Casado com Outro



“Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus.”

(Rm 7:4)

"levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.”

(2Co 4:10-11)


“O caminho de vida é o caminho de morte. Esta vida caída, este eu, é tão pecaminoso e tão forte que não há forma de libertação senão pela morte. Louvado seja Deus! O caminho de morte é o caminho de vida; esse caminho em que ousamos andar é o poder da ressurreição e da habitação de Cristo em nós.”¹

Assim, conclui-se que se esquivar do caminho da Cruz e desanimar no percurso, mesmo quando já começamos a trilhá-lo, é consequência da ignorância a respeito da bênção a que esse caminho nos conduz. O momento mais radiante na vida da noiva deve ser aquele em que ela perde seu próprio nome e dependência de si mesma no altar do casamento. Ao tomar o nome de seu marido em lugar do seu, ela perde sua vida na dele. Ela está casada com outro e, nessa união, há uma nova fonte de vida. Da mesma forma, o momento mais jubiloso de nossa vida deve ser aquele em que, pela obra da cruz, renunciamos ao direito sobre nós mesmos e nos consideramos mortos para o eu, para o pecado e para o mundo, mas gloriosamente vivos para Ele. Quão bem estes versos de John Gregory Mantle descrevem esta nova vida de união:


Oh, sagrada união com a Perfeita Mente 

Alegria sublime que só Tu podes dar;

Para o mundo morrem, vivendo em Ti somente 

Os que tão preciosa pérola logram encontrar;


Em Teus braços de amor, eu me reclino, 

Prendo-me a Ti e abandono os restos meus, 

Minh'alma, alegre (pois morrer já sabe), 

Vida nova achou, no infinito Deus.


Continua, aprende esta lição da cruz, 

Trilha o caminho por outros já trilhado 

Os quais, considerando tudo como nada

Na morte para o eu, a vida de Deus têm encontrado.²


( ¹ A. Murray; ² Anônimo)


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