domingo, 1 de novembro de 2026

Por tal caminho nunca passastes antes

 


“Quando virdes a arca da aliança do Senhor vosso Deus, e que os levitas sacerdotes a levam, partireis vós também do vosso lugar, e a seguireis. Contudo haja a distância de cerca de dois mil côvados entre vós e ela. Não vos chegueis a ela, para que conheçais o caminho pelo qual haveis de ir; visto que por tal caminho nunca passastes antes” (Js 3:3,4).


Sem nos demorarmos sobre o fato, devemos notar, contudo, que a arca representava, simbolicamente, a aliança de Deus com Seu povo, e que aquilo que estava dentro dela representava o conteúdo espiritual da fé que tinham, e o propósito divino para as suas vidas. Também notamos que a arca devia ir adiante deles, com um espaço intermediário entre eles e a arca.


Que valiosa lição está encerrada aqui para nossa aprendizagem. Os filhos de Israel deveriam manter-se a boa distância atrás da arca, para que pudessem perceber o caminho e segui-la por onde quer que ela fosse transportada. Porquanto, se o povo tivesse rodeado a arca, ninguém poderia saber a direção a seguir. O resultado teria sido a mais pura confusão, com cerca de cinquenta sub-comissões para resolver a questão!


Eles deveriam dar folga para Deus manobrar no tempo e no espaço; não deveriam interferir na situação, e sim, manter-se à distância, para trás. Para nosso exemplo, as Escrituras registram muitos equívocos trágicos, cometidos por homens bons, sinceros, zelosos, cheios de boa vontade, mas que agiram às pressas, precipitadamente, debaixo da pressão das circunstâncias.


Aprenda a dar a Deus espaço para manobrar. Aprenda a ficar quieto e a saber que Ele é Deus. Você não tem o direito de entrar em pânico! Se você está solidamente convicto que Deus é o árbitro de todos os seus negócios, então jamais sofrerá de ansiedade. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará…Descansa no Senhor e espera nEle…” (Sl 37:5;7).


Deus conhece o caminho! Lembre-se do que Ele garantiu a Josué: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado…” Haveria de ser um passo por vez. “Ninguém poderá te resistir todos os dias de tua vida…” Haveria de ser um dia por vez. Um passo de cada vez e um dia de cada vez. Esse é o andar diário do homem de Deus. Você se apressará para seu próprio risco, visto que “…por tal caminho nunca passaste antes”.


Dificilmente isso poderia ter sido dito dos filhos de Israel em suas peregrinações pelo deserto, porquanto já o haviam percorrido em círculos para lá e para cá. Dificilmente existiria algum grão de areia que não conhecessem pelo nome, ou algum cacto perto do qual já não se tivessem assentado! Mas agora haveriam de passar por uma nova experiência. Seria a exploração diária da terra prometida, com novas descobertas a serem feitas e novas áreas a serem possuídas, mediante cada passo que dessem.


– Major W. Ian Thomas


Extraído do livro “Salvos pela Vida de Cristo”, Cap.11.


Não lhe respondeu palavra

 Não lhe respondeu palavra. (Mt 15:23)

Calar-se-á por seu amor, (Sf 3:17)


 Pode ser que esteja lendo estas linhas um filho de Deus que passa por alguma tristeza esmagadora, algum desapontamento amargo, um golpe doído vindo de onde nunca se esperaria. Está ansioso pela voz do Mestre a dizer-lhe: 'Tem bom ânimo", mas só encontra silêncio e um sentimento de mistério e tristeza — "Não lhe respondeu palavra."


 O terno coração de Deus muitas vezes deve doer, ouvindo os tristes e queixosos lamentos que se levantam do nosso coração fraco e impaciente; lamentamos, porque não vemos que é por amor de nós que Ele não responde, ou que nos diz o contrário do que parece melhor aos nossos olhos embaçados pelas lágrimas, olhos de tão curta visão. 

 

O silêncio de Jesus é tão eloquente quanto a Sua voz, e pode ser um sinal, não de desaprovação, mas de aprovação e de Seu profundo propósito de bênção para a nossa vida. 


 "Por que estás abatida, o minha alma?" Ainda o louvarei, sim, até pelo silêncio de Deus. Aqui vai uma velha e bonita estória do sonho que uma senhora crente teve a respeito de três pessoas que oravam. Enquanto estavam de joelhos, o Mestre chegou-Se a elas. 

 

Ao aproximar-Se da primeira, inclinou-Se para ela, e sorrindo com amor falou-lhe com voz suave. 

