sexta-feira, 1 de maio de 2026

A comunhão do ramo da Videira

 "A vida do ramo é uma vida de íntima comunhão. O que o ramo tem de fazer? PERMANECER.

… Dedique tempo a ficar a sós com Cristo. Nada que há no céu ou na  terra pode livrá-lo dessa necessidade, se você deseja ser um cristão feliz e santo.

Se você não está disposto a sacrificar tempo para ficar a sós com Ele, a dedicar ao Senhor um tempo diariamente para Ele agir em você e a manter o vínculo de união entre você e Deus, Ele não poderá lhe conceder a benção da Sua comunhão ininterrupta.

Jesus Cristo pede que você viva em estreita comunhão com Ele.

Que todo coração diga: ‘Ó Cristo, esse é o meu desejo, essa é a minha escolha.’ E Ele, com prazer, lhe concederá.”

(Andrew Murray)


Oração por permanência no Senhor

 Ó Salvador, quão inefável é o Teu amor! "Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado não o posso atingir" Sl.139:6.

 Rendo-me ao Teu amor, orando, que dia a dia, descortines diante de mim parte dos preciosos mistérios desse conhecimento. Assim, encorajarás e fortalecerás Teu discípulo para fazer aquilo que o seu coração realmente almeja: permanecer em Ti, para sempre, somente e completamente.

Andrew Murray


A incapacidade de frutificação da alma

 “Embora a vida da alma possua uma força tremenda, não pode realizar a obra de dar fruto. 

Todas as energias geradas na alma, inclusive os talentos, os dons, o conhecimento e a sabedoria, são incapazes de levar o crente a produzir fruto espiritual.

Se o Senhor Jesus teve de morrer para produzir fruto, seus discípulos também têm de morrer, a fim de frutificar. 

O Senhor considera o poder da alma como sendo de nenhum valor para Deus, no que diz respeito à produção de frutos.

O maior perigo que corremos, no serviço cristão, é depender de nós mesmos. É operar com a força da nossa alma: dos dons, talentos, conhecimento, eloquência ou inteligência.

Temos de entregar à morte tudo o que diz respeito à nossa vida natural para que jamais possamos nos apoiar nela.”

(Watchman Nee)


terça-feira, 28 de abril de 2026

Vontade Não Mais Dividida

 


O que Deus requer de nós é uma vontade que não esteja mais dividida entre ele e qualquer outra criatura. Uma vontade dócil nas mãos dele, que não busque nem rejeite qualquer outra coisa, que deseje sem reservas tudo que ele deseja e que nunca deseje, sob nenhum pretexto, algo que ele não deseje. Quando temos essa disposição, tudo vai bem. Até as distrações triviais se transformam em boas obras. 


Felizes os que se entregam a Deus! Eles são libertados de suas paixões, da reprovação alheia, da malícia, da tirania das palavras, do insensível e infame escárnio, do infortúnio que o mundo distribui junto com a riqueza, da infidelidade e inconstância dos amigos, das astuciosas armadilhas do Inimigo, da própria fraqueza, da miséria e brevidade da vida, dos horrores de uma morte profana, do remorso por prazeres pecaminosos e, por fim, da eterna condenação de Deus. 


Que insensatez ter medo de se entregar totalmente a Deus! Significa ficar com medo de ser muito feliz. É ter medo de amar a vontade de Deus em todas as coisas. É temer ter coragem para enfrentar as inevitáveis dificuldades, do conforto existente no amor de Deus, do desprendimento das paixões que nos tornam miseráveis. 


Ai daquelas almas fracas e tímidas que estão divididas entre Deus e o mundo! Elas querem e não querem. Estão divididas entre a paixão e o remorso. Temem o julgamento de Deus e das pessoas. Têm horror ao mal e vergonha do bem. Sofrem com as virtudes sem experimentar seu agradável conforto. Oh, quão miseráveis são! Ah, se tivessem um pouco de coragem para desprezar a conversa vã, a zombaria insensível e a crítica temerária! Que paz desfrutariam nos braços de Deus! 


François Fénelon


segunda-feira, 27 de abril de 2026

EU SEI que Meu Redentor VIVE!

 



“Eu sei que meu Redentor vive” é uma meditação baseada na vida de Jó, a respeito da necessidade de conhecermos o Senhor em nossa experiência de vida.


“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25,26).

No Antigo Testamento, os homens conheciam Deus por meio de suas experiências. Isso aconteceu com Abraão, Isaque, Jacó, José… que durante suas vidas puderam experimentar Deus e conhecer Seus caminhos.

Logo no início do livro, podemos perceber que Jó ainda não entendia a ressurreição dos mortos, considerando suas respostas quando interpelado pelos seus amigos (Jó 4:14 ; 7:9). Mas durante as provações, ele pôde ter um relance da ressurreição.

