segunda-feira, 1 de junho de 2026

O SENHOR, NOSSO AJUDADOR

 "Sim, eu te ajudo." (Isaías 41:10)


A promessa de ontem nos assegurou força para o que temos de fazer, mas esta nos garante auxílio em casos onde não podemos agir sozinhos. O Senhor diz: "Eu te ajudo". A força interior é suplementada pela ajuda externa. Deus pode nos levantar aliados em nossa guerra, se assim parecer bem aos Seus olhos; e mesmo que Ele não nos envie assistência humana, Ele próprio estará ao nosso lado, e isso é ainda melhor. "Nosso Augusto Aliado" é melhor do que legiões de ajudadores mortais. Sua ajuda é oportuna: Ele é socorro bem presente na hora da angústia. Sua ajuda é muito sábia: Ele sabe como dar a cada homem a ajuda adequada e cabível para ele. Sua ajuda é mais eficaz, embora vã seja a ajuda do homem. Sua ajuda é mais do que ajuda, pois Ele carrega todo o fardo e supre toda a necessidade. "O Senhor é o meu ajudador, não temerei o que me possa fazer o homem." Porque Ele já foi o nosso socorro, sentimos confiança nEle para o presente e para o futuro. Nossa oração é: "Senhor, sê tu o meu ajudador"; nossa experiência é: "O Espírito também ajuda as nossas fraquezas"; nossa expectativa é: "Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro"; e nossa canção em breve será: "Tu, Senhor, me ajudaste".


C. H. SPURGEON

Eu te fortalecerei

 EU TE FORTALECEREI


“Eu te fortalecerei.” — Isaías 41:10


Deus possui uma grande reserva para cumprir este compromisso, pois Ele é capaz de todas as coisas. Crente, enquanto puderes esgotar o oceano da onipotência, enquanto puderes despedaçar as imponentes montanhas da força onipotente, jamais precisarás temer. Não penses que a força do homem jamais poderá vencer o poder de Deus. Enquanto os enormes pilares da Terra permanecerem de pé, tens motivos de sobra para permanecer firme na tua fé. O mesmo Deus que guia a Terra em sua órbita, que alimenta a fornalha ardente do Sol e afia as lâmpadas do céu, prometeu te suprir com força diária. Enquanto Ele for capaz de sustentar o universo, não sonhes que Ele será incapaz de cumprir Suas próprias promessas. Lembra-te do que Ele fez nos tempos antigos, nas gerações passadas. Lembra-te de como Ele falou e tudo se fez; de como Ele ordenou e tudo se manteve firme. Acaso aquele que criou o mundo se cansará? Ele sustenta o mundo sobre o nada; será que aquele que faz isso não poderá sustentar Seus filhos? Será que ele faltará à sua palavra por falta de poder? Quem é que detém a tempestade? Não cavalga ele nas asas do vento, não faz das nuvens seus carros e não segura o oceano na palma da mão? Como poderá ele falhar contigo? Tendo ele feito uma promessa tão fiel como esta, permitirás que por um instante sequer cogites que ele se excedeu em sua própria promessa e ultrapassou seus limites? Ah, não! Não podes mais duvidar.


“Ó tu que és meu Deus e minha força, eu posso crer que esta promessa se cumprirá, pois a reserva infinita da tua graça jamais se esgotará, e o transbordante tesouro da tua força jamais será esvaziado pelos teus amigos ou saqueado pelos teus inimigos.”


         “Que todos os fracos se fortaleçam

         e façam do braço de Jeová o seu cântico.”


C. H. SPURGEON

sexta-feira, 29 de maio de 2026

A suprema, abrangente e soberana vontade de Deus

 Qual é a suprema, abrangente e soberana vontade de Deus?

Creio que isso é evidente: a vontade de Deus não é outra coisa senão Seu amado Filho. 

É verdade que estamos falando de Sua vontade em relação à humanidade, mas mesmo assim, o que está na mente de Deus é Seu amado Filho.

Deus vê um Homem, um Homem perfeito, um Homem segundo Seu próprio coração, e Deus está edificando este Homem em muitos homens.

Deus revela este Homem, Seu amado Filho, o Senhor Jesus, para a humanidade, de modo que, por meio do Espírito Santo, Ele possa edificar este Homem em muitos homens, até que eles sejam conformados ao Filho.

Deus está buscando o homem, o homem segundo o padrão do Homem perfeito. E este Homem perfeito torna-se corporativo, universal, para compreender muitos e muitos homens com Ele (o Novo Homem).

Esta é a vontade de Deus.


[Stephen Kaung. Havendo Deus Falado No Antigo Testamento - Volume 1: Gênesis a Deuteronômio, p. 28 e 29. Belo Horizonte-MG: Edições Tesouro Aberto.]


