O Cordeiro Santo de Deus
*Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades.* (Is 53.5)
Isaías nos conduz ao chão do sofrimento redentor. O profeta contempla o Servo sofredor que não padece por Si mesmo, mas por nós. Suas feridas não são fruto do acaso, mas do amor obediente que assume o peso da nossa culpa.
Na cruz, o pecado foi tratado com seriedade absoluta, e a graça foi revelada em profundidade insondável.
Ali vemos o preço da nossa paz: o castigo que nos traz a reconciliação caiu sobre Ele.
O apóstolo Paulo, em Romanos 8.32, amplia esse horizonte e nos convida a olhar para o coração do Pai: *Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou…*. Se Deus foi até esse extremo, entregando o que tinha de mais precioso, como duvidar do Seu cuidado contínuo? A cruz se torna a maior evidência de que nada nos faltará do que é essencial para cumprir Seu propósito eterno. Quem entregou o Filho não nos abandonará no caminho.
Ao lermos Apocalipse 4 e 5, somos elevados da cruz ao trono. João vê o céu aberto e contempla a majestade de Deus, rodeado de adoração incessante. Mas é no capítulo 5 que a cena atinge seu ápice: o Cordeiro que foi morto está em pé, no centro do trono. As marcas do sofrimento não O desqualificaram; ao contrário, O tornaram digno. O céu inteiro proclama que Ele é digno de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor.
O Cordeiro ferido de Isaías é o Cordeiro exaltado de Apocalipse. Aquele que foi entregue pelo Pai é agora Aquele por meio de quem todas as coisas nos são dadas. A cruz e o trono não se opõem; se completam.
O sofrimento produziu redenção, e a redenção resultou em adoração eterna.
Diante disso, nosso coração é chamado à confiança e à reverência. Se o Cordeiro reina, podemos descansar.
Se Ele foi ferido por nós, podemos viver para Ele. E se o céu inteiro O adora, que a nossa vida, hoje, seja uma resposta humilde e grata a tão grande salvação.
*Digno é o Cordeiro que foi morto.*
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