Ele ousadamente afirmou que veria o seu Redentor, o Senhor no seu corpo e pele, na sua carne. Essa revelação foi fruto das profundezas, de provas e conflitos espirituais. É tremendo entender como o Senhor nos revela a Si mesmo. Esse princípio não muda. No Novo Testamento temos o apóstolo Paulo descrevendo o caminho que ele trilhava para experimentar a “vida de ressurreição”, a “vida em Cristo”: “para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte” (Fp 3:11) – o apóstolo descreve a experiência de Jó em suas próprias palavras.

Para O conhecer, o poder da Sua ressurreição, preciso ter comunhão com Seus sofrimentos e abrir mão da minha vida, considerando-me morto com Cristo… ou “não sou eu mais quem vive, mas Cristo vive em mim”.

Para que Cristo possa viver, precisamos estar nEle e nosso eu precisa estar crucificado com Cristo.

Além de vislumbrar a ressurreição por meio de um Redentor, Jó ainda viu um juízo:

“Se disserdes: Como o perseguiremos? E: A causa deste mal se acha nele, temei, pois, a espada, porque tais acusações merecem o seu furor, para saberdes que há um juízo” (Jó 19:28,29).

Grandes revelações: temos um Redentor! Um dia O veremos e iremos prestar contas diante dEle.

Que tudo o que passamos em nossos dias, pressões, aflições, tribulações, possam cooperar para que experimentemos esse poder de ressurreição, essa vida substituída – Cristo em nós! E essa vida vai nos capacitar à viver de forma digna desse chamado, trazendo honra e glória ao Pai.

“Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5:10)


sábado, 25 de abril de 2026

Meditação e oração dos santos

  _... na sua lei medita de dia e de noite. Salmo 1:2_ 


Eu já desejei muitas vezes que houvesse algum jeito de levar cristãos modernos a uma vida espiritual mais profunda de modo indolor, por lições curtas e fáceis;  mas tais desejos são vãos. Não existe atalho! 


Deus não se curva à nossa precipitação agitada, nem adotou os métodos de nossa era de máquinas. É bom que aceitemos agora a dura verdade: O homem que deseja conhecer a Deus deve dar-lhe tempo! 


Ele não deve considerar perdido o tempo que se investe cultivando familiaridade com Deus. 


Ele deve se entregar a horas de meditação e oração como um fim. Assim o fizeram os antigos santos, o glorioso grupo de apóstolos, a piedosa irmandade de profetas e os cristãos da Igreja santa em todas as gerações. 


E assim nós devemos agir e desejar seguir esse mesmo curso! 

Nao permitamos que nossa experiência espiritual tenha vestígios de nosso hábito de saltar pelos corredores do reino como crianças pequenas nos corredores do mercado, tagarelando sobre tudo, em vez de parar para aprender o valor de algo. 


 _Amado Senhor, ajuda-me a ordenar meu tempo para que eu possa conhecer-te e a Tua Palavra mais intimamente._ 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


A VIDA TRANSFORMADA

 

 _E quem não toma sua cruz... não é digno de mim. Mateus 10:28_ 


Muitos dos grandes evangelista que alcançaram o mundo para Deus, incluindo homens como Jonathan Edwards e Charles Finney, declararam que a igreja está sendo traída por aqueles que insistem em um cristianismo "fácil demais."


Jesus estabeleceu os termos do discipulado cristão e há alguns entre nós que criticam: "Essas palavras de Jesus soam severas e cruéis." 


É aqui que nos posicionamos: receber Jesus Cristo em sua vida significa que você estabeleceu uma conexão com a pessoa de Cristo, uma conexão revolucionária, no sentido de que ela reverte a vida e a transforma completamente! Ela é completa no sentido de que não deixa pontos da vida intatos. Não isenta nenhuma área da vida do homem integral. 


Pela fé e por meio da graça, você agora estabeleceu um relacionamento exclusivo com o seu Salvador, Jesus Cristo. Todos os seus outros relacionamentos estão condicionados e determinados por esse único relacionamento com o seu Salvador. 


Receber Jesus Cristo, então, é nos conectarmos para sempre, pela fé, à Sua santa pessoa, para viver ou morrer! Ele deve ser o primeiro e o último, deve ser tudo! 


Senhor, Teu chamado para minha vida é pleno. Mas há momentos em que me sinto impelido para direções que podem não ser agradáveis a ti. Dá-me graça e força para manter-te em primeiro lugar em minha vida. 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


A comunhão do ramo da Videira

  "A vida do ramo é uma vida de íntima comunhão. O que o ramo tem de fazer? PERMANECER. … Dedique tempo a ficar a sós com Cristo. Nada ...