terça-feira, 3 de novembro de 2026

VENÇA O MAL COM O BEM

 

"Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem."

Romanos 12:21


Durante a guerra coreana, um cidadão da Coreia do Sul foi preso pelos comunistas com ordens de ser fuzilado. Quando o jovem líder

comunista soube que o prisioneiro em questão era o chefe de um orfanato, onde pequenas crianças eram cuidadas, ele decidiu poupá-lo. Ao invés, ele ordenou a execução do filho do homem. O filho de 19 anos foi então fuzilado na presença do seu pai.


Depois da guerra, o jovem líder comunista foi capturado pelas forças das Nações Unidas e condenado à morte. Mas antes da sentença ser executada, o cristão cujo filho tinha sido assassinado, implorou pela vida do assassino. Ele argumentou que o comunista era jovem quando ele ordenou a execução, e que ele realmente não sabia o que estava fazendo. "Dê ele para mim," o homem rogou, "e eu o treinarei."


Algo incomum aconteceu. As forças das Nações Unidas concederam o pedido dele, e o pai tomou o assassino do seu filho para dentro de sua própria casa e cuidou dele. 


A Bíblia diz: "O amor nunca falha" (1 Coríntios 13:8). Por estar exposto ao amor de Deus, aquele jovem líder comunista se tornou um cristão e mais tarde passou a ser o pastor de uma igreja. 


Você tem sido magoado, traído, ou tratado de forma injusta? Ao invés de retaliar com raiva, lide com isso de acordo com as escrituras: "a ninguém torneis mal por mal... Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira de Deus, porque está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor... Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." (Romanos 12: 17,19,21).


(Word for Today - Bob & Debby Gass - Tradução livre)


segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Pois ele é a nossa paz

 

(Efésios 2:14)


Você estará em paz com Deus, quando você estiver em submissão à Jesus; mas haverá tensão quando você insistir em exigir sua própria vontade ao invés da vontade Dele.


Há três áreas essenciais na vida de sua alma: sua mente ou intelecto, suas emoções ou sentimentos, e sua vontade ou habilidade de fazer escolhas.


Você tem paz com o Senhor quando você submete seu pensamento ao Dele, seu entendimento ao entendimento Dele, o qual é muito mais elevado do que o seu próprio! Estar unido com Jesus é estar junto à Ele na forma de pensar Dele. Você começa a ver as coisas como Ele vê, a entendê-las como Ele entende.


Nós queremos estar livres de qualquer perturbação emocional e viver em paz. Aqueles que tentam obter isso sem dependência de Jesus, vão de crise em crise. Deus nos diz para nos regozijarmos em todas as circunstâncias porque esta é a vontade Dele para nós em Cristo Jesus. A indisposição a fazer isso, a qual é desobediência à Palavra de Deus e a Sua vontade, é geralmente, fruto de acreditarmos em sentimentos ao invés de acreditarmos na verdade.


Louvor e ações de graças direcionam nosso foco para Jesus, para a presença Dele conosco, não importa qual seja a situação. Se nosso foco estiver Nele, nós começaremos a ver nossos problemas e situações numa luz diferente, de uma melhor perspectiva. Nós sabemos em nossas mentes que não há nada impossível para Deus, que não existe situação além do poder Dele. Ainda assim, nós podemos teimosamente  recusar nos submetermos à Ele porque nós estamos cheios de auto piedade, ou até mesmo com ira, por causa das circunstâncias que temos que enfrentar. 


Fé olha as circunstâncias de forma diferente. Fé se volta para Ele, confia Nele, e sabe que Ele será fiel em responder o clamor dos nossos corações, não importa quão desesperadoras as coisas possam parecer.


Senhor Jesus, obrigado por tua paz. 


( Friends of Jesus - Colin Urquhart - Tradução livre )


domingo, 1 de novembro de 2026

Por tal caminho nunca passastes antes

 


“Quando virdes a arca da aliança do Senhor vosso Deus, e que os levitas sacerdotes a levam, partireis vós também do vosso lugar, e a seguireis. Contudo haja a distância de cerca de dois mil côvados entre vós e ela. Não vos chegueis a ela, para que conheçais o caminho pelo qual haveis de ir; visto que por tal caminho nunca passastes antes” (Js 3:3,4).


Sem nos demorarmos sobre o fato, devemos notar, contudo, que a arca representava, simbolicamente, a aliança de Deus com Seu povo, e que aquilo que estava dentro dela representava o conteúdo espiritual da fé que tinham, e o propósito divino para as suas vidas. Também notamos que a arca devia ir adiante deles, com um espaço intermediário entre eles e a arca.


Que valiosa lição está encerrada aqui para nossa aprendizagem. Os filhos de Israel deveriam manter-se a boa distância atrás da arca, para que pudessem perceber o caminho e segui-la por onde quer que ela fosse transportada. Porquanto, se o povo tivesse rodeado a arca, ninguém poderia saber a direção a seguir. O resultado teria sido a mais pura confusão, com cerca de cinquenta sub-comissões para resolver a questão!


Eles deveriam dar folga para Deus manobrar no tempo e no espaço; não deveriam interferir na situação, e sim, manter-se à distância, para trás. Para nosso exemplo, as Escrituras registram muitos equívocos trágicos, cometidos por homens bons, sinceros, zelosos, cheios de boa vontade, mas que agiram às pressas, precipitadamente, debaixo da pressão das circunstâncias.


Aprenda a dar a Deus espaço para manobrar. Aprenda a ficar quieto e a saber que Ele é Deus. Você não tem o direito de entrar em pânico! Se você está solidamente convicto que Deus é o árbitro de todos os seus negócios, então jamais sofrerá de ansiedade. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará…Descansa no Senhor e espera nEle…” (Sl 37:5;7).


