Um sacrifício agradável a Deus
"Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus" (Salmo 51:17).
Dois dias atrás, com a graça do Senhor, consideramos juntamente com alguns queridos irmãos e irmãs uma breve porção intitulada: Um sacrifício agradável a Deus.
Permitam-me resumir aqui o encargo compartilhado.
Dividimos o verso supracitado em duas partes:
A) Uma afirmação - “Os sacrifícios a Deus são um espírito quebrantado.”
B) Uma demonstração dessa afirmação - “Porque um coração quebrantado e contrito Deus não desprezará.”
Oh, esse versículo é muito precioso e nos fala graciosamente ao nosso coração!
Vejamos dois importantes pontos presentes nessa afirmação:
1 - Que um espírito quebrantado equivale a um sacrifício aos olhos de Deus;
2 - Esse coração sobrepuja a todos os sacrifícios (cf. notas abaixo).
Assim, chegamos à seguinte conclusão a partir disso: um espírito devidamente quebrantado e verdadeiramente contrito é uma coisa excelente para Deus. Vai além de todos os deveres externos; porque responde a todos os sacrifícios que podemos oferecer para Deus; De fato, toma o lugar de todos eles!
Em tudo isso relaciona-se a misericórdia, a graça, o amor, a justiça divina…
E ressaltamos que todos os nossos sacrifícios de nada valem sem esse coração; esse coração é a chave de tudo.
Vejamos pelo menos três exemplos bíblicos.
1 - Enquanto Davi “cobria” seus pecados, eles estavam “descobertos” perante Deus. Nessa condição Davi não podia desfrutar de paz interior. Foi somente quando Davi confessou seu pecado ao Senhor - descobrindo-o - que ele pode encontrar misericórdia e graça suficiente para sua restauração, pois o Senhor o perdoou baseado no sacrifício eterno do Cordeiro (compare Salmos 32 e 51).
2 - Daqueles dois homens da parábola que subiram ao templo com o propósito de orar (cf. Lucas 18:9-14), apenas um demonstrou um coração favorável diante do Senhor: o publicano. O fariseu continuou sob condenação “porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” (v.14b)
3 - Paulo, depois de suas inúmeras tentativas sem êxito para vencer a sua natureza carnal sob o pecado, finalmente exclamou em desespero: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24). Foi só então, a partir dessa experiência que ele recebeu misericórdia e graça abundante da parte de Deus ‘em Cristo Jesus’ para sua restauração e desfrute da plena justificação (cf. Rm 7:25a; 8:1-2).
Ó, que valor tem um coração quebrantado e contrito diante de Deus!
Por Seu Espírito, e por Sua poderosa palavra que “é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (ver Sl 29:7-9 c/ Hb 4:12), o Senhor pode restaurar qualquer coração quebrantado e contrito daquele que se achegar a Ele em confissão e arrependimento - a esse Deus não o desprezará. Pois Jesus veio para buscar e salvar o perdido (Lc 19:10); Ele não veio para chamar ‘justos’, e sim ‘pecadores’, ao arrependimento (Lc 5:32); Ele recebe pecadores e come com eles (Lc 15:2b); Ele veio não apenas para dar vida, mas ‘vida em abundância’ (Jo 10:10b).
O Senhor pode dar tal coração a quem suplicar a Ele e nele crer. Davi orou: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro
e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Salmos 51:10)
Oração:
“Dá-me ó Deus um puro coração
Dá-me ó Deus um puro coração
Para que eu ande em justiça e santidade
Dá-me ó Deus um puro coração” (Antônio Abuchaim)
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