 

Deixando-a, dirigiu-se à segunda, mas só pôs a mão sobre a sua cabeça curvada e deu-lhe um olhar de aprovação. 

 

Pela terceira, Ele passou quase abruptamente, sem Se deter para uma palavra ou olhar. A mulher, em seu sonho, pensou consigo: "Quanto Ele deve amar a primeira; à segunda Ele deu Sua aprovação, mas nenhuma das demonstrações de amor que deu à primeira; e a terceira deve tê-lO entristecido muito, pois não lhe deu nenhuma palavra e nem sequer um olhar. 


"O que será que ela fez e por que Ele fez tanta diferença entre elas." Enquanto procurava interpretar a atitude de seu Senhor, Ele mesmo aproximou-Se dela, no sonho, e disse: "Ô mulher, quão erradamente me interpretaste. A primeira mulher de joelhos precisa de toda a minha ternura e cuidado para conservá-la em meu caminho. Precisa sentir o meu amor, meu cuidado e auxílio a cada momento do dia.  Sem isto iria falhar e cairia. 

 

"A segunda já tem uma fé mais forte e um amor mais profundo, e posso esperar dela que confie em mim sejam quais forem as 

circunstâncias e o que quer que os outros façam. 

 

"A terceira, que eu parecia nem notar e quase negligenciar, tem fé e amor da mais alta qualidade, e eu a estou treinando, através de processos enérgicos e drásticos, para o mais alto e santo serviço. 

 

"Ela me conhece tão de perto e confia em mim tão inteiramente, que não depende de palavras, olhares ou qualquer demonstração sensível da minha aprovação. Não desmaia nem desanima diante de nenhuma circunstância que eu a faça atravessar; ela confia em mim, mesmo quando o sentimento, a razão e os mais fortes instintos do coração natural se rebelariam — porque sabe que estou operando nela para a eternidade, e que o que eu faço, conquanto não o saiba explicar agora, compreendê-lo-á depois.


"Eu me calo em meu amor porque amo além do poder de expressão das palavras e do poder do entendimento do coração humano, e também por causa de vós, para que possais aprender a me amar e confiar em mim correspondendo espontaneamente ao meu amor, com o amor dado pelo Espírito, sem o estímulo de nenhuma coisa exterior para fazê-lo brotar." 

 

Ele fará maravilhas, se aprendermos o mistério do Seu silêncio, e se O louvarmos por todas as vezes em que Ele retira as Suas dádivas a fim de que conheçamos melhor o Doador e O amemos mais.


— Selecionado

Mananciais no Deserto


Um rio que eu não podia atravessar

 


“Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar” (Ez 47:5).


Quando visitamos uma região à beira-mar, vemos três tipos de pessoas. O primeiro grupo de pessoas permanece em terra seca, desfrutando um momento muito agradável, construindo castelos na areia, com muita alegria.


Existe outro grupo de pessoas que tira os sapatos, entra no raso e bate os braços. Se por acaso, por um acidente, uma onda os puxar para um ponto com água acima dos calcanhares ou dos joelhos, bem, isso é fundo suficiente – eles logo saem e retornam à terra seca. Eles não desejam permanecer na água, preferem desfrutar seu tempo no raso.


Existe um terceiro grupo de pessoas que entra na água, nada um pouco, mas logo começa a perceber que vai encarar forças sobre humanas. À medida que prosseguir, mais esgotadas serão suas forças e sua capacidade de resistência será severamente colocada à prova. Se nadarem ainda mais fundo, será necessário extrair recursos de uma fonte exterior, pois não conseguirão enfrentar as forças do mar aberto.


Dessa forma, existem muitos Cristãos que permanecerão na terra seca, desfrutando de um momento muito agradável. Eles não desejam que nada interfira em sua vida Cristã feliz e aprazível. Existem aqueles que entrarão no raso e terão algo mais, mas logo que as coisas começam a se tornar mais difíceis, eles desistem correndo de volta para a segurança da terra seca. Não desejam sair de sua zona de conforto. Existe ainda outro grupo de Cristãos que se lançará nas profundezas do Senhor e descobrirá, dessa maneira, recursos muito superiores aos seus “em Cristo”.


T. Austin-Sparks (1888 – 1971)


Extraído do livro “The Horizon of Christ” – Cap.2, p. 33.


A Herança dos Levitas – II

 


“Porém à tribo de Levi Moisés não deu herança; o SENHOR, Deus de Israel, é a sua herança, como já lhes tinha dito” (Js 13:33). 


Tudo em Deus


Os Levitas também representavam o princípio de encontrar todos os recursos em Deus!