Deus conhece o caminho! Lembre-se do que Ele garantiu a Josué: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado…” Haveria de ser um passo por vez. “Ninguém poderá te resistir todos os dias de tua vida…” Haveria de ser um dia por vez. Um passo de cada vez e um dia de cada vez. Esse é o andar diário do homem de Deus. Você se apressará para seu próprio risco, visto que “…por tal caminho nunca passaste antes”.


Dificilmente isso poderia ter sido dito dos filhos de Israel em suas peregrinações pelo deserto, porquanto já o haviam percorrido em círculos para lá e para cá. Dificilmente existiria algum grão de areia que não conhecessem pelo nome, ou algum cacto perto do qual já não se tivessem assentado! Mas agora haveriam de passar por uma nova experiência. Seria a exploração diária da terra prometida, com novas descobertas a serem feitas e novas áreas a serem possuídas, mediante cada passo que dessem.


– Major W. Ian Thomas


Extraído do livro “Salvos pela Vida de Cristo”, Cap.11.


Não lhe respondeu palavra

 Não lhe respondeu palavra. (Mt 15:23)

Calar-se-á por seu amor, (Sf 3:17)


 Pode ser que esteja lendo estas linhas um filho de Deus que passa por alguma tristeza esmagadora, algum desapontamento amargo, um golpe doído vindo de onde nunca se esperaria. Está ansioso pela voz do Mestre a dizer-lhe: 'Tem bom ânimo", mas só encontra silêncio e um sentimento de mistério e tristeza — "Não lhe respondeu palavra."


 O terno coração de Deus muitas vezes deve doer, ouvindo os tristes e queixosos lamentos que se levantam do nosso coração fraco e impaciente; lamentamos, porque não vemos que é por amor de nós que Ele não responde, ou que nos diz o contrário do que parece melhor aos nossos olhos embaçados pelas lágrimas, olhos de tão curta visão. 

 

O silêncio de Jesus é tão eloquente quanto a Sua voz, e pode ser um sinal, não de desaprovação, mas de aprovação e de Seu profundo propósito de bênção para a nossa vida. 


 "Por que estás abatida, o minha alma?" Ainda o louvarei, sim, até pelo silêncio de Deus. Aqui vai uma velha e bonita estória do sonho que uma senhora crente teve a respeito de três pessoas que oravam. Enquanto estavam de joelhos, o Mestre chegou-Se a elas. 

 

Ao aproximar-Se da primeira, inclinou-Se para ela, e sorrindo com amor falou-lhe com voz suave. 

 

Deixando-a, dirigiu-se à segunda, mas só pôs a mão sobre a sua cabeça curvada e deu-lhe um olhar de aprovação. 

 

Pela terceira, Ele passou quase abruptamente, sem Se deter para uma palavra ou olhar. A mulher, em seu sonho, pensou consigo: "Quanto Ele deve amar a primeira; à segunda Ele deu Sua aprovação, mas nenhuma das demonstrações de amor que deu à primeira; e a terceira deve tê-lO entristecido muito, pois não lhe deu nenhuma palavra e nem sequer um olhar. 


"O que será que ela fez e por que Ele fez tanta diferença entre elas." Enquanto procurava interpretar a atitude de seu Senhor, Ele mesmo aproximou-Se dela, no sonho, e disse: "Ô mulher, quão erradamente me interpretaste. A primeira mulher de joelhos precisa de toda a minha ternura e cuidado para conservá-la em meu caminho. Precisa sentir o meu amor, meu cuidado e auxílio a cada momento do dia.  Sem isto iria falhar e cairia. 

 

"A segunda já tem uma fé mais forte e um amor mais profundo, e posso esperar dela que confie em mim sejam quais forem as 

circunstâncias e o que quer que os outros façam. 

 

"A terceira, que eu parecia nem notar e quase negligenciar, tem fé e amor da mais alta qualidade, e eu a estou treinando, através de processos enérgicos e drásticos, para o mais alto e santo serviço. 

 

"Ela me conhece tão de perto e confia em mim tão inteiramente, que não depende de palavras, olhares ou qualquer demonstração sensível da minha aprovação. Não desmaia nem desanima diante de nenhuma circunstância que eu a faça atravessar; ela confia em mim, mesmo quando o sentimento, a razão e os mais fortes instintos do coração natural se rebelariam — porque sabe que estou operando nela para a eternidade, e que o que eu faço, conquanto não o saiba explicar agora, compreendê-lo-á depois.


"Eu me calo em meu amor porque amo além do poder de expressão das palavras e do poder do entendimento do coração humano, e também por causa de vós, para que possais aprender a me amar e confiar em mim correspondendo espontaneamente ao meu amor, com o amor dado pelo Espírito, sem o estímulo de nenhuma coisa exterior para fazê-lo brotar." 

 

Ele fará maravilhas, se aprendermos o mistério do Seu silêncio, e se O louvarmos por todas as vezes em que Ele retira as Suas dádivas a fim de que conheçamos melhor o Doador e O amemos mais.


— Selecionado

Mananciais no Deserto


Um rio que eu não podia atravessar

 


“Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar” (Ez 47:5).


Quando visitamos uma região à beira-mar, vemos três tipos de pessoas. O primeiro grupo de pessoas permanece em terra seca, desfrutando um momento muito agradável, construindo castelos na areia, com muita alegria.


