sexta-feira, 29 de maio de 2026

A suprema, abrangente e soberana vontade de Deus

 Qual é a suprema, abrangente e soberana vontade de Deus?

Creio que isso é evidente: a vontade de Deus não é outra coisa senão Seu amado Filho. 

É verdade que estamos falando de Sua vontade em relação à humanidade, mas mesmo assim, o que está na mente de Deus é Seu amado Filho.

Deus vê um Homem, um Homem perfeito, um Homem segundo Seu próprio coração, e Deus está edificando este Homem em muitos homens.

Deus revela este Homem, Seu amado Filho, o Senhor Jesus, para a humanidade, de modo que, por meio do Espírito Santo, Ele possa edificar este Homem em muitos homens, até que eles sejam conformados ao Filho.

Deus está buscando o homem, o homem segundo o padrão do Homem perfeito. E este Homem perfeito torna-se corporativo, universal, para compreender muitos e muitos homens com Ele (o Novo Homem).

Esta é a vontade de Deus.


[Stephen Kaung. Havendo Deus Falado No Antigo Testamento - Volume 1: Gênesis a Deuteronômio, p. 28 e 29. Belo Horizonte-MG: Edições Tesouro Aberto.]


Fé, Fato e Experiência

 “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho” (Hb 11:1,2).

Na presente era da graça tudo é obtido “por meio da graça”, o que equivale a dizer que todas as coisas são feitas por Deus a favor do homem. Isso porque “ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida” (Rm 4:4). Dessa maneira, podemos considerar que os tratos de Deus com o homem por meio da graça são um “fato”.

Isso também significa que Deus já fez tudo aquilo que poderia fazer pelo mundo. Uma vez que uma coisa já foi feita, passa então a ser considerada como um “fato”. Nesse caso, o homem não precisa fazer mais nada para sua realização, uma vez que essa obra de Deus já está completa e aperfeiçoada, é um fato. Entretanto, a graça de Deus é uma graça justa, por isso, mesmo já sendo um fato já consumado, demanda pela cooperação do homem.

Mas qual seria a natureza dessa cooperação?

A essência dessa cooperação não se baseia na necessidade de acrescentar algo mais à essa “obra consumada”, mas na consideração de que aquilo que Deus fez é verdadeiro. Isso é chamado de “fé”. Fé é confessar que tudo o que Deus disse e fez é verdade. Fé é aceitar esse fato, considerando-o como algo concreto. Aliás, fé é como um “saque”. Uso esse termo no mesmo sentido usado em uma conta bancária. Alguém tem dinheiro em sua conta e nos faz um pagamento em cheque. Esse é o fato.

Se agora mesmo formos até o banco sacar o dinheiro, isso demonstra que admitimos que o valor inscrito naquele cheque está depositado ali. Em essência, esse saque é realizado pela fé, e uma vez que sacamos do dinheiro, já podemos nos utilizar dele.

Assim poderemos dizer que o dinheiro no banco é o “fato”, o saque é a “fé”, e o gasto do dinheiro é a “experiência” ou “favor”.

Pela graça de Deus já temos os fatos consumados por Ele a favor do homem. Mas o homem ainda necessita da experiência desse fato, e precisa entrar no gozo desse favor. Para desfrutar da graça de Deus de forma experimental, precisamos exercitar a fé para sacar os fatos consumados de Deus. O fato é o que Deus já realizou, e a fé é o que o homem precisa obter. O fato pertence a Deus, enquanto a experiência ou favor cabem ao homem. Fé traduz o fato de Deus para a experiência do homem. Assim, podemos dizer que o que a Bíblia descortina para nós é simplesmente “fato – fé – experiência”.

Fé, Fato e Experiência é uma tradução do capítulo 2 do livro “Back to the Cross”, de Watchman Nee, publicado pela Christian Fellowship Publishers

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Eu em Cristo, Cristo em mim

 “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados” (Colossenses 2:8-10).


