quinta-feira, 16 de julho de 2026

A IMAGEM DO DEUS INVISÍVEL

 


Leituras: Colossenses 1:15–20; João 1:14–18; João 14:7–11; Hebreus 1:1–3


«"Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação."

(Colossenses 1:15)»


Ao iniciar a parte central da epístola aos colossenses, Paulo conduz imediatamente nossos olhos à supremacia de Cristo. Antes de tratar da reconciliação, da Igreja ou da vida prática do cristão, ele contempla a Pessoa do Filho. Essa é a ordem do Espírito Santo. Toda verdadeira experiência espiritual começa com uma visão mais elevada de Cristo.


O homem sempre procurou alcançar Deus por seus próprios caminhos. A religião tenta aproximar-se dEle por meio de ritos e esforços. A filosofia procura compreendê-Lo pela razão. O misticismo busca experiências extraordinárias. Mas Deus escolheu revelar-Se de uma maneira completamente diferente: dando-nos Seu próprio Filho.


O Deus eterno é invisível. Nenhum homem jamais contemplou Sua essência. Ele habita em luz inacessível, infinitamente acima da compreensão humana. Ainda assim, Seu desejo nunca foi permanecer oculto. Desde a eternidade, o propósito do Pai foi tornar-Se conhecido, trazendo o homem à comunhão consigo.


Por isso, o Verbo Se fez carne.


Cristo não veio apenas transmitir ensinamentos sobre Deus. Ele veio revelar o próprio Deus. Tudo o que o Pai é manifesta-se perfeitamente no Filho. Seu amor, Sua santidade, Sua justiça, Sua misericórdia, Sua verdade e Sua graça encontram expressão plena na vida do Senhor Jesus.


João declara:


«"Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou."

(João 1:18)»


Toda a revelação divina converge para Cristo. Quem deseja conhecer o coração do Pai deve olhar para o Filho. Em cada palavra pronunciada por Jesus, ouvimos a voz de Deus. Em cada gesto de compaixão, contemplamos o amor do Pai. Em Sua obediência perfeita, vemos a santidade divina. Em Sua entrega na cruz, conhecemos a profundidade da graça.


Essa verdade alcança seu ápice quando Filipe pede:


«"Senhor, mostra-nos o Pai."»


E Jesus responde:


«"Quem me vê a mim vê o Pai."

(João 14:9)»


Poucas declarações são tão profundas quanto essa. Deus tornou-Se plenamente conhecido em Cristo. Não há revelação maior nem mais completa. Tudo quanto Deus deseja comunicar ao homem foi revelado em Seu Filho. Fora dEle, permanecem apenas sombras; nEle, encontramos a realidade.


O autor de Hebreus confirma essa mesma verdade ao afirmar que o Filho é "o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser" (Hebreus 1:3). Cristo não apenas representa Deus; Ele O manifesta perfeitamente. Nele, o invisível tornou-se visível, e o eterno entrou na história para que o homem pudesse conhecer o Pai.


T. Austin-Sparks insistia que toda a obra do Espírito Santo possui um único objetivo: revelar Cristo de maneira cada vez mais profunda ao coração dos filhos de Deus. O Espírito nunca ocupa o centro; Ele sempre dirige nosso olhar para o Filho. Quanto mais contemplamos Cristo, mais conhecemos o Pai e mais somos transformados.


Essa contemplação, porém, não é mera atividade intelectual. O propósito de Deus não é formar especialistas em doutrina, mas filhos conformados à imagem de Seu Primogênito. A revelação sempre conduz à transformação. A mesma glória que contemplamos é a glória que o Espírito deseja reproduzir em nós.


Andrew Murray escreveu que a vida cristã consiste em permitir que Cristo viva Sua própria vida em nós. Não basta admirar Sua perfeição; é necessário permanecer nEle para que Seu caráter seja formado em nosso interior. Essa é a obra silenciosa do Espírito: gravar a imagem do Filho no coração daqueles que caminham em comunhão com Ele.


Cristo não é apenas o Salvador que perdoa pecados. Ele é a imagem perfeita do Deus invisível, a Cabeça da Igreja, o centro do propósito eterno e a própria vida do Seu povo.


