A bençao do perdão
*Assim José consolou os seus irmãos, e falou segundo o coração deles.*
(Gn 50.21)
Após tantas dores, injustiças e traições, José se encontra diante de seus irmãos não com palavras de acusação, mas com consolo. Ele fala ao coração deles.
José compreendeu que a soberania de Deus havia transformado o mal em bem, e por isso pôde liberar perdão genuíno.
O perdão o libertou de ser prisioneiro do passado e permitiu que ele se tornasse instrumento de cura para outros.
O apóstolo Paulo nos exorta:
*Sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo* (Ef 4.32).
O padrão do nosso perdão não é o merecimento do outro, mas o perdão que recebemos de Deus em Cristo. Quando lembramos o quanto fomos alcançados pela graça, somos capacitados a estender graça.
A leitura de Apocalipse 10 e 11 nos lembra que Deus continua no controle da história, mesmo em meio a conflitos, juízos e aparentes atrasos. Sua Palavra é doce e amarga, conforta e confronta, mas sempre cumpre seu propósito. Saber que Deus reina nos dá segurança para perdoar, pois não precisamos fazer justiça com as próprias mãos.
Perdoar não apaga a dor, mas transforma o coração. Palavras ditas “segundo o coração” têm poder de restaurar relacionamentos e glorificar a Deus.
Que o Espírito Santo nos ajude a falar com benignidade, agir com misericórdia e viver como quem foi profundamente perdoado.
*Oração:*
Senhor, ensina-nos a perdoar como fomos perdoados. Cura nossos corações, guarda nossas palavras e faz de nós instrumentos de consolo e reconciliação. Amém.
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