quarta-feira, 22 de julho de 2026

O Cordeiro é a lâmpada

 

“A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Apocalipse 21:23).

"O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo?

O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?"

-- Rei Davi (Sl 27:1)


Luz espiritual não é algo puramente mental, ou seja, não se trata apenas de possuir um estoque de conhecimento. Isso não é luz. É possível conhecer uma enorme quantidade de doutrinas e verdades, sem possuir luz, nem registrar um impacto real no reino das trevas. A verdadeira luz é fruto da experiência do sofrimento.


Como vocês, filhos de Deus, chegaram a conhecer o que sabem a respeito do Senhor? Me refiro ao verdadeiro tipo de conhecimento do Senhor que nos é tão precioso, e que representa tanto para nós... Esse conhecimento foi obtido por meio do sofrimento, nos caminhos difíceis por onde o Senhor nos conduziu, foi gerado pela obra da Cruz que Ele operou em nós.


“E o Cordeiro é a sua lâmpada” - o sofrimento conduz ao conhecimento, à luz e ao entendimento. Esse é o único caminho. Depois de passar pelo sofrimento, desfrutaremos dos benefícios de uma grande e maravilhosa revelação, e que tem sua origem na comunhão com Cristo em Seus sofrimentos.


Sim, isso é uma verdade, apesar de não ser uma afirmação muito reconfortante! Isso deve nos ajudar a perceber que os tratos do Senhor conosco e os tão agudos sofrimentos que Ele permite nos acometer, estão relacionados à nossa educação espiritual, para que possamos ter um conhecimento dEle que só pode ocorrer dessa maneira.


Esse é um tipo peculiar de conhecimento que tem tremendo valor para nós e para os outros. É o Cordeiro, esse princípio que o Cordeiro representa - o caminho do sofrimento, do sacrifício e do esvaziamento - que nos conduz ao conhecimento do Senhor.


“O Cordeiro é a sua lâmpada”! É por meio de uma morte mais profunda que seremos conduzidos à uma vida mais plena, e por vezes, na mais profunda escuridão, penetraremos na mais gloriosa luz.


O Senhor parece nos guiar de forma que sentiremos que se tornará cada vez mais difícil compreendê-Lo com os nossos sentidos naturais. Ele nos tira totalmente da esfera natural, até mesmo da capacidade de  interpretar Seus caminhos. Simplesmente não sabemos o que, nem por que o Senhor está fazendo o que faz; ainda assim, essa é exatamente a maneira pela qual chegamos a um tipo real de conhecimento interior dEle.


Pode ser que jamais sejamos capazes de explicar isso em palavras, mas saberemos que é algo poderoso. Um grande poder reside nesse conhecimento. É a luz através da cruz. 


T. Austin-Sparks (Followers of the Lamb - Cap 5).


Salvou os outros...

 

“Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se” (Mateus 27:42).


Esse foi o escárnio dirigido ao Cristo que morria, quando ficou pendurado em Sua cruz naquele “distante monte verde”.


Palavras de deboche, mas incorporadas na própria essência da vida e morte do Filho de Deus, a própria essência dos tratos de Deus com o mundo – a própria essência do Calvário.


“Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito…” (Jo.3:16).


Para salvar os outros – pecadores, rebeldes, inimigos – o Pai não pôde salvar a Si mesmo de enviar, do Seu seio, o Filho do Seu amor. Para salvar os outros, o Filho não pode salvar a Si mesmo, mas tem que derramar a Sua alma na morte, e assim, ver Sua semente e dividir o despojo com os poderosos (Is 53:12). Para salvar os outros, o Espírito Santo não pode salvar a Si mesmo da angústia, à semelhança da tristeza e angústia do Filho no Getsêmani, em Sua entrada no coração dos que uma vez afundaram-se no pecado e são frequentemente obstinados e desobedientes aos clamores do Filho. [Note que a mesma palavra usada para o sofrimento do Senhor no Getsêmani é usada também em Ef 4:30: “Não entristeçais o Espírito Santo de Deus”].


“Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar-se”. Essa expressão engloba, em poucas palavras, toda a história do caminho do Deus-Homem na Terra; desse modo, Ele manifestou ao homem caído a expressa imagem ou caráter (conforme o grego) do Pai no céu.


“Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito… para vivermos…” (I Jo 4:9).


“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós…” (I Jo 3:16).