Fé, Fato e Experiência

 “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho” (Hb 11:1,2).

Na presente era da graça tudo é obtido “por meio da graça”, o que equivale a dizer que todas as coisas são feitas por Deus a favor do homem. Isso porque “ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida” (Rm 4:4). Dessa maneira, podemos considerar que os tratos de Deus com o homem por meio da graça são um “fato”.

Isso também significa que Deus já fez tudo aquilo que poderia fazer pelo mundo. Uma vez que uma coisa já foi feita, passa então a ser considerada como um “fato”. Nesse caso, o homem não precisa fazer mais nada para sua realização, uma vez que essa obra de Deus já está completa e aperfeiçoada, é um fato. Entretanto, a graça de Deus é uma graça justa, por isso, mesmo já sendo um fato já consumado, demanda pela cooperação do homem.

Mas qual seria a natureza dessa cooperação?

A essência dessa cooperação não se baseia na necessidade de acrescentar algo mais à essa “obra consumada”, mas na consideração de que aquilo que Deus fez é verdadeiro. Isso é chamado de “fé”. Fé é confessar que tudo o que Deus disse e fez é verdade. Fé é aceitar esse fato, considerando-o como algo concreto. Aliás, fé é como um “saque”. Uso esse termo no mesmo sentido usado em uma conta bancária. Alguém tem dinheiro em sua conta e nos faz um pagamento em cheque. Esse é o fato.

Se agora mesmo formos até o banco sacar o dinheiro, isso demonstra que admitimos que o valor inscrito naquele cheque está depositado ali. Em essência, esse saque é realizado pela fé, e uma vez que sacamos do dinheiro, já podemos nos utilizar dele.

Assim poderemos dizer que o dinheiro no banco é o “fato”, o saque é a “fé”, e o gasto do dinheiro é a “experiência” ou “favor”.

Pela graça de Deus já temos os fatos consumados por Ele a favor do homem. Mas o homem ainda necessita da experiência desse fato, e precisa entrar no gozo desse favor. Para desfrutar da graça de Deus de forma experimental, precisamos exercitar a fé para sacar os fatos consumados de Deus. O fato é o que Deus já realizou, e a fé é o que o homem precisa obter. O fato pertence a Deus, enquanto a experiência ou favor cabem ao homem. Fé traduz o fato de Deus para a experiência do homem. Assim, podemos dizer que o que a Bíblia descortina para nós é simplesmente “fato – fé – experiência”.

Fé, Fato e Experiência é uma tradução do capítulo 2 do livro “Back to the Cross”, de Watchman Nee, publicado pela Christian Fellowship Publishers

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Eu em Cristo, Cristo em mim

 “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados” (Colossenses 2:8-10).


Eu em Cristo, Cristo em mim


Não somente estou em Cristo: Cristo também está em mim. E assim como, fisicamente, um homem não pode viver e trabalhar debaixo d’água, mas somente no ar, assim, espiritualmente, Cristo habita e Se manifesta no Espírito, não na “carne”. Portanto, seu eu viver “segundo a carne”, verifico que minha participação em Cristo fica como que em suspenso em meu ser.


Embora eu realmente esteja em Cristo, se viver na carne, pelas minhas próprias forças e sob minha própria direção – então na prática e na experiência, verifico, consternado, que é alguma coisa de Adão que se manifesta em mim.


Se eu quiser conhecer na experiência tudo quanto possuo em Cristo, então terei que aprender a viver no Espírito.


Viver no Espírito significa que eu confio no Espírito Santo para fazer em mim o que eu não posso fazer por mim mesmo. Esta vida é completamente diferente da vida que eu viveria naturalmente por mim mesmo. Cada vez que me deparo com uma nova exigência do Senhor, olho para Ele, a fim de que Ele faça em mim aquilo que de mim requer.


Não se trata de tentar, mas de confiar; não consiste em lutar, mas em descansar nEle. Se tiver temperamento impulsivo, pensamentos impuros, a língua desregrada, um espírito crítico, não me proporei a modificar-me mediante certo esforço meu, mas, considerando-me morto, em Cristo, para estas coisas, contarei com o Espírito de Deus para que Ele produza em mim a pureza ou a humildade, ou a mansidão necessárias. É isso que significa: “Aquietai-vos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará” (Êx 14:13).


Quando o Espírito Santo toma conta, não há necessidade de esforços de nossa parte. Não se trata de nos dominar através da nossa força de vontade para obter, a duras penas, a vitória gloriosa. Não, onde se manifesta a verdadeira vitória, não há esforço carnal, pois é o próprio Senhor Quem nos conduz maravilhosamente. 

(A VIDA CRISTÃ - Watchman Nee).


quarta-feira, 27 de maio de 2026

A questão do ego

 “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33).