Existe outro grupo de pessoas que tira os sapatos, entra no raso e bate os braços. Se por acaso, por um acidente, uma onda os puxar para um ponto com água acima dos calcanhares ou dos joelhos, bem, isso é fundo suficiente – eles logo saem e retornam à terra seca. Eles não desejam permanecer na água, preferem desfrutar seu tempo no raso.


Existe um terceiro grupo de pessoas que entra na água, nada um pouco, mas logo começa a perceber que vai encarar forças sobre humanas. À medida que prosseguir, mais esgotadas serão suas forças e sua capacidade de resistência será severamente colocada à prova. Se nadarem ainda mais fundo, será necessário extrair recursos de uma fonte exterior, pois não conseguirão enfrentar as forças do mar aberto.


Dessa forma, existem muitos Cristãos que permanecerão na terra seca, desfrutando de um momento muito agradável. Eles não desejam que nada interfira em sua vida Cristã feliz e aprazível. Existem aqueles que entrarão no raso e terão algo mais, mas logo que as coisas começam a se tornar mais difíceis, eles desistem correndo de volta para a segurança da terra seca. Não desejam sair de sua zona de conforto. Existe ainda outro grupo de Cristãos que se lançará nas profundezas do Senhor e descobrirá, dessa maneira, recursos muito superiores aos seus “em Cristo”.


T. Austin-Sparks (1888 – 1971)


Extraído do livro “The Horizon of Christ” – Cap.2, p. 33.


A Herança dos Levitas – II

 


“Porém à tribo de Levi Moisés não deu herança; o SENHOR, Deus de Israel, é a sua herança, como já lhes tinha dito” (Js 13:33). 


Tudo em Deus


Os Levitas também representavam o princípio de encontrar todos os recursos em Deus!


No décimo terceiro capítulo de Josué, no versículo 33, nós lemos: “Porém à tribo de Levi Moisés não deu herança; o SENHOR, Deus de Israel, é a sua herança, como já lhes tinha dito.” Isso é muito significativo! Deus deu terra para as outras tribos, mas Ele Se deu para os Levitas. Podemos dizer que existe algo na vida cristã que se compara a receber uma herança do Senhor, assim como temos algo como ter o Próprio Senhor como nossa herança.


Algumas pessoas recebem a santificação do Senhor, que é algo de extremo valor, mas é oscilante, e muitas vezes não é permanente. Outros aprenderam a lição mais profunda de tomar o Próprio Senhor como seu Guardador e Santificador e, em permanecer Nele, eles são guardados acima das vicissitudes de suas próprias circunstâncias e sentimentos.


Alguns recebem do Senhor grandes medidas de alegria e bênção, e momentos de refrigério de Sua presença, que é muito graciosa. Outros, de novo, aprenderam a tomar o Próprio Senhor como sua Alegria, e então, como Ele prometeu: “o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar….” (Jo 16:22).


Algumas pessoas se contentam em ter a paz com Deus, mas outros tomaram “a paz de Deus que excede todo o entendimento, que guardará as suas mentes e corações em Cristo Jesus” (Fp 4:7). Alguns têm fé em Deus, enquanto outros tem a fé de Deus.


Alguns tem muitos toques de cura do Senhor, outros, aprenderam a viver na saúde do Próprio Deus e dizer: “Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus” (2 Co 4:11) “para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.”


Alguns estão sempre desejando ser fortalecidos e ajudados pelo Senhor, outros aprenderam a tomar o Senhor como sua força, e encontrar Sua Força aperfeiçoada em suas fraquezas. Alguns estão tentando servir a Deus e usar Seu Santo Espírito como seu Ajudador e Força para servir. Outros se entregaram a si mesmos a Deus para que Ele apenas os use, e eles são canais e vasos de Sua vida e força.


Esse tipo de vida nos conduz constantemente para o fim de nós mesmos e, à medida que crescemos pouco, Ele cresce mais e se torna o Nosso TUDO em TUDO. O verdadeiro serviço levítico deve se perder em Deus e encontrar Nele sua sabedoria, fé, amor, poder, paz, alegria, porção e seu tudo. Uma vida como essa pode se erguer acima das circunstâncias exteriores e interiores, e se conectar com a Fonte Infinita de todos os recursos, o coração do Próprio Deus. Seremos como o cavaleiro Norueguês antigo, que bebia de um chifre que nunca secava, porque um pequeno tubo o conectava com o rio, e quanto mais rápido ele bebia, mais ele se mantinha cheio por sua fonte inesgotável.


– A. B. Simpson


Tradução de parte do capítulo 12 do livro “Christ in the Bible: Joshua”


PÃO DE CADA DIA

 


O que você recebeu do Senhor hoje? Você pode dizer que leu um livro muito bom e parte de uma revista. Fico feliz em ouvir isso, mas você recebeu algo do Senhor? 


Novamente, você pode dizer que leu um ou dois capítulos da Bíblia. Sou muito grato por isso, mas ainda assim você pode ler muitos capítulos sem receber nada do Senhor para suprir a necessidade atual da sua alma. Alimento é aquilo que satisfaz um desejo (uma necessidade sentida) e, a menos que tenhamos apetite, não há nem mesmo o desejo por ele. O alimento de que falo é a provisão graciosa para nossas almas daquilo que responde aos exercícios e supre a necessidade da qual nos tornamos conscientes em nossa experiência diária.


Não me refiro à sua necessidade externa, mas à necessidade do seu coração e espírito, nas diversas experiências da sua alma. Que o Senhor nos preserve de nos tornarmos insensíveis à nossa necessidade diária, que o Seu amor se deleita em suprir como o nosso pão de cada dia.


“O pão nosso de cada dia nos dai hoje” (Mateus 6:11 ).


