Perseverar no Senhor: um chamado diário de vigilância

 


*Nunca tal nos aconteça que nos rebelemos contra o Senhor, ou que hoje deixemos de seguir o Senhor (Js 22.29).*


Essa declaração nasce do temor santo de um povo que sabia que o maior perigo não vinha de fora, mas do coração que se afasta silenciosamente. Rebelar-se contra o Senhor nem sempre é um ato explícito; muitas vezes começa quando deixamos de segui-Lo hoje, adiando a obediência, relaxando a vigilância, permitindo que outras vozes ocupem o lugar da Palavra.


Paulo ecoa esse mesmo princípio ao exortar Timóteo: *Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” (1 Tm 4.16).* Antes de cuidarmos do que fazemos ou ensinamos, somos chamados a cuidar de quem somos diante de Deus. 

Vida e doutrina caminham juntas. 

Uma fé viva se expressa tanto na verdade que professamos quanto na forma como vivemos. Perseverar nessas coisas não é opcional; é o caminho que preserva nossa própria vida espiritual e edifica aqueles que nos ouvem.

A leitura de Lucas 2:8-20 nos apresenta os pastores — homens simples, atentos ao seu ofício — que foram surpreendidos pela glória de Deus. Eles ouviram a mensagem, creram, foram ao encontro de Cristo e, depois, voltaram glorificando e louvando a Deus. A experiência com o Senhor não os afastou da realidade, mas transformou o modo como viviam nela. Permaneceram fiéis, agora com o coração cheio de reverência, alegria e testemunho.


Esses textos nos chamam à mesma postura: vigilância diária, perseverança fiel e um coração que não se desvia do Senhor. 

Seguir a Cristo não é apenas um marco do passado, mas uma decisão renovada a cada dia. 


Que cuidemos de nós mesmos, da verdade que guardamos, e que, como os pastores, saiamos do encontro com Jesus dispostos a glorificar a Deus em tudo o que fazemos.

Que hoje — e sempre — não deixemos de seguir o Senhor.


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