sábado, 14 de março de 2026

Discernindo a mente de Deus na oração

 


(Leitura base: Mateus 18:18-20)


Considerando alguns aspectos da oração coletiva, o irmão Watchman Nee disse: Podemos nós através da oração fazer com que Deus faça o que Ele não quer fazer?

Não, de maneira alguma!  No entanto, Ele espera até que oremos por aquilo que Ele deseja fazer, antes que Ele o faça.

Quando Acabe era rei, a palavra do Senhor veio explicitamente para Elias dizendo: "Eu mandarei chuva sobre a terra." Ainda assim, Ele não fez cair chuva até Elias ter orado (1 Reis 18:1, 41-45). Deus recusa realizar Sua vontade sozinho; Ele quer que oremos antes Dele executar sua vontade. Então o que é oração? É o seguinte: primeiro, Deus tem uma vontade; segundo, nós tocamos a vontade Dele, por isso nós oramos; e terceiro, quando oramos, Deus ouve nossa oração. […]

Se houver concordância em tudo, então qualquer ponto particular que lhe pedirem será concedido pelo Pai que está nos céus. Esta é a unidade do corpo, ou melhor, a unidade no Espírito Santo. [...]

É atribuída a John Blanchard a seguinte afirmação: “nada está fora do alcance da oração, a não ser aquilo que está fora da vontade de Deus”.

Discernir a mente de Deus é o ponto mais sagrado e essencial da oração corporativa.

A Igreja só pode orar eficazmente quando o Espírito Santo encontra nela um canal por onde a vontade divina possa fluir sem resistência. [...]

Quando a Igreja ora assim, ela não está apenas pedindo — está participando da intercessão eterna de Cristo. “Cristo vive sempre para interceder por eles.” (Hb 7.25)

A mente de Deus não é discernida pela pressa nem pela emoção, mas pela comunhão profunda com o Espírito Santo.

Quando a Igreja se silencia diante d’Ele, o Espírito fala — e quando Ele fala, a assembleia inteira sente: não é pensamento humano, mas toque divino.

*Cooperação com Deus*

A oração não é uma tentativa de mudar o curso de Deus, mas a disposição de ser moldado por Ele para cooperar com Seu curso.

Cada súplica e cada silêncio tornam-se um eco do “Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.”

Assim, a Igreja que discerne a mente de Deus não apenas ora — ela se torna oração. Seu viver expressa o que ela pede; seus atos se tornam intercessão viva; sua comunhão, um altar contínuo de sacrifício.

A oração que nasce em Deus retorna a Deus, e no caminho transforma os que oram. […]


Paz e bom ânimo em tempos de aflição

 


"Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

(Jo 16:33)


"... E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.”

(Mt 28:20)


Dividiremos nosso tema em três pontos evidentes:

Primeiro - tempos de aflição são inevitáveis para o povo do Senhor;

Segundo - Podemos ter paz e bom ânimo, pois o Senhor venceu o mundo;

Terceiro - Em todo o tempo o Senhor está com os seus amados.


NÃO é para o nosso prejuízo que o Senhor nos deixa passar por várias aflições.

“Muitas vezes aquilo que parece severo é, na verdade, misericórdia de Deus guardando nosso coração da autossuficiência.”

“A aflição pode ser a mensagem de Deus para nos humilhar e nos levar a abraçar a Palavra de Deus.” É cuidado paterno e não abandono. Esta parece ter sido a percepção do salmista quando disse: 

“Antes de ser afligido andava errado, mas agora guardo a tua palavra.”

(Salmo 119:67)

“As aflições são, na maior parte das vezes, ferramentas com as quais Deus nos molda para coisas melhores”. “Em tempos de aflição, é comum encontrarmos as mais doces experiências do amor de Deus.”

"A estrada da aflição tem sido bastante pisoteada; ela é a trilha regular das ovelhas para o Céu, e todo o rebanho de Deus tem tido de passar por ela."

