terça-feira, 28 de abril de 2026

Vontade Não Mais Dividida

 


O que Deus requer de nós é uma vontade que não esteja mais dividida entre ele e qualquer outra criatura. Uma vontade dócil nas mãos dele, que não busque nem rejeite qualquer outra coisa, que deseje sem reservas tudo que ele deseja e que nunca deseje, sob nenhum pretexto, algo que ele não deseje. Quando temos essa disposição, tudo vai bem. Até as distrações triviais se transformam em boas obras. 


Felizes os que se entregam a Deus! Eles são libertados de suas paixões, da reprovação alheia, da malícia, da tirania das palavras, do insensível e infame escárnio, do infortúnio que o mundo distribui junto com a riqueza, da infidelidade e inconstância dos amigos, das astuciosas armadilhas do Inimigo, da própria fraqueza, da miséria e brevidade da vida, dos horrores de uma morte profana, do remorso por prazeres pecaminosos e, por fim, da eterna condenação de Deus. 


Que insensatez ter medo de se entregar totalmente a Deus! Significa ficar com medo de ser muito feliz. É ter medo de amar a vontade de Deus em todas as coisas. É temer ter coragem para enfrentar as inevitáveis dificuldades, do conforto existente no amor de Deus, do desprendimento das paixões que nos tornam miseráveis. 


Ai daquelas almas fracas e tímidas que estão divididas entre Deus e o mundo! Elas querem e não querem. Estão divididas entre a paixão e o remorso. Temem o julgamento de Deus e das pessoas. Têm horror ao mal e vergonha do bem. Sofrem com as virtudes sem experimentar seu agradável conforto. Oh, quão miseráveis são! Ah, se tivessem um pouco de coragem para desprezar a conversa vã, a zombaria insensível e a crítica temerária! Que paz desfrutariam nos braços de Deus! 


François Fénelon


segunda-feira, 27 de abril de 2026

EU SEI que Meu Redentor VIVE!

 



“Eu sei que meu Redentor vive” é uma meditação baseada na vida de Jó, a respeito da necessidade de conhecermos o Senhor em nossa experiência de vida.


“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25,26).

No Antigo Testamento, os homens conheciam Deus por meio de suas experiências. Isso aconteceu com Abraão, Isaque, Jacó, José… que durante suas vidas puderam experimentar Deus e conhecer Seus caminhos.

Logo no início do livro, podemos perceber que Jó ainda não entendia a ressurreição dos mortos, considerando suas respostas quando interpelado pelos seus amigos (Jó 4:14 ; 7:9). Mas durante as provações, ele pôde ter um relance da ressurreição.

Ele ousadamente afirmou que veria o seu Redentor, o Senhor no seu corpo e pele, na sua carne. Essa revelação foi fruto das profundezas, de provas e conflitos espirituais. É tremendo entender como o Senhor nos revela a Si mesmo. Esse princípio não muda. No Novo Testamento temos o apóstolo Paulo descrevendo o caminho que ele trilhava para experimentar a “vida de ressurreição”, a “vida em Cristo”: “para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte” (Fp 3:11) – o apóstolo descreve a experiência de Jó em suas próprias palavras.

Para O conhecer, o poder da Sua ressurreição, preciso ter comunhão com Seus sofrimentos e abrir mão da minha vida, considerando-me morto com Cristo… ou “não sou eu mais quem vive, mas Cristo vive em mim”.

Para que Cristo possa viver, precisamos estar nEle e nosso eu precisa estar crucificado com Cristo.

Além de vislumbrar a ressurreição por meio de um Redentor, Jó ainda viu um juízo:

“Se disserdes: Como o perseguiremos? E: A causa deste mal se acha nele, temei, pois, a espada, porque tais acusações merecem o seu furor, para saberdes que há um juízo” (Jó 19:28,29).

Grandes revelações: temos um Redentor! Um dia O veremos e iremos prestar contas diante dEle.

Que tudo o que passamos em nossos dias, pressões, aflições, tribulações, possam cooperar para que experimentemos esse poder de ressurreição, essa vida substituída – Cristo em nós! E essa vida vai nos capacitar à viver de forma digna desse chamado, trazendo honra e glória ao Pai.

“Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5:10)


sábado, 25 de abril de 2026

Meditação e oração dos santos

  _... na sua lei medita de dia e de noite. Salmo 1:2_ 


Eu já desejei muitas vezes que houvesse algum jeito de levar cristãos modernos a uma vida espiritual mais profunda de modo indolor, por lições curtas e fáceis;  mas tais desejos são vãos. Não existe atalho! 


Deus não se curva à nossa precipitação agitada, nem adotou os métodos de nossa era de máquinas. É bom que aceitemos agora a dura verdade: O homem que deseja conhecer a Deus deve dar-lhe tempo! 


Ele não deve considerar perdido o tempo que se investe cultivando familiaridade com Deus. 


Ele deve se entregar a horas de meditação e oração como um fim. Assim o fizeram os antigos santos, o glorioso grupo de apóstolos, a piedosa irmandade de profetas e os cristãos da Igreja santa em todas as gerações. 


E assim nós devemos agir e desejar seguir esse mesmo curso! 

