sexta-feira, 29 de maio de 2026

A suprema, abrangente e soberana vontade de Deus

 Qual é a suprema, abrangente e soberana vontade de Deus?

Creio que isso é evidente: a vontade de Deus não é outra coisa senão Seu amado Filho. 

É verdade que estamos falando de Sua vontade em relação à humanidade, mas mesmo assim, o que está na mente de Deus é Seu amado Filho.

Deus vê um Homem, um Homem perfeito, um Homem segundo Seu próprio coração, e Deus está edificando este Homem em muitos homens.

Deus revela este Homem, Seu amado Filho, o Senhor Jesus, para a humanidade, de modo que, por meio do Espírito Santo, Ele possa edificar este Homem em muitos homens, até que eles sejam conformados ao Filho.

Deus está buscando o homem, o homem segundo o padrão do Homem perfeito. E este Homem perfeito torna-se corporativo, universal, para compreender muitos e muitos homens com Ele (o Novo Homem).

Esta é a vontade de Deus.


[Stephen Kaung. Havendo Deus Falado No Antigo Testamento - Volume 1: Gênesis a Deuteronômio, p. 28 e 29. Belo Horizonte-MG: Edições Tesouro Aberto.]


Fé, Fato e Experiência

 “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho” (Hb 11:1,2).

Na presente era da graça tudo é obtido “por meio da graça”, o que equivale a dizer que todas as coisas são feitas por Deus a favor do homem. Isso porque “ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida” (Rm 4:4). Dessa maneira, podemos considerar que os tratos de Deus com o homem por meio da graça são um “fato”.

Isso também significa que Deus já fez tudo aquilo que poderia fazer pelo mundo. Uma vez que uma coisa já foi feita, passa então a ser considerada como um “fato”. Nesse caso, o homem não precisa fazer mais nada para sua realização, uma vez que essa obra de Deus já está completa e aperfeiçoada, é um fato. Entretanto, a graça de Deus é uma graça justa, por isso, mesmo já sendo um fato já consumado, demanda pela cooperação do homem.

Mas qual seria a natureza dessa cooperação?

A essência dessa cooperação não se baseia na necessidade de acrescentar algo mais à essa “obra consumada”, mas na consideração de que aquilo que Deus fez é verdadeiro. Isso é chamado de “fé”. Fé é confessar que tudo o que Deus disse e fez é verdade. Fé é aceitar esse fato, considerando-o como algo concreto. Aliás, fé é como um “saque”. Uso esse termo no mesmo sentido usado em uma conta bancária. Alguém tem dinheiro em sua conta e nos faz um pagamento em cheque. Esse é o fato.

Se agora mesmo formos até o banco sacar o dinheiro, isso demonstra que admitimos que o valor inscrito naquele cheque está depositado ali. Em essência, esse saque é realizado pela fé, e uma vez que sacamos do dinheiro, já podemos nos utilizar dele.

Assim poderemos dizer que o dinheiro no banco é o “fato”, o saque é a “fé”, e o gasto do dinheiro é a “experiência” ou “favor”.

Pela graça de Deus já temos os fatos consumados por Ele a favor do homem. Mas o homem ainda necessita da experiência desse fato, e precisa entrar no gozo desse favor. Para desfrutar da graça de Deus de forma experimental, precisamos exercitar a fé para sacar os fatos consumados de Deus. O fato é o que Deus já realizou, e a fé é o que o homem precisa obter. O fato pertence a Deus, enquanto a experiência ou favor cabem ao homem. Fé traduz o fato de Deus para a experiência do homem. Assim, podemos dizer que o que a Bíblia descortina para nós é simplesmente “fato – fé – experiência”.

Fé, Fato e Experiência é uma tradução do capítulo 2 do livro “Back to the Cross”, de Watchman Nee, publicado pela Christian Fellowship Publishers

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Eu em Cristo, Cristo em mim

 “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade. Também, nele, estais aperfeiçoados” (Colossenses 2:8-10).


Eu em Cristo, Cristo em mim


Não somente estou em Cristo: Cristo também está em mim. E assim como, fisicamente, um homem não pode viver e trabalhar debaixo d’água, mas somente no ar, assim, espiritualmente, Cristo habita e Se manifesta no Espírito, não na “carne”. Portanto, seu eu viver “segundo a carne”, verifico que minha participação em Cristo fica como que em suspenso em meu ser.


Embora eu realmente esteja em Cristo, se viver na carne, pelas minhas próprias forças e sob minha própria direção – então na prática e na experiência, verifico, consternado, que é alguma coisa de Adão que se manifesta em mim.


Se eu quiser conhecer na experiência tudo quanto possuo em Cristo, então terei que aprender a viver no Espírito.


Viver no Espírito significa que eu confio no Espírito Santo para fazer em mim o que eu não posso fazer por mim mesmo. Esta vida é completamente diferente da vida que eu viveria naturalmente por mim mesmo. Cada vez que me deparo com uma nova exigência do Senhor, olho para Ele, a fim de que Ele faça em mim aquilo que de mim requer.


Não se trata de tentar, mas de confiar; não consiste em lutar, mas em descansar nEle. Se tiver temperamento impulsivo, pensamentos impuros, a língua desregrada, um espírito crítico, não me proporei a modificar-me mediante certo esforço meu, mas, considerando-me morto, em Cristo, para estas coisas, contarei com o Espírito de Deus para que Ele produza em mim a pureza ou a humildade, ou a mansidão necessárias. É isso que significa: “Aquietai-vos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará” (Êx 14:13).


Quando o Espírito Santo toma conta, não há necessidade de esforços de nossa parte. Não se trata de nos dominar através da nossa força de vontade para obter, a duras penas, a vitória gloriosa. Não, onde se manifesta a verdadeira vitória, não há esforço carnal, pois é o próprio Senhor Quem nos conduz maravilhosamente. 

(A VIDA CRISTÃ - Watchman Nee).


quarta-feira, 27 de maio de 2026

A questão do ego

 “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33).


Existe algo no universo que é diametralmente oposto à Deus, e isso é o ego. A atividade do ego é a fonte de toda a natureza e procedimentos malignos do homem. Por outro lado, a perda do ego na alma eleva sua pureza! De fato, a pureza da alma é elevada na exata proporção da perda do ego.


Enquanto empregarmos nossa natureza em algum caminho, as nossas faltas permanecerão. Mas depois que abandonamos o ego e seus interesses, não haverão mais erros, e tudo será pureza e inocência.


Foi com o advento da entrada do ego na alma quando ocorreu a queda, que foi estabelecida uma diferença entre a alma humana e Deus.


Como podem duas coisas tão diferentes serem unidas? Como pode a pureza de Deus e a impureza do homem serem trazidas à unidade? Como pode a simplicidade (ou singularidade) de Deus e a multiplicidade (ou inconstância) do homem se amalgamarem?


Certamente isso demanda por muito mais do que nossos próprios esforços. 


O que, então, é necessário para obter essa tão desejada união? Um movimento a partir do Próprio Deus Todo-Poderoso. Só isso pode levar a termo essa união.