“Quando as circunstâncias parecerem insuportáveis e difíceis de suportar, dependa do Senhor para obter forças e confie em Seu terno cuidado.”

*Dores presentes podem levar a ganhos permanentes.*

Amy Carmichael considerou:

"Prefiro me consumir do que enferrujar...

Dá-me o Amor que guia o caminho,

a Fé que nada pode abalar,

a Esperança que nenhuma decepção cansa,

a Paixão que arde como fogo.

Não me deixes afundar na mediocridade.

Faze-me teu combustível, Chama de Deus.”

"A maneira mais fácil de escapar dos sofrimentos é estar disposto a que eles durem o tempo que Deus quiser."

“Ao caminharmos pela estrada da vida, podemos sentir que Jesus também está lá; ao lermos Sua Palavra e ouvirmos Sua voz, descobriremos que Ele reacende a chama.”

“Não há dia em que o Senhor Jesus não esteja ao lado de Seus santos. […] Nunca conseguimos estar sozinhos.”

“Sim, a vida é como o caminho de Emaús, e não o percorremos sozinhos, pois ao nosso lado caminha o Filho de Deus, para amparar e proteger os seus.  E nossos corações se enchem de alegria com Suas palavras de amor e graça, e com a gloriosa esperança de que, ao fim do dia, veremos Sua face bendita.

“Valerá a pena quando virmos a Jesus. As tentações da vida parecerão tão pequenas quando o virmos! Uma visão de sua querida face todos os sofrimentos apagará! Então bravamente corra a corrida, até vermos a Cristo”.


"Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.”

(1Pe 5:10)


quarta-feira, 11 de março de 2026

UMA EXORTAÇÃO AMOROSA

 


“Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado…” (Leitura Hb 4:1-11)


 “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.” (Hb 4:1, 9-11)


Essa seção de Hebreus (cap.4) traz uma longa advertência. É a segunda grande advertência do livro, alertando para o perigo de não entrarmos no descanso que Deus preparou para nós.


E recordando, esse descanso possui mais de um aspecto. Quando você veio a Jesus Cristo, encontrou descanso para o seu espírito: você foi salvo, perdoado dos seus pecados, justificado e se tornou filho de Deus. Esse é o descanso do nosso espírito.


Mas também existe um aspecto do descanso que vivemos no presente, em relação à nossa alma: a consagração, a santificação, o sermos transformados à semelhança de Cristo. O Espírito Santo vai formando o caráter de Cristo em nós, e assim também entramos no descanso do Senhor para nossa alma.


Além disso, há um descanso futuro, que eu creio ser o reino que herdaremos, a promessa que o Senhor nos deu. Esse reino será um descanso perfeito. Hoje, se negamos a nós mesmos, se perdemos a nossa vida - no sentido da nossa alma, como Jesus ensinou - nós a acharemos depois (cf. Mateus 16.24-25). Quando? O Senhor vai nos recompensar no Seu reino vindouro.


“Portanto, existe ainda um descanso futuro reservado para nós, que virá quando o Senhor subjugar todos os Seus inimigos debaixo de Seus pés. O Pai entregará tudo ao Filho, e a igreja, como Sua noiva, estará preparada para reinar com Ele.


(Extrato do livro: “Enquanto é Hoje”, Billy Pinheiro)


terça-feira, 10 de março de 2026

A FIDELIDADE DE DEUS E A COMUNHÃO COM SEU FILHO!

 


“Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” (1 Co 1:9)


A esperança confiante expressa em 1 Coríntios 1:8 repousa na fidelidade de Deus ( 1 Co 10:13 ; 1 Ts 5:24 ; Rm 8:30 ; Fp 1:6 ), que foi o Agente, bem como a Fonte, do chamado deles (dos irmãos coríntios e do nosso).


Irmãos e irmãs, é uma bênção espiritual indescritível sermos chamados à comunhão do bendito Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo.

