sexta-feira, 31 de julho de 2026

SÃ DOUTRINA! SANTOS SAUDÁVEIS!

 




“Assim como crianças recém-nascidas, desejem ardentemente o leite puro da palavra, para que por meio dele cresçam para a salvação.” (1 Pe 2:2)

 

O cristão é criado pela Palavra
e deve ser alimentado por ela.
- William Gurnall

Quando o apóstolo nos descreve como " bebês recém-nascidos ", ele quer que deixemos de lado tudo o que é incompatível com essa condição. Crianças recém-nascidas não têm malícia; não têm astúcia nem malícia; não têm hipocrisia, nem inveja, nem maledicência. Estão livres de todos esses males; quem dera fôssemos tão puros quanto elas! Seria melhor sermos bebês, sem falar nada, do que estarmos entre aqueles que falam o mal. Seria melhor recomeçar a vida do que viver o suficiente para acumular um tesouro de malícia, um acervo de astúcia e aprender os truques da hipocrisia. Sejamos tão simples quanto criancinhas, tão inocentes, tão inofensivos, tão livres de qualquer maldade quanto os bebês recém-nascidos. E, visto que devemos segui-los naquilo que eles não têm, imitemo-los também naquilo que eles têm. Desejemos ardentemente, como se fosse nossa própria vida, o leite puro da Palavra. Cultivemos essa combinação de fome e sede que se encontra numa criança pequena, para que possamos ter fome e sede da Palavra de Deus. Fizemos mais do que provar a Palavra; provamos que o próprio Senhor é misericordioso. Ansiemos por nos banquetear cada vez mais com esse alimento divino, para que possamos crescer por meio dele.” (C. H. S.) 


“Senhor, santifica-nos na verdade, a tua palavra é a verdade. Amém.”


quinta-feira, 30 de julho de 2026

A Vocação e a Missão

 


 *"Ele subiu ao monte, e chamou para si os que quis; então vieram a ele. E constituiu doze para que estivessem com ele, para enviá-los a pregar,"* (Mc 3:13-14)


1. *O Chamado para Estar com Ele:*

Antes de qualquer missão ou ministério, a prioridade de Jesus ao chamar os discípulos era para que “estivessem com Ele.” O relacionamento pessoal com Cristo é o fundamento de toda obra espiritual. O verdadeiro ministério flui a partir de uma profunda comunhão com o Senhor, e sem isso, o serviço perde seu poder e propósito.


2. *A Missão que Flui da Presença:* 

A ordem de Jesus — primeiro estar com Ele, e depois ser enviado — reflete uma dinâmica espiritual essencial. O ministério não é algo que realizamos por esforço próprio, mas uma extensão daquilo que recebemos na presença de Cristo. Estar com Ele é o meio pelo qual somos capacitados para pregar e realizar a obra de Deus. Sem essa comunhão íntima, o trabalho ministerial pode se tornar mecânico e vazio.


*“Estar com Ele”* é uma expressão da vida cristã que transcende meras atividades religiosas e foca em um relacionamento contínuo e transformador com Cristo. A partir desse relacionamento, somos verdadeiramente enviados com autoridade e unção para cumprir o propósito de Deus.


T. A Sparks


segunda-feira, 27 de julho de 2026

O livramento do Senhor

 “Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor.”

(Êxodo 14.13)


Parece-nos, muitas vezes, que Deus coloca seus filhos em profundas dificuldades, conduzindo-os a algum beco sem saída; armando situações que nenhum juízo humano admitiria, caso fosse previamente consultado. A própria nuvem os conduz para mais longe. Talvez isso lhe esteja acontecendo neste exato momento. Parece desconcertante e muito grave; mas está perfeitamente correto. O motivo é mais que suficiente para justificar Aquele que o trouxe para esse beco. Trata-se de uma plataforma para que Ele lhe apresente sua graça e poder onipotentes. Deus não somente há de livrá-lo, como também, ao fazê-lo, ensinar-lhe-á uma lição inesquecível que, mais tarde, reverter-se-á em muitos salmos e cânticos. Você jamais poderá agradecer a Deus por ter Ele agido exatamente como agiu.