Existe algo no universo que é diametralmente oposto à Deus, e isso é o ego. A atividade do ego é a fonte de toda a natureza e procedimentos malignos do homem. Por outro lado, a perda do ego na alma eleva sua pureza! De fato, a pureza da alma é elevada na exata proporção da perda do ego.


Enquanto empregarmos nossa natureza em algum caminho, as nossas faltas permanecerão. Mas depois que abandonamos o ego e seus interesses, não haverão mais erros, e tudo será pureza e inocência.


Foi com o advento da entrada do ego na alma quando ocorreu a queda, que foi estabelecida uma diferença entre a alma humana e Deus.


Como podem duas coisas tão diferentes serem unidas? Como pode a pureza de Deus e a impureza do homem serem trazidas à unidade? Como pode a simplicidade (ou singularidade) de Deus e a multiplicidade (ou inconstância) do homem se amalgamarem?


Certamente isso demanda por muito mais do que nossos próprios esforços. 


O que, então, é necessário para obter essa tão desejada união? Um movimento a partir do Próprio Deus Todo-Poderoso. Só isso pode levar a termo essa união.


Para que duas coisas se tornem uma, precisam ter naturezas similares. Por exemplo, a impureza da terra não pode ser unida à pureza do ouro. O fogo é introduzido para destruir a escória e tornar o ouro puro. É por isso que Deus envia o fogo à terra (e ele é chamado de Sua Sabedoria) para destruir tudo que é impuro em nós. Nada pode resistir ao poder daquele fogo. Ele consume tudo. Sua Sabedoria queima todas as impurezas no homem com um propósito: torná-lo preparado para a união divina.                   


Jeanne Guyon


terça-feira, 26 de maio de 2026

Um caminho no mar

 

“Pelo mar foi o teu caminho; as tuas veredas, pelas grandes águas; e não se descobrem os teus vestígios. O teu povo, tu o conduziste, como rebanho, pelas mãos de Moisés e de Arão” (Salmo 77:19,20).


Quando o salmista se refere que ‘Pelo mar foi teu caminho’ e ‘as tuas veredas, pelas grandes águas’, do que será que ele estava falando? Indubitavelmente sobre como o Mar Vermelho os confrontou. Que terror, que pavor os acometeu naquela noite!... Vemos o propósito Divino trabalhando naquela tempestade: por trás do medo, do terror, tudo o que parecia tão horrível naquela noite...: “Pelo mar foi teu caminho”.


Isso é uma coisa que mais cedo ou mais tarde teremos de compreender. Que aquilo que é furioso, terrível, temeroso, ameaçador, e que parece significar nossa ruína, na verdade, está sendo governado pelo propósito Divino para produzir algo de grande valor para Ele. 


...Deus escolheu o caminho, o método, os meios que Ele sabia que mais efetivamente alcançariam o Seu fim... Os caminhos que o Senhor toma nos parecem tão estranhos. O que Ele está fazendo? Por quê? Todas essas perguntas surgem... Ele controla o fim, o caminho, os motivos...Deus não está apenas nos conduzindo entre as dificuldades de maneira fria e imparcial. Ele é um Pastor.


O salmista diz uma coisa interessante aqui. “Pelo mar foi o teu caminho; as tuas veredas, pelas grandes águas; e não se descobrem os teus vestígios”. O que ele quer dizer com essas palavras? Volte novamente para o outro lado do Mar Vermelho, depois que toda a situação passar. O vento se aquietou e a tempestade parou. Olhe e procure onde estão as “pegadas” do Senhor e não conseguirá encontrá-las. Não poderemos dizer: “Ele fez isso e aquilo”. Não poderemos descobrir como Ele fez as coisas. O fato é que Ele fez, e isso é tudo. 


Ele traz a grande tempestade para servir ao Seu fim, pela Sua sabedoria, no Seu amor, porque Ele é o Pastor do Seu rebanho – porque o Seu coração está ligado a eles. Ele se importa conosco.


-- T. Austin-Sparks (Os Maravilhosos Caminhos de Deus).

"Como os caminhos de Deus estão além da compreensão humana, muito do que Ele faz parece contraintuitivo para nós, mas sempre está certo. Seus grandes desígnios são revelados em pequenas coisas, e nobres mistérios estão ocultos nos menores de Seus atos. Raramente entendemos o processo, mas Deus nunca deixa de trazer os resultados necessários para a Sua glória e para o nosso bem".

-- Stephen Charnock (1628-1680) - Divine Providence


O SENHOR, NOSSO AJUDADOR

  "Sim, eu te ajudo." (Isaías 41:10) A promessa de ontem nos assegurou força para o que temos de fazer, mas esta nos garante auxíl...