Um irmão exortando-nos com zelo espiritual sobre essa preciosa comunhão disse: “sua ambição constante deve ser não apenas aprender sobre doutrina, mas conhecê-Lo. O interesse dEle está no seu desenvolvimento, no seu progresso, no seu crescimento. O seu interesse deve ser a glória da soberania de Cristo. Deve haver não apenas interesses mútuos, mas também devoção mútua. Que maravilhoso saber que todos os recursos de Cristo são seus! “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E vocês estão completos nele” (Colossenses 2:9-10). Que versículo impressionante! Todos os seus recursos são dEle: sua personalidade, seus bens, suas habilidades, sejam o que forem. Essa é a plenitude da comunhão: tudo o que Ele tem pertence a você, e tudo o que você tem (que é tão pouco, na melhor das hipóteses) pertence a Ele. Essa é a resposta que Ele busca de Seus filhos.”¹

Também o irmão Christian Chen enfatizou com precisão o seguinte aspecto relacionado à comunhão:

“Muitos eruditos dizem que a experiência de Paulo era cristocêntrica e cristológica. Ele conhecia os ensinamentos a respeito de Cristo, bem como Suas doutrinas; por causa disso, centralizou seus pensamentos e doutrinas na pessoa de Cristo. Mas não se trata apenas da teologia de Cristo, a Cristologia, é mais que isso. O relacionamento entre Paulo e Cristo não se resumia a um conhecimento mental de Cristo, assim como, por exemplo, temos conhecimento mental de Shakespeare sem que o tenhamos conhecido pessoalmente. Paulo teve um encontro pessoal com o Senhor. Ele menciona muitas vezes sua comunhão com Cristo. Quando Paulo diz: 'comunhão com Cristo' indica um encontro vivo e o compartilhar com Cristo a qualquer momento. Ele não tirou a experiência de um velho livro sobre Cristo, mas teve comunhão viva nEle. Por isso disse: 'Cristo vive em mim'. Se perguntássemos a Paulo qual era a sua experiência com Cristo, ele não diria que provinha de um livro a respeito de Cristo, um livro sobre Cristologia. Ele diria: 'Cristo vive em mim'.” ² Amém! Amém!

 

Senhor, Tu és fiel e nos chamaste à comunhão com o teu amado Filho, Jesus Cristo. Dá-nos a conhecer mais e mais do nosso bendito Senhor. Queremos ver-te com os olhos da fé e desfrutar diariamente desta preciosa comunhão, de fato e de verdade, segundo o desejo do teu coração. No precioso nome do Senhor oramos. Amém.”


(¹ Bruce Hurt; ² Christian Chen)


segunda-feira, 9 de março de 2026

UNIDOS PELO AMOR

 


"Gostaria, pois, que soubésseis quão grande luta venho mantendo por vós, pelos laodicenses e por quantos não me viram face a face; para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos.”

(Cl 2:1-3)


Há uma história muito contada sobre seis jovens que iriam correr uma prova de 100 metros. Eles se alinharam, esperaram o tiro de largada e então começaram a correr. Mais ou menos na metade da pista, o jovem da frente tropeçou e caiu. Quase imediatamente, os outros cinco pararam e o ajudaram a se levantar. Depois de o terem limpado e decidido que ele estava bem, decidiram terminar a corrida. Nenhum dos juízes conseguiu dizer quem havia ganhado a fita azul, pois nenhum deles conseguia enxergar através das lágrimas de alegria. Ninguém nas arquibancadas naquele dia jamais esqueceria esse incidente ou o orgulho que sentiam por cada um dos participantes dessas Olimpíadas Especiais. Sim, esses jovens que se importavam mais com o amigo caído do que com a vitória na corrida eram pessoas que alguns têm a audácia de chamar de retardadas. Talvez eles entendam as coisas melhor do que nós. Eles nos dão uma parábola do que Deus espera da igreja.


*”Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o vínculo da perfeição.”*

(Colossenses 3:14)


sábado, 7 de março de 2026

Libertação.