No décimo terceiro capítulo de Josué, no versículo 33, nós lemos: “Porém à tribo de Levi Moisés não deu herança; o SENHOR, Deus de Israel, é a sua herança, como já lhes tinha dito.” Isso é muito significativo! Deus deu terra para as outras tribos, mas Ele Se deu para os Levitas. Podemos dizer que existe algo na vida cristã que se compara a receber uma herança do Senhor, assim como temos algo como ter o Próprio Senhor como nossa herança.


Algumas pessoas recebem a santificação do Senhor, que é algo de extremo valor, mas é oscilante, e muitas vezes não é permanente. Outros aprenderam a lição mais profunda de tomar o Próprio Senhor como seu Guardador e Santificador e, em permanecer Nele, eles são guardados acima das vicissitudes de suas próprias circunstâncias e sentimentos.


Alguns recebem do Senhor grandes medidas de alegria e bênção, e momentos de refrigério de Sua presença, que é muito graciosa. Outros, de novo, aprenderam a tomar o Próprio Senhor como sua Alegria, e então, como Ele prometeu: “o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar….” (Jo 16:22).


Algumas pessoas se contentam em ter a paz com Deus, mas outros tomaram “a paz de Deus que excede todo o entendimento, que guardará as suas mentes e corações em Cristo Jesus” (Fp 4:7). Alguns têm fé em Deus, enquanto outros tem a fé de Deus.


Alguns tem muitos toques de cura do Senhor, outros, aprenderam a viver na saúde do Próprio Deus e dizer: “Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus” (2 Co 4:11) “para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.”


Alguns estão sempre desejando ser fortalecidos e ajudados pelo Senhor, outros aprenderam a tomar o Senhor como sua força, e encontrar Sua Força aperfeiçoada em suas fraquezas. Alguns estão tentando servir a Deus e usar Seu Santo Espírito como seu Ajudador e Força para servir. Outros se entregaram a si mesmos a Deus para que Ele apenas os use, e eles são canais e vasos de Sua vida e força.


Esse tipo de vida nos conduz constantemente para o fim de nós mesmos e, à medida que crescemos pouco, Ele cresce mais e se torna o Nosso TUDO em TUDO. O verdadeiro serviço levítico deve se perder em Deus e encontrar Nele sua sabedoria, fé, amor, poder, paz, alegria, porção e seu tudo. Uma vida como essa pode se erguer acima das circunstâncias exteriores e interiores, e se conectar com a Fonte Infinita de todos os recursos, o coração do Próprio Deus. Seremos como o cavaleiro Norueguês antigo, que bebia de um chifre que nunca secava, porque um pequeno tubo o conectava com o rio, e quanto mais rápido ele bebia, mais ele se mantinha cheio por sua fonte inesgotável.


– A. B. Simpson


Tradução de parte do capítulo 12 do livro “Christ in the Bible: Joshua”


PÃO DE CADA DIA

 


O que você recebeu do Senhor hoje? Você pode dizer que leu um livro muito bom e parte de uma revista. Fico feliz em ouvir isso, mas você recebeu algo do Senhor? 


Novamente, você pode dizer que leu um ou dois capítulos da Bíblia. Sou muito grato por isso, mas ainda assim você pode ler muitos capítulos sem receber nada do Senhor para suprir a necessidade atual da sua alma. Alimento é aquilo que satisfaz um desejo (uma necessidade sentida) e, a menos que tenhamos apetite, não há nem mesmo o desejo por ele. O alimento de que falo é a provisão graciosa para nossas almas daquilo que responde aos exercícios e supre a necessidade da qual nos tornamos conscientes em nossa experiência diária.


Não me refiro à sua necessidade externa, mas à necessidade do seu coração e espírito, nas diversas experiências da sua alma. Que o Senhor nos preserve de nos tornarmos insensíveis à nossa necessidade diária, que o Seu amor se deleita em suprir como o nosso pão de cada dia.


“O pão nosso de cada dia nos dai hoje” (Mateus 6:11 ).


Por C. A. Coates


O Segredo de uma Nova Vida em Cristo

 


Em Gálatas 2:20, Paulo faz uma gloriosa confissão pessoal de fé. Quero destacar, em particular, duas expressões que ele utiliza: “por mim” e “em mim”, pois nelas reside o segredo duplo da vida cristã. Sobre a primeira, Paulo diz: “Vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Sobre a segunda, ele afirma: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.