F.B.Meyer


"O que a mim me concerne o Senhor levará a bom termo;
a tua misericórdia, ó Senhor, dura para sempre;
não desampares as obras das tuas mãos."
(Salmo 138:8)

Nosso Ebenézer!

 Ebenézer! Até aqui nos ajudou o Senhor.


“Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor” (1 Samuel 7:12).

"Algo em que precisamos acreditar e, se necessário, talvez até lutar para acreditar é que o fim justificará o caminho, e que Deus será plenamente justificado pelo caminho no qual Ele nos conduziu.”

-- T. Austin-Sparks (O Fim Justificará o Caminho)


”Se não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado” (Sl 124:2)! Essa é a história da nossa caminhada. Nossa vida Cristã é um progresso e conquista, um constante arrastar “da pedra” para mais um pouco adiante e a sempre certeza de que “Ebenézer, até aqui nos ajudou o Senhor”. Na linguagem do apóstolo Paulo, uma eterna descoberta do "tudo posso Naquele que me fortalece” e “prossigo para o alvo” [Fp 4;13 e 3:14].

 

Muitas vezes pensamos que adversidades são o fim, mas na verdade elas nos conduzem ao novo Ebenézer, porque, ao enfrentar situações impossíveis, não poderemos confiar em nós mesmos, "e sim no Deus que ressuscita os mortos” (1Co 1:9).

 

Que possamos ser Calebes e Josués, que não se contentam em ficar do outro lado do Jordão, mas anseiam pela melhor porção da terra. Que possamos prosseguir para o alvo, na força do Senhor, e que a cada passo possamos testemunhar - Ebenézer! Ebenézer! Porque afinal de contas, jamais teremos nada em nós mesmos para nos gloriar no reino de Deus. Aprender a viver por Ele é a única forma de seguir em frente!

 

“Quando você ouve alguém pronunciar muitas palavras de humildade, percebe que não é humilde. Não realizamos essa obra por nós mesmos. Se tentarmos fazê-lo com as nossas próprias forças, seremos repreendidos por nossa falta de fé. Entenda que ESTAR MORTO é ainda mais baixo que SER HUMILDE. Para SER HUMILDE você primeiro tem que ter sido alguma coisa. Não há nada INFERIOR à MORTE, quem já ESTÁ MORTO não é NADA. NADA PODE SER INFERIOR A ISSO.”


--Madame Guyon (1648-1717)


A Importância da Experiência

 

"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança." (Romanos 5:3,4)


Experiência com Deus é muito mais do que apenas conhecimento. Podemos ser muito bem informados e ter muito conhecimento, mas se formos carentes de experiência, nosso conhecimento será puramente técnico. Experiência é mais que conhecimento, e é muito mais que inteligência. Pessoas inteligentes podem ser capazes de fazer muitas coisas e podem até parecer bem sucedidas. Entretanto, a ausência da qualidade da experiência será demonstrada, mais cedo ou mais tarde, por meio do colapso de sua estrutura, uma vez que não havia uma base sólida ali.


A experiência é algo que nunca poderemos herdar, nem pode ser transferido de uma pessoa para outra; precisa ser adquirida. É, portanto, posse e propriedade do indivíduo que a possui, algo muito pessoal. Se fosse possível ao Pai conduzir Seu próprio Filho, o Senhor Jesus, ao fim designado e determinado por Ele de qualquer outra maneira, certamente Ele o faria. Mas o único caminho foi por meio da experiência: ”…embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu" (Hb 5:8); Ele foi ”aperfeiçoado por meio de sofrimentos" (Hb 2:10). Até Jesus Cristo (digo isso em certo sentido) precisou adquirir Sua experiência. Ele precisou atingir a plenitude dela para ser aperfeiçoado, tornado pleno, por meio do caminho da experiência.