O objetivo central do Espírito Santo, e o único propósito de Sua vinda é fazer de Cristo tudo, nos conformando à Sua imagem. O Espírito Santo tem a mesma visão de Deus, e Cristo é o objeto que está sempre diante dEle.


Mas o grande problema é a velha criação. O Senhor busca Cristo, e não aceitará aquilo que provem de nós.


Então qual a única forma de libertação? Ela nunca acontecerá dando voltas ao redor de nós mesmos, quando nos ocupamos com nossas coisas, fazendo autoanálises, chorando e lamentando por nossa condição... mas será pela ocupação com Cristo.


Esse é o único caminho! E que Caminho! Paulo fala disso em Romanos 7. Ele diz que tinha anseios em uma determinada direção, mas seus anseios eram frustrados devido ao que estava em seu interior.


Ele tinha aversão a outras coisas, mas mesmo suas aversões não o levaram a um livramento, pois o que ele odiava, ele fazia, e aquilo pelo qual ele ansiava, ele nunca fazia.


Por fim, em desespero, ele clamou: "Quem me livrará?" Então, vendo uma saída, disse: "Ah, entendo, graças a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor". Não há divisões de capítulos no texto original, então você deve continuar lendo.


Como as pessoas não prosseguem com a leitura diretamente, ficam em confusão doutrinária.


Deveria ser: "Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor… pois, já nenhuma condenação há para os que…" desejam ser como Cristo, mas lamentam o fato de serem tão diferentes dEle? Não! “... para os que estão em Cristo Jesus”.


Por que nenhuma condenação? Porque Deus está olhando para Aquele em Quem não há base para condenação, e Ele diz: "Sua libertação está nessa base onde não há condenação, que é Cristo." Cada segredo da vida do crente está ali.


Nossa maior necessidade é sermos libertos de nós mesmos para Cristo. É "Cristo em nós, a esperança da glória", que é o grande segredo, e não há esperança de glória em nenhum outro lugar.


-- T. Austin-Sparks ("The Church of the Firstborn", cap. 1).


sexta-feira, 6 de março de 2026

O caminho da vitória

 


“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho” (Hebreus 11:1,2).


A vitória na terra da promessa foi baseada somente na fé. A primeira direção de Deus para Josué foi: 

“Sê forte e corajoso” (Josué 1:6). 

Todo o livro de Josué ilustra esse princípio, especialmente a batalha de Jericó. O autor do livro de Hebreus fala expressamente disso: 

“Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, após rodeadas por sete dias” (Hebreus 11:30). 

Deve ser a fé que segue o líder - o nosso Josué, o Capitão do exército do Senhor, o próprio Senhor Jesus. Os sacerdotes e o povo seguiram a arca; eles não iam à frente dela. Você não pode andar com Deus e fazer o que deseja o tempo todo. Precisamos ver o caminho de Deus e então segui-Lo. Antes de agirmos, precisamos de um “Assim diz o Senhor”.

 

A fé anda atrás do seu líder. A fé pode andar por sete dias ao redor de Jericó e não se incomodar com os lugares difíceis, e ainda rodar por sete vezes ao redor dela no sétimo dia. Isso não é ser sonhador; é intensamente real. A fé vai em frente, colocando seus pés firmemente adiante, em cada parte da terra prometida, seguindo bem de perto as pegadas do líder, sem retroceder ou vacilar, até que a marcha da vitória esteja gloriosamente completa. Existe um tempo onde a fé não apenas espera, mas aceita a promessa. A palavra chega finalmente: 

“Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade!” (Josué 6:16). 

Então a fé desfere um grito e faz o céu e a terra se abalarem, e marcha para a sua posição.

 

Partes selecionadas do Capítulo 5 do livro “The Land of Promise”, de A. B. Simpson


"A fé não opera na esfera do possível. Não há glória para Deus naquilo que é humanamente possível. A fé começa onde o poder do homem termina".