Para que duas coisas se tornem uma, precisam ter naturezas similares. Por exemplo, a impureza da terra não pode ser unida à pureza do ouro. O fogo é introduzido para destruir a escória e tornar o ouro puro. É por isso que Deus envia o fogo à terra (e ele é chamado de Sua Sabedoria) para destruir tudo que é impuro em nós. Nada pode resistir ao poder daquele fogo. Ele consume tudo. Sua Sabedoria queima todas as impurezas no homem com um propósito: torná-lo preparado para a união divina.                   


Jeanne Guyon


terça-feira, 26 de maio de 2026

Um caminho no mar

 

“Pelo mar foi o teu caminho; as tuas veredas, pelas grandes águas; e não se descobrem os teus vestígios. O teu povo, tu o conduziste, como rebanho, pelas mãos de Moisés e de Arão” (Salmo 77:19,20).


Quando o salmista se refere que ‘Pelo mar foi teu caminho’ e ‘as tuas veredas, pelas grandes águas’, do que será que ele estava falando? Indubitavelmente sobre como o Mar Vermelho os confrontou. Que terror, que pavor os acometeu naquela noite!... Vemos o propósito Divino trabalhando naquela tempestade: por trás do medo, do terror, tudo o que parecia tão horrível naquela noite...: “Pelo mar foi teu caminho”.


Isso é uma coisa que mais cedo ou mais tarde teremos de compreender. Que aquilo que é furioso, terrível, temeroso, ameaçador, e que parece significar nossa ruína, na verdade, está sendo governado pelo propósito Divino para produzir algo de grande valor para Ele. 


...Deus escolheu o caminho, o método, os meios que Ele sabia que mais efetivamente alcançariam o Seu fim... Os caminhos que o Senhor toma nos parecem tão estranhos. O que Ele está fazendo? Por quê? Todas essas perguntas surgem... Ele controla o fim, o caminho, os motivos...Deus não está apenas nos conduzindo entre as dificuldades de maneira fria e imparcial. Ele é um Pastor.


O salmista diz uma coisa interessante aqui. “Pelo mar foi o teu caminho; as tuas veredas, pelas grandes águas; e não se descobrem os teus vestígios”. O que ele quer dizer com essas palavras? Volte novamente para o outro lado do Mar Vermelho, depois que toda a situação passar. O vento se aquietou e a tempestade parou. Olhe e procure onde estão as “pegadas” do Senhor e não conseguirá encontrá-las. Não poderemos dizer: “Ele fez isso e aquilo”. Não poderemos descobrir como Ele fez as coisas. O fato é que Ele fez, e isso é tudo. 


Ele traz a grande tempestade para servir ao Seu fim, pela Sua sabedoria, no Seu amor, porque Ele é o Pastor do Seu rebanho – porque o Seu coração está ligado a eles. Ele se importa conosco.


-- T. Austin-Sparks (Os Maravilhosos Caminhos de Deus).

"Como os caminhos de Deus estão além da compreensão humana, muito do que Ele faz parece contraintuitivo para nós, mas sempre está certo. Seus grandes desígnios são revelados em pequenas coisas, e nobres mistérios estão ocultos nos menores de Seus atos. Raramente entendemos o processo, mas Deus nunca deixa de trazer os resultados necessários para a Sua glória e para o nosso bem".

-- Stephen Charnock (1628-1680) - Divine Providence


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Uma carta de encorajamento

 “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13,14).

O Senhor sabe o que é melhor e mais necessário para nós. Tudo o que Ele faz é para o nosso bem. Se nós soubéssemos, realmente, o quanto Ele nos ama, estaríamos sempre dispostos a receber alguma coisa dEle. Receberíamos o amargo e o doce, sem distinção.

Tudo e todas as coisas seriam bem recebidas, porque vieram dEle. 

As piores aflições e sofrimentos parecem intoleráveis somente porque nós os vemos de maneira errada. Se nos conscientizarmos que tais coisas são enviadas pelas mão de Deus, quando sabemos que é o nosso Pai amado que nos humilha e nos angustia, então os nossos sofrimentos perderiam a sua amargura. Nossas manhãs seriam mais alegres.

Vamos nos empenhar em conhecer a Deus, mesmo que você ache que atualmente O conhece, quanto mais você aprofundar esse conhecimento, mais desejará conhece-Lo. Sendo o conhecimento uma medida de amor, quanto mais profundamente e intimamente você estiver com Ele, maior será o seu amor. E, se nosso amor pelo Senhor for muito grande, nós O amaremos nas tristezas e nas alegrias.

Estou certo de que você sabe que o amor da maioria das pessoas pelo Senhor pára num estágio muito superficial. Muitos só O amam pelas coisas tangíveis que Ele dá ou por causa dos favores que Ele concede. Você não deve ficar parada nesse estágio, não importa o quão ricas tenham sido as graças que Ele lhe tenha dado. As graças externas jamais poderão levá-la para bem perto de Deus, como um simples ato de fé.

Por isso, procure-O através da fé.

Oh, querida amiga, o Senhor não está fora de você, espalhando favores. O Senhor está dentro de você. Procure por Ele lá dentro… e em nenhum outro lugar.

Deixe que o Senhor seja o único amor de sua vida. Se nós só amarmos a Ele, será que não estaremos sendo rudes se nos ocuparmos com coisas insignificantes, que não agradam a Ele e que até O ofendem? Seja sábia e tema tais insignificâncias. Um dia elas poderão ser mortais. 

Querida amiga, será que você quer começar agora, hoje, a ser seriamente devotada a Deus? Tire tudo mais do seu coração. Ele quer possuí-lo sozinho. Implore a Ele esse favor. 

Faça o que puder e logo verá as mudanças que ocorrerão em você, enquanto estiver buscando o Senhor. 

Não me canso de agradecer a Ele pelo alívio que tem lhe dado.

Espero, por Sua misericórdia, pelo privilégio de ver Sua face em poucos dias.

Oremos um pelo outro.

O irmão Lawrence já estava confinado em sua cama dois dias antes de escrever esta última carta, e morreu na mesma semana. Certamente ele reconheceu o seu Senhor muito rapidamente, uma vez que, embora limitado pelo seu corpo terreno, seus olhos raramente olharam para qualquer outra coisa que não fosse o Senhor.

domingo, 24 de maio de 2026

Cristo é a Nossa Justiça

 


Vamos olhar por um instante para a carta aos Romanos neste mesmo sentido. Lembramos das palavras que estão no capítulo 8, versos 19 e 29. Esta carta aos romanos coloca o fundamento para toda a obra do Senhor em Seu próprio povo, e em relação a este fim que Ele tem em vista, e que está governando tudo o que Ele tem pra dizer a eles, e para fazer com eles. Esta carta providencia o fundamento sobre o qual o Senhor pode seguir adiante com Sua obra, no aperfeiçoamento dos Seus santos. Perguntamos: Qual é este fundamento? Sabemos qual é o tema da carta aos Romanos, o objetivo para o qual o apóstolo a escreveu. Sabemos que a sua extraordinária verdade é aquela da justiça pela fé, ou, como é algumas vezes chamada, justificação pela fé. Qual, então, é o assunto de tal fé? Nesta carta a fé é colocada como aquilo através do qual somos trazidos para o terreno que o Senhor está na ressurreição. Ele ‘ressuscitou para a nossa justificação’. Cristo na ressurreição providencia a base da nossa justificação e justiça. Na morte Ele tratou de toda a injustiça, e conseqüentemente de tudo aquilo que estava alienado e separado de Deus, que significava condenação, julgamento e morte. Tendo tratado com tudo isto na morte, na ressurreição o terreno está limpo de tudo aquilo. Foi tratado o pecado e de todas as suas conseqüências, até o fim, e na ressurreição, o caminho de Deus é aberto, e há justiça onde havia injustiça, comunhão onde havia alienação, companheirismo onde havia distância. Cristo na ressurreição é a base da nossa justiça, e a fé no Senhor Jesus é aqui mostrada para ser aquilo pelo qual somos trazidos para o terreno que Cristo está: a ressurreição, e, assim, a relação com Deus é estabelecida no Cristo Ressurreto, e é estabelecida inabalavelmente. Este é o glorioso assunto deste capítulo, como você observa.