O Espírito Santo não substitui a experiência, mesmo considerando tudo o que o dom do Espírito representa para o provimento, capacitação, instrução e fortalecimento do povo de Deus. Muitas vezes pedimos que o Espírito Santo faça certas coisas por nós que Ele nunca fará, em vez disso, Ele nos conduzirá à experiência. Essa é a única maneira dEle responder às nossas orações, dando-nos experiências. Pedimos algo ao Senhor e obtemos a resposta por intermédio das experiências pelas quais Ele nos conduz. Não era isso que desejávamos, é claro, queríamos que o Senhor fizesse algo instantaneamente, como que concedendo um dom, num ato soberano. Entretanto, isso teria sido algo meramente objetivo, concedido, enquanto Ele deseja tornar a resposta parte de nossa constituição e, dessa forma, responde à oração com alguma experiência. 'Perseverança (produz) experiência' e, se não houver experiência, qual será o seu benefício?


Portanto, a experiência tem ainda mais importância do que a libertação da tribulação. 'Tribulação produz experiência'. Quantas vezes perguntamos ao Senhor por que Ele permitiu que algo nos acontecesse, ou por que Ele não fez isso ou aquilo. Por que Ele não impediu Adão de pecar? Por que Ele não interveio no mundo, antes que acontecessem tantas coisas que tiveram resultados terríveis? A necessidade da experiência é parte dessa resposta.


-- T. Austin-Sparks (A importância e Valor da Experiência)


chuvas de bênção

 Farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênção. (Ez

34.26.)

Como está o tempo esta manhã em sua vida? É tempo de sequidão? Então é o tempo oportuno para chuvas. 

Tempo de ar pesado e nuvens negras? É o tempo para chuvas. 

Veja que a palavra está no plural: "Farei descer... chuvas de bênção" — Deus manda todo tipo de

bênçãos. As bênçãos de Deus vêm todas juntas, como os elos numa corrente de ouro. 

Aquele que dá a graça da conversão dá também a graça do consolo. Ele enviará "chuvas de bênção", 

"Ó planta crestada, olhe para cima e abra as suas folhas e flores à chuva do céu." —

Spurgeon


Senhor, minha alma Te deseja muito,

Numa terra sedenta,

Onde faltam as águas.

Eu não tenho recursos

Pra exigência da hora.

Ó senhor, minha fonte,

Satisfaz-me.

És poderoso e todo-suficiente

Ó Jeová El Shaddai,

Deus que nutre e sustenta

Qual criança de colo

Eu me deixo em Teus braços.

Ó Senhor, minha fonte,

Satisfaz-me.

Tu prometeste carregar meu fardo;

A Teus pés o deponho.

Olha o que me concerne.

Quero agora, em silêncio,

Contemplar o Deus vivo.

Ó Senhor, minha fonte,

Satisfaz-me.

Senhor, Tu podes mudar o meu espinho em flor; e eu quero que o meu espinho seja uma flor.

 Jó recebeu o brilho do sol, depois da chuva —

mas teria sido em vão aquela chuva? Jó queria saber, e eu também quero, se o brilho do sol não teve nada a ver com a chuva. E Tu podes dizer-me — a Tua cruz pode dizer-me. 

Tu coroaste o Teu sofrimento.

Seja essa a minha coroa, Senhor. 

Eu só poderei triunfar em Ti, se

conhecer o esplendor que há na chuva. — George Matheson


A vida frutífera busca tanto as chuvas como o sol.

Já reparaste que o sofrimento

Abranda os corações?

E percebeste que na dor

Há um mundo de lições?

Procura ouvir o que Deus te fala

Nas aflições.


O propósito dos companheiros

 


“Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos” (Hebreus 3:14).

A palavra que aparece como “participantes” nesse verso ocorre 5 vezes na carta aos Hebreus: 1:9; 3:1,14; 6:4; 12:8. Em Lucas 5:7, ela é traduzida como “companheiros”, e em outras traduções, “amigos” e “parceiros. Essa ideia dos “companheiros” segue ao longo de toda a Bíblia como o supremo pensamento de Deus relacionado ao homem e sua relação com Ele. Mas qual seria o propósito dos companheiros? Tudo converge para o foco central de toda a Bíblia, a saber, o Filho de Deus. Em todas as coisas, Deus tem o Seu Filho em vista. Deus sempre mantém Sua visão focada em Um Objeto, que é o Seu Filho. Deus nunca desperdiça nada. Ele não se interessa em “coisas” pequenas. As pequenas coisas se tornam grandiosas quando se relacionam com Seu Filho. Você se considera uma pessoa pequena, sem importância? Se você estiver ligado de forma vital ao Filho, Deus te considera muito importante. 

