domingo, 23 de agosto de 2026

Não estejais inquietos

 Não estejais inquietos. (Fp 4.6.) 

 Nenhuma ansiedade deveria achar-se no crente. Grandes, muitas 

e várias podem ser as nossas provações, aflições ou dificuldades, 

contudo não deveria haver ansiedade em nós, em nenhuma dessas 

circunstâncias, porque temos um Pai no céu que é todo-poderoso; que 

ama a Seus filhos como ama a Seu Filho unigênito; e que tem verdadeiro 

gozo e prazer em socorrê-los e ajudá-los em todas as ocasiões e em 

qualquer circunstância. 

 Devemos atentar para a Palavra: "Não estejais inquietos por coisa 

alguma: antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de 

Deus pela oração e súplicas, com ação de graças." 

 "Em tudo", não meramente quando a casa está pegando fogo, não 

meramente quando a querida esposa e filhos estão às portas da morte, 

mas nas menores coisas da vida, traga tudo a Deus. As coisas pequenas, 

as bem pequenas, as coisas que o mundo chama de insignificantes — 

tudo — vivendo o dia todo em santa comunhão com nosso Pai Celestial e 

com nosso precioso Senhor Jesus. 

 E ao acordarmos durante a noite, como por um instinto espiritual, 

voltemo-nos novamente a Ele, falando-Lhe e levando-Lhe, nas horas 

insones, os nossos pequenos assuntos — as dificuldades a respeito da 

família, dos negócios, da profissão. Falemos com o Senhor a respeito de 

qualquer coisa que nos perturbe de alguma forma. 

 "Pela oração e pela súplica", tomando o lugar de pedintes, com 

fervor e perseverança, prosseguindo e esperando, esperando em Deus. 

 "Com ações de graças." Em todo o tempo devemos assentar um 

bom alicerce de ações de graças. Se tudo mais estiver ausente, isto está presente: Ele nos salvou da perdição. E também, o fato de que Ele nos 

deu a Sua Palavra — o Seu Filho, Sua mais preciosa dádiva — e o 

Espírito Santo. Portanto, temos abundantes razões para ações de graças. 

Tenhamos isto em mente! 

 "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os 

vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus." E isto é uma 

bênção tão grande, tão real, tão preciosa, que precisa ser conhecida 

experimentalmente, e só assim, pois excede o entendimento. 

 Oh, que o nosso coração se embeba destas coisas. E se 

habitualmente andarmos neste espírito, o resultado será que 

glorificaremos muito mais a Deus do que já fizemos até agora. — George 

Müller — Life of Trust


Como morrendo, e eis que vivemos

 Como morrendo, e eis que vivemos. (2 Co 6.9.) 

 No verão passado tínhamos um canteiro de margaridas, na 

chácara, que atravessava o jardim. Foram plantadas com atraso, mas 

como floresceram! Quando as do meio já estavam com sementes, dos 

lados havia ainda florinhas recém-abertas. Chegaram as primeiras 

geadas, e um dia encontrei aquela radiosa beleza completamente 

queimada. Exclamei: "Ah, o frio foi demasiado para elas. Pobrezinhas, 

pereceram"; e dei-lhes adeus. 

 Eu não gostava de olhar para aquele canteiro, pois ele me parecia 

um cemitério de flores. Mas há umas quatro semanas, um de meus 

jardineiros chamou a minha atenção: por toda a extensão daquele 

canteiro havia margaridas brotando em grande abundância. Olhei, e, para 

cada planta que eu julgara destruída pelo inverno, havia cinqüenta 

plantas novas, plantadas pelo mesmo inverno. O que haviam feito 

aquelas geadas e ventos impertinentes? 

 Tomaram minhas flores, deram-lhes um golpe mortal, derrubaramnas ao solo, pisaram-nas com seus tacões de gelo e, terminado o 

trabalho, disseram: "Aí está o seu fim." Mas na primavera havia, para 

cada raiz, cinqüenta testemunhas para se levantarem e dizerem: "Pela 

morte vivemos." 