Eu em Cristo, Cristo em mim


Não somente estou em Cristo: Cristo também está em mim. E assim como, fisicamente, um homem não pode viver e trabalhar debaixo d’água, mas somente no ar, assim, espiritualmente, Cristo habita e Se manifesta no Espírito, não na “carne”. Portanto, seu eu viver “segundo a carne”, verifico que minha participação em Cristo fica como que em suspenso em meu ser.


Embora eu realmente esteja em Cristo, se viver na carne, pelas minhas próprias forças e sob minha própria direção – então na prática e na experiência, verifico, consternado, que é alguma coisa de Adão que se manifesta em mim.


Se eu quiser conhecer na experiência tudo quanto possuo em Cristo, então terei que aprender a viver no Espírito.


Viver no Espírito significa que eu confio no Espírito Santo para fazer em mim o que eu não posso fazer por mim mesmo. Esta vida é completamente diferente da vida que eu viveria naturalmente por mim mesmo. Cada vez que me deparo com uma nova exigência do Senhor, olho para Ele, a fim de que Ele faça em mim aquilo que de mim requer.


Não se trata de tentar, mas de confiar; não consiste em lutar, mas em descansar nEle. Se tiver temperamento impulsivo, pensamentos impuros, a língua desregrada, um espírito crítico, não me proporei a modificar-me mediante certo esforço meu, mas, considerando-me morto, em Cristo, para estas coisas, contarei com o Espírito de Deus para que Ele produza em mim a pureza ou a humildade, ou a mansidão necessárias. É isso que significa: “Aquietai-vos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará” (Êx 14:13).


Quando o Espírito Santo toma conta, não há necessidade de esforços de nossa parte. Não se trata de nos dominar através da nossa força de vontade para obter, a duras penas, a vitória gloriosa. Não, onde se manifesta a verdadeira vitória, não há esforço carnal, pois é o próprio Senhor Quem nos conduz maravilhosamente. 

(A VIDA CRISTÃ - Watchman Nee).


quarta-feira, 27 de maio de 2026

A questão do ego

 “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33).


Existe algo no universo que é diametralmente oposto à Deus, e isso é o ego. A atividade do ego é a fonte de toda a natureza e procedimentos malignos do homem. Por outro lado, a perda do ego na alma eleva sua pureza! De fato, a pureza da alma é elevada na exata proporção da perda do ego.


Enquanto empregarmos nossa natureza em algum caminho, as nossas faltas permanecerão. Mas depois que abandonamos o ego e seus interesses, não haverão mais erros, e tudo será pureza e inocência.


Foi com o advento da entrada do ego na alma quando ocorreu a queda, que foi estabelecida uma diferença entre a alma humana e Deus.


Como podem duas coisas tão diferentes serem unidas? Como pode a pureza de Deus e a impureza do homem serem trazidas à unidade? Como pode a simplicidade (ou singularidade) de Deus e a multiplicidade (ou inconstância) do homem se amalgamarem?


Certamente isso demanda por muito mais do que nossos próprios esforços. 


O que, então, é necessário para obter essa tão desejada união? Um movimento a partir do Próprio Deus Todo-Poderoso. Só isso pode levar a termo essa união.


Para que duas coisas se tornem uma, precisam ter naturezas similares. Por exemplo, a impureza da terra não pode ser unida à pureza do ouro. O fogo é introduzido para destruir a escória e tornar o ouro puro. É por isso que Deus envia o fogo à terra (e ele é chamado de Sua Sabedoria) para destruir tudo que é impuro em nós. Nada pode resistir ao poder daquele fogo. Ele consume tudo. Sua Sabedoria queima todas as impurezas no homem com um propósito: torná-lo preparado para a união divina.                   


Jeanne Guyon


terça-feira, 26 de maio de 2026

Um caminho no mar

 

“Pelo mar foi o teu caminho; as tuas veredas, pelas grandes águas; e não se descobrem os teus vestígios. O teu povo, tu o conduziste, como rebanho, pelas mãos de Moisés e de Arão” (Salmo 77:19,20).