 

Deus é um Deus de propósito. Ele está sempre se movendo em relação a tal propósito, e prosseguindo, não importando o que aconteça, sempre atuando na base do Seu Senhorio Soberano, e nenhum homem pode impedi-Lo. É por isso que Ele nos deu o Livro de Apocalipse. Antes de chegarmos ao fim, Ele já nos disse como será. Seu propósito será realizado. Ainda assim, Ele sustenta outro princípio: Ele sempre conserva o homem num lugar de responsabilidade. Seu propósito em Seu Filho deve ser realizado no homem, no grande homem corporativo, no qual Cristo deve ter a plenitude. Cristo não realizará o propósito de Deus sozinho. Será que existe algo mais grandioso do que ser um companheiro de Cristo? Que maravilha pensarmos que somos chamados para sermos companheiros do Filho de Deus, quando sabemos quem Cristo é, e tudo o que Deus propôs em relação a Ele! Isso é de fato uma grande salvação. Mas companheirismo é algo que é testado e peneirado pela adversidade. Se você tem um lote extra de testes e sofrimentos em seu relacionamento com Cristo, lembre-se de que Ele está buscando encontrar em nós companheiros bem próximos, não apenas na Sua glória, mas nos Seus sofrimentos. Unidade de vida, propósito, experiência, disciplina, morte, sepultamento, ressurreição, unção, e então finalmente, unidade com Ele em Sua glória celestial.

 

Tradução de extratos do Capítulo 1 do Livro “The On-High Calling”, de T. Austin-Sparks.


Pioneiros no caminho celestial

 


“Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hebreus 11:13).


A Bíblia se inicia com os céus: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1:1). 

A ordem não foi “a terra e os céus”; os céus vieram primeiro. A Bíblia se encerra com a santa cidade, a Nova Jerusalém, descendo de Deus dos céus (Ap 21:2). Assim como os céus estão no início e no fim, tudo que está entre esses dois relatos na Palavra de Deus, do início ao fim, é dos céus e para os céus. 

Assim como ocorre na esfera natural, é também na esfera espiritual. Os céus governam a terra, e aquilo que é terreno deve responder ao celestial. O céu é supremo: tudo deve estar à luz dos céus. Esse é um resumo da Palavra de Deus, de todo o conteúdo das Escrituras.


No que tange a nós, se somos filhos de Deus, toda a nossa educação e nossa história está relacionada aos céus e, com isso, não me refiro ao simples fato de estarmos indo para lá. Estamos relacionados ao reino dos céus pelo do nascimento, no que diz respeito ao nosso sustento e nossa eterna vocação.


Toda a nossa educação espiritual está relacionada a aprender como as coisas são feitas nos céus, que equivale àquilo que o Senhor disse: “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6:10). Esse fragmento cobre toda a educação dos filhos de Deus, porque essa oração se inicia com: "Pai nosso, que estás nos céus". 

Essa educação, que dura toda a nossa vida e é tão profunda e drástica, envolve a conformidade com o céu. 

Toda a história dos vasos Divinamente escolhidos e tomados para o testemunho de Deus é a história de pioneiros abrindo caminho, fazendo algo que era novo até então no que diz respeito a esse mundo, fazendo novas descobertas em relação aos céus, eles foram pioneiros do caminho celestial.


T.Austin-Sparks ( "Pioneiros no caminho celestial", cap 1).


A Eterna Inimizade

 

 “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15).

Sabemos que vivemos em um universo inundado com inimizade e hostilidade. Isso vai além da humanidade, pois esse combate está nas regiões celestiais, é espiritual e está por trás de todas as coisas. Acredito que frequentemente ficamos em desvantagem e enfraquecidos por ainda nos surpreendermos com isso. Por que todas essas experiências difíceis, o estresse, pressão, antagonismo e conflito? Precisamos ter clareza, de uma vez por todas, que isso está na constituição das coisas. Até que tudo seja mudado com o novo céu e a nova terra, essa situação permanecerá assim.