Nao permitamos que nossa experiência espiritual tenha vestígios de nosso hábito de saltar pelos corredores do reino como crianças pequenas nos corredores do mercado, tagarelando sobre tudo, em vez de parar para aprender o valor de algo. 


 _Amado Senhor, ajuda-me a ordenar meu tempo para que eu possa conhecer-te e a Tua Palavra mais intimamente._ 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


A VIDA TRANSFORMADA

 

 _E quem não toma sua cruz... não é digno de mim. Mateus 10:28_ 


Muitos dos grandes evangelista que alcançaram o mundo para Deus, incluindo homens como Jonathan Edwards e Charles Finney, declararam que a igreja está sendo traída por aqueles que insistem em um cristianismo "fácil demais."


Jesus estabeleceu os termos do discipulado cristão e há alguns entre nós que criticam: "Essas palavras de Jesus soam severas e cruéis." 


É aqui que nos posicionamos: receber Jesus Cristo em sua vida significa que você estabeleceu uma conexão com a pessoa de Cristo, uma conexão revolucionária, no sentido de que ela reverte a vida e a transforma completamente! Ela é completa no sentido de que não deixa pontos da vida intatos. Não isenta nenhuma área da vida do homem integral. 


Pela fé e por meio da graça, você agora estabeleceu um relacionamento exclusivo com o seu Salvador, Jesus Cristo. Todos os seus outros relacionamentos estão condicionados e determinados por esse único relacionamento com o seu Salvador. 


Receber Jesus Cristo, então, é nos conectarmos para sempre, pela fé, à Sua santa pessoa, para viver ou morrer! Ele deve ser o primeiro e o último, deve ser tudo! 


Senhor, Teu chamado para minha vida é pleno. Mas há momentos em que me sinto impelido para direções que podem não ser agradáveis a ti. Dá-me graça e força para manter-te em primeiro lugar em minha vida. 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


ADORAÇÃO DIÁRIA

 


 _...o seu coração está longe de mim e em vão me adoram... Mateus 15:8-9_ 


É minha experiência que a totalidade de nossa vida cristã - todas as nossas atitudes - devem ser direcionadas para a adoração a Deus! 


Se você não reconhece a presença de Deus em seu escritório, sua fábrica, sua casa, então Deus não está na igreja que você frequenta também! 


Tornei-me cristão quando era jovem e trabalhava numa fábrica de pneus em Akron, Ohio (N.E.: Estados Unidos). Lembro-me do meu trabalho lá - mas também me lembro da minha adoração naquele lugar! Houve muitas lágrimas de adoração em meus olhos. Ninguém me perguntou sobre elas, mas eu não teria hesitado em explicá-las. 


Pode-se aprender a usar certas habilidades até o ponto de se tornarem automáticas. Tornei-me tão habilidoso que podia fazer meu trabalho e adorar a Deus, mesmo quando minhas mãos estavam ocupadas. 


Se o amor de Deus está em nós e o Espírito de Deus está soprando louvor dentro de nós, todos os instrumentos musicais no céu, repentinamente, tocam em total apoio! Até mesmo nossos pensamentos se tornam um santuário em que Deus pode habitar. 


Amado Senhor, que a vontade de Teu Espírito me encha hoje, de modo que meu coração e minha mente transbordem em louvor a ti. 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


HONRE O ESPÍRITO DE DEUS

  


 _E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Efésios 4:30_ 


Acredito que há muitos cristãos que devem ir para casa, ir ao seu lugar de oração e desculpar-se com Deus por suas atitudes aviltantes para com o Espírito Santo.


Inclusos nesse grupo estão mestres em Bíblia que são culpados de nos desviar do caminho. Eles ousaram ensinar aos cristãos que o Espírito Santo nunca falará de Sua pessoa e posição, como se a terceira Pessoa da Trindade pudesse ser ignorada e Seu ministério diminuído!


Jesus disse: "... quando vier, porém, o Espírito da verdade... não falará por si mesmo, mas dirá tudo que tiver ouvido..." (João 16:13).


O mestre estava, na verdade, dizendo a Seus discípulos: o Consolador não virá sozinho para falar somente em Sua autoridade. Ele os guiará a toda a verdade - Ele falará e agirá na autoridade da sublime Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.


Caso você não se renda e honre o Espírito Santo, sua vida não demonstrará os benditos frutos que Ele produz!


Senhor, oro para que minha vida produza o fruto do Teu Espírito hoje (Gálatas 5:22,23).


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


DEUS - AGINDO COMO DEUS

 


 *"O Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou."* João 1:18


Quando Jesus andou pela Galileia e lá ensinou há dois mil anos, muitos perguntaram: "Quem é este homem?"


A resposta da Bíblia é clara: aquele homem que caminhava pela Galileia era Deus, agindo como Deus! Era Deus, deliberadamente limitado, que cruzou o vasto e misterioso abismo entre Deus e não-Deus, entre Deus e criatura. Nenhum homem, em momento algum havia visto Deus. 


Em João 1:18, a tradução é: "... O Deus unigênito que está no seio do Pai, é quem o revelou." Outras versões fazem alguns rodeios, tudo para tentar dizer o que o Espírito Santo disse. Porém, quando já tivermos usado todas as nossas palavras e sinônimos, ainda não teremos dito tudo o que Deus revelou quando disse: "ninguém jamais viu Deus, mas quando Jesus Cristo veio Ele nos mostrou como Deus é" (paráfrase de João 1:18).


