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Este meu caminho

  *Este meu caminho*         Por  Margareth E. Barber  “Se este meu caminho leva-me à cruz,  e o que me escolheste para a dor conduz, venhas compensar-me, dando a mim, Senhor, comunhão constante com meu Salvador. Se a alegria falta e do mundo a paz, mais prazer celeste sempre tu me dás; mesmo estando em dores, quero te adorar, com minh'alma alegre teu louvor cantar. Se terrestres laços, que mui doces são, eu os vir partidos pela tua mão, rogo-te que o laço que me prende a ti torne-se mais doce e mais forte aqui. Se me vês sozinho, triste a caminhar, vens com teu sorriso logo me alegrar; és meu companheiro na jornada aqui, minha vida é curta, mas pertence a ti. Possa eu desprendido deste mundo ser, possa em cada dia mais por ti viver; pela tua graça, faze-me, Senhor, um canal por onde jorre o teu amor.”² [¹ Jessie Penn- Lewis; ² Melodia: “Vem Alma Cansada” por Margareth Barber, uma irmã da Inglaterra que muito ajudou o irmão Wat...

O MINISTÉRIO DE ORAÇÃO

  O verdadeiro ministério de oração da Igreja consiste nisto: Deus revela à Sua Igreja aquilo que Ele mesmo deseja realizar por meio dela. A Igreja não foi colocada no mundo para exercer uma vontade própria, nem para buscar seus próprios interesses espirituais; ela existe na terra para ser o instrumento através do qual a vontade eterna de Deus se cumpre no tempo. A oração, portanto, não é o meio pelo qual tentamos mover Deus à nossa vontade, mas, o processo pelo qual Deus move a Sua Igreja à vontade d’Ele. A oração não é a voz do homem tentando alcançar o céu, mas, a voz do céu ecoando no coração dos que aprenderam a ouvir. ... Em toda reunião de oração, a mente de Deus deve ser o centro e o governo. Não oramos (ou não deveríamos orar) a partir do impulso das nossas carências, mas a partir da revelação dos Seus propósitos. O alvo supremo da oração coletiva não é satisfazer necessidades humanas, mas, cooperar com o desígnio divino — dar voz, na terra, ao propósito de Deus no céu. Po...

O intenso clamor por libertação

  “Eu sei que... na minha carne não habita bem algum. Miserável homem... quem me livrará?” (Romanos 7:18-24). O Espírito revela a extrema pecaminosidade do pecado e a total inutilidade da vida vivida ‘segundo a carne’. Ele cria aquela fornalha de desejo intenso que prepara a alma para deixá-Lo fazer Sua obra e ter Seu caminho a todo custo. Ele não poupa meios para levar a posse comprada de Deus à decisão definitiva de tomar o lado de Deus contra a velha vida e fazer a rendição irrevogável e sem reservas a Deus, que é necessária para a liberdade. Por assim dizer, o crente deve ‘assinar a sentença de morte’ e concordar que a morte com Cristo se tornará realmente verdadeira na experiência. Aqui ele alcança, CALVÁRIO, o lugar da libertação. “Sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado com Ele... para que não sirvamos mais ao pecado; porque aquele que morreu está justificado do pecado” (Rm 6:6-7). O Espírito Santo leva a alma de volta ao Calvário, para aprender que ela foi cru...

Mesmo em Seu silêncio, Deus está trabalhando

  “Clamo a ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim.” (Jó 30:20) Há momentos em que o céu parece fechado e o coração se pergunta: “Por que Deus não fala comigo?” ou “Por que Deus não responde as minhas orações?”  São indagações reais que tratam do silêncio de Deus. Mas há um propósito em tudo. Você está vivenciando esse silêncio?  “Jó viveu esse silêncio. Ele clamava, chorava e nada ouvia, apenas o eco de sua dor. Mas aquele silêncio não era ausência, era presença velada. Deus não se calou porque o esqueceu, e sim porque estava sondando e formando algo mais profundo dentro dele. Quando Deus não fala, Ele está trabalhando em nós, ensinando-nos a confiar não nas respostas, mas no caráter d’Ele. O silêncio de Deus é uma escola onde aprendemos a andar pela fé e não pela vista, a descansar mesmo quando não há explicações, e a crer que, mesmo calado, o Senhor continua escrevendo nossa história com amor e propósito.” ¹ Alguém já disse que “é  menos imp...

Casado com Outro

“Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus.” (Rm 7:4) "levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.” (2Co 4:10-11) “O caminho de vida é o caminho de morte. Esta vida caída, este eu, é tão pecaminoso e tão forte que não há forma de libertação senão pela morte. Louvado seja Deus! O caminho de morte é o caminho de vida; esse caminho em que ousamos andar é o poder da ressurreição e da habitação de Cristo em nós.”¹ Assim, conclui-se que se esquivar do caminho da Cruz e desanimar no percurso, mesmo quando já começamos a trilhá-lo, é consequência da ignorância a respeito da bênção a que esse caminho nos conduz. O momento mais radiant...

A PARTIR DE UM NOVO CENTRO

  O segredo da alegria é a centralidade. A alma que responde a Deus torna-se surda às sugestões dos sentidos, pois para ela Deus é tudo. Como grandes dínamos cósmicos, essas almas geram energia pela qual outras almas que estão na circunferência podem viver. Para almas que respondem a Deus, a vida agora começa a mover-se da circunferência para o centro. Os aspectos externos da vida, tais como política, economia e sua rotina diária têm menos importância, enquanto Deus tem maior importância. Isso não significa que a humanidade não é amada, mas que ela é mais amada em Deus. O momento presente torna-se um servo do momento eterno. O que não é usado ou não pode ser usado para o propósito de Deus é sem interesse, é irreal. Na aljava de uma alma devota não há nenhuma flecha que seja destinada a qualquer outro alvo a não ser o divino. A alma que responde a Deus pensa na religião em termos de submissão à vontade de Deus. Ela não olha para o Infinito buscando ajuda para seus interesses finitos...

Na Fornalha da Aflição

Considere o poderoso exemplo dos três jovens hebreus, a quem o rei Nabucodonosor atirou dentro da fornalha de fogo. Estes homens não estavam sendo provados por sua fé; na verdade, foi a sua fé que os pôs ali. O Senhor claramente estava atrás de outra coisa. Pense nisso: os pagãos babilônios não foram influenciados por suas orações ou pregações. Não ficaram impressionados por sua sabedoria ou conhecimento, nem por suas vidas santas. Não, o impacto em Babilônia veio quando o povo olhou para dentro da fornalha e viu estes três homens regozijando-se e louvando a Deus em sua hora mais difícil. Jesus apareceu naquela fornalha, e creio que Suas primeiras palavras aos jovens hebreus foram: “Irmãos, levantem-se agora, pois suas amarras foram afrouxadas. Deixem que este governo pagão e sua gente ímpia vejam vosso regozijo e o vosso louvor a Deus em sua hora de aflição”. Os rapazes fizeram justamente isso, e as escrituras dizem que Nabucodonosor ficou “espantado” com o que via. Levantou-se apress...