 

Sei que esse não é um pensamento muito confortador e pode soar muito deprimente, mas muitas das nossas derrotas são o resultado de não estar bem claro e definido para nós que existe esse conflito espiritual nas regiões celestes. Então, que fique claro, de uma vez por todas, que vamos permanecer nesse conflito até o fim das nossas vidas. É melhor nos ajustarmos a isso e reconhecermos que ele é real. Estamos em um combate entre dois grandes sistemas espirituais, encabeçados por dois grandes líderes. De um lado está satanás com suas vastas hostes, ou, como Paulo denomina, “forças espirituais do mal”. Do outro lado está o Senhor Jesus, que também tem Seus exércitos.

 

Se nos voltarmos novamente à Palavra, veremos que todo o progresso e aumento de medida espiritual veio ao povo do Senhor por meio dessa linha de combate, e ainda é assim nos nossos dias. Mas qual é o ponto focal de todo esse conflito, esse combate? Qual é o objetivo pelo qual está se guerreando? Apenas uma coisa: VIDA. Esse é o combate pela vida. Não se enganem sobre isso. Essa é a questão na qual o inimigo está concentrando toda a sua atenção. Em todos os golpes e inúmeros esquemas para nos neutralizar e nos tirar do combate, seu objetivo é atingir aquela vida contra a qual ele investiu desde o começo. Seu sucesso depende da morte. Se, de alguma forma, ele puder trazer a morte para dentro, foi bem-sucedido.


Por outro lado, todo o triunfo do povo do Senhor está conectado à vida. Seu progresso nesse combate está relacionado em conhecer cada vez mais o Senhor no poder da Sua ressurreição. Cada novo passo de progresso espiritual vem de uma crise, caracterizada quando um novo conhecimento do poder da Sua ressurreição for o único meio para nossa salvação.

 

Baseado na tradução do texto homônimo do livro “Strong in the Day of Battle”, de T.Austin-Sparks, publicado pela Emmanuel Church.


Morte do ego

 "Alexander Maclaren diz que ao longo de todo o caminho da santidade crescente ou da semelhança com Cristo teremos de erigir altares sobre os quais deve morrer a vida da natureza e do ego. Ele insiste em que o caminho que conduz a belezas espirituais mais excelentes estará manchado com pegadas tintas de sangue do amor-próprio ferido." (pg 34)


"Encherá o Espírito um vaso que não esteja vazio?


Conforme diz o Dr. Watson, há uma morte mais profunda do ego. Há, pelo menos, áreas cada vez maiores do ser que devem passar pela morte da cruz. E, à medida que vem à tona cada nova área da vida do ego, nossa tentação é recusar o desafio do Espírito para que ela morra; é a tentação para que desçamos da cruz." (pg 38)


-- Paul Billheimer (Seu Destino é a Cruz - extratos selecionados do Cap 6).

[23/7 06:37] +55 43 9959-7535: Quão frequentemente você tem anelado por sabedoria e entendimento espiritual para conhecer Deus melhor? O conhecimento de Deus é a própria vida eterna! Permanecei no Senhor Jesus: sua vida nEle resultará em uma vida de comunhão com Deus na qual poderá experimentar o verdadeiro conhecimento de Deus. 


Há momentos em que mil perguntas surgem e o intento de respondê-las torna-se canseira e enfado. Isso ocorre porque nos esquecemos que estamos em Cristo, Quem Deus constituiu para ser nossa sabedoria. Quando o coração e a vida forem adequados - quando estiverem arraigados em Cristo - o conhecimento fluirá na medida certa, conforme a vontade de Cristo. Por outro lado, se não permanecermos em Cristo, o conhecimento não aproveitará e até mesmo será nocivo, pois a alma se satisfará com pensamentos a respeito da verdade, mas não receberá a própria verdade em todo o seu poder. 