 E como é no domínio das flores, assim é no reino de Deus. Pela 

morte veio a vida eterna. Pela crucificação e o túmulo vieram o trono e o 

palácio do Deus eterno. Pela ruína veio a vitória. 

 Não tenha medo do sofrimento. Não tenha medo de ser 

derrubado. É através de sermos abatidos mas não destruídos, é através de sermos despedaçados e os pedaços feitos em pó, que nos tornamos 

homens valorosos, em que um vale por mil. Mas o homem que cede à 

aparência das coisas e vai com o mundo, tem um florescimento rápido, 

uma prosperidade momentânea, e então o seu fim, que é fim para 

sempre. — Beecher


A luta contra Amaleque

           

“Então, veio Amaleque e pelejou contra Israel em Refidim. Com isso, ordenou Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, e peleja contra Amaleque; amanhã, estarei eu no cimo do outeiro, e o bordão de Deus estará na minha mão” (Ex 17:8-9).


O dom do Espírito Santo conduz à luta. A luz reprime e luta com as trevas. É isso que acontece nesse capítulo 17 de Êxodos. Logo após a rocha ter sido fendida e as águas terem jorrado dela, “então, veio Amaleque e pelejou contra Israel”. Até este momento, o Senhor havia pelejado por Israel – “O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis” (Ex 14:14).


Esse combate é tipificado no Velho Testamento nas figuras de Faraó e do Egito. Faraó representa o impedimento à libertação de Israel do Egito. Ele serviu-se das coisas do Egito para impedir Israel de servir ao Senhor. Ele, então, prefigura Satanás, que se serve deste “mundo perverso” (Gl 1:4) contra o povo de Deus.


Porém, agora é dito “Escolhe-nos homens” (Ex 17:9). Deus agora tem que lutar em Israel, assim como havia lutado por eles. É nisto que está a diferença quanto ao símbolo: existe uma grande diferença entre os combates de Cristo por nós e a luta do Espírito Santo em nós. O combate de Cristo por nós acabou, louvado seja Deus por isso. A vitória foi ganha, e uma paz gloriosa e eterna foi alcançada. “Está consumado!” (Jo 19:30).


Por outro lado, Amaleque nos é apresentado como o protótipo da carne, pois era neto de Esaú, o qual preferiu um prato de lentilhas ao direito de primogenitura (Gn 36:12). Amaleque representa a tentativa de impedir a caminhada do povo de Deus no deserto, pois foi o primeiro que se opôs ao avanço de Israel depois do seu batismo “na nuvem como no mar”. O combate entre Israel e Amaleque evidencia o conflito entre o crente e sua natureza pecaminosa, o velho homem, a carne (Rm 6:6; 8:7; Gl 5:17).


A carne existe no crente e estará nele até ao fim da sua carreira. Portanto, essa luta entre a carne e Espírito existirá até o fim, “Porquanto o SENHOR jurou, haverá guerra do SENHOR contra Amaleque de geração em geração” (Ex 17:16). A nossa consolação é sabermos que somos feitos vencedores mesmo antes de entrarmos no campo de batalha. O crente entra na peleja cantando “Graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 15:57). “Somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou” (Rm 8:37).


-- C. H. Mackintosh (O combate da carne contra o espírito).


Olhos para ver


“Pois quão grande é a sua bondade! E quão grande, a sua formosura!” (Zacarias 9:17).

"Volte seus olhos para Jesus

Olhe para seu rosto maravilhoso

E as coisas da terra

Se tornarão estranhamente embotadas

À luz da Sua glória e graça".

-- Hellen Howarth Lemmer (1863-1961)


Agora mesmo contemplava a beleza de Deus em Suas lindas flores. “Mas o Deus da beleza é ainda mais belo, pois Ele criou as flores” (Sabedoria 13:3).


Em um dos livros apócrifos está escrito: “Siga seu caminho e veja a beleza e grandeza… tanto quanto seus olhos forem capazes de ver” (2 Esdras 10:55, tradução da versão utilizada pela autora). Nesse texto, aquele que falava se referia à beleza dos grandes muros, palácios e átrios do templo de Jerusalém - mas recebi essas palavras com um sentido mais profundo.