O caráter de Deus foi revelado em Seu Filho; a natureza divina foi manifesta Naquele que era a expressão exata do Seu ser”. Resumindo: salvar os outros é próprio de Deus, recusando-Se a salvar a Si mesmo.


-- Jessie Penn-Lewis (A Cruz: O Caminho Para o Reino)


O QUE É A VERDADEIRA RELIGIÃO?

 


 _...Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva. Isaías 8:20_ 


Para o cristão convicto há apenas uma religião verdadeira. O cristão cuja conversão é superficial pode esquivar-se da beatice e intolerância que teme ser parte de uma devoção exclusiva ao cristianismo, porém, aquele que converteu verdadeiramente não terá tais aflições. Para ele Cristo é tudo e a fé em Jesus é a única palavra de Deus para a humanidade. Para ele só há um Deus pai, um Senhor e Salvador, uma fé, um batismo, um corpo, um Espírito, um aprisco e um Pastor. Para ele não há outro nome debaixo do céu, dado entre homens, pelo qual sejamos salvos. Para ele Cristo é o único caminho, a única verdade e a única vida. Para esse cristão, Cristo é a única sabedoria, a única justiça, a única santificação e a única redenção. 


Quando, porém, faço a seguinte pergunta: "Estamos tendo um reavivamento da verdadeira religião?" Só tenho uma religião em mente. Quero dizer: a fé do Novo Testamento guardada e experimentada pelos patriarcas. Falo da religião sobre a qual Moisés e todos os profetas escreveram, essa religião que se originou no coração do Deus Pai, que foi efetivada por meio da morte e ressurreição de Deus, o Filho, e é vitalizada pelo Deus Espírito Santo. Dessa religião as Escrituras hebraicas e cristãs são o livro-fonte, a primeira e a última palavra, a qual não ousamos acrescentar nada e da qual não nos atreveríamos a excluir nada. 


 _Senhor, Tu és tudo o que tenho, és minha justiça. Oro para que eu não seja envolvido com acessórios religiosos, mas que meu foco esteja sempre no Pai, no_ _Filho e no Espírito Santo._


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


SAUDADES DE DEUS

 

As saudades incomodam, principalmente quando ao lembrar das pessoas que perdemos o contato. Sabendo o quanto elas, de uma forma ou de outra, com suas presenças, nos trazem alegria, paz e ânimo para a vida, sendo usadas por Deus para nos aproximarmos dele. Quando falo em saudades de Deus, a questão não é apenas sublime, mas às vezes até desesperadora, quando isso resulta em aridez de alma e ausência de luz. Uma saudade das coisas que ele fez em nossa vida e em nosso coração. Lendo um capítulo do livro de Jó e, diante de todo o quadro, ele expressou esse sentimento de saudades da presença viva de Deus em seu dia a dia.

Jó disse que tinha saudades de Deus, saudades quando Deus cuidava dele, quando ele era a lâmpada que brilhava. Saudades da amizade quando estavam juntos. Saudades quando as pessoas viam nele essa presença viva e atuante do Senhor (Jó 6.17). Ele estava confiante em Deus, que seria livre daquela situação, mas não deixou de expressar o que estava em seu coração, pedindo restauração dos tempos de bonança e alegria na presença dele. Deus realmente ama o coração sincero, humilde e quebrantado na sua presença (Salmo 51.17). Muitas vezes ele poderá até perguntar, mesmo sabendo, o que é que você deseja. Assim como Jesus perguntou ao cego de Jericó: “O que queres que eu te faça?” (Lucas 18.40,41). Jó expressou a saudade esperando ser restaurado na comunhão. Que saudades que você tem de Deus? Você tem saudades de quando ouvia melhor a sua voz? De quando lia a palavra e dela uma luz divina surgia iluminando seus passos? Você tem saudades de quando orava pelas pessoas e via o poder de Deus sobre a vida delas? O desejo de Deus é que vivamos a plenitude da sua presença em nós e através de nós pelo seu Espírito Santo. 


Confesso que também tenho saudades de Deus no sentido de ser tomado por ele em poder e graça e com isso não só senti-lo, mas sua presença brilhar através da minha vida para que outros o conheçam e o glorifique, levando-os a aproximar-se de sua presença. Então poderemos dizer como Jó: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem” (Jó 42.5).