Queremos obter a força total das palavras no final do capítulo 8. Os versos 35 a 39 devem ser considerados em conjunto com os versos 31 a 34. Agora, você vê que esta base inabalável, esta união inseparável, esta vida indestrutível é por causa do que o Senhor Jesus realizou em Sua morte e ressurreição, e daquilo que Ele é à mão direita de Deus. Penso que pode haver tempos quando ficamos hesitantes em citar essas palavras ao final de Romanos 8. Tivemos um pouco de tremor interior quando ensaiamos dizer essas palavras e seguintes> ‘...nem a morte, nem a vida...’ imaginando se estávamos sendo um pouco impertinentes, um pouco ousados; ou ao mesmo tempo não poderíamos ser colocados à prova e descobrir que, afinal de contas, que o nosso uso das palavras não era diferente da afirmação confiante de Pedro - ‘Seguir-te-ei até a morte’ - teríamos dificuldade na declaração. Confesso que isto foi verdadeiro quanto a mim, porém hoje estou alegre em dizer que não há necessidade de hesitação. Há um fundamento que foi colocado e fixado, inabalável na morte e ressurreição do Senhor Jesus. Este fundamento é a expressão do amor de Deus em Cristo Jesus para mim; não o meu amor por Ele, não alguma coisa que eu tenha feito ou possa fazer, não é algo que está em mim, ou que eu possa produzir, mas é tudo aquilo que Ele é, que Ele fez, que Ele tem dado, e que Ele tem estabelecido em Sua própria Pessoa à destra de Deus.

Isto é amor Divino, e isto foi feito para ser colocado sobre você e sobre mim ‘a quem Ele conheceu de antemão...’. Ele fez tudo isso em relação a nós, a coisa está terminada, e não há qualquer poder no universo de Deus que possa alterar isto, que possa mudá-lo, que possa abalá-lo. É algo que Deus fez. É uma manifestação do Seu próprio amor em Cristo, o qual nada na criação pode tocar, e isto está ligado com a eleição de Deus. Por isso: ‘Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?’ Este capítulo alcança o ponto onde temos colocado fé em Deus neste terreno. Esta fé nos traz para o terreno do Cristo Ressuscitado, e isto significa que não há um ser que possa nos acusar. Que posição! Você pode encontrar muitas faltas em mim. Eu posso encontrar algumas faltas em você. Podemos ver muitas coisas que ainda são nossas imperfeições, porém, você não pode me condenar e me separar do fundamento de minha justificação. Você pode encontrar todas as faltas que possam ser encontradas, e pode continuar a fazer isto para o resto de sua vida, porém, você não pode abalar o fundamento da minha justificação diante de Deus, você não pode tocar aquela posição de minha experiência com Ele. O sangue de Jesus Cristo estabeleceu e ratificou isto para sempre. Se você puder remover Jesus Cristo de Seu lugar à destra de Deus, então você pode destruir o fundamento da minha salvação, da minha justificação, mas você não pode fazer isto. Está fixado no Céu, Nele.

Estar Firmemente Arraigado No Fundamento É Essencial Ao Pleno Crescimento

O Senhor coloca isto como nosso fundamento. É uma garantia que é nossa através da fé pela graça de Deus. Esta é a mensagem da carta aos Romanos. A graça de Deus para nós em Jesus Cristo provê tal fundamento que ninguém pode nos acusar, ninguém pode nos condenar. Não há qualquer poder neste universo que possa causar distúrbio naquilo que Deus fez para nós em Cristo. A Palavra nos diz para assumirmos o nosso lugar em fé em relação a isto. Não diga: ‘Oh, as provas, as dificuldades, as adversidades, os sofrimentos; a vida, a morte, os principados, e todas essas coisas! Elas realmente fazem tal diferença para nós. Elas vêm sobre nós. Elas nos afetam, e nos perturbam, e chegamos a sentir que não amamos tanto ao Senhor como O amávamos antes, que não estamos mais em comunhão com o Senhor como uma vez já estivemos, e sentimos que as coisas mudaram. Mas isso não é verdade. Você e eu devemos chegar confiantemente ao lugar onde reconhecemos que Deus não muda, é sem variação, e que na obra de sua Cruz a nossa salvação não irá se mover um milímetro; ela está tão firme quanto o Seu trono.

A nossa salvação descansa neste fundamento, e a fé deve se agarrar a isto. Então, somos capazes de dizer: ‘Se Deus é por nós...’ e Ele é por nós desta forma. Oh, a maravilha daquela palavra, ‘...Deus...por nós!’ Ele entregou o Seu Filho por nós, e com Ele nos deu todas as coisas. Através da Sua Cruz Ele nos justificou de todos os nossos pecados, nossas iniqüidades, e em Seu Filho Ele nos vê sem pecado, perfeitos! Ele diz: Agora, se tão somente você deixar a sua fé descansar nisto, e não se mover da sua fé para o seu próprio fundamento do que você é em si mesmo, mas permanecer firme, o poder de Satanás é destruído em sua vida, e não há nada neste universo que possa impedir você de alcançar o Meu objetivo. Nada que se levante, seja a vida, ou seja, a morte, ou as coisas presentes, ou as coisas futuras, ou a altura, ou a profundidade, ou sejam os principados, ou qualquer outra criatura - nada neste universo pode impedir você de alcançar o Meu objetivo, se você mantiver os seus pés neste fundamento pela fé. Isto é um fundamento para Deus, e Ele jamais poderá nos levar para algum lugar até que tenhamos chegado à esta posição.

Você sabe quão verdade isto é, que, se houver alguma questão, alguma incerteza, alguma variação em qualquer um de nós em algum momento, nós estagnamos, e Deus para, o Espírito de Deus não pode seguir em frente. Enquanto cremos em Deus Ele prossegue, não importa com o que Ele precise lidar. Isto equivale a dizer o seguinte: Nós iremos crer em Deus ou não? Se não, então podemos abandonar tudo, pois tudo depende disso, se vamos crer em Deus. Agora aí está o fundamento para a fé. O crescimento pleno repousa sobre este fundamento. Você não faz nenhum progresso em direção ao propósito de Deus até que o fundamento seja colocado. É importante permanecermos sobre o firme fundamento de Deus. Vamos buscar alcançar esta posição. É uma palavra para crentes, e mais do que nunca uma palavra para hoje, que possamos chegar ao lugar onde reconheçamos que Deus é totalmente isento de variação. Naturalmente, há algumas pessoas que não variam muito, mas há outras que conhecem todas as variações de sua vida natural; as variações dos sentimentos, as variações dos pensamentos, as variações que chegam através das circunstâncias ao redor deles.