"Tanto quanto seus olhos forem capazes de ver".


O quanto nossos olhos são capazes de ver do Senhor Jesus?


Tenho visto as pessoas olhando para Ele como que através de um microscópio. Vislumbram por breve momento, e logo se afastam. Esses nada viram... Outros olham por dois ou três segundos, dizendo: “Isso é impressionante”, “Que lindo!”, mas se afastam, apesar de terem visto um pouco mais.


Apenas quando olhamos com um foco contínuo e contemplamos um objeto é que realmente o vemos. E quando mais conhecermos o objeto que vislumbramos, mais vemos nele.


Paulo fala de “… sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por amor do qual perdi todas as coisas” (Fp 3:8). Ele estava disposto a perder tudo, mas queria continuar olhando, olhando, olhando para Cristo até O conhecer ainda melhor.


Quanto estamos dispostos a perder para conhecer o Senhor, para sermos capacitados para vê-Lo?


É o EU que nos deixa cegos. Perder do EU para conhecer o Senhor, vê-Lo com nova clareza em toda a criação… até mesmo nas almas feias e detestáveis. Possa o Senhor conceder a todos nós esse favor. 


Desejo ver Sua bondade e beleza progressivamente. Que não seja algo vago, nem temporário, ocasional. Desejo vê-lo verdadeiramente, continuamente, em Sua obra, naqueles que O amam, no Seu Livro, nELe mesmo.


Tradução do capítulo 26 da coletânea de Amy Carmichael chamada “Come Quietly to Meet You”, de David Hazard.


Livres em Cristo

 

O objetivo central e o único propósito da vinda do Espírito Santo é tornar Cristo tudo, nos conformando à Ele, para formar Cristo em nós. O Espírito Santo tem a mesma visão de Deus, e Cristo sempre será o objeto diante dEle.


Mas o grande problema é a velha criação. O Senhor busca Cristo, e não aceitará aquilo que provem de nós. Então qual a única forma de libertação? Nossa libertação nunca ocorrerá quando damos voltas ao redor de nós mesmos, ocupando-nos com nossas coisas, fazendo auto-análises, chorando e lamentando por nossa condição... mas seremos liberados pela ocupação com Cristo. Esse é o único caminho!


Paulo fala disso em Romanos 7. Ele diz que tinha anseios em uma determinada direção, mas que esses anseios eram frustrados por causa daquilo que estava em seu interior. Ele tinha aversão à outras coisas, mas mesmo essas aversões não o levaram a um livramento, pois o que ele odiava, ainda assim fazia, e aquilo pelo qual ansiava, falhava em executar. Por fim, em desespero, ele bradou: "Quem me livrará?" Então, vendo uma saída, disse: "Ah, entendo, graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor". Não há divisões de capítulos no texto original, então você deve ler como uma sequência. Como as pessoas não prosseguem na leitura, ficam em confusão doutrinária.


Deveria ser: "Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.... pois, já nenhuma condenação há para os que..." desejam ser como Cristo, mas lamentam o fato de serem tão diferentes dEle? Não! “... para os que estão em Cristo Jesus”. Por que nenhuma condenação? Porque Deus está olhando para Aquele em Quem não há base para condenação, e Ele diz: "Sua libertação está nessa base onde não há condenação, que é Cristo." Cada segredo da vida do crente está nEle.


Nossa maior necessidade é sermos libertos de nós mesmos para Cristo. "Cristo em nós, a esperança da glória", esse é o grande segredo, e não há esperança de glória em nenhum outro lugar.


-- T. Austin-Sparks (The Church of the Firstborn, cap 1).


A Palavra da Vida

O Rei recém-ungido enfrentou a tentação do inimigo não pela Sua própria palavra, mas pela palavra das Escrituras, citando Deuteronômio 8:3. 

Essa palavra indica que o Senhor Jesus tomou a palavra de Deus nas Escrituras como Seu pão e viveu por ela. A palavra grega traduzida para “palavra” no versículo 4 é rhema. Rhema, a palavra instantânea, difere de logos, a palavra constante. Nessa tentação, todas as palavras citadas de Deuteronômio pelo Senhor eram logos, a palavra constante nas Escrituras. Mas quando Ele as citou, elas tomaram-se rhema, a palavra instantânea aplicada à Sua situação. 