Ele o revelou - Ele nos mostrou como Deus é! 

Ele o declarou! Ele o expôs! Ele o revelou! 

Ele está no seio do Pai. A afirmação está no presente, o tempo verbal perpétuo, a linguagem da continuação. Portanto, quando Jesus foi pendurado na cruz, Ele não deixou o seio do Pai! 


Senhor Jesus, o fundamento de nossa fé é o fato de que tu és o Filho de Deus. Obrigada por revelares como Deus é, durante Tua breve permanência na Terra. 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


domingo, 19 de abril de 2026

O dilema de Moisés

 


Ao final de seus quarenta anos, Moisés teve que enfrentar e resolver um dilema profundo. Ele era hebreu de nascimento, mas egípcio por criação — uma combinação bastante estranha para um homem de Deus. Se quisesse, teria à sua disposição uma carreira mais vantajosa do que a de José no Egito, pois tinha mais direito a ela do que José. Mas, antes de seguir esse caminho, precisava decidir esta questão crucial: a que dedicaria sua vida — ao Egito ou a Israel, ao mundo ou às promessas?


Moisés viveu numa época em que os prazeres do pecado eram extremamente sedutores e tentadores. O fascínio de um mundo de poder e glória era tangível e real. Em contraste, as perspectivas e recompensas da eternidade estavam muito distantes, intangíveis, exceto pela fé.


Nessa encruzilhada, se olharmos para a situação sob a perspectiva da história futura e, sobretudo, da eternidade, Moisés fez a escolha certa. As Escrituras dizem: “Pela fé, Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres passageiros do pecado. Considerou a humilhação por amor a Cristo como algo de maior valor do que os tesouros do Egito, porque tinha os olhos fixos na recompensa futura” (Hebreus 11:24-25).


Esses dois verbos destacados denotam uma decisão com dois lados. Por um lado, Moisés rejeita e, por outro, aceita. Por um lado, ele rejeita o que o Egito lhe ofereceu; por outro, aceita o que a fé lhe ofereceu. Por um lado, ele foi influenciado por sua educação avançada nas universidades egípcias; por outro, pela influência de sua mãe e pelas promessas de Deus ao seu povo.


Não apenas as promessas feitas a Abraão pesavam no coração do devoto israelita, mas também os ossos de José, testemunhas silenciosas de uma fé que aguardava o dia do êxodo do Egito (Êxodo 13:19). Refletindo sobre tudo isso, Moisés escolheu o caminho de seus ancestrais, o caminho da fé nas promessas de Deus.


Contudo, o caminho à frente não seria fácil. A decisão fora acertada, mas ele enfrentaria sérios contratempos. Pouco tempo depois, matou um egípcio e, temendo o castigo do faraó, exilou-se voluntariamente por quarenta anos.


Foram quarenta anos de exílio e solidão — uma verdadeira perda —, mas, da perspectiva de Deus, essa experiência impulsionou Moisés para o período mais importante de sua formação espiritual. O deserto, em vez de anular seu chamado e tornar sua difícil decisão sem sentido, reforçou ambos, transformando seu caráter impulsivo e orgulhoso em um caráter manso e humilde, maleável nas mãos de Deus.


Aos quarenta anos, a vida de todo homem parece ser marcada por decisões extraordinárias. Moisés escolheu a melhor opção, e a palavra de Deus claramente testemunha isso. Será que Deus algum dia testemunhará a favor de nossas escolhas?


Meditações - Águas Vivas


Humildade e Esvaziamento

  


“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11:29).


A humildade e o esvaziamento trazem consigo a ternura de espírito; e quando somos reduzidos em nossa auto-estima, o Senhor cumpre em nós a preciosa promessa: “mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra” (Is 66:2).


Se tivermos aversão a nós mesmos, estaremos dispostos, quando abatidos, a ir ainda mais fundo (2 Sm 15:25, 26).


Aquele que se rebaixa diante de Deus, e assim se conduz humildemente diante dos outros, obterá honra; mas se algum filho de Deus se exaltar, certamente essa exaltação lhe trará vergonha.


Nossa reputação é a última coisa que estamos dispostos a perder. Nos apegamos a ela mesmo quando estamos prestes à receber a justificação e paz com Deus, e ainda consideramos nossos próprios trapos imundos de justiça própria. Que os santos atentem para sua caminhada diante de Deus e dos homens. Mas, façam isso para obter, em todas as coisas, uma consciência livre de ofensa. Considerem sua reputação como a uma jóia de Deus, não propriamente sua.


O conhecimento frequentemente estrapola a medida da graça; mas a comunhão com Deus e a pobreza de Espírito sempre andam juntos: se uma declinar, a outra também sofrerá dano.


O lugar baixo é o lugar seguro; e seja qual for a tribulação, certamente trará consigo suas bênçãos, se depositarmos nossa confiança em Deus.


Sansão nunca foi tão forte como quando, por meio de sua própria loucura foi humilhado e envergonhado, e disse: “Senhor Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez” (Jz 16:28).


Estamos acostumados a considerar a derrota de Golias por parte de Davi como um grande ato de fé, e de fato o foi. Entretanto, ainda mais admirável foi o domínio de Davi sobre si mesmo, característica marcante de sua história. Suas máculas e pecados não definiram seu caráter.