Encontramos a nós mesmos grandemente influenciados pela maneira como somos fisicamente, ou pelas circunstâncias, ou por qualquer outro motivo; em variação de humor, em diferentes estados, pela forma como pensamos espiritualmente. Variamos, algumas vezes de dia para dia, senão de hora para hora. Deus não é assim. A obra de Deus não é assim. O que Deus realizou em Seu Filho por meio da Cruz e da ressurreição não é objeto de influências de mudança; ela permanece, ela está firme. Deus tomou esta atitude. Ele não varia. Se tão somente voltássemos e reconhecêssemos que Deus é um Deus de graça infinita, que a graça foi demonstrada até ao extremo, e ela é imutável! Se a deixarmos, isto não faz nenhuma diferença para ela. Ela é a mesma. Nós voltamos e encontramos Deus simplesmente lá onde O deixamos. Ele não se moveu nem um pouquinho. Isto não é dito para justificar a fraqueza, mas para nos trazer a certa posição estabelecida em relação à graça de Deus. Tudo é por meio de Sua graça, por causa de Sua graça, o amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor. Se nos mantivermos aí, Deus pode prosseguir com a Sua obra. Pleno crescimento? Sim, quando você fundamentalmente crê em Deus, quando você confia em Deus, e quando a sua confiança está no fundamento daquela perfeita justificação que Ele tem dado, todos os obstáculos no caminho de Seu pleno propósito são removidos. A carta aos romanos fala disso. O fundamento é colocado em fé para todo propósito de Deus, e, após isto, você se move em direção ao edifício. As outras cartas têm a ver com os fatores do crescimento pleno quando o fundamento é colocado.

[ Extrato da mensagem: Maturidade Espiritual por T. A. SPARKS ]


SENHOR E CRISTO

 


 ...Deus o fez Senhor e Cristo. 

Atos 2:36

Nenhum cristão esquece o que a Bíblia diz sobre a pessoa e a missão do Filho eterno, o Cristo de Deus. 

"(A) este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo" (Atos 2:36). Jesus significa Salvador; Senhor significa Soberano; Cristo significa Ungido. 

O apóstolo Pedro não proclamou Jesus apenas como Salvador. Ele anunciou Jesus como Senhor, Cristo e Salvador, nunca dividindo Sua pessoa e Sua missão. 

Lembre-se, também, da declaração de Paulo: "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor... serás salvo" (Romanos 10:9).

Paulo, na passagem em que fala aos cristãos romanos sobre como ser salvo, chama Jesus de "Senhor'" três vezes. Ele diz que a fé no Senhor Jesus, mais a confissão dessa fé ao mundo, nos traz salvação! 

 Soberano Senhor, tu és aquele a quem escolho servir. Ajuda-me a meditar nessa verdade enquanto realizo minhas tarefas relativas ao mundo hoje. 

(Devocional Diário - A. W. Tozer)

sábado, 23 de maio de 2026

COMO ORAR QUANDO ESTIVER DOENTE

 


 "Está alguém entre vós doente? " 

Tiago 5:14

A Bíblia diz: "Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor;

E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. (Tiago 5:14-15)

Então, não vamos duvidar; quando estivermos doentes, nos é dito para chamarmos os presbíteros da igreja para nos ungir com azeite e orar por nós, crendo que seremos curados. Em tempos de doenças,  também nos é dito para orarmos uns pelos outros. Jesus disse: "E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome...porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados" (Marcos 16:17-18). Se hoje você está doente, ore: "Senhor, apesar do relatório médico ser negativo, concernente à minha saúde, Tu tens a última palavra na minha vida. Tua palavra diz:

"Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.  (Salmo 139:16)

Ajuda-me a mudar qualquer estilo de vida, que vá fazer diferença para minha qualidade de vida. Levante-me como testemunho do Teu poder curador. Tu és o Deus que continua fazendo milagres, ontem, hoje e para sempre. "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente" (Hebreus 23:8). Eu tomo autoridade sobre cada parte do meu corpo que não esteja funcionando normal, e ordeno cada uma delas a serem curadas, no nome de Jesus. Eu declaro que eu "Não morrerei, mas viverei, e contarei as obras do Senhor" (Salmos 118:17). Por fé eu me firmo na palavra do Senhor e declaro, "Pelas  Suas pisaduras eu sou curado" (veja Isaías 53:5).

(Tradução livre: Word for Today - Bob & Debby Gass)

DERRAME-SE

 

 ...quanto vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade... João 26:13


A ciência declara que a natureza abomina o vazio. Deveria nos alegrar então, saber que esse mesmo princípio é verdadeiro no reino de Deus - quando você se esvazia, o Deus Todo-Poderoso rapidamente adentra! 

O Deus Criador que preenche o Universo e transborda em imensidão, jamais pode ser concedido por essa pequena coisa que chamamos de cérebro, mente, intelecto. Jamais podemos nos levantar para encarar Deus por aquilo que somos e o que sabemos! Apenas por amor e fé nos tornamos capazes de conhecê-lo e adorá-lo! 

Que momento feliz quando somos atraídos para fora de nós mesmos, e nesse vazio entra rapidamente a bendita Presença! 

Quão maravilho é, em nossa humanidade, perceber a realidade do convite do Espírito Santo: "Derrame-se! Entregue-se para mim! Esvazie-se! Traga seus vasos terrenos vazios! Venha em mansidão como uma criança!" 

Esvaziem-se de si mesmos pelo Espírito Santo de Deus - pois quem, além do Espírito Santo, conhece as realidades de Deus? 

Somos libertos de nós mesmos quando finalmente buscamos a Deus, tendo-o como alvo exclusivo! 

Sim, Senhor, liberta-me de mim mesmo hoje! Ajuda-me a viver para ti e para os outros. 

(Devocional Diário - A. W. Tozer)

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Andou Enoque com Deus

 ... A vida de Enoque deve ter sido uma vida feliz. Quem poderia ser infeliz em tal companhia?! Com o próprio Deus ao nosso lado, o caminho nunca será triste. “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo” (Sl. 23:4a). Deixe Deus ser sua companhia e sua estrada será um caminho agradável e uma via de paz. Não andou Enoque com Deus? Então, sua peregrinação deve ter sido segura. Que guarda extraordinário é o nosso Deus! Ele é sol e escudo! Ele dá graça e glória. Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo à sombra do Onipotente descansará. Nada pode prejudicar o homem que anda com o Senhor Deus à sua direita.

         E ainda, que honra é andar com o Eterno! Muita gente daria milhões para andar com um rei. Algumas pessoas são tão fascinadas por autoridades superiores que, se um rei lhes der um sorriso, ficam totalmente inebriadas de prazer! Qual será, então, a honra de andar com o Rei dos reis? Que título de nobreza será concedido a quem andar com o bendito e único Soberano por toda vida? Quem é aquele assim favorecido para ser companheiro do Rei, e andar a sós com Ele e se tornar Seu amigo íntimo? O Senhor governa os céus e a terra, e o inferno. Ele é Senhor de todos que andarem com Ele!