Quanto mais contemplamos Sua glória, mais conhecemos o Pai. E quanto mais O conhecemos, mais o Espírito nos conforma à imagem daquele que revelou perfeitamente o Deus invisível.




Senhor, nós Te bendizemos porque não permaneceste oculto em Tua majestade, mas Te revelaste plenamente em Teu amado Filho. Guarda-nos de um conhecimento apenas intelectual e conduz-nos a uma contemplação viva de Cristo. Abre os olhos do nosso coração para vermos Sua glória, Sua suficiência e Sua absoluta preeminência. Que o Teu Espírito forme em nós a imagem do Filho, para que nossa vida manifeste o caráter de Cristo e toda a glória seja dada ao Pai. Em nome de Jesus. Amém.


(Alcides Júnior)

Que Eu Possa Conhecê-lo


Vamos orar para Deus alargar nossa visão. Eu acredito que ele fará isso. Pelo Seu poder, Ele nos trará uma preciosa fé para acreditarmos em tudo que as escrituras dizem.

As Escrituras são tão profundas, que ninguém poderá entrar em suas verdades sem que tenha sido expandido por Deus.

Amados, uma coisa é certa, Deus pode fazê-lo. "Tudo o que diz respeito à vida e piedade" (2 Pedro 1:3) está contido na procura. Nós buscamos a fé que não terá uma luz obscura, mas uma luz que vai iluminar tudo e vai reivindicar tudo que Deus põe à frente dela. Sendo assim, eu oro para que Deus revele as profundezas de sua justiça a fim de que nós não sejamos mais pobres, mas muito ricos em Deus, pelo Seu Espírito.

Amados, é a vontade de Deus nos fazer muito ricos "na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18).


Diariamente deve haver um toque de avivamento em nossos corações. O Senhor deve nos transformar no que Ele é. Nós seremos feitos novos o tempo todo. Não existe tal coisa como ter toda a graça e todo o conhecimento. Deus quer que nós comecemos com estas palavras de poder, encontradas em Filipenses 3 e nunca parar, mas continuar para alcançar perfeição. Deus quer que, hoje, alcancemos as bênçãos destes versos:

Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.

E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo.(Filipenses 3:7-8)


(Smith Wigglesworth)


quarta-feira, 15 de julho de 2026

LÁGRIMAS DE ALEGRIA.

 "LÁGRIMAS DE ALEGRIA - AMÉM"


 _...Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo._ 

 _Lucas 3:16_ 


Não precisamos ter medo de uma visitação genuína do Espírito de Deus! 


Blaise Pascal, o célebre cientista e filósofo francês do século 17, experimentou um encontro pessoal e surpreendente com Deus que mudou sua vida. Aqueles que compareceram ao seu funeral viram um papel enrugado e gasto em suas roupas, próximo ao seu coração - aparentemente um lembrete do ele havia sentido e compreendido na presença de Deus. 


No papel, estava a mensagem escrita pelo próprio Pascal: 

"Das dez e meia da noite até meia noite e meia - fogo! Ó Deus de Abraão, Deus de Isaque, Deus de Jacó - não o Deus de filósofos e sábios. O Deus de Jesus Cristo, que só pode ser conhecido por meio do Evangelho. Segurança. Ternura. Paz. Alegria. Lágrimas de alegria - amém!"


Essas expressões foram de um fanático, um extremista? Não; foi a elocução de êxtase de um homem rendido, durante duas incríveis horas, à presença de Deus. O Pascal abismado só pôde descrever tal visitação com uma palavra: "Fogo!" 


Amado Senhor, oro para que eu experimente o "fogo" de Tua santa presença em minha vida. Queime todo refugo pelo Teu Espírito. Quero viver para ti e somente para ti. 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


CAMINHADA DE FÉ

 

 _Andou Enoque com Deus... Deus o tomou para si. Gênesis 5:24_ 


Há lições espirituais para todo cristão na vida do piedoso Enoque, da sétima geração de Adão, da linhagem de seu filho Sete.


É impressionante que ele conseguiu resistir ao diabo e encontrar comunhão com seu Deus Criador, pois ele vivia em uma sociedade mundana que rumava à destruição.


