Fé que vai além do discurso

 Porque, como na multidão dos sonhos há vaidades, assim também nas muitas palavras; mas tu teme a Deus

(Eclesiastes 5.7)


Vivemos cercados por palavras. Muitas vozes, muitos discursos, muitas interpretações. A advertência do sábio é clara: *a abundância de palavras facilmente se torna vaidade*. 

O Senhor nos chama a algo mais profundo — ao temor de Deus, que _silencia o coração, ordena os pensamentos e nos livra da superficialidade espiritual._


O apóstolo Pedro nos lembra que a nossa fé não se sustenta em narrativas bem elaboradas ou em experiências fabricadas:

*Porque não vos fizemos saber o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas astuciosamente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade*

(2 Pedro 1.16)

A verdade do evangelho não é construída pela imaginação humana; ela é revelada por Deus. Cristo foi manifestado na história, visto em Sua glória, e Sua Palavra permanece firme. 

Onde há verdade revelada, não há espaço para vaidade espiritual.


Em Mateus 3.1–12, João Batista aparece no deserto como voz que clama, chamando o povo ao arrependimento. Sua mensagem é simples, direta e urgente: *Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos céus* (Mt 3.2). João confronta a religiosidade vazia e declara que Deus não se agrada apenas de palavras ou de heranças espirituais, mas de frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8).

O Senhor continua a nos chamar para uma fé que vai além do discurso. Ele deseja corações quebrantados, vidas transformadas e obediência sincera. 

Que sejamos guardados da vaidade das muitas palavras e conduzidos a um temor verdadeiro, firmados em Cristo e frutificando para a glória de Deus.


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