domingo, 19 de abril de 2026

Humildade e Esvaziamento

  


“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11:29).


A humildade e o esvaziamento trazem consigo a ternura de espírito; e quando somos reduzidos em nossa auto-estima, o Senhor cumpre em nós a preciosa promessa: “mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra” (Is 66:2).


Se tivermos aversão a nós mesmos, estaremos dispostos, quando abatidos, a ir ainda mais fundo (2 Sm 15:25, 26).


Aquele que se rebaixa diante de Deus, e assim se conduz humildemente diante dos outros, obterá honra; mas se algum filho de Deus se exaltar, certamente essa exaltação lhe trará vergonha.


Nossa reputação é a última coisa que estamos dispostos a perder. Nos apegamos a ela mesmo quando estamos prestes à receber a justificação e paz com Deus, e ainda consideramos nossos próprios trapos imundos de justiça própria. Que os santos atentem para sua caminhada diante de Deus e dos homens. Mas, façam isso para obter, em todas as coisas, uma consciência livre de ofensa. Considerem sua reputação como a uma jóia de Deus, não propriamente sua.


O conhecimento frequentemente estrapola a medida da graça; mas a comunhão com Deus e a pobreza de Espírito sempre andam juntos: se uma declinar, a outra também sofrerá dano.


O lugar baixo é o lugar seguro; e seja qual for a tribulação, certamente trará consigo suas bênçãos, se depositarmos nossa confiança em Deus.


Sansão nunca foi tão forte como quando, por meio de sua própria loucura foi humilhado e envergonhado, e disse: “Senhor Deus, peço-te que te lembres de mim, e dá-me força só esta vez” (Jz 16:28).


Estamos acostumados a considerar a derrota de Golias por parte de Davi como um grande ato de fé, e de fato o foi. Entretanto, ainda mais admirável foi o domínio de Davi sobre si mesmo, característica marcante de sua história. Suas máculas e pecados não definiram seu caráter.


A confiança em Deus e a desconfiança em si mesmo são companheiros garantidos.


A verdadeira humildade e santidade consistem em considerar a nós mesmos como filhos do primeiro Adão mortos e sepultados com Cristo, e como filhos de Deus ressuscitados e assentados nas regiões celestiais juntamente com Cristo, que é o último Adão, o cabeça da nova criação, ainda que possamos perceber a carne dentro de nós. Assim, discernimos, subjugamos e odiamos a carne que sempre luta para recuperar o domínio perdido, apesar de, diante de Deus e pela fé, estar crucificada com Cristo. 


Satanás, aproveitando-se da fraqueza de nossa carne, nos expulsaria dos lugares celestiais no espírito de nossas mentes. Resistindo a ele pela fé, travamos o combate descrito em Efésios, no capítulo 6. Os bons soldados de Cristo terão a paz de Deus reinando em seus corações. Eles não podem deixar de viver em paz; pois o Deus de amor e paz está com eles. Cisma e divisão proclamam as vitórias e triunfos de Satanás. Oxalá fôssemos todos despertados pelo Seu Espírito para considerar essas coisas! O “dia” quando todos os nossos caminhos e nossa pessoa serão manifestos está próximo; e nós não mais confundiremos o pronunciar dos lábios com a obediência da fé.


Humildade e Esvaziamento é a tradução de extratos selecionados das páginas 89 a 91 do livro “Choice Sayings, Notes of Expositions” de Robert Cleaver Chapman (1803-1902)


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