A caminhada diária de Enoque era uma caminhada de fé, uma caminhada de comunhão com Deus. As escrituras estão tentando nos garantir que, se Enoque podia viver e caminhar com Deus, pela fé, em meio a uma geração pecadora, nós, da mesma forma, deveríamos poder seguir seu exemplo, porque a raça humana é a mesma e Deus é o mesmo!


Além disso, Enoque nos lembra de que a qualidade e a ousadia de nossa fé serão da medida de nossa preparação para o retorno de Jesus Cristo a esta Terra. Caminhamos pela fé, como fez Enoque; e ainda que 21 séculos tenham se passado, após a curta permanência de Cristo no mundo, apegamo-nos firmemente à promessa do Novo Testamento de que nosso Senhor ressurreto retornará à terra! 


 _Senhor, o exemplo de Teu servo Enoque é um lembrete para mim de que é possível ser piedoso em meio a uma geração perversa. Ajuda-me a permanecer fiel a ti e aos Teus caminhos, ó Senhor._ 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


Mais que vencedores

 “Em todas estas cousas, porém, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou”. (Rm 8.37)


 Temos mais do que vitória. Nosso triunfo é completo. Não somente escapamos da derrota, mas também destruímos os nossos 

inimigos e ganhamos um despojo tão valioso que podemos agradecer a Deus pela batalha. 

 

Como nos tornamos "mais do que vencedores?"  Adquirindo durante o conflito uma disciplina que fortalecerá muito a nossa fé e consolidará o nosso caráter espiritual. A tentação é necessária para nos firmar e confirmar na vida espiritual. É como o fogo para as cores de uma pintura em porcelana, ou como os ventos, que ao baterem de encontro aos cedros, mais os levam a fixar-se no solo. 

 

Nossos conflitos espirituais devem ser contados entre as mais preciosas bênçãos, e o grande adversário é usado para nos treinar para a sua própria derrota. Segundo uma lenda dos antigos frígios, toda vez que eles venciam um inimigo, o vencedor absorvia o vigor físico de sua vítima, e isso era acrescentado à sua força e valor. 

 

De semelhante modo, a tentação enfrentada vitoriosamente redobra-nos a força e as reservas espirituais. Podemos, assim, não apenas derrotar o inimigo, como também capturá-lo e fazê-lo combater em nossas fileiras. O profeta Isaías fala em voar sobre os ombros dos filisteus (Is 11.14). Os filisteus eram inimigos mortais dos israelitas, mas a 

figura sugere que os judeus seriam capacitados não somente a conquistar os adversários, como também a usá-los para carregar nos ombros os vencedores, para outras vitórias. Assim como o marinheiro sábio usa o vendaval para avançar,  manobrando e aproveitando o seu impulso, assim também nos é possível na vida espiritual, pela graça de Deus, tirar proveito de fatos e circunstâncias que parecem ser os mais desagradáveis e adversos. Assim podemos dizer continuamente: "As cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho."

— (Life More Abundantly)


"Os navegantes antigos imaginavam que os pequenos insetos construtores dos recifes de coral haviam instintivamente construído os grandes círculos das Ilhas Atol para se protegerem em seu interior." Um renomado cientista refutou essa crença, mostrando que o inseto só pode viver e prosperar, enfrentando o oceano aberto — nas bem arejadas espumas de suas ondas poderosas. 

 

Assim, tem-se pensado comumente que comodidade e segurança são as condições mais favoráveis de vida; no entanto, todos os homens nobres e fortes provam, ao contrário, que a resistência nas adversidades é que molda os homens de caráter, e distingue uma mera existência de uma vida vigorosa. As dificuldades formam caracteres. — (Selecionado)

 

"Mas graças a Deus que sempre nos conduz em triunfo no Ungido, e manifesta por meio de nós a fragrância do conhecimento dele, em todo lugar." (2 Co 2.14 — tradução literal.)