         Só por essa honra, cristãos, devemos ansiar por andar com Deus! Enoque encontrou segurança, felicidade, santidade, honradez e nem sei mais quantas coisas excelentes! Mas, com certeza, sua vida foi brilhante — onde encontraremos outra igual? 

(C H Spurgeon)


DEUS NO CENTRO

 


 *E edificou ali um altar e ao lugar chamou El-Betel; porque ali Deus  se lhe revelou...* 

Gênesis 35:7


Após o primeiro encontro memorável de Jacó com Deus, no deserto, ele chamou o lugar de Betel, que significa "a casa de Deus". Muitos anos depois, após ter sofrido, pecado, se arrependido e descoberto a indignidade de tudo que é terreno, ele renomeou aquele lugar de El-Betel, literalmente, "o Deus da casa de Deus".


Logo, Jacó havia mudado sua ênfase do lugar sagrado para o Deus que ele havia encontrado ali. O próprio Deus agora estava no centro de seu interesse.


Precisamos considerar que muitos cristãos nunca vão além de Betel. Deus está em seus pensamentos, mas não lhe foi concedido o primeiro lugar. A fidelidade à igreja local é algo bom, mas quando a igreja se torna tão grande e importante ao ponto de ocultar Deus de nossos olhos, pode se tornar algo bom sendo erroneamente usado. 


Deus sempre deve ser o primeiro - e jamais devemos nos esquecer de que a igreja nunca foi planejada para substituir Deus! Qual é nosso interesse fundamental - É Betel ou El-Betel? É minha igreja ou meu Senhor? É meu credo ou meu Cristo? 


Deus Pai, quero que tenhas o primeiro lugar em minha vida e na vida das pessoas em minha igreja local. Ajuda-nos a centrar em ti de modo que possamos usufruir de Tua presença onde quer que estejamos: na igreja, em casa, no escritório ou mesmo quando em férias.


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


O alto preço pago por nós

 *Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.* 

1Pedro 1:18-19


Um famoso pintor Polonês vendeu um de seus quadros por dois milhões de libras esterlinas. Um comentarista do evento perguntou: O que o comprador viu nesta pintura? Por que pagou tão alto valor? Uma tela, uma moldura, um punhado de tintas em diferentes cores, algumas horas de trabalho, certamente teria um estimado valor de poucas centenas de libras. O que o comprador viu nesta obra de arte para pagar um valor tão alto?

Ele viu o que muitos não viram: viu uma expressão única de arte capturada em uma fração de tempo que jamais se repetiria na história.


Eu me pergunto o que o Deus todo poderoso, o criador do universo, viu na caída raça humana. O que Ele viu na grotesca, pecaminosa, repugnante tela que tinha como moldura densas travas?


Ele viu a raça humana através de Seu Filho. No telescópio de Deus, Ele deu uma olhada na raça caída através da perfeita lente: Seu Amado Filho. O que Ele viu o agradou sobremaneira! Então Ele decidiu pagar o mais alto preço já pago por uma obra de arte em todos os tempos. Ele deu Seu unigênito Filho em resgate da raça caída. Ele fez isso pensando em cada vida individualmente. Ele fez isso por mim e por você. Ele fez isso por seu vizinho, seu colega de trabalho, pelo mendigo, pelo drogado, por cada um, sem exceção.


Que valor alto Ele pagou por mim! Isto me constrange!


Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.

João 15:13


Pai, meu coração está cheio de temor, gratidão e amor em resposta ao alto preço que foi pago para eu pertencer a ti. Quero honrar-te com a minha vida, te servindo com temor e tremor.


O 'noivado' do crente com Cristo

 

“Eu te desposarei para sempre; sim, eu te desposarei em justiça, em juízo, em amor e em misericórdia. Eu te desposarei em fidelidade, e conhecerás o Senhor.” (Oséias 2:19-20)


Noivado com o Senhor! Que honra e alegria! Minha alma, Jesus é de fato teu por Seu próprio e condescendente noivado? Então, saiba, é para sempre. Ele jamais romperá Seu noivado, muito menos pedirá o divórcio de uma alma unida a Ele em laços matrimoniais.


Três vezes o Senhor diz: “Eu te desposarei”. Que palavras Ele reúne para formalizar o noivado! A justiça entra em cena para tornar a aliança legal; ninguém pode proibir essas proclamações legítimas. O juízo sanciona a aliança com seu decreto: ninguém pode ver tolice ou erro na união. A bondade amorosa garante que esta é uma união por amor, pois sem amor o noivado é escravidão, e não bênção. Enquanto isso, a misericórdia sorri e até canta; sim, ela se multiplica em “misericórdias”, por causa da abundante graça desta santa união.


A fidelidade é o registrador e celebra o casamento, e o Espírito Santo diz "Amém", prometendo ensinar ao coração dos noivos todo o conhecimento sagrado necessário para o seu elevado destino. Que promessa! 


(“O Talão de Cheques da Fé” por C. H. Spurgeon)


terça-feira, 19 de maio de 2026

Um Coração de Servo

 


Para leitura e meditação: Marcos 10:35-45


 *"Pois também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir." (v45)* 


Na passagem bíblica diante de nós hoje, Jesus está explicando que Sua principal razão para vir até nós, não foi para ser servido, mas para servir. O mundo do primeiro século, no qual Jesus se encontrava, estava cheio de pessoas buscando posições - Césares, Herodes e outros - os quais tinham como alvo, na vida, explorar suas posições para vantagens pessoais. Não era o mesmo com Jesus. O que mais o marcava era o fato de que se importava mais com os outros do que consigo mesmo. Ouça as palavras Dele noutra ocasião, quando novamente Ele declara a principal razão de Sua vinda ao mundo: "Eu, porém, estou entre vós como quem serve" (Lucas 22:27).


Durante os anos, eu escrevi muitas vezes sobre o maior objetivo de Deus no empenho de transformar as vidas de todos que pertencem a Ele: "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho" (Romanos 8:29). Tão logo nos encontramos na família de Deus, após nossa conversão, o Pai começa imprimir em nós as qualidades que caracterizam Seu Filho.


James Irwin, o astronauta, diz como ele se sentiu depois de ter retornado à terra, após sua caminhada lunar. "Eu sabia," disse ele, "que as pessoas iriam me considerar uma celebridade, mas eu não sou uma celebridade, eu sou simplesmente um servo. Eu estou agora no planeta terra para compartilhar o que eu tenho experimentado, a fim de que outros possam conhecer a glória de Deus." Naquele tempo histórico de sua vida, Deus revelou a James Irwin um princípio básico que faria bem a muitos de nós aprender: nós não somos celebridades, nós somos servos. 


Ó Deus meu Pai, imprima em mim as mesmas qualidades de serviço e doação que caracterizam Teu Filho. Ajuda-me a fazer disso o alvo da minha vida: tornar-me não uma celebridade, mas um servo. Por amor do Teu nome. Amém. 


(Tradução livre: Every Day With Jesus  - Selwyn Hughes)


AGORA É O SENHOR

 


 *... em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus... Santificação...* 

1 Coríntios 1:30


É possível apaixonar-se tanto pelas dádivas de Deus que acabemos falhando em adorar o Doador?


