domingo, 1 de março de 2026

Dois tipos de vida

 


“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.” (Rm 7:14)


“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Rm 8:1-2)


Todo o assunto do poder espiritual é muito importante. Muitos cristãos se encontram envolvidos em um esforço contínuo para viver de acordo com o que sabem ser o padrão de Deus. Para eles, o cristianismo é um modo de vida composto de vários regulamentos e regras. Eles sabem o que devem ser e o que não devem ser e, portanto, lutam para atingir esse nível de vida. A consciência deles desempenha um grande papel nesse esforço constante, e, por isso, sofrem muitos medos e falham em experimentar as alegrias prometidas. A vida para eles se tornou um trabalho árduo, repleto de muitas decepções e muitos fracassos. Eles podem, de tempos em tempos, ter uma sensação de realização e êxito, com muita alegria disso resultante, mas, vindo as emoções flutuantes da alma, as coisas parecem desmoronar e dar errado. É por isso que as pessoas acham a vida cristã pesada; elas desejam conhecer a verdadeira de verdade, a verdadeira libertação e a alegria do Senhor, enquanto experimentam os altos e baixos de uma luta constante. A vida cristã descrita no Novo Testamento parece tão diferente de sua experiência real que o Diabo nunca demora a atacar com sugestões de que uma vida de vitória constante é totalmente impossível, de modo que todas as esperanças delas são apenas sonhos irreais. Satanás quer que o povo de Deus perca a esperança de conhecer o poder de Deus. Mas há uma vida totalmente diferente, diferente porque se baseia na entrada em algo já consumado em Cristo – não em algo a ser alcançado, mas sim em algo que já foi realizado. Não é um padrão a ser cumprido, mas uma Pessoa com quem se deve viver. É impossível medir a vasta diferença entre esses dois tipos de vida. A primeira é de auto-esforço e derrota, enquanto a outra consiste em desfrutar da realidade de Cristo, o poder de Deus.

(T. Austin-Sparks)


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