Quando o salmista se refere que ‘Pelo mar foi teu caminho’ e ‘as tuas veredas, pelas grandes águas’, do que será que ele estava falando? Indubitavelmente sobre como o Mar Vermelho os confrontou. Que terror, que pavor os acometeu naquela noite!... Vemos o propósito Divino trabalhando naquela tempestade: por trás do medo, do terror, tudo o que parecia tão horrível naquela noite...: “Pelo mar foi teu caminho”.


Isso é uma coisa que mais cedo ou mais tarde teremos de compreender. Que aquilo que é furioso, terrível, temeroso, ameaçador, e que parece significar nossa ruína, na verdade, está sendo governado pelo propósito Divino para produzir algo de grande valor para Ele. 


...Deus escolheu o caminho, o método, os meios que Ele sabia que mais efetivamente alcançariam o Seu fim... Os caminhos que o Senhor toma nos parecem tão estranhos. O que Ele está fazendo? Por quê? Todas essas perguntas surgem... Ele controla o fim, o caminho, os motivos...Deus não está apenas nos conduzindo entre as dificuldades de maneira fria e imparcial. Ele é um Pastor.


O salmista diz uma coisa interessante aqui. “Pelo mar foi o teu caminho; as tuas veredas, pelas grandes águas; e não se descobrem os teus vestígios”. O que ele quer dizer com essas palavras? Volte novamente para o outro lado do Mar Vermelho, depois que toda a situação passar. O vento se aquietou e a tempestade parou. Olhe e procure onde estão as “pegadas” do Senhor e não conseguirá encontrá-las. Não poderemos dizer: “Ele fez isso e aquilo”. Não poderemos descobrir como Ele fez as coisas. O fato é que Ele fez, e isso é tudo. 


Ele traz a grande tempestade para servir ao Seu fim, pela Sua sabedoria, no Seu amor, porque Ele é o Pastor do Seu rebanho – porque o Seu coração está ligado a eles. Ele se importa conosco.


-- T. Austin-Sparks (Os Maravilhosos Caminhos de Deus).

"Como os caminhos de Deus estão além da compreensão humana, muito do que Ele faz parece contraintuitivo para nós, mas sempre está certo. Seus grandes desígnios são revelados em pequenas coisas, e nobres mistérios estão ocultos nos menores de Seus atos. Raramente entendemos o processo, mas Deus nunca deixa de trazer os resultados necessários para a Sua glória e para o nosso bem".

-- Stephen Charnock (1628-1680) - Divine Providence


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Uma carta de encorajamento

 “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13,14).

O Senhor sabe o que é melhor e mais necessário para nós. Tudo o que Ele faz é para o nosso bem. Se nós soubéssemos, realmente, o quanto Ele nos ama, estaríamos sempre dispostos a receber alguma coisa dEle. Receberíamos o amargo e o doce, sem distinção.

Tudo e todas as coisas seriam bem recebidas, porque vieram dEle. 

As piores aflições e sofrimentos parecem intoleráveis somente porque nós os vemos de maneira errada. Se nos conscientizarmos que tais coisas são enviadas pelas mão de Deus, quando sabemos que é o nosso Pai amado que nos humilha e nos angustia, então os nossos sofrimentos perderiam a sua amargura. Nossas manhãs seriam mais alegres.

Vamos nos empenhar em conhecer a Deus, mesmo que você ache que atualmente O conhece, quanto mais você aprofundar esse conhecimento, mais desejará conhece-Lo. Sendo o conhecimento uma medida de amor, quanto mais profundamente e intimamente você estiver com Ele, maior será o seu amor. E, se nosso amor pelo Senhor for muito grande, nós O amaremos nas tristezas e nas alegrias.

Estou certo de que você sabe que o amor da maioria das pessoas pelo Senhor pára num estágio muito superficial. Muitos só O amam pelas coisas tangíveis que Ele dá ou por causa dos favores que Ele concede. Você não deve ficar parada nesse estágio, não importa o quão ricas tenham sido as graças que Ele lhe tenha dado. As graças externas jamais poderão levá-la para bem perto de Deus, como um simples ato de fé.