Dr. Albert B. Simpson, o fundador da Aliança Cristã e Missionária, convidado para pregar em uma conferência bíblica na Inglaterra, descobriu, ao chegar, que deveria falar em seguida a dois outros mestres em Bíblia. Todos receberam o mesmo tópico: "Santificação".


"No púlpito, o primeiro palestrante deixou clara sua posição de que a santificação significa erradicação - a antiga natureza carnal é removida. O segundo, um repressor, alertou:

"Sente-se sobre a tampa e mantenha a velha natureza lá embaixo!"


O Dr. Simpson, por sua vez, disse calmamente à plateia que ele só podia apresentar o próprio Jesus Cristo como resposta de Deus.


"Jesus Cristo é seu Santificador, seu tudo e em tudo! Deus quer que você tire seus olhos das dádivas. Quer que seu olhar esteja fixo no Doador, o próprio Cristo", disse.


Esta é uma palavra maravilhosa para aqueles que desejam adorar corretamente:

Antes era a benção;

Agora é o Senhor!


Pai, nesta manhã eu te louvo por Tua santa presença em minha vida. Glorifica-te por meio de mim hoje.


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


O QUE REALMENTE IMPORTA?

 


 _Pois que tem o homem de todo o seu trabalho... em que ele anda trabalhando debaixo do sol?_ 

 _Eclesiastes 2:22_ 


É simplesmente impossível, nos dias de hoje, fazer as pessoas prestarem atenção às coisas que realmente importam. O abrangente cinismo em nossa civilização moderna provavelmente perguntará: "O que realmente importa, afinal?" 


O que realmente importa é nosso relacionamento pessoal com Deus! 


Isso deve ser prioridade antes de qualquer outra, pois nenhum homem pode se dar ao luxo de viver ou morrer sob o sombrio desprezar de Deus. Entretanto, cite uma artimanha moderna que pode livrá-lo disto. Onde o homem pode encontrar segurança? A filosofia pode ajudá-lo? Ou a psicologia? Ou a ciência? Ou átomos, ou drogas miraculosas, ou vitaminas? 


Somente Cristo pode ajudá-lo e Sua ajuda é tão antiga quanto o pecado e a necessidade do homem. 


Certamente há outras realidades que também importam. Devemos confiar completamente em Cristo. Devemos carregar nossa cruz diariamente. Devemos amar a Deus e aos homens. Devemos cumprir nossa comissão como embaixadores de Cristo entre os homens. Devemos crescer em graça e no conhecimento de Deus, e chegar, finalmente, ao término de nossa jornada, como uma espiga de milho madura na época da colheita. 

Estas são as coisas que realmente importam! 


 _Senhor, o mundo me diz que o bem estar físico e as finanças são as medidas para o sucesso e a felicidade. Mas sei que meu relacionamento pessoal contigo é a única coisa, em minha vida, que realmente importa!_ 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


domingo, 17 de maio de 2026

Levantou-se grande temporal

 “Levantou-se grande temporal”. (Mc 4:37)


Algumas das tempestades da vida vêm de repente: uma grande dor, um desapontamento amargo, uma derrota esmagadora. Outras vêm devagar: aparecem nos recortes do horizonte, pequenas como a mão de um homem; mas a aflição que parecia tão insignificante se espalha até cobrir o céu, e nos confunde. Contudo, é na tempestade que Deus nos prepara para o Seu serviço.


Quando Deus quer um carvalho, Ele o planta num lugar onde as tormentas o fustigarão e onde as chuvas baterão contra ele, e é no meio da batalha contra os elementos que o carvalho ganha suas fibras rijas e se torna o rei da floresta.


Quando Deus quer aperfeiçoar um homem, Ele o coloca em alguma tempestade. A história dos grandes homens é sempre de rudezas e asperezas. Nenhum homem se faz, enquanto não tiver passado pelas ondas da tormenta e encontrado a resposta da sua oração: “Ó Deus, toma-me, quebranta-me, faze-me”. Certo francês pintou um quadro de grandeza incontestável: ali figuram oradores, filósofos, mártires, pessoas que se destacaram em alguma fase da vida.


O fato notável a respeito do quadro é o seguinte: cada homem que se destaca por sua habilidade, destacou-se primeiro por seu sofrimento. No primeiro plano está o homem a quem foi negada a entrada na terra prometida — Moisés. A seu lado está outro, tateando em seu caminho — o cego Homero.


Ali está Milton, cego e de coração partido. Depois vem a figura de um que se ergue entre os demais. E qual a Sua característica? Seu rosto está desfigurado, mais do que o de qualquer outro. O artista poderia ter escrito debaixo de sua obra-prima: “Frutos da Tormenta”. As belezas da natureza surgem após as chuvas. A beleza da montanha nasce na tempestade.


E os heróis da vida são os que foram açoitados pela tormenta e marcados pela batalha. Todos nos já estivemos na tempestade e em meio aos açoites dos ventos. Quais foram as consequências? Ficamos feridos, cansados e abatidos no vale? Ou nos erguemos aos picos de uma vida mais rica, mais profunda, mais estável? Nós nos tornamos mais ternos e compassivos para com os feridos da tormenta e marcados da batalha?


– Selecionado –


Só pode consolar 

Quem simpatiza. 

Só simpatiza 

Quem também sofreu. 

Por isso nos consola o 

Homem de dores, 

Pois nossas dores 

Padeceu. 

E na fornalha da aflição 

Deus nos prepara 

Pra levarmos também 

Consolação.


Mananciais no Deserto


sábado, 16 de maio de 2026

Morra eu com os filisteus

 “...Morra eu com os filisteus...(Juízes 16:30ª)


 “Morra eu com os filisteus”. Estas foram as últimas palavras de Sansão. É muito instrutivo considerarmos os relatos bíblicos sobre Sansão e o que o levou a tomar esta resolução estando naquela condição. Convido-vos à reflexão sobre alguns aspectos relacionados a Sansão e o que poderemos retirar como lições aplicativas a nós. Consideraremos então: a) A vocação e o ministério de Sansão b) A fraqueza de Sansão c) A morte de Sansão e sua vitória definitiva