-- George Müller


quinta-feira, 5 de março de 2026

Vitória

 


"Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida" (Apocalipse 21:6).


“Um hábito maligno aprendido na escola me dominou por dez ou onze anos. Era seu escravo, e cruel era esse senhor. Quão desesperadamente lutei, quão tristemente falhei. Como lamentava amargamente, com toda a sinceridade confessava, com doçura sem igual era perdoado. Conhecia a graça infalível de Deus em cumprir 1 João 1: 9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados”.


Mas o perdão tão livremente concedido apenas me deixava mais envergonhado do meu pecado. Conhecia o caminho do perdão, mas não o caminho da vitória. Tinha sido bem instruído e estava bem seguro quanto à minha justificação; mas desconhecia os meios de santificação. Poderia dizer ao perdido como ser salvo, mas não poderia dizer ao salvo como ser santo.


O Calvário era uma realidade preciosa; mas não havia experimentado o Pentecostes. Antes eu estava em Cristo pela fé, agora Cristo entraria em mim pelo Seu Espírito. A hora da libertação havia chegado. Ajoelhado à beira da minha cama em uma agonia pelo conflito, travando uma batalha desesperada, mas perdida, de repente, com autoridade esmagadora, a Voz falou as palavras: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Rm 7:18).


Instantaneamente, toda a situação fora iluminada. A verdade da afirmação foi gravada em minha alma depois de tantos anos de fracasso sombrio. Na intensidade do momento exclamei: “Então, Senhor, a vitória sobre o pecado nunca virá de mim mesmo, pois isso é uma coisa muito boa e não há nada de bom em mim... e você não pode tirar sangue de um pedra; agora, Senhor Jesus, verei o que farás por mim”.


Naquele instante estava livre, completamente livre, livre para sempre. Num momento era o escravo, no momento seguinte, o mestre. Em um momento era uma criança fraca nas garras de um gigante, no seguinte, era Sansão rasgando o leão com facilidade. Por muito tempo trabalhei em vão para tirar água de um poço seco e agora bebia da água da vida. Passei a conhecer aquela palavra, com poder: “a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8:2).


-- G. H. Lang (An Ordered Life - sua autobiografia).


Um Deus de montanhas e de vales

 


“Chegou um homem de Deus, e falou ao rei de Israel, e disse: Assim diz o Senhor: Porquanto os siros disseram: O Senhor é deus dos montes e não dos vales, toda esta grande multidão entregarei nas tuas mãos, e assim sabereis que eu sou o Senhor.” (1 Reis 20:28).


A Palavra de Deus é um livro maravilhoso! Quantas lições preciosas! Que realidades espirituais estão à nossa disposição em todos os momentos, quando temos o Consolador como Mestre para nos revelar Jesus e nossa herança nEle (Ef 1:17-20)!

 

Hoje temos a oportunidade de explorar as riquezas da nossa Canaã - as insondáveis riquezas de Cristo. Nosso Deus é totalmente suficiente. Ele é um Deus capaz de nos sustentar e capacitar de forma maravilhosa!

 

“Muitas vezes somos inclinados a pensar que a vida do Senhor em nós precisa de algumas melhorias, algo a ser acrescentado, quando a única coisa que é requerida de nós é DESCOBRIR O QUE TEMOS, e, descobrindo PELA EXPERIÊNCIA, viver de acordo com o que temos. O apóstolo Paulo disse que é Cristo Quem é a nossa vida, e nossa necessidade é descobrir esse Cristo dentro de nós, vivendo de acordo com essa verdade. De uma forma muito clara, o resumo de tudo está mais relacionado em a Vida tomar cada vez mais posse de nós, do que nós tomarmos posse Dela” 


(T. Austin-Sparks – “A batalha pela vida, capítulo 5).


Cristo é o começo e o fim

 


Existe um fato que governa tudo que acontece ao longo das eras: Cristo está em todos os pensamentos e caminhos de Deus. Que afirmação abrangente!