Dr. Shedd resume muito bem essa experiência de Jó: “As discussões sobre sua situação, somente trouxeram conhecimento das coisas, mas não aquilo que de forma sublime Deus lhe dava agora, na restauração da comunhão, numa experiência íntima, sobrenatural e profunda. Ele não recebeu todas as respostas, mas o fato de saber que Deus é justo, ele permaneceu fiel e contemplou com os seus olhos a face de Deus!”.


Saudades de Deus? Abra seu coração. Saudades da sua manifestação poderosa na sua vida? Peça para que ele fale com você! Alguém com muito propriedade afirmou que quando temos um desejo de orar, isso já é sinal das saudades que estamos de Deus!


 *Oração* : Deus amado, o Senhor sabe o que está em meu coração. Que a cada dia eu queira ainda mais contemplar a tua face e dizer como Jó: os meus olhos te veem. Em nome de Jesus, amém!


( Devocionais de Avivamento - Marcos Stier Calixto)


quinta-feira, 16 de julho de 2026

A IMAGEM DO DEUS INVISÍVEL

 


Leituras: Colossenses 1:15–20; João 1:14–18; João 14:7–11; Hebreus 1:1–3


«"Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação."

(Colossenses 1:15)»


Ao iniciar a parte central da epístola aos colossenses, Paulo conduz imediatamente nossos olhos à supremacia de Cristo. Antes de tratar da reconciliação, da Igreja ou da vida prática do cristão, ele contempla a Pessoa do Filho. Essa é a ordem do Espírito Santo. Toda verdadeira experiência espiritual começa com uma visão mais elevada de Cristo.


O homem sempre procurou alcançar Deus por seus próprios caminhos. A religião tenta aproximar-se dEle por meio de ritos e esforços. A filosofia procura compreendê-Lo pela razão. O misticismo busca experiências extraordinárias. Mas Deus escolheu revelar-Se de uma maneira completamente diferente: dando-nos Seu próprio Filho.


O Deus eterno é invisível. Nenhum homem jamais contemplou Sua essência. Ele habita em luz inacessível, infinitamente acima da compreensão humana. Ainda assim, Seu desejo nunca foi permanecer oculto. Desde a eternidade, o propósito do Pai foi tornar-Se conhecido, trazendo o homem à comunhão consigo.


Por isso, o Verbo Se fez carne.


Cristo não veio apenas transmitir ensinamentos sobre Deus. Ele veio revelar o próprio Deus. Tudo o que o Pai é manifesta-se perfeitamente no Filho. Seu amor, Sua santidade, Sua justiça, Sua misericórdia, Sua verdade e Sua graça encontram expressão plena na vida do Senhor Jesus.


João declara:


«"Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou."

(João 1:18)»


Toda a revelação divina converge para Cristo. Quem deseja conhecer o coração do Pai deve olhar para o Filho. Em cada palavra pronunciada por Jesus, ouvimos a voz de Deus. Em cada gesto de compaixão, contemplamos o amor do Pai. Em Sua obediência perfeita, vemos a santidade divina. Em Sua entrega na cruz, conhecemos a profundidade da graça.


Essa verdade alcança seu ápice quando Filipe pede:


«"Senhor, mostra-nos o Pai."»


E Jesus responde:


«"Quem me vê a mim vê o Pai."

(João 14:9)»


Poucas declarações são tão profundas quanto essa. Deus tornou-Se plenamente conhecido em Cristo. Não há revelação maior nem mais completa. Tudo quanto Deus deseja comunicar ao homem foi revelado em Seu Filho. Fora dEle, permanecem apenas sombras; nEle, encontramos a realidade.


O autor de Hebreus confirma essa mesma verdade ao afirmar que o Filho é "o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser" (Hebreus 1:3). Cristo não apenas representa Deus; Ele O manifesta perfeitamente. Nele, o invisível tornou-se visível, e o eterno entrou na história para que o homem pudesse conhecer o Pai.


T. Austin-Sparks insistia que toda a obra do Espírito Santo possui um único objetivo: revelar Cristo de maneira cada vez mais profunda ao coração dos filhos de Deus. O Espírito nunca ocupa o centro; Ele sempre dirige nosso olhar para o Filho. Quanto mais contemplamos Cristo, mais conhecemos o Pai e mais somos transformados.


Essa contemplação, porém, não é mera atividade intelectual. O propósito de Deus não é formar especialistas em doutrina, mas filhos conformados à imagem de Seu Primogênito. A revelação sempre conduz à transformação. A mesma glória que contemplamos é a glória que o Espírito deseja reproduzir em nós.


