sábado, 28 de outubro de 2023

A DÁDIVA DAS DÁDIVAS

 Ó FONTE DE TODO O BEM, 

Que devo entregar a ti pela dádiva das dádivas, 

 teu próprio Filho querido, gerado, não criado, 

 meu Redentor, procurador, segurança, substituto, 

 seu esvaziar-se a si mesmo é incompreensível, 

 a infinidade de seu amor está além do que o coração pode compreender. 

Nisto está a maravilha das maravilhas; 

 ele rebaixou-se para me elevar, 

 ele se tornou igual a mim para que eu pudesse me tornar igual a ele. 

Nisto está seu amor; 

 quando eu não podia subir até ele, ele me traz para junto das asas da graça, 

eleva-me a si. 

Nisto está seu poder; 

 quando divindade e humanidade estavam infinitamente separadas 

 ele as uniu de forma indissolúvel, o não-criado e o criado. 

Nisto está sua sabedoria; 

 quando eu estava perdido, sem que pudesse retornar para ele, 

sem que pudesse pensar em recuperar-me, 

 ele veio, Deus encarnado, salvou-me com a grandiosa salvação, 

 como homem morreu a minha morte, 

derramando satisfeito seu sangue em meu lugar, 

adquirindo para mim perfeita justiça. 

Oh, Deus, leva-me em espírito aos pastores vigilantes, e 

alarga minha mente; 

 deixa-me ouvir boas novas de grande alegria, 

e ouvindo, crer, regozijar, louvar, adorar, 

minha consciência banhou-se num oceano de repouso, 

meus olhos se elevaram a um Pai reconciliado; 

 coloca-me com o boi, o asno, o camelo, a cabra, 

olhar com eles a face do meu redentor, 

e sobre ele deixar meus pecados; 

 deixa-me com Simeão apertar a criança recém-nascida ao meu peito, 

abraçá-la com fé eterna, 

exultando porque ele é meu e eu sou dele. 

Nele tu me tens dado tanto que nem o céu pode me dar mais.

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Tradução: Márcio Santana Sobrinho Extraído de: The Valley of Vision: A Collection of Puritan Prayers & Devotions, editado por Arthur Bennett, p.16.

(Autor Desconhecido)

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