Em todo o tempo, em cada pensamento de Deus e em todos os Seus caminhos, Cristo é o centro, Cristo é o supremo. Tudo se relaciona com Ele, se conecta a Ele; Cristo é o fim, e Cristo foi o começo. Se pudéssemos estar lado a lado com Deus, ver através de Seus olhos, e se pudéssemos ser governados pela mentalidade Divina, reconheceríamos que Deus tem apenas um pensamento... e que esse propósito único O influencia no Seu relacionamento com os homens, com as nações, e com o mundo, ao longo de todas as eras.


Esse único pensamento se concentra em Seu Filho, Jesus Cristo, e, portanto, a própria essência da revelação e iluminação espiritual é VER Cristo em todos os pensamentos e caminhos de Deus, conforme está expresso em Sua Palavra e em Suas feitos.


Se você perguntar: "O que é ter revelação, o que é ter iluminação espiritual?" A resposta é: iluminação espiritual é a capacidade de ver, de uma maneira viva e crescente, os pensamentos de Deus centralizados em Cristo.


Poderíamos colocar isso de outra forma, dizendo que revelação e iluminação espiritual equivale a ser cada vez mais capacitado para ver Cristo, Seu lugar e Seu significado neste universo, perceber que este universo é interpretado e explicado à luz de Cristo. Iluminação é ver que tudo que acontece em nossas vidas e nos tratos de Deus conosco sempre estão conectados, de alguma maneira, com Cristo.


Revelação e iluminação espiritual é ver Cristo em toda a Palavra de Deus; não em verdades, não em doutrinas, mas VER Cristo...


A pergunta, então, que sempre precisamos fazer a nós mesmos, é: 'De que maneira isso ou aquilo nos leva a Cristo? De que forma isso representa um aumento de Cristo, um conhecimento Dele de uma forma viva e experimental?'


Busquemos aquilo que é de Cristo.


-- T. Austin-Sparks (The Church of the Firstborn, cp 1) 


Cristo, nossa fonte

 


"Para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos." (Colossenses 2:2).


Cristo inundará todas as situações que a providência Divina ordenar para nós, suprindo todas as necessidades que surgirem das demandas de nossa vida secular e enfrentando cada circunstância de nossa vida diária.


Nenhuma delas vem de outra fonte, mas dEle, e a finalidade delas é provar Sua suficiência em uma nova direção.


Oh, que tivéssemos a fé para ver Deus em tudo, logo que encarássemos as situações do dia a dia. Certamente cada capítulo de nossa vida seria um descortinar desse romance celestial, com seu poder mágico de transformar trevas em luz, dificuldades em triunfo, tristeza em alegria, convertendo aquilo terreno em celestial.


Dessa maneira, Cristo teria mais espaço para Se manifestar, em Sua graça e poder, a inúmeras testemunhas que nunca ouviram a Seu respeito a partir de um púlpito, nem leram a história de Sua graça em nenhum outro lugar além dessas vidas em quem Sua Pessoa pode ser contemplada.


-- A. B. Simpson, "A Larger Christian Life" - cap. 3.



"Passamos a contar os nossos dias não baseados no raiar do sol, ou no trabalho que realizamos, ou na comida que comemos, mas em função da renovação do milagre do maná: a bênção da comunhão diária com Ele que é a Vida e Luz do mundo".

-- Andrew Murray


domingo, 1 de março de 2026

SABER E FAZER

 


“... Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.”

