O perigo das riquezas


Saber gerir apropriadamente o patrimônio terreno é uma habilidade rara para os habitantes deste planeta. De modo geral, as pessoas são escravas do dinheiro. Poucas são aquelas que conseguem governar com sabedoria a fortuna, grande ou pequena, que se encontra sob seu encargo. A maioria, quando tem alguma riqueza, ou a esbanja num consumismo descomedido, ou a acumula cada vez mais no seu pão-durismo. Nestes casos, o dinheiro é como a água do mar; quanto mais uma pessoa bebe, mais sede sente.

Além de ser injusta a origem da riqueza, como ensina Jesus, segundo Paulo, o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.

Ele não está dizendo que o dinheiro é a causa de todos os problemas, mas que o amor ao dinheiro é o radical maligno que desvirtua os relacionamentos humanos. Por trás dos desacertos pessoais e das encrencas sociais, a miúdo, topamos com os ardis desse amor

avarento. Samuel Chadwick disse: o amor ao dinheiro é para a igreja um mal maior do que a soma de todos os outros males do mundo.

A história eclesiástica tem sido maculada com as tintas violentas da cobiça. Vemos com frequência o governo das igrejas sofrendo com a influência desastrosa desse amor ao dinheiro. Por trás de muitos discursos devotos podemos perceber a dissimulação

dos desejos que ambicionam as recompensas monetárias. Porém, como dizia Roger L'Estrange, aquele que serve a Deus por dinheiro servirá ao diabo por salário melhor.

O dinheiro não é uma ferramenta passiva. Ele é uma coisa que ganha poder de um personagem e obtém domínio sobre as pessoas. No tronco do dinheiro existe um troco emocional que o eleva à condição de dominador. Se alguma pessoa serve a alguém por causa do dinheiro, o seu serviço acaba se tornando dependente deste déspota.

( G. F. Paranaguá)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PÉROLAS CRISTÃS

MEDITAÇÕES

DEVOCIONAIS