Por C. A. Coates


O Segredo de uma Nova Vida em Cristo

 


Em Gálatas 2:20, Paulo faz uma gloriosa confissão pessoal de fé. Quero destacar, em particular, duas expressões que ele utiliza: “por mim” e “em mim”, pois nelas reside o segredo duplo da vida cristã. Sobre a primeira, Paulo diz: “Vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Sobre a segunda, ele afirma: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.


“Por mim” aponta para o fundamento da nossa fé: Cristo carregou os nossos pecados em nosso lugar. Já “em mim” refere-se à nossa fonte de vida: Cristo vivendo em nós. A maioria dos crentes, hoje, não vai além do “por mim”. Eles compreendem pouco ou nada do fato de que o crente vive pela vida de Cristo. Nosso Senhor referiu-se a isso ao falar sobre permanecermos Nele e Ele em nós. “Naquele dia”, disse Ele, “vocês perceberão que estou em meu Pai, que vocês estão em mim e que eu estou em vocês” (João 14:20).


Nossa fé deve estar sempre alicerçada no fato de que Cristo foi crucificado por nós, para que Ele pudesse permanecer em nós como nossa fonte de vida. O cristão que pensa que apenas o “Cristo por mim” é suficiente acaba vivendo uma vida espiritual empobrecida, pois aquilo que Jesus, em última análise, promete é o “Cristo em mim”. É somente por meio da Sua permanência em nós que viveremos para a glória do Pai.


A mensagem de Cristo, nossa vida, é gloriosa: — o Filho de Deus, que outrora viveu uma vida humana aqui na Terra, deseja agora habitar em cada crente.


Que Deus Pai nos ensine, por meio de Seu Espírito, a ter comunhão com nosso Senhor Jesus diariamente em nossos momentos a sós com Ele, de modo que possamos dizer, como Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Cristo é a nossa vida.


Andrew Murray

Daily in His Presence

(Tradução livre)


O poder da lealdade inabalável

 


"Rute, porém, respondeu: Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!" (Rute 1:16)


A amizade na sociedade contemporânea frequentemente se baseia na utilidade e na conveniência mútua, tornando-se superficial e descartável ao menor sinal de crise. O cenário de Rute e Noemi era de devastação absoluta: luto profundo, pobreza extrema e ausência total de perspectivas futuras. Noemi, uma viúva amargurada e sem recursos, não tinha absolutamente nada a oferecer. A escolha mais lógica, segura e culturalmente aceita seria Rute retornar para o conforto e a segurança do seu povo, exatamente como fez Orfa. Contudo, a resposta de Rute contraria a lógica humana e estabelece o padrão mais elevado de amizade bíblica. Trata-se de uma aliança inquebrável, forjada não em benefícios ou momentos de festa, mas na decisão voluntária de abraçar a dor do outro como se fosse a sua própria.


A verdadeira amizade é invariavelmente testada e comprovada na fornalha da adversidade extrema. Quando possuímos saúde, recursos financeiros abundantes e alegria contagiante para compartilhar, é extremamente fácil estarmos cercados de companhias. Porém, o teste de fogo do afeto genuíno ocorre quando as nossas mãos estão completamente vazias e a nossa alma está esmagada pelo peso do sofrimento diário. Rute nos ensina magistralmente que um amigo autêntico não abandona o barco quando a tempestade do luto ou da escassez desaba sobre nós. Pelo contrário, ele entrelaça o seu próprio destino ao nosso, recusando-se a nos deixar caminhar sozinhos na escuridão. Esse compromisso sacrificial reflete de forma cristalina o coração do próprio Cristo, o Amigo supremo que jamais nos abandona nas nossas maiores misérias terrenas.


Cultivar esse nível profundo e transformador de amizade exige intencionalidade absoluta, renúncia ao egoísmo e, sobretudo, um alicerce espiritual inabalável. A declaração de lealdade de Rute culminou na afirmação mais importante de todas: "o teu Deus será o meu Deus". As amizades mais resistentes e duradouras são aquelas unidas por uma fé comum, onde um coração aponta incansavelmente o outro para a cruz do Calvário e para a esperança eterna. O nosso maior chamado não é apenas orar pedindo a Deus que nos envie amigos incrivelmente leais, mas investir ativamente o nosso tempo, empatia e energia para sermos esse tipo de amigo para alguém. Isso exige sair da nossa zona de conforto, oferecer uma escuta atenta e compassiva sem julgamentos precipitados e ajudar a carregar os pesados fardos daqueles que já perderam a força para caminhar sozinhos.


"Senhor, confesso que muitas vezes os meus relacionamentos são rasos e movidos pela conveniência do dia a dia. Perdoa-me por me afastar das pessoas quando elas mais precisam de apoio e por não ter sido um bom suporte na dor alheia. Ensina-me a lealdade inabalável demonstrada por Rute. Transforma o meu coração egoísta para que eu seja um amigo verdadeiro, capaz de amar sacrificialmente nas adversidades e de apontar sempre os meus companheiros para a tua maravilhosa graça. Em nome de Jesus, amém”.


OnlineBíblia


terça-feira, 27 de outubro de 2026

O Segredo de uma Nova Vida em Cristo



Em Gálatas 2:20, Paulo faz uma gloriosa confissão pessoal de fé. Quero destacar, em particular, duas expressões que ele utiliza: “por mim” e “em mim”, pois nelas reside o segredo duplo da vida cristã. Sobre a primeira, Paulo diz: “Vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Sobre a segunda, ele afirma: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.