A confiança em Deus e a desconfiança em si mesmo são companheiros garantidos.


A verdadeira humildade e santidade consistem em considerar a nós mesmos como filhos do primeiro Adão mortos e sepultados com Cristo, e como filhos de Deus ressuscitados e assentados nas regiões celestiais juntamente com Cristo, que é o último Adão, o cabeça da nova criação, ainda que possamos perceber a carne dentro de nós. Assim, discernimos, subjugamos e odiamos a carne que sempre luta para recuperar o domínio perdido, apesar de, diante de Deus e pela fé, estar crucificada com Cristo. 


Satanás, aproveitando-se da fraqueza de nossa carne, nos expulsaria dos lugares celestiais no espírito de nossas mentes. Resistindo a ele pela fé, travamos o combate descrito em Efésios, no capítulo 6. Os bons soldados de Cristo terão a paz de Deus reinando em seus corações. Eles não podem deixar de viver em paz; pois o Deus de amor e paz está com eles. Cisma e divisão proclamam as vitórias e triunfos de Satanás. Oxalá fôssemos todos despertados pelo Seu Espírito para considerar essas coisas! O “dia” quando todos os nossos caminhos e nossa pessoa serão manifestos está próximo; e nós não mais confundiremos o pronunciar dos lábios com a obediência da fé.


Humildade e Esvaziamento é a tradução de extratos selecionados das páginas 89 a 91 do livro “Choice Sayings, Notes of Expositions” de Robert Cleaver Chapman (1803-1902)


JURANDO PARA SEU PRÓPRIO DANO



O que fazer quando se comete um erro caríssimo Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?... o que jura com dano próprio e não se retrata. (Salmos 15.1, 4)


Existe uma grande tentação para quebrarmos nossa palavra quando um compromisso ou um contrato resulta em desastre financeiro. Mas, quando o Salmo 15 descreve o tipo de pessoa que “há de morar no... santo monte” de Deus, uma das características dessa pessoa é que ela “jura com dano próprio e não se retrata”.


Em outras palavras, tal pessoa faz uma promessa e, mesmo que haja dano em cumpri-la, não volta atrás em seu compromisso. Sua palavra é mais valiosa do que seu dinheiro. A sua integridade é mais

preciosa do que sua saúde. Ela mantém a sua palavra, ainda que isso lhe cause danos.


Onde encontramos a força de caráter para fazer isso?


Existe uma história no Antigo Testamento que dá uma resposta. Encontra-se em 2 Crônicas 25.5-9. Amazias era o rei de Judá. Ele estava sendo ameaçado pelos edomitas. Então, contou, em seu país,os homens que tinham mais de vinte anos e formou um exército de trezentos mil soldados.


Também foi ao reino de Israel e contratou cem mil guerreiros valentes. Ele pagou esses guerreiros com cem talentos de prata

(aproximadamente, três mil e quinhentos quilos de prata). Mas isso desagradou ao Senhor, e um homem de Deus veio a Amazias, e disse: “Ó rei, não deixes ir contigo o exército de Israel; porque o SENHOR não é com Israel... Deus te faria cair diante do inimigo” (vv. 7-8).


Você pode imaginar o primeiro pensamento de Amazias: “Disse Amazias ao homem de Deus: Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel?” (v. 9) Era uma pergunta razoável. É a pergunta que fazemos quando assumimos um compromisso precipitado que envolve dinheiro e as coisas dão errado. Amazias

deveria manter o compromisso financeiro para com os soldados de Israel, quando lhes disse que voltassem para casa? O que ele deveria fazer?


A resposta do homem de Deus foi simples: “Muito mais do que isso pode dar-te o SENHOR” (v. 9). Em outras palavras, confia em Deus e honra o teu compromisso. Cumpre a tua palavra, porque o Senhor cuidará de ti, e providenciará que a tua integridade seja recompensada de maneiras que não podes imaginar.


Em um momento como esse, a questão é a nossa confiança em Deus. Confiaremos nEle para agir em nosso favor? Levaremos à sério a promessa de Salmos 37.5 e descansaremos nela: “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará”. A questão é vivermos pela fé na graça futura da promessa de Deus; e a promessa é de que Ele nos recompensará. Confiaremos em Deus para vir e agir por nós, à sua maneira e no seu tempo?


As promessas humanas não se cumprem porque as pessoas não confiam em Deus. De fato, elas nem mesmo pensam em Deus. Ele não está na equação. O dinheiro e a astúcia estão na equação. As probabilidades fazem parte da equação. E Deus é esquecido. Ele não é tão palpável quanto o dinheiro que podemos perder.


Isso não é o que desejamos ser. Portanto, com a certeza da realidade de Deus e a promessa de sua ajuda, exorto-os a contarem com Ele. Tomem com seriedade a poderosa, relevante, presente e promissora realidade de Deus. Sejam fiéis. Cumpram as promessas que vocês fazem. Honrem seus compromissos. Jurem com dano próprio e não voltem atrás. Deus será por vocês. O sorriso dEle é mais digno do que qualquer ganho proveniente de quebra de promessas.


Sejam pessoas de integridade impecável, por causa da glória de Deus. “Ele... é escudo para os que caminham na sinceridade” (Pv 2.7).


