O reinado perpétuo do Senhor

 *O Senhor reinará eterna e perpetuamente* (Êxodo 15.18).


Essa declaração nasce do cântico de Moisés após a travessia do mar. O povo havia experimentado, de forma concreta, o poder soberano de Deus: Ele vence inimigos, abre caminhos onde não há saída e manifesta Seu domínio sobre a história.

O reinado do Senhor não é circunstancial nem limitado por tempos ou gerações — Ele reina para sempre.


Séculos depois, o anjo anuncia a Maria que Jesus *reinará eternamente na casa de Jacó, e o Seu reino não terá fim* (Lucas 1.33). 

O que em Êxodo é proclamado como verdade eterna, nos Evangelhos começa a ser revelado em carne e história. 

O Deus que reina eternamente agora se aproxima em Seu Filho, inaugurando um Reino que não se sustenta pela força humana, mas pela obediência, pela justiça e pela graça.


Os textos da leitura bíblica nos conduzem ao início do ministério público de Jesus, no ano 26 d.C., quando Ele se apresenta para ser batizado. Ali, o Rei eterno se coloca na fila dos pecadores. Aquele que não tinha pecado se submete ao batismo de arrependimento, não por necessidade própria, mas *para cumprir toda a justiça* (Mt 3.15). O Reino eterno se manifesta, paradoxalmente, pela humildade e pela obediência perfeita à vontade do Pai.

Esse episódio nos ensina que o governo de Deus não se impõe como os reinos deste mundo. 

O Rei eterno inicia Sua obra descendo às águas, identificando-se conosco e apontando o caminho da obediência. Seu reinado não tem fim, mas começa no coração daqueles que se rendem à Sua vontade.


Diante disso, somos chamados a reconhecer: *se o Senhor reina eternamente, então nossa vida não nos pertence.* 

Viver sob o Seu Reino é aprender, dia após dia, a nos submeter à justiça de Deus, confiando que o Rei que se humilhou por nós é o mesmo que governa todas as coisas com fidelidade e amor.


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