“Por mim” aponta para o fundamento da nossa fé: Cristo carregou os nossos pecados em nosso lugar. Já “em mim” refere-se à nossa fonte de vida: Cristo vivendo em nós. A maioria dos crentes, hoje, não vai além do “por mim”. Eles compreendem pouco ou nada do fato de que o crente vive pela vida de Cristo. Nosso Senhor referiu-se a isso ao falar sobre permanecermos Nele e Ele em nós. “Naquele dia”, disse Ele, “vocês perceberão que estou em meu Pai, que vocês estão em mim e que eu estou em vocês” (João 14:20).


Nossa fé deve estar sempre alicerçada no fato de que Cristo foi crucificado por nós, para que Ele pudesse permanecer em nós como nossa fonte de vida. O cristão que pensa que apenas o “Cristo por mim” é suficiente acaba vivendo uma vida espiritual empobrecida, pois aquilo que Jesus, em última análise, promete é o “Cristo em mim”. É somente por meio da Sua permanência em nós que viveremos para a glória do Pai.


A mensagem de Cristo, nossa vida, é gloriosa: — o Filho de Deus, que outrora viveu uma vida humana aqui na Terra, deseja agora habitar em cada crente.


Que Deus Pai nos ensine, por meio de Seu Espírito, a ter comunhão com nosso Senhor Jesus diariamente em nossos momentos a sós com Ele, de modo que possamos dizer, como Paulo: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Cristo é a nossa vida.


Andrew Murray

Daily in His Presence

(Tradução livre)


segunda-feira, 26 de outubro de 2026

O poder da lealdade inabalável



"Rute, porém, respondeu: Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!" (Rute 1:16)


A amizade na sociedade contemporânea frequentemente se baseia na utilidade e na conveniência mútua, tornando-se superficial e descartável ao menor sinal de crise. O cenário de Rute e Noemi era de devastação absoluta: luto profundo, pobreza extrema e ausência total de perspectivas futuras. Noemi, uma viúva amargurada e sem recursos, não tinha absolutamente nada a oferecer. A escolha mais lógica, segura e culturalmente aceita seria Rute retornar para o conforto e a segurança do seu povo, exatamente como fez Orfa. Contudo, a resposta de Rute contraria a lógica humana e estabelece o padrão mais elevado de amizade bíblica. Trata-se de uma aliança inquebrável, forjada não em benefícios ou momentos de festa, mas na decisão voluntária de abraçar a dor do outro como se fosse a sua própria.


A verdadeira amizade é invariavelmente testada e comprovada na fornalha da adversidade extrema. Quando possuímos saúde, recursos financeiros abundantes e alegria contagiante para compartilhar, é extremamente fácil estarmos cercados de companhias. Porém, o teste de fogo do afeto genuíno ocorre quando as nossas mãos estão completamente vazias e a nossa alma está esmagada pelo peso do sofrimento diário. Rute nos ensina magistralmente que um amigo autêntico não abandona o barco quando a tempestade do luto ou da escassez desaba sobre nós. Pelo contrário, ele entrelaça o seu próprio destino ao nosso, recusando-se a nos deixar caminhar sozinhos na escuridão. Esse compromisso sacrificial reflete de forma cristalina o coração do próprio Cristo, o Amigo supremo que jamais nos abandona nas nossas maiores misérias terrenas.


Cultivar esse nível profundo e transformador de amizade exige intencionalidade absoluta, renúncia ao egoísmo e, sobretudo, um alicerce espiritual inabalável. A declaração de lealdade de Rute culminou na afirmação mais importante de todas: "o teu Deus será o meu Deus". As amizades mais resistentes e duradouras são aquelas unidas por uma fé comum, onde um coração aponta incansavelmente o outro para a cruz do Calvário e para a esperança eterna. O nosso maior chamado não é apenas orar pedindo a Deus que nos envie amigos incrivelmente leais, mas investir ativamente o nosso tempo, empatia e energia para sermos esse tipo de amigo para alguém. Isso exige sair da nossa zona de conforto, oferecer uma escuta atenta e compassiva sem julgamentos precipitados e ajudar a carregar os pesados fardos daqueles que já perderam a força para caminhar sozinhos.


"Senhor, confesso que muitas vezes os meus relacionamentos são rasos e movidos pela conveniência do dia a dia. Perdoa-me por me afastar das pessoas quando elas mais precisam de apoio e por não ter sido um bom suporte na dor alheia. Ensina-me a lealdade inabalável demonstrada por Rute. Transforma o meu coração egoísta para que eu seja um amigo verdadeiro, capaz de amar sacrificialmente nas adversidades e de apontar sempre os meus companheiros para a tua maravilhosa graça. Em nome de Jesus, amém”.


OnlineBíblia


O poder da ressurreição e o conhecimento do Senhor

 " para o conhecer e o poder da sua ressurreição e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;"

Filip. 3,10



Paulo disse que desejava conhecer a Cristo e o poder da Sua ressurreição... sendo feito conforme a Sua morte (Fp 3.10). 


Tudo está resumido no grande paradoxo do Evangelho: "Aquele que perder a sua vida achá-la-á”.