1. A VOCAÇÃO E O MINISTÉRIO DE SANSÃO

Ninguém que já leu a Bíblia concernente a vida de Sansão, poderá negar que ele foi um instrumento escolhido por Deus e separado para o cumprimento do propósito divino em libertar o Seu povo Israel do jugo dos filisteus. Sansão foi separado por Deus para exercer o seu ministério como juiz e defensor do povo Israel contra os filisteus. Ele foi alvo deste chamamento divino para este propósito antes mesmo de nascer. “Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus”. (Jz 13:5) Como foi no caso de Sansão concernente ao seu chamamento, também o é em relação aos filhos de Deus. Eles foram separados por Deus antes mesmos de nascerem e chamados pela sua graça para o supremo propósito Dele. “Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim...”(Gl 1:15-16ª) Podemos ver algo muito precioso neste texto. a) A vocação cristã legítima é de procedência de Deus somente. Ele é quem separa e chama os seus para o Seu propósito eterno. Notem; não foi quando Paulo quis, mas quando “aprouve a Deus”. “Deus escolheu-nos para seu amor e agora nos ama por causa de sua escolha”, dizia John Trapp. b) O propósito desta separação e vocação é soberano: “revelar o Seu Filho”, não para mim, diz Paulo, mas em mim. O supremo propósito do Pai celestial é que “Seu Filho seja tudo e em todos”(cf..Colossenses 3:11). Outro texto das Escrituras que nos esclarece este ponto está registrado em Romanos 8:28-30. Ali lemos: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou”. Este é o supremo propósito de Deus. E o Senhor está levando à efeito este desígnio soberano. As obras de suas mãos Ele não renunciará. Um outro aspecto importante relacionado ao ministério de Sansão diz respeito ao fato de onde consistia a sua força. Havia um pacto estabelecido pelo Senhor. Enquanto este pacto era mantido, Sansão tinha êxito, subjugava seus adversários e mantinha a vitória para o seu povo. É sumamente importante esta observação: A suficiência de Sansão não provinha dele próprio, mas provinha de outra Fonte, a saber; do SENHOR. “Desceu, pois, Sansão com seu pai e com sua mãe a Timnate; e, chegando às vinhas de Timnate eis que um filho de leão, rugindo, lhe saiu ao encontro. Então o Espírito do SENHOR se apossou dele tão poderosamente que despedaçou o leão, como quem despedaça um cabrito, sem ter nada na sua mão; porém nem a seu pai nem a sua mãe deu a saber o que tinha feito”. (Jz 14:5-6) Tanto nesta passagem como em outros versos (ex: v.19 ; 15:14 ...) vemos que a força de Sansão provinha do Espírito do SENHOR. De igual modo, “ os crentes por si mesmos não possuem vida, poder e vigor espiritual. Tudo o que possuem em sua vida espiritual, procede de Cristo”, dizia J.C.Ryle . “ Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus”. (2 Co 3:5) Por isso, Agostinho de Hipona disse acertadamente: “Toda a nossa suficiência sem a suficiência de Deus é apenas deficiência”. Como podemos observar, o êxito de Sansão em seu ministério dependia tão somente da manutenção do pacto estabelecido pelo Senhor, sendo a observância daquele pacto sinal de sujeição e fé no Senhor. “Agora, pois, guarda-te de beber vinho, ou bebida forte, ou comer coisa imunda. Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus”. (Jz 13:4-5) Os crentes do mesmo modo, foram chamados a permanecerem no Senhor, de onde provém toda a graça para suas necessidades e êxito em seus empreendimentos. Jesus disse: “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. (Jo 15:4-5) Observem irmãos, as condições de alta produtividade sugeridas por uma relação vital e contínua com Cristo: “Permanecei em mim”. Notem também o verso 5; Ele não diz: “vós podeis fazer um pouco”, mas nada. Assim como Sansão deveria depender continuamente do SENHOR mantendo o pacto estabelecido por Ele, os cristãos devem em tudo depender do SENHOR Jesus Cristo, pois à parte Dele, nada podemos fazer. Por isso as obras dos cristãos estão sendo reveladas pelo fogo, portanto, se elas têm origem em Cristo permanecerão, se não , estas obras se queimarão. “ E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”. ( 1 Co 3:12-15) Sansão deveria manter o pacto em sujeição ao SENHOR até ao fim, porém veremos adiante a quebra deste pacto que resultou em separação do SENHOR, perdas, sofrimentos e humilhações a Sansão .


2. A FRAQUEZA DE SANSÃO

 “ E desceu Sansão a Timnate; e, vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus, Subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher. Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos. Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do SENHOR; pois buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel”. (Jz 14:1-4) É muito difícil envolver-se com algo sujo e sair-se sem as suas manchas. Alguém já disse que “O mundo é algo que suja e contamina. Dificilmente um homem pode andar aqui sem corromper suas vestes. Os homens do mundo são criaturas imundas, fuliginosas. Não podemos ter contato com eles sem que deixem sua imundície sobre nós”. Sansão envolveu-se com os filisteus. Seus olhos foram distraídos do propósito que lhe cabia observar diligentemente. Ele fora tomado de paixão pelas mulheres filistéias. Embora seus pais não aprovassem suas associações com as filhas dos filisteus, Sansão desejou tomar por mulher uma delas. “E desceu Sansão a Timnate; e, vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus, Subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher. Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos. Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do SENHOR; pois buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel”. (Jz 14:1-4) “Quando nossos olhos fitam objetos pecaminosos estão fora de sua vocação e da guarda de Deus”, dizia Thomas Fuller. Da mesma forma, os jovens cristãos não deveriam desejar relacionamentos amorosos ou contrair-se matrimônio com alguém incrédulo que não teme ao Senhor, nem ter envolvimentos que comprometam sua vida de comunhão com o Senhor e os irmãos, pois lemos nas Escrituras em 2ª Corintios no capítulo 6 nos versos 14 a 18 “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso”. Embora o SENHOR em sua soberania providenciou ocasião contra os filisteus conduzindo Sansão à terra destes, o dever de Sansão era manter o pacto com Deus, não alinhando-se ou envolvendo-se com eles, nem participando de suas iguarias. Porque está escrito: “Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade”. (2 Tm 2:19) Foi neste sentido que Cristo orou ao Pai, não para que tirasse os cristãos do mundo, mas para que os livrassem do mal. “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”. (Jo 17:15-17) John Blanchard corrobora este pensamento dizendo: “Jesus não orou para que seu Pai tirasse os cristãos do mundo, mas para que tirasse o mundo dos cristãos”. Os filisteus pertenciam ao mundo pagão. O deus adorado por eles era Dagon. A idolatria prevalecia-se naquela terra. Sansão não poderia conformar-se com eles, pois era nazireu de Deus. Nazireu conforme definição do dicionário inglês HOLMAN BIBLE DICTIONARY; NASHVILLE, TENESSEE : HOLMAN BIBLE PUBLISHERS , 1991; p.1011, “é um membro de uma classe de indivíduos especialmente devotados a Deus. O termo hebraico significa consagração, devoção e separação. Duas formas tradicionais de nazireu são encontradas. Uma era baseada num voto pelo indivíduo por um período específico; outro era uma devoção por toda a vida, seguindo a experiência revelatória de um pai que anunciou o nascimento iminente de uma criança. Os sinais exteriores de um nazireu – o crescimento de cabelo, a abstenção de vinho e outras bebidas alcoólicas, a evitação do contato com os mortos – são ilustrativos de devoção a Deus”. A palavra de Deus em Tiago alerta sobre o perigo de uma amizade envolvente com um mundo que jaz no maligno. “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tg 4:4) John Brown disse “É infinitamente melhor ter o mundo inteiro como inimigo e Deus como amigo do que ter o mundo inteiro como amigo e Deus como inimigo”. E alguém também já pronunciou acertadamente: “Aquele que recebe a aprovação dos ímpios devem receber a desaprovação de Deus”. Mesmo já tendo experimentado anteriormente atos de traição de sua primeira amante filistéia (cf. Jz 14:15-17), Sansão persistiu no terrível erro em possuir aquilo que lhe era ilícito ( Dalila ), pois em Israel não era costume o povo tomar por esposas mulheres estrangeiras, pois era decreto do Senhor. “ E o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, das nações de que o SENHOR tinha falado aos filhos de Israel: Não chegareis a elas, e elas não chegarão a vós; de outra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se uniu Salomão com amor”. (1 Re 11:1-2) O mesmo que aconteceu com Salomão também foi com Sansão, e esses envolvimentos com mulheres estrangeiras implicaram em conseqüências desastrosas a eles por seus desvios da vontade do SENHOR. O reino de Salomão foi retirado dele pelo SENHOR e entregue posteriormente ao servo dele. (cf. 1 Re 11:9-13 ) Sansão além de perder a sua visão e ser feito escravo pelos filisteus, teve sua comunhão com Deus interrompida de onde provinha a sua força e vitória contra os seus adversários. “ Então ela (Dalila) o fez dormir sobre os seus joelhos, e chamou a um homem, e rapou-lhe as sete tranças do cabelo de sua cabeça; e começou a afligi-lo, e retirou-se dele a sua força. E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou ele do seu sono, e disse: Sairei ainda esta vez como dantes, e me sacudirei. Porque ele não sabia que já o SENHOR se tinha retirado dele. Então os filisteus pegaram nele, e arrancaram-lhe os olhos, e fizeram-no descer a Gaza, e amarraram-no com duas cadeias de bronze, e girava ele um moinho no cárcere”. (Jz 16:19-21) Para que Sansão não mais se tornasse em ameaça aos filisteus, estes vazaram-se os olhos dele, pois; que ameaça poderia ser um inimigo cego? Assim também, o inimigo do SENHOR e de nossas almas procura cegar os entendimentos dos homens para que fique obscurecida a luz do evangelho da glória de Cristo, pela qual a imagem de Deus é restaurada. “Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. (2 Co 4:3-4)