Por isso, procure-O através da fé.

Oh, querida amiga, o Senhor não está fora de você, espalhando favores. O Senhor está dentro de você. Procure por Ele lá dentro… e em nenhum outro lugar.

Deixe que o Senhor seja o único amor de sua vida. Se nós só amarmos a Ele, será que não estaremos sendo rudes se nos ocuparmos com coisas insignificantes, que não agradam a Ele e que até O ofendem? Seja sábia e tema tais insignificâncias. Um dia elas poderão ser mortais. 

Querida amiga, será que você quer começar agora, hoje, a ser seriamente devotada a Deus? Tire tudo mais do seu coração. Ele quer possuí-lo sozinho. Implore a Ele esse favor. 

Faça o que puder e logo verá as mudanças que ocorrerão em você, enquanto estiver buscando o Senhor. 

Não me canso de agradecer a Ele pelo alívio que tem lhe dado.

Espero, por Sua misericórdia, pelo privilégio de ver Sua face em poucos dias.

Oremos um pelo outro.

O irmão Lawrence já estava confinado em sua cama dois dias antes de escrever esta última carta, e morreu na mesma semana. Certamente ele reconheceu o seu Senhor muito rapidamente, uma vez que, embora limitado pelo seu corpo terreno, seus olhos raramente olharam para qualquer outra coisa que não fosse o Senhor.

domingo, 24 de maio de 2026

Cristo é a Nossa Justiça

 


Vamos olhar por um instante para a carta aos Romanos neste mesmo sentido. Lembramos das palavras que estão no capítulo 8, versos 19 e 29. Esta carta aos romanos coloca o fundamento para toda a obra do Senhor em Seu próprio povo, e em relação a este fim que Ele tem em vista, e que está governando tudo o que Ele tem pra dizer a eles, e para fazer com eles. Esta carta providencia o fundamento sobre o qual o Senhor pode seguir adiante com Sua obra, no aperfeiçoamento dos Seus santos. Perguntamos: Qual é este fundamento? Sabemos qual é o tema da carta aos Romanos, o objetivo para o qual o apóstolo a escreveu. Sabemos que a sua extraordinária verdade é aquela da justiça pela fé, ou, como é algumas vezes chamada, justificação pela fé. Qual, então, é o assunto de tal fé? Nesta carta a fé é colocada como aquilo através do qual somos trazidos para o terreno que o Senhor está na ressurreição. Ele ‘ressuscitou para a nossa justificação’. Cristo na ressurreição providencia a base da nossa justificação e justiça. Na morte Ele tratou de toda a injustiça, e conseqüentemente de tudo aquilo que estava alienado e separado de Deus, que significava condenação, julgamento e morte. Tendo tratado com tudo isto na morte, na ressurreição o terreno está limpo de tudo aquilo. Foi tratado o pecado e de todas as suas conseqüências, até o fim, e na ressurreição, o caminho de Deus é aberto, e há justiça onde havia injustiça, comunhão onde havia alienação, companheirismo onde havia distância. Cristo na ressurreição é a base da nossa justiça, e a fé no Senhor Jesus é aqui mostrada para ser aquilo pelo qual somos trazidos para o terreno que Cristo está: a ressurreição, e, assim, a relação com Deus é estabelecida no Cristo Ressurreto, e é estabelecida inabalavelmente. Este é o glorioso assunto deste capítulo, como você observa.