Não é, com certeza, que haja qualquer anulação da personalidade envolvida. Muito pelo contrário. Paulo não era menos Paulo depois da compreensão da sua unidade com Cristo na morte, expressa naquela assombrosa declaração da Epístola aos Gálatas: "Estou crucificado com Cristo". Ele podia, com infinitamente mais direito, dizer: "... e esse viver que, agora, tenho na carne..." (Gl 2.20). Uma vez que a cruz retira a "vida do eu" para que a alma se torne centrada em Deus, a personalidade, em toda a sua glória e no pleno gozo dos seus poderes, começa a se desenvolver. Somente podemos possuir a nós mesmos quando Deus é supremo em nossa vida.”² 


Eu quero deixar com você uma simples e singela verdade:


Não há caminho para a vida exceto pela morte ;

Não há caminho para o poder exceto por meio da fraqueza e quebrantamento;

Não há caminho para a plenitude exceto por meio do esvaziar;

Não há caminho para o pleno frutificar exceto por meio do podar;

Não há caminho para a exaltação exceto por meio da humilhação;

Não há caminho para o trono exceto se sua vida for lançada por terra;

Não há caminho para conhecer a glória de Deus em plenitude exceto por meio da comunhão de seus sofrimentos.


A chave verdadeira para a vida transbordante, para a vida mais abundante, a vida de ressurreição, não é quanto eu vivo, mas quanto eu morro.

Assim, o problema não é como viver a vida cristã; o problema é como morrer.

Se você tiver o segredo de morrer com Cristo, você não terá de aborrecer a mente sobre como viver a vida cristã...”


(Andrew Murray;  F.J.Heguel;  Lance Lambert)


O Senhor é o nosso socorro

 Senhor, além de ti não há quem possa socorrer. (2 Cr 14.11.)


Lembremos ao Senhor a inteira responsabilidade dEle: 

"Além de ti não há quem possa socorrer". 


As desvantagens de Asa eram enormes.

Vinham contra ele um milhão de homens, além de trezentos carros.

Parecia impossível manter-se de pé contra aquela multidão. 

Não havia aliados que pudessem vir auxiliá-lo. Sua única esperança, portanto, estava em Deus. Às vezes Deus permite que as nossas dificuldades cheguem a um tal ponto, que sejamos levados a renunciar a qualquer

auxílio humano  a que tenhamos recorrido em provações menos duras  e a buscar de novo o Amigo Todo-Poderoso. 


Ponhamos o Senhor entre nós e o inimigo. 


Para a fé de Asa, era como se Jeová estivesse de pé entre ele, que não tinha forças  e o

poderio de Zerá. 

E não estava enganado. 

Lemos que os etíopes foram destruídos diante do Senhor e diante do seu exército  como se

combatentes celestes estivessem lutando por Israel contra o inimigo e pondo em fuga seu grande exército; de modo que Israel só teve de segui-lo e tomar os despojos. 

Nosso Deus é Jeová dos exércitos, que, para

ajudar Seu povo, pode a qualquer momento convocar reforços inesperados. 

Creiamos que Ele está ali, entre nós e a dificuldade, creiamos, e então aquilo que está nos perturbando fugirá diante d’Ele como fogem as nuvens ante o vento forte. 


 F. B. Meyer.


Por fé, e não por vista. Abraão creu, e disse à vista: "Sai do caminho!"; 

e às leis da natureza: "Calai-vos!"; 

e a um coração apreensivo:

"Aquieta-te, enganoso tentador!" 

Ele creu em Deus. — J.P.


Senhor, interpõe-Te entre mim e o inimigo;

Eu vejo que em mim não há forças.

É Tua a peleja.

Combate por mim.

Espero na Tua vitória.

Senhor, interpõe-Te entre mim e este mundo,

A vida se torna difícil! — Não pertenço mais a ele.

Tu és meu refúgio.

Assiste-me.

Vive por mim!

Senhor, interpõe-Te entre mim e o que é lícito.

Eu quero que estejas no centro.

Que rejas em tudo e me dês equilíbrio.

Expande em meu ser Tua vida.

Amém.


O caminho conhecido do Pastor

 Eu seguirei guiando-as pouco a pouco, no passo do gado que me vai à frente... e no passo dos meninos. (Gn 33.14.)


Nós ainda não passamos por este caminho, mas o Senhor Jesus já passou. É um caminho ainda não palmilhado por nós, mas Ele o

conhece todo por experiência pessoal. Os trechos íngremes que nos tiram o fôlego, os trechos pedregosos que nos magoam os pés, e outros escaldantes que nos deixam tão cansados, os rios turbulentos que temos

de atravessar — por tudo isso Jesus já passou antes de nós.

Ele esteve "cansado da viagem". Não só algumas, mas todas as muitas águas passaram sobre ele; e não puderam apagar Seu amor. Ele

é um guia perfeito, pelas coisas que padeceu. "Ele conhece a nossa estrutura, e lembra-se de que somos pó." 

Pense nisto, quando você for tentado a duvidar de que Ele o guia com bondade. Ele sabe de tudo, o tempo todo; e não vai fazer que você dê sequer um passo além do que os seus pés agüentam. 

Não se importe se acha que não será capaz de dar o próximo passo, pois, ou Ele lhe dará a força necessária para dá-lo, ou ordenará uma parada, e você não o terá que dar.

— Frances RidleyHavergal


Que bonito este quadro do cuidado de Jacó para com o gado e as crianças. Não os deixaria cansarem-se demais por um dia sequer. Não

iria conduzi-los segundo a rapidez dos passos de um homem forte como Esaú, mas só de acordo com o que eram capazes de suportar. Ele sabia exatamente a distância que agüentariam percorrer num dia; e foi só o que

levou em conta ao programar as caminhadas. Ele havia percorrido os mesmos caminhos desertos, tempos atrás, e conhecia por experiência as suas asperezas, calor e extensão. Por isso disse: "Eu seguirei guiando-as pouco a pouco."


Tudo são flores?

E pastos verdes?

Sabes que não.

Nem sempre. Mas a promessa diz fielmente

Que nada te faltará.

Por que temores?

O Mestre falha?

Eu sei que não.