“Por mim” aponta para o fundamento da nossa fé: Cristo carregou os nossos pecados em nosso lugar. Já “em mim” refere-se à nossa fonte de vida: Cristo vivendo em nós. A maioria dos crentes, hoje, não vai além do “por mim”. Eles compreendem pouco ou nada do fato de que o crente vive pela vida de Cristo. Nosso Senhor referiu-se a isso ao falar sobre permanecermos Nele e Ele em nós. “Naquele dia”, disse Ele, “vocês perceberão que estou em meu Pai, que vocês estão em mim e que eu estou em vocês” (João 14:20).


Nossa fé deve estar sempre alicerçada no fato de que Cristo foi crucificado por nós, para que Ele pudesse permanecer em nós como nossa fonte de vida. O cristão que pensa que apenas o “Cristo por mim” é suficiente acaba vivendo uma vida espiritual empobrecida, pois aquilo que Jesus, em última análise, promete é o “Cristo em mim”. É somente por meio da Sua permanência em nós que viveremos para a glória do Pai.


A mensagem de Cristo, nossa vida, é gloriosa: — o Filho de Deus, que outrora viveu uma vida humana aqui na Terra, deseja agora habitar em cada crente.


Que Deus Pai nos ensine, por meio de Seu Espírito, a ter comunhão com nosso Senhor Jesus diariamente em nossos momentos a sós com Ele, de modo que possamos dizer, como Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Cristo é a nossa vida.


Andrew Murray

Daily in His Presence

(Tradução livre)


O poder da lealdade inabalável

 


"Rute, porém, respondeu: Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!" (Rute 1:16)


A amizade na sociedade contemporânea frequentemente se baseia na utilidade e na conveniência mútua, tornando-se superficial e descartável ao menor sinal de crise. O cenário de Rute e Noemi era de devastação absoluta: luto profundo, pobreza extrema e ausência total de perspectivas futuras. Noemi, uma viúva amargurada e sem recursos, não tinha absolutamente nada a oferecer. A escolha mais lógica, segura e culturalmente aceita seria Rute retornar para o conforto e a segurança do seu povo, exatamente como fez Orfa. Contudo, a resposta de Rute contraria a lógica humana e estabelece o padrão mais elevado de amizade bíblica. Trata-se de uma aliança inquebrável, forjada não em benefícios ou momentos de festa, mas na decisão voluntária de abraçar a dor do outro como se fosse a sua própria.


A verdadeira amizade é invariavelmente testada e comprovada na fornalha da adversidade extrema. Quando possuímos saúde, recursos financeiros abundantes e alegria contagiante para compartilhar, é extremamente fácil estarmos cercados de companhias. Porém, o teste de fogo do afeto genuíno ocorre quando as nossas mãos estão completamente vazias e a nossa alma está esmagada pelo peso do sofrimento diário. Rute nos ensina magistralmente que um amigo autêntico não abandona o barco quando a tempestade do luto ou da escassez desaba sobre nós. Pelo contrário, ele entrelaça o seu próprio destino ao nosso, recusando-se a nos deixar caminhar sozinhos na escuridão. Esse compromisso sacrificial reflete de forma cristalina o coração do próprio Cristo, o Amigo supremo que jamais nos abandona nas nossas maiores misérias terrenas.


Cultivar esse nível profundo e transformador de amizade exige intencionalidade absoluta, renúncia ao egoísmo e, sobretudo, um alicerce espiritual inabalável. A declaração de lealdade de Rute culminou na afirmação mais importante de todas: "o teu Deus será o meu Deus". As amizades mais resistentes e duradouras são aquelas unidas por uma fé comum, onde um coração aponta incansavelmente o outro para a cruz do Calvário e para a esperança eterna. O nosso maior chamado não é apenas orar pedindo a Deus que nos envie amigos incrivelmente leais, mas investir ativamente o nosso tempo, empatia e energia para sermos esse tipo de amigo para alguém. Isso exige sair da nossa zona de conforto, oferecer uma escuta atenta e compassiva sem julgamentos precipitados e ajudar a carregar os pesados fardos daqueles que já perderam a força para caminhar sozinhos.


"Senhor, confesso que muitas vezes os meus relacionamentos são rasos e movidos pela conveniência do dia a dia. Perdoa-me por me afastar das pessoas quando elas mais precisam de apoio e por não ter sido um bom suporte na dor alheia. Ensina-me a lealdade inabalável demonstrada por Rute. Transforma o meu coração egoísta para que eu seja um amigo verdadeiro, capaz de amar sacrificialmente nas adversidades e de apontar sempre os meus companheiros para a tua maravilhosa graça. Em nome de Jesus, amém”.


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Por tal caminho nunca passastes antes

  “Quando virdes a arca da aliança do Senhor vosso Deus, e que os levitas sacerdotes a levam, partireis vós também do vosso lugar, e a segui...