Queremos obter a força total das palavras no final do capítulo 8. Os versos 35 a 39 devem ser considerados em conjunto com os versos 31 a 34. Agora, você vê que esta base inabalável, esta união inseparável, esta vida indestrutível é por causa do que o Senhor Jesus realizou em Sua morte e ressurreição, e daquilo que Ele é à mão direita de Deus. Penso que pode haver tempos quando ficamos hesitantes em citar essas palavras ao final de Romanos 8. Tivemos um pouco de tremor interior quando ensaiamos dizer essas palavras e seguintes> ‘...nem a morte, nem a vida...’ imaginando se estávamos sendo um pouco impertinentes, um pouco ousados; ou ao mesmo tempo não poderíamos ser colocados à prova e descobrir que, afinal de contas, que o nosso uso das palavras não era diferente da afirmação confiante de Pedro - ‘Seguir-te-ei até a morte’ - teríamos dificuldade na declaração. Confesso que isto foi verdadeiro quanto a mim, porém hoje estou alegre em dizer que não há necessidade de hesitação. Há um fundamento que foi colocado e fixado, inabalável na morte e ressurreição do Senhor Jesus. Este fundamento é a expressão do amor de Deus em Cristo Jesus para mim; não o meu amor por Ele, não alguma coisa que eu tenha feito ou possa fazer, não é algo que está em mim, ou que eu possa produzir, mas é tudo aquilo que Ele é, que Ele fez, que Ele tem dado, e que Ele tem estabelecido em Sua própria Pessoa à destra de Deus.

Isto é amor Divino, e isto foi feito para ser colocado sobre você e sobre mim ‘a quem Ele conheceu de antemão...’. Ele fez tudo isso em relação a nós, a coisa está terminada, e não há qualquer poder no universo de Deus que possa alterar isto, que possa mudá-lo, que possa abalá-lo. É algo que Deus fez. É uma manifestação do Seu próprio amor em Cristo, o qual nada na criação pode tocar, e isto está ligado com a eleição de Deus. Por isso: ‘Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?’ Este capítulo alcança o ponto onde temos colocado fé em Deus neste terreno. Esta fé nos traz para o terreno do Cristo Ressuscitado, e isto significa que não há um ser que possa nos acusar. Que posição! Você pode encontrar muitas faltas em mim. Eu posso encontrar algumas faltas em você. Podemos ver muitas coisas que ainda são nossas imperfeições, porém, você não pode me condenar e me separar do fundamento de minha justificação. Você pode encontrar todas as faltas que possam ser encontradas, e pode continuar a fazer isto para o resto de sua vida, porém, você não pode abalar o fundamento da minha justificação diante de Deus, você não pode tocar aquela posição de minha experiência com Ele. O sangue de Jesus Cristo estabeleceu e ratificou isto para sempre. Se você puder remover Jesus Cristo de Seu lugar à destra de Deus, então você pode destruir o fundamento da minha salvação, da minha justificação, mas você não pode fazer isto. Está fixado no Céu, Nele.

Estar Firmemente Arraigado No Fundamento É Essencial Ao Pleno Crescimento

O Senhor coloca isto como nosso fundamento. É uma garantia que é nossa através da fé pela graça de Deus. Esta é a mensagem da carta aos Romanos. A graça de Deus para nós em Jesus Cristo provê tal fundamento que ninguém pode nos acusar, ninguém pode nos condenar. Não há qualquer poder neste universo que possa causar distúrbio naquilo que Deus fez para nós em Cristo. A Palavra nos diz para assumirmos o nosso lugar em fé em relação a isto. Não diga: ‘Oh, as provas, as dificuldades, as adversidades, os sofrimentos; a vida, a morte, os principados, e todas essas coisas! Elas realmente fazem tal diferença para nós. Elas vêm sobre nós. Elas nos afetam, e nos perturbam, e chegamos a sentir que não amamos tanto ao Senhor como O amávamos antes, que não estamos mais em comunhão com o Senhor como uma vez já estivemos, e sentimos que as coisas mudaram. Mas isso não é verdade. Você e eu devemos chegar confiantemente ao lugar onde reconhecemos que Deus não muda, é sem variação, e que na obra de sua Cruz a nossa salvação não irá se mover um milímetro; ela está tão firme quanto o Seu trono.