John Piper - Uma Vida Voltada para Deus


A VIDEIRA

 

"Eu sou a videira verdadeira” (João 15:1). Todas coisas terrestres são sombras das realidades celestiais - a expressão, em formas criadas e visíveis, da glória invisível de Deus. A Vida e a Verdade estão no Céu; na terra temos figuras e sombras das verdades celestiais. Quando Jesus disse: "Eu sou a videira verdadeira”, Ele nos ensina que todas as videiras da terra são figuras e emblemas dEle. Ele é a realidade divina, da qual elas são expressões criadas. Todas elas apontam para Ele, pregam-NO, revelam-NO. Se você quiser conhecer Jesus, estude a videira. Quantos olhos têm observado e admirado uma grande videira com seu belo fruto! Venha e observe na Videira celestial até que seus olhos se voltem de tudo mais para admirá-LO. Quantos, em um clima ensolarado, sentam e descansam sob a sombra de uma videira. Venha e permaneça sob a sombra da Videira verdadeira, e descanse nela do calor do dia. Que regozijo incalculável no fruto da videira! Venha, e tome, e coma do fruto celestial da Videira verdadeira, e deixe sua alma dizer: "Sentei-me sob Sua sombra com grande deleite, e Seu fruto era doce ao meu paladar.


"Eu sou a videira verdadeira” - Este é um mistério celestial. A videira terrestre pode ensinar-te muito sobre esta Videira do Céu. Muitos pontos interessantes e belos de comparação sugerem-se, e nos ajudam a 

adquirir concepções do que Cristo significa. Mas tais pensamentos não nos ensinam a conhecer o que a Videira celestial realmente é, em sua sombra refrescante, e em seu fruto doador de vida. A experiência disto é parte do mistério oculto, que ninguém senão o próprio Jesus, pelo Seu Espírito Santo, pode desvelar e transmitir. Eu sou a Videira verdadeira - A videira é o Senhor vivo, que fala, e dá, e obra tudo que Ele tem para nós. Se você quer conhecer o significado e o poder desta palavra, não pense encontrá-la pelo pensamento ou estudo; estes podem ajudar-te para mostrar o que deves receber dEle para despertar desejo e esperança e oração, mas eles não podem te mostrar a Videira. Somente Jesus pode revelar a Si mesmo. Ele dá Seu Espírito Santo para abrir os olhos para vê-LO, e para abrir o coração para recebê-LO. Ele mesmo deve falar a palavra para você e para mim.


"Eu sou a videira verdadeira” - E o que devo fazer, se quiser o mistério, em toda sua beleza e benção celestiais, aberto para mim? Com o que você já sabe da parábola, curve-se e fique quieto, adore e espere, até 

que a Palavra divina entre em seu coração, e você sinta Sua santa presença com você, e em você. A sombra de Seu santo amor dar-lhe-á a perfeita calma e descanso de saber que a Videira fará tudo. Eu sou a Videira verdadeira - Aquele que fala é Deus, em Seu infinito poder capaz de entrar em nós. Ele é homem, um conosco. Ele é o crucificado, que conseguiu uma perfeita justiça e uma vida divina para nós através de Sua morte. Ele é o glorificado, que do trono dá Seu Espírito para fazer Sua presença real e verdadeira. Ele fala - oh, prestem atenção, não somente às Suas palavras, mas a Ele mesmo, como Ele sussurra secretamente dia a dia: "Eu sou a Videira verdadeira!" Tudo que a Videira pode ser para seu ramo, "Eu serei para ti". Santo Senhor Jesus, a Videira celestial da própria plantação de Deus, eu Te suplico, revela a Ti mesmo para minha alma. Permita que o Espírito Santo, não somente em pensamento, mas em experiência,

faça-me saber totalmente que Tu, oh Filho de Deus, és para mim a Videira verdadeira.


Andrew Murray - Meditações


Meditando nas Escrituras



“Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!” (Salmo 119:97).


Quando um empenhado discípulo toma a Palavra de Deus em suas mãos para estudos e meditação cuidadosa, naturalmente eleva seu coração para Ele, que é o único que pode tirar o véu dos olhos de seu entendimento para contemplar as maravilhas da Sua lei (Sl 119:18).


À medida que essa pessoa lê e busca, meditando naquilo que leu, o mesmo Espírito que primeiramente inspirou a Palavra, ilumina sua mente. Nova luz lhe é concedida sobre as sagradas páginas desse livro, de forma que aquilo que antes era obscuro ou oculto torna-se visível e legível. A partir de então, nova clareza de visão e revelação são recebidas, de forma que esse discípulo se torna capaz de ver, de forma mais ampla e aguçada, o que outrora não vislumbrava.


Que aqueles que sentiram esse efeito duplo do ensino do Espírito deem testemunho desse maravilhoso resultado! A Bíblia passa a se tornar num livro transformado. Antes, era o melhor dos livros, mas agora é o Livro de Deus – uma câmara cheia de mistérios revelados – uma casa com muitos aposentos, onde novas portas constantemente se abrem para novos cômodos, sólidos e magníficos, galerias de arte de Deus, expondo artefatos minuciosos, tesouros, gemas celestiais.