Andrew Murray escreveu que a vida cristã consiste em permitir que Cristo viva Sua própria vida em nós. Não basta admirar Sua perfeição; é necessário permanecer nEle para que Seu caráter seja formado em nosso interior. Essa é a obra silenciosa do Espírito: gravar a imagem do Filho no coração daqueles que caminham em comunhão com Ele.


Cristo não é apenas o Salvador que perdoa pecados. Ele é a imagem perfeita do Deus invisível, a Cabeça da Igreja, o centro do propósito eterno e a própria vida do Seu povo.


Quanto mais contemplamos Sua glória, mais conhecemos o Pai. E quanto mais O conhecemos, mais o Espírito nos conforma à imagem daquele que revelou perfeitamente o Deus invisível.




Senhor, nós Te bendizemos porque não permaneceste oculto em Tua majestade, mas Te revelaste plenamente em Teu amado Filho. Guarda-nos de um conhecimento apenas intelectual e conduz-nos a uma contemplação viva de Cristo. Abre os olhos do nosso coração para vermos Sua glória, Sua suficiência e Sua absoluta preeminência. Que o Teu Espírito forme em nós a imagem do Filho, para que nossa vida manifeste o caráter de Cristo e toda a glória seja dada ao Pai. Em nome de Jesus. Amém.


(Alcides Júnior)

Que Eu Possa Conhecê-lo


Vamos orar para Deus alargar nossa visão. Eu acredito que ele fará isso. Pelo Seu poder, Ele nos trará uma preciosa fé para acreditarmos em tudo que as escrituras dizem.

As Escrituras são tão profundas, que ninguém poderá entrar em suas verdades sem que tenha sido expandido por Deus.

Amados, uma coisa é certa, Deus pode fazê-lo. "Tudo o que diz respeito à vida e piedade" (2 Pedro 1:3) está contido na procura. Nós buscamos a fé que não terá uma luz obscura, mas uma luz que vai iluminar tudo e vai reivindicar tudo que Deus põe à frente dela. Sendo assim, eu oro para que Deus revele as profundezas de sua justiça a fim de que nós não sejamos mais pobres, mas muito ricos em Deus, pelo Seu Espírito.

Amados, é a vontade de Deus nos fazer muito ricos "na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18).


Diariamente deve haver um toque de avivamento em nossos corações. O Senhor deve nos transformar no que Ele é. Nós seremos feitos novos o tempo todo. Não existe tal coisa como ter toda a graça e todo o conhecimento. Deus quer que nós comecemos com estas palavras de poder, encontradas em Filipenses 3 e nunca parar, mas continuar para alcançar perfeição. Deus quer que, hoje, alcancemos as bênçãos destes versos:

Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.

E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo.(Filipenses 3:7-8)


(Smith Wigglesworth)


quarta-feira, 15 de julho de 2026

LÁGRIMAS DE ALEGRIA.

 "LÁGRIMAS DE ALEGRIA - AMÉM"


 _...Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo._ 

 _Lucas 3:16_ 


Não precisamos ter medo de uma visitação genuína do Espírito de Deus! 


Blaise Pascal, o célebre cientista e filósofo francês do século 17, experimentou um encontro pessoal e surpreendente com Deus que mudou sua vida. Aqueles que compareceram ao seu funeral viram um papel enrugado e gasto em suas roupas, próximo ao seu coração - aparentemente um lembrete do ele havia sentido e compreendido na presença de Deus. 


No papel, estava a mensagem escrita pelo próprio Pascal: 

"Das dez e meia da noite até meia noite e meia - fogo! Ó Deus de Abraão, Deus de Isaque, Deus de Jacó - não o Deus de filósofos e sábios. O Deus de Jesus Cristo, que só pode ser conhecido por meio do Evangelho. Segurança. Ternura. Paz. Alegria. Lágrimas de alegria - amém!"


Essas expressões foram de um fanático, um extremista? Não; foi a elocução de êxtase de um homem rendido, durante duas incríveis horas, à presença de Deus. O Pascal abismado só pôde descrever tal visitação com uma palavra: "Fogo!" 


Amado Senhor, oro para que eu experimente o "fogo" de Tua santa presença em minha vida. Queime todo refugo pelo Teu Espírito. Quero viver para ti e somente para ti. 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


O Cordeiro é a lâmpada

  “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (A...