Toda Escritura é soprada por Deus (2Tm 3:16). 

Assim, as palavras nas Escrituras são as palavras que procedem da boca de Deus. [...]

Vivemos Só de Pão?

"Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra (Rhema) que procede da boca de Deus" (Mat. 4:4). Se o alimento que ingerimos para sustento do corpo não é suficiente, a Palavra viva pode nos dar o complemento. A comida é o meio natural de vida, e a Palavra viva, a maneira sobrenatural. Deus esconde Sua vida em Sua Palavra. Ele é vida e Sua Palavra é vida. A Palavra não é um ensino, credo ou padrão moral. Ela precisa ser digerida e unida a nós, assim como acontece com os alimentos. [...] 


“Assim como um bebê precisa se alimentar regularmente de leite puro para crescer e ter saúde física, também o crente recém-nascido e o "novo convertido", (como eu!) precisa se alimentar diariamente da sã doutrina , para que cresça em graça e semelhança com Cristo. É uma máxima imutável que a sã doutrina é a engrenagem crucial que "energiza" sobrenaturalmente a vida piedosa. Assim como os pecadores são regenerados pela Palavra da Verdade , também devem ser "revigorados" por essa mesma Palavra de vida.”

[...] 

Certa irmã disse: O sopro de Deus vivifica a alma morta; o acesso a Deus é restaurado, e o caminho está aberto para o Trono da graça… A Bíblia é como um livro novo, pois a alma recém-nascida anseia pelo leite espiritual da Palavra (1 Pedro 2:2), para que possa crescer por meio dela. Há alegria e paz em crer, novos desejos, novas esperanças, e a alma parece caminhar em um mundo inteiramente novo. [...]


“Senhor, desperta em nós mais profundamente o anseio pelo genuíno leite espiritual para que por ele cresçamos continuamente para a salvação, pois Tu és bondoso.”


HOJE TE GEREI

 *Hoje te gerei* (Salmo 2:7)


O Espírito Santo nos diz que isso foi dirigido pelo Pai ao Filho em Sua Ressurreição (ver Atos 13:33 ). Foi da sepultura que nosso Senhor ascendeu ao Seu trono mediador, de onde todo o ódio de Seus inimigos não teve poder para destroná-Lo, e jamais terá. A morte é um nascimento para a verdadeira vida. Jesus foi o Primogênito dentre os mortos; nós também devemos nascer das trevas da sepultura para a Vida Imortal.


"Existe um além, e aquele que uma vez o vislumbrou é como um homem que contemplou o sol. Para onde quer que olhe, vê em todo lugar a imagem do sol. Fale com ele sobre coisas finitas, e ele lhe dirá que o finito é impossível e sem sentido sem o infinito. Fale com ele sobre a morte, e ele a chamará de nascimento; fale com ele sobre o tempo, e ele o chamará de mera sombra da eternidade."


Mas não é maravilhoso que Ele nos tenha gerado também para uma esperança viva, pela ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível? Somos filhos da ressurreição. Em Jesus, já estamos em solo de ressurreição. Nosso sol não se porá mais, nem nossa lua se ocultará. Para nós, ao menos, Deus destruiu "o véu que cobria todas as nações".


Não se admirem, então, do ódio dos homens. Eles se enfurecerão, imaginarão coisas vãs e conspirarão entre si. Não pode ser de outra forma.


Podes esperar, então, ser ferido por teus irmãos e odiado pelo mundo. Mas, nesses momentos, Cristo virá a ti e te dará novas porções de sua vida ressurreta, levando-te para a casa oculta de sua habitação e fortalecendo os joelhos vacilantes e o coração desfalecido.

(F. B. M.)


Não estejais inquietos

  Não estejais inquietos. (Fp 4.6.)   Nenhuma ansiedade deveria achar-se no crente. Grandes, muitas  e várias podem ser as nossas provações,...