O devoto estudante fica maravilhado, arrebatado com tanto deleite. Palavras se abrem a novos sentidos, enquanto ele as vislumbra em sua infinita profundidade, altura, largura e comprimento. Estamos olhando para o firmamento, que outrora fora nublado, mas cujas nuvens se dissipam, permitindo a visualização de constelações celestiais.


A visão se torna mais telescópica, e onde antes víamos algumas estrelas espalhadas em uma indistinta nebulosa, tudo flameja com as glórias dessas incontáveis e coloridas luzes.


Quando o Autor da Palavra se torna o seu Instrutor e seu Intérprete, lemos o grande Clássico Celestial com notas e comentários do divino Autor.


Aquele que seriamente medita nas Escrituras, encontra nelas tanto a vida eterna como o testemunho de Jesus.


O estudo reverente, penetrante e com oração da Palavra de Deus é a cura para toda a dúvida honesta relacionada a sua origem, e é a prova convincente de sua total inspiração. 



O artigo “Meditando nas Escrituras” é composto por extratos selecionados das páginas 31 a 33 do livro “Lessons in the School of Prayer”, de A. T. Pierson (1837-1911)

[15/4 07:04] +55 43 9959-7535: *O perigo de não mudar*


“O Senhor é muito paciente,

mas o seu poder é imenso;

o Senhor não deixará impune o culpado.

O seu caminho está no vendaval e na tempestade,

e as nuvens são a poeira de seus pés” - Naum 1:3


O livro de Naum fala sobre as consequências da persistência no erro. O livro aborda a cidade de Nínive, que anteriormente havia se arrependido com a pregação de Jonas, mas voltou às suas práticas corruptas, à violência e à injustiça. Esse retorno aos velhos hábitos revela um dos maiores perigos da vida humana: a recusa em mudar de forma verdadeira e duradoura.


Mudar exige reconhecimento, humildade e disposição para abandonar aquilo que já se tornou confortável, mesmo sendo prejudicial. Quando insistimos em manter práticas antigas, ignoramos os sinais de alerta e nos tornamos insensíveis às consequências.


Assim como Nínive, muitas vezes acreditamos que nada acontecerá, que sempre haverá tempo para corrigir o caminho. No entanto, o texto de Naum nos mostra que Deus é paciente, mas Deus também é justiça.


Permanecer no erro gera consequências inevitáveis. Pequenas escolhas como o orgulho e a negligência espiritual, quando não confrontadas, crescem silenciosamente até trazerem destruição. O que poderia ser corrigido com arrependimento se transforma em ruína quando ignorado.


O perigo de não mudar está exatamente nessa ilusão de estabilidade. Permanecer igual não significa permanecer seguro; muitas vezes, significa caminhar lentamente para a queda. A transformação é necessária para evitar consequências maiores.


É preciso romper com o passado e escolher um novo caminho, o livro de Naum é um alerta para todos nós. Mudar não é apenas uma opção, mas uma necessidade para quem deseja viver de forma justa e evitar as consequências da permanência no erro.


“Senhor Deus, reconheço que muitas vezes insisto nos mesmos erros e resisto à mudança que o Senhor deseja para mim. Dá-me um coração humilde, sensível à Tua voz, e coragem para abandonar práticas antigas que me afastam de Ti. Renova minha mente, transforma minhas atitudes e guia meus passos no caminho da justiça. Que eu não endureça meu coração, mas viva em constante arrependimento e crescimento. Em nome de Jesus, amém”.


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segunda-feira, 13 de abril de 2026

O poder da ressurreição

 


Quero conhecer a Cristo – sim, conhecer o poder da Sua ressurreição e participar dos Seus sofrimentos, tornando-me semelhante a Ele na Sua morte. (Filipenses 3:10 NVI)


[...] Algumas pessoas me perguntaram sobre Filipenses 3: "Por que Paulo colocou a morte no final? Certamente deveria ser o contrário: 'Para que eu me conforme à sua morte, e o conheça no poder da sua ressurreição, e na comunhão dos seus sofrimentos'". Não, não há erro. A ordem é do Espírito Santo. O poder da Sua ressurreição pressupõe que houve uma morte, mas a própria vida ressuscitada leva à Cruz. O Espírito Santo, no poder da vida ressuscitada, está sempre nos conduzindo de volta à Cruz, à conformidade com a Sua morte. É da própria natureza da Vida excluir tudo o que pertence à morte. É o próprio poder da ressurreição que nos traz de volta ao lugar onde a morte é constantemente vencida.


Esse lugar nada mais é do que a Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, onde a vida natural é deixada de lado. Assim, Paulo diz: "...conformando-nos à sua morte", o que significa: ter o fundamento da morte continuamente e progressivamente removido; e isso, como já dissemos, é o fruto da união viva com Ele. Seria uma péssima perspectiva para você e para mim se nos conformássemos à Sua morte em sua totalidade, sem o poder da ressurreição em nós, sem já conhecermos a Vida do Senhor. Onde estaria nossa esperança? Qual é o poder da nossa sobrevivência quando a Cruz se torna mais real em nossa experiência? Não haveria sobrevivência se a Sua Vida ressuscitada não estivesse em nós. Por isso, Paulo ora: "Para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição..." e isso significa conformidade à Sua morte sem destruição total. O fim da vida ressuscitada é a Cruz. O Espírito Santo está sempre atuando em relação à Cruz, para que o poder da Sua ressurreição se manifeste cada vez mais em nós.