Zelo por vós com zelo de Deus

 “Zelo por vós com zelo de Deus”. (2 Co 11.2)

 

É preciso ver o carinho com que um harpista trata a sua harpa! Ele a dedilha como quem acaricia uma criança a repousar no seu regaço. Sua vida gira em torno dela. Mas, observemos quando ele a afina. Toma-a com firmeza e, num movimento brusco, fere-lhe uma corda; e enquanto ela estremece como num ai, ele se inclina sobre ela atentamente para apanhar o primeiro som que vem. A nota, como ele temia, é desafinada e áspera. Ele vai esticando a corda com a torturante cravelha; embora ela pareça pronta a rebentar pela tensão, ele ainda a fere de novo, inclinando-se para ouvi-la, atento como antes; e assim prossegue, até que lhe vemos um sorriso no rosto, quando o primeiro som limpo e perfeito se faz ouvir. 

 

Pode ser que Deus esteja lidando assim conosco. Ele nos ama muito mais do que um harpista ama sua harpa, mas encontra em nós um conjunto de cordas desafinadas. Por meio da angústia, Ele vai ajustando as cordas do nosso coração; Ele Se inclina sobre nós com ternura, ferindo a corda e escutando; e, ouvindo apenas uma queixa áspera, fere de novo, enquanto Seu próprio coração sofre por nós, esperando ansiosamente por aquela melodia: "Não se faça a minha vontade, e, sim, a tua" — que é doce aos Seus ouvidos, como o canto dos anjos. E não cessará de ferir a corda, até que nossa alma, disciplinada pela aflição, se 

harmonize com as harmonias do Seu próprio ser. — Selecionado


O que eu faço não sabes inda agora,

Depois o entenderás.' 

'Meus caminhos não são os teus caminhos',

'Crê somente', e tem paz. 


São marcadas as mãos que te modelam,

Traspassadas por ti. 

Deixa nelas, inteiro, o teu cuidado;

E reclina-te ali. 


No momento parece de tristeza

A firme correção; 

 Mas depois produz fruto de justiça, 

E abranda o coração. 


Que depois, trabalhado pela graça,

Cantarás em louvor; 

 "Pelos anos em que tu me afligiste,

Dou-te graças, Senhor"!


(Mananciais no Deserto)


Tira para fora as suas ovelhas

 “Tira para fora as suas ovelhas”. (Jo 10.4) 

 

Ah, esse é um trabalho penoso para Ele e para nós — é penoso para nós o sair, mas é geralmente penoso para Ele o causar-nos 

sofrimento; contudo, isso precisa ser feito. Não seria bom para o nosso verdadeiro bem-estar permanecer sempre numa situação feliz e cômoda. Por isso, Ele nos tira para fora. O redil fica vazio, para que as ovelhas possam vaguear pelos salutares flancos das montanhas. Os obreiros precisam ser atirados ao campo da colheita, de outra forma se perderão os preciosos grãos. 

 

Tomemos alento! Se Ele nos tira da proteção do aprisco, é porque ficar dentro não seria o melhor; e se a amorosa mão do Senhor nos faz sair, é porque isso é bom. Em Seu nome, avancemos para os pastos verdes, para as águas tranquilas e para os altos montes! Ele vai adiante. 


O que quer que nos espere no caminho, Ele O encontrará primeiro. Os olhos da fé podem sempre discernir, à frente, a Sua majestosa presença; se não pudermos reconhecê-la, então é perigoso avançar. Guardemos no coração esta palavra de ânimo: o Salvador já experimentou todas as dificuldades que agora Ele nos pede para enfrentar; e não nos pediria para atravessá-las, se não estivesse certo de que não são difíceis demais para nós, nem estão além das nossas forças. 

 

Assim é a vida abençoada: não fica ansiosa por ver à distância ou preocupada com o próximo passo; não deseja escolher o caminho nem se sobrecarrega com as responsabilidades do futuro; mas vai calmamente seguindo atrás do Pastor, um passo por vez.


O pastor oriental ia sempre adiante das ovelhas. Qualquer ataque contra elas o tinha pela frente. Deus está adiante de nós. Ele está nos amanhãs. É o amanhã que enche os homens de pavor. Mas Deus já está lá. Todos os amanhãs da nossa vida têm que passar por Ele antes de chegarem até nós. 


— F. B. M. —


A IMAGEM DO DEUS INVISÍVEL

  Leituras: Colossenses 1:15–20; João 1:14–18; João 14:7–11; Hebreus 1:1–3 «"Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a ...