(Jo 13:12-17)



O sentido original destas palavras era justamente este: “Se, como vocês dizem, compreenderam o significado disto — a lavagem dos seus pés pelo seu Mestre; se entenderam a minha intenção ao fazê-lo, então será para a sua eterna honra e felicidade que façam o mesmo. Simbolicamente, ao lavar os seus pés, representei para vocês certas virtudes; vocês serão um povo feliz se essas virtudes forem encontradas em vocês e abundarem.” E não temos provas abundantes de que o nosso Senhor falou a verdade, pois onde há igrejas tão felizes quanto aquelas unidas em amor fraternal, onde deixaram de lado as contendas sobre prioridade e distinção, e onde cada um se torna servo de todos, cada um disposto a ocupar o lugar mais humilde, e ninguém disputando quem será o maior? Que possamos provar, como acredito que já o fizemos, quão verdadeiras são estas palavras, e que nunca haja Diótrefes entre nós para lutar pela preeminência, nem brote uma raiz de amargura para nos perturbar. Que cada um de nós se esforce para ser como o nosso Senhor, e verdadeiramente felizes seremos, nesse caso.

Mas a frase que temos diante de nós aplica-se igualmente a todos os outros preceitos do evangelho. Se compreendermos algo que o Espírito Santo nos revelou, felizes seremos, se seguirmos a sua intenção prática; se, depois de ensinados e instruídos, exemplificarmos na prática, em nossa vida e conduta, aquilo que aprendemos. Esse é o único pensamento que proponho gravar em nossos corações e mentes esta noite, e esse único pensamento pode ser suficiente.

Você notará no texto que há dois “ses”: “Se vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem”. Parece, então, em primeiro lugar, que o serviço genuíno e aceitável a Cristo deve ser baseado em conhecimento inteligente — “Se vocês sabem estas coisas”; e em segundo lugar, que toda compreensão inteligente das coisas de Deus deve nos levar à sua prática — “Felizes serão se as praticarem”. O primeiro “se” será considerado primeiro: “Se vocês sabem estas coisas”:

I. Todo serviço a Cristo se baseia no conhecimento inteligente...
II. O conhecimento inteligente das coisas de Deus deve nos levar à sua prática...
III. Qual é a felicidade que essa obediência prática traz?

(...)


( Clique no sermão completo para ler )

C. H. Spurgeon


Dois tipos de vida

 


“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.” (Rm 7:14)


“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8:1-2)


Todo o assunto do poder espiritual é muito importante. Muitos cristãos se encontram envolvidos em um esforço contínuo para viver de acordo com o que sabem ser o padrão de Deus. Para eles, o cristianismo é um modo de vida composto de vários regulamentos e regras. Eles sabem o que devem ser e o que não devem ser e, portanto, lutam para atingir esse nível de vida. A consciência deles desempenha um grande papel nesse esforço constante, e, por isso, sofrem muitos medos e falham em experimentar as alegrias prometidas. A vida para eles se tornou um trabalho árduo, repleto de muitas decepções e muitos fracassos. Eles podem, de tempos em tempos, ter uma sensação de realização e êxito, com muita alegria disso resultante, mas, vindo as emoções flutuantes da alma, as coisas parecem desmoronar e dar errado. É por isso que as pessoas acham a vida cristã pesada; elas desejam conhecer a verdadeira de verdade, a verdadeira libertação e a alegria do Senhor, enquanto experimentam os altos e baixos de uma luta constante. A vida cristã descrita no Novo Testamento parece tão diferente de sua experiência real que o Diabo nunca demora a atacar com sugestões de que uma vida de vitória constante é totalmente impossível, de modo que todas as esperanças delas são apenas sonhos irreais. Satanás quer que o povo de Deus perca a esperança de conhecer o poder de Deus. Mas há uma vida totalmente diferente, diferente porque se baseia na entrada em algo já consumado em Cristo – não em algo a ser alcançado, mas sim em algo que já foi realizado. Não é um padrão a ser cumprido, mas uma Pessoa com quem se deve viver. É impossível medir a vasta diferença entre esses dois tipos de vida. A primeira é de auto-esforço e derrota, enquanto a outra consiste em desfrutar da realidade de Cristo, o poder de Deus.

(T. Austin-Sparks)


O poder da ressurreição

  Quero conhecer a Cristo – sim, conhecer o poder da Sua ressurreição e participar dos Seus sofrimentos, tornando-me semelhante a Ele na Sua...