[ Por T. Austin-Sparks, de: A Batalha pela Vida - Capítulo 3 ]


A ÚNICA COISA DE MARIA... JESUS!

 

J. Dwight Pentecost disse: "Estar ocupado com Cristo é mais importante do que estar ocupado para Cristo."


“Mas apenas uma coisa é necessária, pois Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada."  - Qual era a necessidade à qual Jesus se referia? O que Maria estava fazendo? Ela estava ouvindo. Jesus estava falando e, certamente, ensinando.


REFLEXÃO 

Essa é a necessidade mais profunda da alma de todo homem ou mulher: a Palavra de Deus. A vitalidade de nossa vida espiritual depende de como a absorvemos ( 1 Pedro 2:2 ) . Fazemos a escolha de assimilar a Palavra viva e eficaz, e o Espírito Santo a toma em nosso coração e, sobrenaturalmente (sim, até misteriosamente), nos transforma de glória em glória em graus cada vez maiores de semelhança com Cristo ( 2 Coríntios 3:18 ) . Pela Palavra assimilada, crescemos na fé ( Romanos 10:17 ) . Jesus resumiu nossa necessidade em sua refutação da tentação do diabo, declarando ao Tentador: "Está escrito: 'Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus'" ( Mateus 4:4 ; compare com Lucas 4:4 ). É claro que apenas ouvir (ou ler ou estudar) a Palavra de Deus não é suficiente. Precisamos obedecer a ela para que o Espírito a use em nossa vida e nos transforme. Jesus disse: "Ao contrário, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a praticam" ( Lc 11:28 ). Como diz Don Whitney: "Nenhum fator é mais influente em nos tornar mais semelhantes ao Filho de Deus do que o Espírito de Deus agindo por meio da Palavra de Deus".


Conhecer a Cristo deve vir antes de servir a Cristo, caso contrário, nosso serviço será estéril e nossos corações ficarão frustrados.

(Ray Pritchard)


“Senhor, aquieta nossos corações para que possamos te ouvir. Abre os nossos ouvidos para ouvirmos tua doce voz bem como nossos olhos para vermos tua face gloriosa no espírito.

Quem mais além de Ti poderia satisfazer nossos corações?

Somente tu podes nos satisfazer por tua presença e por teu falar.

Então faça isso Senhor, para a tua glória e nosso desfrute. Em teu nome santo te pedimos. Amém!”


Chamados à doce comunhão

 


“Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” (1 Co 1:9)


“Deus é fiel, por meio do qual foram chamados para dentro da comunhão com o seu Filho Jesus, o Ungido, nosso Senhor.”


A comunhão ‘de’ e ‘com’ Cristo é obra do Espírito Santo. É Sua tarefa tomar as coisas de Cristo e torná-las conhecidas para nós, tornar a pessoa de Jesus vívida e real em nossa experiência diária. É disso que Paulo está falando aqui: Cristo tornado real ao coração, capacitando-o a satisfazer a sede da alma; Cristo provendo o poder necessário para cumprir e atender às exigências tanto da lei quanto do amor de Deus. A comunhão com Cristo não é apenas uma direção sobre o que fazer, mas é dinâmica – é como fazer... O que a igreja é chamada a fazer é compreender a presença de Cristo no coração humano para suprir essa dinâmica, esse senso de aventura, esse espírito inovador que abre portas de maneiras incomuns e inesperadas, dando aventura e cor à vida. Era isso que faltava em Corinto, e à medida que abrimos esta carta e prosseguimos com ela, veremos como, em todos os casos, o apóstolo os chama de volta a isso: Eles sofriam divisões porque haviam perdido de vista o senhorio de Jesus. Eles eram imorais porque haviam se esquecido de que os membros de seus corpos eram membros de Cristo. Estavam em litígio uns com os outros porque não haviam percebido que Jesus era o juiz das motivações mais íntimas do coração. Brigavam porque haviam se esquecido de que os outros eram membros do corpo de Cristo e, portanto, eram membros uns dos outros. Tudo o que o apóstolo faz para curar as feridas em Corinto é chamá-los de volta à consciência da comunhão com o Senhor Jesus Cristo.¹


“Restaura-nos, bendito Deus, a esta santa comunhão para a tua glória. Prevaleça sobre nós como nosso divino Cabeça, Senhor, Rei… Conduz-nos ao desfrute da tua graça, do teu amor e da comunhão do bendito Espírito. Amém.”

(¹ Ray Stedman)


Um Vaso para Cristo

 *Um Vaso para Cristo*

             por 

       C.A. Coates


Um pequeno vaso, Senhor, a Ti trago,

Um coração que buscou em cada fonte terrena

Satisfazer seu anseio, mas continuava vazio;

Trago-o agora a Ti, para que o tomes e enchas.


Tua graça, que mediu outrora a distância profunda

 Da dor do Calvário, para buscar e salvar Tuas ovelhas,

 Tocou este coração e o fez ansiar por Ti,

 Para seres Tu mesmo o seu Tesouro e o seu Tudo.


Tua glória agora à destra de Deus nas alturas,

 Suprema entre todos naquele bendito cenário de amor,

 Em filiação revela ao coração seu lugar maravilhoso

 Em Ti aceito pela graça do Pai.