Não falha.

Que tudo mude, tenho a promessa

De que Ele comigo está.


Cultivando um relacionamento com Ele

 

“A minha alma apega-se a Ti, a Tua destra me ampara”  (Sl 63:8).

Andamos quase inteiramente esquecidos de que Deus é uma pessoa, e que, por isso, devemos cultivar nossa comunhão com Ele como cultivamos nosso companheirismo com qualquer outra pessoa. É parte inerente de nossa personalidade conhecer outras personalidades, mas ninguém pode chegar a um conhecimento pleno de outrem através de um encontro apenas. Somente após uma prolongada e afetuosa convivência é que dois seres podem avaliar mutuamente sua capacidade total. 


Deus é uma pessoa, e nas profundezas de Sua poderosa natureza Ele pensa, deseja, tem gozo, sente, ama, quer como qualquer outra pessoa. Em Seu relacionamento conosco, Ele se mantém fiel a esse padrão de comportamento da personalidade. Ele se comunica conosco por meio de nossa mente, vontade e emoções. O cerne da mensagem do Novo Testamento é a comunhão entre Deus e a alma remida, manifestada em um livre e constante intercâmbio de amor e pensamento.


Esse intercâmbio entre Deus e a alma, pode ser contatado pela percepção consciente do crente. É uma experiência pessoal, isto é, não vem através da igreja, como Corpo, mas precisa ser vivida por cada membro. Depois, em consequência dele, todo o Corpo será abençoado. 


Nós somos em miniatura, (excetuando nossos pecados), aquilo que Deus é de forma infinita. Tendo sido feitos à Sua imagem, temos dentro de nós a capacidade de conhecê-Lo. Enquanto em pecado, falta-nos somente o poder. Mas, a partir do momento em que o Espírito nos vivifica, dando-nos uma vida regenerada, todo o nosso ser passa a gozar de afinidade com Deus, mostrando-se exultante e grato. Isso é este nascer do Espírito, sem o qual não poderemos ver o reino de Deus. Mas esse não é o fim, mas apenas o começo, pois é a partir daí que nosso coração inicia o glorioso caminho da busca que consiste em penetrar nas infinitas riquezas de Deus. 


Posso dizer que começamos nesse ponto, mas digo também que homem nenhum já chegou ao final dessa exploração, pois os mistério da Trindade são tão grandiosos e insondáveis que não tem limite nem fim.


-- A. W. Tozer (extratos selecionados das pgs. 13 a 15 do livro “À Procura de Deus”).


O propósito dos companheiros

 

“Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos” (Hebreus 3:14).

A palavra que aparece como “participantes” nesse verso ocorre 5 vezes na carta aos Hebreus: 1:9; 3:1,14; 6:4; 12:8. Em Lucas 5:7, ela é traduzida como “companheiros”, e em outras traduções, “amigos” e “parceiros. Essa ideia dos “companheiros” segue ao longo de toda a Bíblia como o supremo pensamento de Deus relacionado ao homem e sua relação com Ele. Mas qual seria o propósito dos companheiros? Tudo converge para o foco central de toda a Bíblia, a saber, o Filho de Deus. Em todas as coisas, Deus tem o Seu Filho em vista. Deus sempre mantém Sua visão focada em Um Objeto, que é o Seu Filho. Deus nunca desperdiça nada. Ele não se interessa em “coisas” pequenas. As pequenas coisas se tornam grandiosas quando se relacionam com Seu Filho. Você se considera uma pessoa pequena, sem importância? Se você estiver ligado de forma vital ao Filho, Deus te considera muito importante. 

 

Deus é um Deus de propósito. Ele está sempre se movendo em relação a tal propósito, e prosseguindo, não importando o que aconteça, sempre atuando na base do Seu Senhorio Soberano, e nenhum homem pode impedi-Lo. É por isso que Ele nos deu o Livro de Apocalipse. Antes de chegarmos ao fim, Ele já nos disse como será. Seu propósito será realizado. Ainda assim, Ele sustenta outro princípio: Ele sempre conserva o homem num lugar de responsabilidade. Seu propósito em Seu Filho deve ser realizado no homem, no grande homem corporativo, no qual Cristo deve ter a plenitude. Cristo não realizará o propósito de Deus sozinho. Será que existe algo mais grandioso do que ser um companheiro de Cristo? Que maravilha pesarmos que somos chamados para sermos companheiros do Filho de Deus, quando sabemos quem Cristo é, e tudo o que Deus propôs em relação a Ele! Isso é de fato uma grande salvação. Mas companheirismo é algo que é testado e peneirado pela adversidade. Se você tem um lote extra de testes e sofrimentos em seu relacionamento com Cristo, lembre-se de que Ele está buscando encontrar em nós companheiros bem próximos, não apenas na Sua glória, mas nos Seus sofrimentos. Unidade de vida, propósito, experiência, disciplina, morte, sepultamento, ressurreição, unção, e então finalmente, unidade com Ele em Sua glória celestial.

 

Tradução de extratos do Capítulo 1 do Livro “The On-High Calling”, de T. Austin-Sparks.


GANHANDO AO DAR

 GANHANDO AO DAR


*"A alma generosa prosperará."*

(Provérbios 11:25)


Se desejo florescer na alma, não devo reter meus tesouros, mas distribuí-los aos pobres. Ser mesquinho e avarento é o caminho do mundo para a prosperidade, mas não é o caminho de Deus, pois Ele diz: "Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda". O caminho da fé para ganhar é dar. Devo tentar isso repetidas vezes; e posso esperar que tanta prosperidade quanto for boa para mim me virá como uma recompensa graciosa por um curso de ação liberal.