3. A MORTE DE SANSÃO COM OS FILISTEUS E SUA VITÓRIA DEFINITIVA

 “E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida”. (Jz 16:30) Agora Sansão estava no pó; escravizado, cego, humilhado, fraco ... Mas creio que não foi somente esta percepção de Sansão que mais o entristecia, senão a percepção do fato de que por sua inobservância do pacto com SENHOR , o nome do seu Deus agora era blasfemado por um povo que não O temia e que até mesmo imputavam a seu deus Dagon, o haver entregado a Sansão em suas mãos. Penso que Sansão então sofria maltrato, humilhações, mas não tanto quanto o de ouvir dos lábios de seus inimigos: “o nosso deus Dagon entregou você em nossas mãos, Sansão”. Mas graças a Deus, pois “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”, diz o apóstolo Paulo em Rm 11:29. Sansão estava naquela condição, mas ele não fora destruído. O SENHOR não permitiu que os filisteus o destruísse, para que o Seu propósito em libertar o Seu povo do jugo dos mesmos fosse cumprido através de Sansão. Ele era um instrumento escolhido por Deus. Embora ele estivesse naquela humilhante condição, o SENHOR o amava e não desistiu dele. Graças a Deus, o SENHOR não desiste de nós! O SENHOR odeia o pecado, mas amou o seu povo perdido, e por isso, enviou o Seu Amado Filho para salvá-los, e libertá-los do pecado. Cristo Jesus pagou o preço de todos os pecados do Seu povo, tanto da antiga aliança, como da nova aliança, com o Seu precioso sangue. “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna”. (Hb 9:14-15) Este era também o ensino característico do apóstolo Paulo concernente à justificação por graça e fé no Senhor. Ele escrevendo à igreja em Roma disse no capítulo 3 versos 24 a 26 aos Romanos o seguinte: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Se um homem é salvo, ele o é apenas pela graça soberana de Deus. Vejam também o que Paulo disse aos efésios no capítulo 2 versos 8 e 9: “ Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.(Ef 2:8-9) Porque Sansão era escolhido por Deus, recebeu do SENHOR a fé, através da qual fora restaurado e habilitado para cumprir o propósito que Deus havia estabelecido. “E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas, Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos”. (Hb 11:32-34) “Morra eu com os filisteus”, foram as últimas palavras de Sansão, porém denotam sua fé e a vitória definitiva contra os seus inimigos. “Então Sansão clamou ao SENHOR, e disse: Senhor DEUS, peço-te que te lembres de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos. Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, e arrimou-se sobre elas, com a sua mão direita numa, e com a sua esquerda na outra. E disse Sansão: Morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara em sua vida”. (Jz 16:28-30) A morte de Sansão com os filisteus foi a emancipação de sua vida vitoriosa. Notem; Sansão não diz: “morra eu para os filisteus”, e tampouco diz; “morra os filisteus para mim”, mas; “morra eu com os filisteus”. Sansão estava escravizado, mas tornou-se livre pela morte. Do mesmo modo, “o homem está escravizado a tudo aquilo que ele não pode abandonar, a menos que abandone a si mesmo”. E o modo estabelecido por Deus para este abandono é pela cruz de Cristo. “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”. (Gl 6:14) Observem irmãos; não somente “o mundo está crucificado para mim”, mas também “e eu para o mundo”, e isto pela cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Da mesma forma, “a vida oferece apenas duas alternativas: crucificação com Cristo, ou auto-destruição sem Ele”. “Morra eu com os filisteus” foi a decisão definitiva de Sansão para sua liberdade espiritual. “Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna”. (Jo12:25) A morte precede a vida. “ Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer”. (1Co 15:36) O novo nascimento, ou regeneração, é a vida vinda da morte com Cristo, após perdermos a nossa juntamente com Ele pela Sua morte na cruz. “Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. (Gl 2:19-20) Um cristão anônimo disse: “Seremos controlados ou por Satanás, ou pelo eu, ou por Deus. O controle de Satanás é escravidão; o controle do eu é futilidade; o controle de Deus é vitória”. Graças a Deus o Justo sobre a cruz é o único ponto de contato entre o pecador e o poder salvador de Deus”. “Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal”. (2 Co 4:10) “Fiel é a palavra: se já morremos com ele (com Cristo), também viveremos com ele”. (2 Tm 2:11) “ Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória”. (Colossenses 3:1-4) Amém !
(L.Cândido)

O REMANESCENTE GUARDADO PELA GRAÇA

 


(Da restauração até a era da Igreja)


Após o exílio, Deus trouxe de volta um povo pequeno, fraco e dependente. A restauração nunca começou pela força humana, mas pela misericórdia divina.


Então, no Novo Testamento, Paulo amplia esse entendimento:


> “Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça.”

(Romanos 11:5)


O verdadeiro povo de Deus não é preservado por mérito próprio, mas pela graça que sustenta os que pertencem ao Senhor.


E aqui a carta da Epístola de Judas ganha um brilho especial.


Judas escreve para um tempo de corrupção espiritual, infiltração, engano e esfriamento. Porém, logo na abertura, ele fala aos:


> “Chamados, santificados em Deus Pai e guardados por Jesus Cristo.”

(Judas 1)


Essa palavra “guardados” atravessa toda a Escritura.


Guardados nos dias de Elias.


Guardados em Ezequiel.


Guardados no meio da Igreja.


Judas então mostra como o remanescente vive:


> “Edificando-vos... orando no Espírito Santo... guardando-vos no amor de Deus...”

(Judas 20–21)


Não é um povo forte em aparência, mas um povo sustentado interiormente por Deus.


O Lugar de Deus Como Criador

   _Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste..._   _Apocalipse 4:11_  Com...