Tua plenitude, Senhor, de luz e amor divino,

Nenhum pensamento pode alcançar, ou mente humana definir;

Toda a vasta cena de glória exibirá

Essa plenitude em um dia que em breve virá.


Quando todas as coisas, por Ti preenchidas, forem plenamente abençoadas,

 E o profundo amor de Deus eternamente repousar

 Naquilo que sempre Lhe fala de Ti,

 Tua grandeza, Senhor, o universo contemplará.


Mas antes daquele dia de dita e alegria suprema,

Quando Tu serás o tema de cada língua,

Permite que este pequeno vaso prove Teu gracioso poder

De enchê-lo e satisfazê-lo a cada hora.


Tuas belezas, Senhor, Teu santo e precioso valor,

Superando em muito as mais belas alegrias da terra,

Absorverão, então, seu amor verdadeiro e constante,

Sendo Tu mesmo o seu Objeto nos cenários celestiais.


E cheio de Ti, e formado pela graça divina,

Por tudo o que o preenche, guarda-o, Senhor, como Teu;

Para ser, em alegria e paz que não conhece o medo,

O feliz vaso do Teu prazer aqui!


AS COROAS DOS VENCEDORES

 


A linguagem figurativa usada para descrever a glorificação dos santos Vencedores é bem variada. O Vencedor será coroado com a coroa:


*Da Justiça* - 2 Tm 4:7,8

Será dada ao lutador vitorioso.


*Incorruptível* - 1 Co 9:25,26 

Dada ao corredor determinado.


*Da Vida* - Ap 2:10; Tg 1:12 Dada ao que for fiel até à morte.


*Da Alegria* - 1 Ts 2:19; Fp 4:1 Dada aos que conduziram vidas a Cristo.


*Da Glória* - 1 Pd 5:3,4 

Dada aos presbíteros que forem exemplo do rebanho.



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"Amados, o presente artigo (abaixo) não possui caráter doutrinário; seu propósito é, acima de tudo, propor uma reflexão de incentivo e encorajamento para a caminhada cristã. [“julgai todas as coisas, retende o que é bom;” 1 Ts 5:21] Que o Senhor abençoe a todos. Fraternalmente em Cristo.”

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*3 Poemas reflexivos para o encorajamento cristão.*


[Compartilhado pelo irmão Délcio Meireles. Autor: R. E. Neighbour)      


*TARDE DEMAIS!*


Meu coração não aspira as alegrias do Reino: Joguei fora esta Esperança, 

Viví para o Ego, para o Tempo, para vã ostentação; 

E agora, ai de mim, devo indenizar meu erro "Apenas salvo, como que pelo fogo"!


Eu sabia que haveria de ser assim, Eu sabia que os que sofrem e levam Suas dores, Reinariam com Ele em Seu Reino terreno; 

Que apenas os fiéis ganhariam o Reino - 

Onde alegrias fluem para sempre.


Como meu espírito geme 

Quando agora vejo os coroados marchando, 

Sabendo que no meio desse grupo eu deveria estar, 

Coroado com os santos vitoriosos, entre os querubins; Mas agora, choro e lamento.


É tarde demais, eu imagino, Cristo Se foi para sentar no Trono de Davi; 

Ao Seu redor estão reunidos todos que Lhe são dignos, Enquanto que eu fico excluído sem a coroa.


*ESCOLHA AGORA!*


Faça agora sua escolha, cristão! Para que não percas tua coroa,


Para que não fracasses em obter o prêmio; 

Sofra a perda, considere o mundo como lixo, 

Se buscas a recompensa nos céus.


Saia para fora do acampamento, Carregue a vergonha e a aflição Que chegam ao fiel e verdadeiro; Corra bem a sua carreira, Dizendo "adeus" a tudo o que é empecilho.


Se sofreres a vergonha, a cicatriz e a culpa, 

Reinarás com teu Senhor brevemente;


Mas se a Cristo negares, e o sofrimento desprezares, 

Então, nos ares o Senhor também te negará.


*NÃO HAVERÁ DIFERENÇA?*


Cristãos descuidados, carnais e impuros 

Não terão um sentimento de tristeza e perda, 

Quando todas as suas obras forem queimadas como lixo, 

E quando virem os fiéis entrando alegremente?


Os cristãos que deram tudo e o melhor para Deus, 

Não terão mais recompensas do que as hostes carnais, 

Que viveram ao máximo para o Ego e os prazeres? 

Os cheios do Espírito não serão destacados sobre o resto?


Nosso Deus não Se esquece dos santos que por Ele servem;


Ele não pode esquecer seu trabalho e fadiga, 

Nem de como nunca macularam suas vestes, 

Enquanto seguiam seu caminho, esforçando-se ao máximo.


Visto que no céu há Um que olha para baixo, 

Que vê os Seus, os fiéis, debaixo do azul; 

Que guarda os registros destes poucos nobres, 

Para estes Ele reservará no céu uma coroa de glória.


Por Ele sofreram e com Ele certamente reinarão;

 Reinarão sobre a terra, próximos do Seu trono real, 

Serão reconhecidos como os mais santos e os melhores entre os Seus, 

Entre as nações que habitarão no domínio terreno de Cristo.


(R. E. Neighbour)


*“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.”* 

(2 Coríntios 13:13)


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