É claro que não posso ter certeza de ficar rico. Serei próspero, mas não excessivamente. Riquezas excessivas poderiam me tornar tão pesado quanto as pessoas corpulentas costumam ser, e me causar a dispepsia do mundanismo, e talvez provocar uma degeneração gordurosa do coração. Não, se eu for próspero o suficiente para ser saudável, posso estar bem satisfeito; e se o Senhor me conceder o sustento, posso estar inteiramente contente. Mas há uma prosperidade mental e espiritual que eu cobiçaria grandemente, e esta vem como resultado de pensamentos generosos para com o meu Deus, Sua igreja e meus semelhantes. Que eu não seja mesquinho, para não deixar meu coração faminto. Que eu seja generoso e liberal; pois assim serei como o meu Senhor. Ele Se deu por mim: negarei a Ele qualquer coisa?


SPURGEON (Talão de cheques da fé)


O Rei dos reis e Senhor dos senhores breve virá

 



“Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará;”

(Hb 10:37)


“Disse o Senhor ao meu senhor:

Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. O Senhor enviará de Sião o cetro do seu poder, dizendo: Domina entre os teus inimigos.”

(Salmo 110:1-2)


O sistema mundial que ocupa a terra está envelhecido e decrépito.

Como uma vasta máquina desgastada, ele range e geme como se

estivesse no ponto de ruptura. A era está tão exausta quanto perversa,

e o único consolo sólido é que sua consumação parece estar se

aproximando. As agonias de morte deste vasto corpo corporativo serão

desesperadoras e dolorosas; contudo, serão também as dores de parto

de uma era melhor. A principal necessidade do mundo é um governo

competente. Mesmo os governantes mais bem-dispostos e capazes

mostram-se sinalizadamente desiguais para aliviar as aflições das

nações, mas para esta necessidade urgente a misericórdia de Deus fez

plena provisão. Ele tem em prontidão um Soberano perfeito para o céu

e a terra, Seu próprio Filho, Jesus Cristo, o Senhor, e Sua vinda à terra

para assumir o governo é um tema central da Palavra de Deus.

(G. H. Lang)


“Dizei entre as nações: Reina o Senhor.

Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os povos com equidade.

Alegrem-se os céus, e a terra exulte; ruja o mar e a sua plenitude.

Folgue o campo e tudo o que nele há; regozijem-se todas as árvores do bosque, na presença do Senhor, porque vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a sua fidelidade."


NOS APOSENTOS DO REI

 NOS APOSENTOS DO REI 


“O Rei me levou aos Seus aposentos.”

(Cântico 1:4) 


Não primeiro ao salão de banquetes, que virá no devido tempo, mas primeiro para estar a sós com Ele. Quão perfeito! Poderíamos nos contentar em encontrar um ente querido apenas em público? Não, queremos levá-lo para um lugar reservado, tê-Lo só para nós. Assim também com o nosso Mestre, Ele leva Sua Noiva, agora totalmente consagrada, para um lugar reservado, para provar e desfrutar das sagradas intimidades do Seu maravilhoso amor. O Noivo da Sua Igreja anseia pela comunhão com o Seu povo mais do que este anseia pela comunhão com Ele, e muitas vezes precisa clamar: "Deixa-me ver o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz, pois a tua voz é doce e o teu rosto é formoso".[..] 

Bem-aventurado é quando nossos olhos se enchem de sua beleza e nossos corações se ocupam com Ele. Na medida em que isso se verifica em nós, reconheceremos a verdade correlativa: que seu grande coração se ocupa com o nosso.

(H. Taylor)


Todas as minhas fontes são em ti

 "Todas as minhas fontes são em ti" (SALMO 87:7). 


Perceba como Deus murchará todas as outras fontes que você tiver. Ele fará murchar as suas virtudes naturais, destruirá a confiança nos seus poderes naturais. Ele fará murchar a sua confiança na mente, no espírito e no corpo até você aprender, por experiência prática, que não tem direito de obter a sua vida de qualquer outra fonte que não seja o tremendo reservatório da vida de ressurreição de Jesus Cristo.

Agradeça a Deus se estiver passando por uma experiência de esgotamento! O nosso Senhor nunca remenda as nossas virtudes naturais; Ele renova a pessoa inteira a partir do interior, até o novo homem transparecer nas novas maneiras. Deus não dá novas condutas; nós elaboramos as nossas próprias, mas temos de fazê-las com os elementos da nova vida (EFÉSIOS 4:22-32). Todos os detalhes da nossa vida física devem estar absolutamente sob o controle da nova inclinação plantada em nós por Deus, por meio da identificação com Jesus Cristo, e nós não teremos mais permissão para murmurar "não consigo". Não existe a expressão não consigo no vocabulário de um cristão, se ele se relaciona corretamente com Deus; existe apenas uma expressão, que é: sou capaz (nEle).

"Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece" (FILIPENSES 4:12-13). Observe o tipo de coisas que Paulo disse que poderia fazer. As maneiras se referem ao caráter cristão, e nós somos responsáveis por elas. Deus realiza a transformação em nosso interior agora, diz Paulo: "Realize a obra que Deus fez em seu interior". Descobriremos, quando estivermos bem com o Senhor, que Ele usa o mecanismo de nossas circunstâncias para nos capacitar a realizá-lo.¹

“A vontade de Deus governa o início; o poder de Deus governa o meio e a glória de Deus o fim.”²

(¹ Chambers; ² Délcio)


VENÇA O MAL COM O BEM

  "Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem." Romanos 12:21 Durante a guerra coreana, um cidadão da Coreia do Sul...