o desesperançado pecador não pode fazer, o Salvador está pronto para fazer por ele. O Senhor Jesus veio como um Amigo dos pecadores para ajudá-los a se aproximar Dele. Aproximarmo-nos Dele só se fez possível porque Ele primeiro veio a nós. Por isso, o céu passou a estar ao nosso alcance. Lembro-me de estar sentado, certa vez, conversando com um irmão em sua casa. Sua esposa e sua mãe estavam no piso superior, mas seu filhinho estava na sala conosco. Quando a criança começou a pedir algo, chamou pela mãe. "Está aqui em cima", respondeu ela; "venha pegar". No entanto, a criança gritou: "Não posso, mamãe, está muito longe. Por favor, traga aqui pra mim". E, de fato, o menino era muito pequeno e os degraus eram muito altos; assim, a mãe desceu com o que ele queria. A salvação é exatamente assim. Foi somente porque Ele veio a nós que nossas necessidades foram supridas. Se Ele não tivesse vindo, nós, pecadores, jamais teríamos nos aproximado Dele; mas Ele "desceu do céu" (Jo 6:38), e nós subimos às alturas. 


Watchman Nee - "Uma Mesa no Deserto”


quarta-feira, 20 de novembro de 2024

A Restauração dos Fundamentos

 *Os fundamentos que precisam ser restaurados. (2)*


"As pessoas hoje tentam organizar a igreja, mas a igreja é algo que você não pode organizar. Você pode organizar uma instituição; uma igreja, pelo contrário, tem de nascer."


"Uma igreja precisa vir por meio de dores de parto. Onde você vive, Deus pôs um encargo para o Seu testemunho no coração de alguns e estes se entregarão à oração. Eles agonizam em oração, e dessa oração Deus trará um nascimento."


"Essa é a forma de a igreja vir a existir em qualquer lugar, em qualquer tempo, nesta terra."

[...]

Hoje, certamente, não podemos ter uma - assim chamada - "nova revelação", porque *Cristo é a revelação de Deus*. *Tudo o que Deus deseja revelar a nós já foi revelado*. Em outras palavras, *toda a revelação está na Bíblia*. *Deus falou, Deus Se revelou, plena e completamente em Seu Filho*. Tudo agora está na Bíblia. 


A revelação foi dada. *Não podemos ter nenhuma revelação “extra” além da Palavra de Deus*. Se alguém professa que tem uma nova revelação, “extra” à Palavra de Deus, é um falso profeta. 


*Mas nós precisamos ter uma nova revelação no sentido daquilo que Deus já disse na Palavra, Ele falará mais uma vez a nós pelo Seu Espírito. E é a essa revelação que nos referimos. O Espírito Santo abrindo as Escrituras para nós, para vermos Cristo.*


Stephen Kaung

Estar a sós com Deus

 "Jacó porém ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia". (Gn 32.24.) 

 

Ficou só! Que sensações variadas essas palavras trazem a cada um de nós. A alguns elas falam de solidão e tristeza, a outros, de repouso e silêncio. Ficar a sós sem Deus seria terrível demais, mas ficar a sós com Deus é um antegozo do céu. Se os crentes passassem mais tempo a sós com Ele, teríamos outra vez gigantes na fé. 

 

O Mestre colocou diante de nós um exemplo. Observemos quantas vezes Ele ficava a sós com Deus; havia uma razão muito forte para Ele nos dar este mandamento: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora".

 

Os maiores milagres de Elias e Eliseu tiveram lugar quando eles estavam a sós com Deus. Foi a sós com Deus que Jacó tornou-se um príncipe, e é ali também que nós podemos tornar-nos príncipes — "homens (e mulheres!) portentosos" (Zc 3.8). Josué estava só quando o Senhor veio a ele (Js 1.1). Gideão e Jefté estavam sós quando comissionados para salvar Israel (Jz 6.11 e 11.29). Moisés estava a sós junto à sarça no deserto (ÊX 3.1-50). Cornélio estava orando a sós quando o anjo lhe veio (At 10.2). Pedro estava a sós no terraço alto, quando recebeu instruções para ir aos gentios. João Batista estava só no deserto (Lc 1.80); e João, o amado, estava só, em Patmos, quando chegou mais perto de Deus (Ap 1.9). 

 

Ansiemos por estar a sós com Deus. Se negligenciarmos isto, não só nos privaremos de bênçãos, como aos outros também, pois que, quando somos abençoados, levamos bênçãos aos outros. Estar a sós com Deus pode significar ter menos obras a apresentar, mas significará mais profundidade e poder; outro resultado será: "A ninguém viram senão unicamente a Jesus". 

 

Nunca é demais salientarmos a importância de se estar a sós com Deus.


O Ciúme de Deus - Parte 2

 


“Ou supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós?” (Tiago 4:5)


Há várias passagens na Bíblia onde Deus se apresenta como um Marido zeloso da sua esposa, especialmente nos profetas essa figura aparece muito. Ou seja, a nação de Israel era a esposa de Deus, e toda vez que os israelitas começavam a adorar deuses estranhos Deus se apresentava como zeloso, ciumento, como um marido que vê a sua esposa namorar outros homens.

Então porque nós somos de Deus, temos uma aliança com Deus, somos o povo de Deus, então pode-se dizer que na linguagem bíblica há referências a Deus como tendo zelo e ciúme de nós, e essa linguagem é usada para despertar em nós vergonha, e culpa e arrependimento. Toda vez que nós levantamos ídolos em nossos corações e amamos, e damos mais atenção a qualquer outra coisa do que ao nosso Deus na pessoa do Senhor Jesus Cristo, nós estamos pecando contra Ele, nós estamos sendo adúlteros, nós estamos quebrando a aliança - aliás esse termo adúltero é usado por Tiago no capítulo 4 da sua carta quando ele repreende os cristãos dizendo: “adúlteros e adúlteras não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?”

Então essa é a linguagem que a Bíblia usa com relação aos sentimentos de Deus quando os seus filhos amam o mundo ou outros deuses, e ídolos e se afastam dele. Deus zela por nós, Ele tem santo ciúme de nós. Esse ciúme aqui não é o ciúme humano - não é, que é sempre carregado de emoções negativas e de intenções pecaminosas -, mas é um santo zelo de Deus por aquele povo que Ele resgatou com o sangue precioso do seu Filho.

(Augustus Nicodemus Lopes)