A nossa salvação descansa neste fundamento, e a fé deve se agarrar a isto. Então, somos capazes de dizer: ‘Se Deus é por nós...’ e Ele é por nós desta forma. Oh, a maravilha daquela palavra, ‘...Deus...por nós!’ Ele entregou o Seu Filho por nós, e com Ele nos deu todas as coisas. Através da Sua Cruz Ele nos justificou de todos os nossos pecados, nossas iniqüidades, e em Seu Filho Ele nos vê sem pecado, perfeitos! Ele diz: Agora, se tão somente você deixar a sua fé descansar nisto, e não se mover da sua fé para o seu próprio fundamento do que você é em si mesmo, mas permanecer firme, o poder de Satanás é destruído em sua vida, e não há nada neste universo que possa impedir você de alcançar o Meu objetivo. Nada que se levante, seja a vida, ou seja, a morte, ou as coisas presentes, ou as coisas futuras, ou a altura, ou a profundidade, ou sejam os principados, ou qualquer outra criatura - nada neste universo pode impedir você de alcançar o Meu objetivo, se você mantiver os seus pés neste fundamento pela fé. Isto é um fundamento para Deus, e Ele jamais poderá nos levar para algum lugar até que tenhamos chegado à esta posição.

Você sabe quão verdade isto é, que, se houver alguma questão, alguma incerteza, alguma variação em qualquer um de nós em algum momento, nós estagnamos, e Deus para, o Espírito de Deus não pode seguir em frente. Enquanto cremos em Deus Ele prossegue, não importa com o que Ele precise lidar. Isto equivale a dizer o seguinte: Nós iremos crer em Deus ou não? Se não, então podemos abandonar tudo, pois tudo depende disso, se vamos crer em Deus. Agora aí está o fundamento para a fé. O crescimento pleno repousa sobre este fundamento. Você não faz nenhum progresso em direção ao propósito de Deus até que o fundamento seja colocado. É importante permanecermos sobre o firme fundamento de Deus. Vamos buscar alcançar esta posição. É uma palavra para crentes, e mais do que nunca uma palavra para hoje, que possamos chegar ao lugar onde reconheçamos que Deus é totalmente isento de variação. Naturalmente, há algumas pessoas que não variam muito, mas há outras que conhecem todas as variações de sua vida natural; as variações dos sentimentos, as variações dos pensamentos, as variações que chegam através das circunstâncias ao redor deles.

Encontramos a nós mesmos grandemente influenciados pela maneira como somos fisicamente, ou pelas circunstâncias, ou por qualquer outro motivo; em variação de humor, em diferentes estados, pela forma como pensamos espiritualmente. Variamos, algumas vezes de dia para dia, senão de hora para hora. Deus não é assim. A obra de Deus não é assim. O que Deus realizou em Seu Filho por meio da Cruz e da ressurreição não é objeto de influências de mudança; ela permanece, ela está firme. Deus tomou esta atitude. Ele não varia. Se tão somente voltássemos e reconhecêssemos que Deus é um Deus de graça infinita, que a graça foi demonstrada até ao extremo, e ela é imutável! Se a deixarmos, isto não faz nenhuma diferença para ela. Ela é a mesma. Nós voltamos e encontramos Deus simplesmente lá onde O deixamos. Ele não se moveu nem um pouquinho. Isto não é dito para justificar a fraqueza, mas para nos trazer a certa posição estabelecida em relação à graça de Deus. Tudo é por meio de Sua graça, por causa de Sua graça, o amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor. Se nos mantivermos aí, Deus pode prosseguir com a Sua obra. Pleno crescimento? Sim, quando você fundamentalmente crê em Deus, quando você confia em Deus, e quando a sua confiança está no fundamento daquela perfeita justificação que Ele tem dado, todos os obstáculos no caminho de Seu pleno propósito são removidos. A carta aos romanos fala disso. O fundamento é colocado em fé para todo propósito de Deus, e, após isto, você se move em direção ao edifício. As outras cartas têm a ver com os fatores do crescimento pleno quando o fundamento é colocado.

[ Extrato da mensagem: Maturidade Espiritual por T. A. SPARKS ]


A suprema, abrangente e soberana vontade de Deus

  Qual é a suprema, abrangente e soberana vontade de Deus? Creio que isso é evidente: a vontade de Deus não é outra coisa senão Seu amado Fi...