Portanto, cristão, habite em Cristo como sua sabedoria, e com toda confiança, espere receber dEle o ensinamento necessário para levar uma vida que glorifique o Pai. 


-- Andrew Murray (“Permanecei em Cristo”).


quarta-feira, 22 de julho de 2026

O Cordeiro é a lâmpada

 

“A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Apocalipse 21:23).

"O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo?

O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?"

-- Rei Davi (Sl 27:1)


Luz espiritual não é algo puramente mental, ou seja, não se trata apenas de possuir um estoque de conhecimento. Isso não é luz. É possível conhecer uma enorme quantidade de doutrinas e verdades, sem possuir luz, nem registrar um impacto real no reino das trevas. A verdadeira luz é fruto da experiência do sofrimento.


Como vocês, filhos de Deus, chegaram a conhecer o que sabem a respeito do Senhor? Me refiro ao verdadeiro tipo de conhecimento do Senhor que nos é tão precioso, e que representa tanto para nós... Esse conhecimento foi obtido por meio do sofrimento, nos caminhos difíceis por onde o Senhor nos conduziu, foi gerado pela obra da Cruz que Ele operou em nós.


“E o Cordeiro é a sua lâmpada” - o sofrimento conduz ao conhecimento, à luz e ao entendimento. Esse é o único caminho. Depois de passar pelo sofrimento, desfrutaremos dos benefícios de uma grande e maravilhosa revelação, e que tem sua origem na comunhão com Cristo em Seus sofrimentos.


Sim, isso é uma verdade, apesar de não ser uma afirmação muito reconfortante! Isso deve nos ajudar a perceber que os tratos do Senhor conosco e os tão agudos sofrimentos que Ele permite nos acometer, estão relacionados à nossa educação espiritual, para que possamos ter um conhecimento dEle que só pode ocorrer dessa maneira.


Esse é um tipo peculiar de conhecimento que tem tremendo valor para nós e para os outros. É o Cordeiro, esse princípio que o Cordeiro representa - o caminho do sofrimento, do sacrifício e do esvaziamento - que nos conduz ao conhecimento do Senhor.


“O Cordeiro é a sua lâmpada”! É por meio de uma morte mais profunda que seremos conduzidos à uma vida mais plena, e por vezes, na mais profunda escuridão, penetraremos na mais gloriosa luz.


O Senhor parece nos guiar de forma que sentiremos que se tornará cada vez mais difícil compreendê-Lo com os nossos sentidos naturais. Ele nos tira totalmente da esfera natural, até mesmo da capacidade de  interpretar Seus caminhos. Simplesmente não sabemos o que, nem por que o Senhor está fazendo o que faz; ainda assim, essa é exatamente a maneira pela qual chegamos a um tipo real de conhecimento interior dEle.


Pode ser que jamais sejamos capazes de explicar isso em palavras, mas saberemos que é algo poderoso. Um grande poder reside nesse conhecimento. É a luz através da cruz. 


T. Austin-Sparks (Followers of the Lamb - Cap 5).


Salvou os outros...

 

“Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se” (Mateus 27:42).


Esse foi o escárnio dirigido ao Cristo que morria, quando ficou pendurado em Sua cruz naquele “distante monte verde”.


Palavras de deboche, mas incorporadas na própria essência da vida e morte do Filho de Deus, a própria essência dos tratos de Deus com o mundo – a própria essência do Calvário.


“Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito…” (Jo.3:16).


Para salvar os outros – pecadores, rebeldes, inimigos – o Pai não pôde salvar a Si mesmo de enviar, do Seu seio, o Filho do Seu amor. Para salvar os outros, o Filho não pode salvar a Si mesmo, mas tem que derramar a Sua alma na morte, e assim, ver Sua semente e dividir o despojo com os poderosos (Is 53:12). Para salvar os outros, o Espírito Santo não pode salvar a Si mesmo da angústia, à semelhança da tristeza e angústia do Filho no Getsêmani, em Sua entrada no coração dos que uma vez afundaram-se no pecado e são frequentemente obstinados e desobedientes aos clamores do Filho. [Note que a mesma palavra usada para o sofrimento do Senhor no Getsêmani é usada também em Ef 4:30: “Não entristeçais o Espírito Santo de Deus”].


“Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar-se”. Essa expressão engloba, em poucas palavras, toda a história do caminho do Deus-Homem na Terra; desse modo, Ele manifestou ao homem caído a expressa imagem ou caráter (conforme o grego) do Pai no céu.


“Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito… para vivermos…” (I Jo 4:9).


“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós…” (I Jo 3:16).


O caráter de Deus foi revelado em Seu Filho; a natureza divina foi manifesta Naquele que era a expressão exata do Seu ser”. Resumindo: salvar os outros é próprio de Deus, recusando-Se a salvar a Si mesmo.


-- Jessie Penn-Lewis (A Cruz: O Caminho Para o Reino)


O QUE É A VERDADEIRA RELIGIÃO?

 


 _...Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva. Isaías 8:20_ 


Para o cristão convicto há apenas uma religião verdadeira. O cristão cuja conversão é superficial pode esquivar-se da beatice e intolerância que teme ser parte de uma devoção exclusiva ao cristianismo, porém, aquele que converteu verdadeiramente não terá tais aflições. Para ele Cristo é tudo e a fé em Jesus é a única palavra de Deus para a humanidade. Para ele só há um Deus pai, um Senhor e Salvador, uma fé, um batismo, um corpo, um Espírito, um aprisco e um Pastor. Para ele não há outro nome debaixo do céu, dado entre homens, pelo qual sejamos salvos. Para ele Cristo é o único caminho, a única verdade e a única vida. Para esse cristão, Cristo é a única sabedoria, a única justiça, a única santificação e a única redenção. 


Quando, porém, faço a seguinte pergunta: "Estamos tendo um reavivamento da verdadeira religião?" Só tenho uma religião em mente. Quero dizer: a fé do Novo Testamento guardada e experimentada pelos patriarcas. Falo da religião sobre a qual Moisés e todos os profetas escreveram, essa religião que se originou no coração do Deus Pai, que foi efetivada por meio da morte e ressurreição de Deus, o Filho, e é vitalizada pelo Deus Espírito Santo. Dessa religião as Escrituras hebraicas e cristãs são o livro-fonte, a primeira e a última palavra, a qual não ousamos acrescentar nada e da qual não nos atreveríamos a excluir nada. 


 _Senhor, Tu és tudo o que tenho, és minha justiça. Oro para que eu não seja envolvido com acessórios religiosos, mas que meu foco esteja sempre no Pai, no_ _Filho e no Espírito Santo._


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


SAUDADES DE DEUS

 

As saudades incomodam, principalmente quando ao lembrar das pessoas que perdemos o contato. Sabendo o quanto elas, de uma forma ou de outra, com suas presenças, nos trazem alegria, paz e ânimo para a vida, sendo usadas por Deus para nos aproximarmos dele. Quando falo em saudades de Deus, a questão não é apenas sublime, mas às vezes até desesperadora, quando isso resulta em aridez de alma e ausência de luz. Uma saudade das coisas que ele fez em nossa vida e em nosso coração. Lendo um capítulo do livro de Jó e, diante de todo o quadro, ele expressou esse sentimento de saudades da presença viva de Deus em seu dia a dia.

Jó disse que tinha saudades de Deus, saudades quando Deus cuidava dele, quando ele era a lâmpada que brilhava. Saudades da amizade quando estavam juntos. Saudades quando as pessoas viam nele essa presença viva e atuante do Senhor (Jó 6.17). Ele estava confiante em Deus, que seria livre daquela situação, mas não deixou de expressar o que estava em seu coração, pedindo restauração dos tempos de bonança e alegria na presença dele. Deus realmente ama o coração sincero, humilde e quebrantado na sua presença (Salmo 51.17). Muitas vezes ele poderá até perguntar, mesmo sabendo, o que é que você deseja. Assim como Jesus perguntou ao cego de Jericó: “O que queres que eu te faça?” (Lucas 18.40,41). Jó expressou a saudade esperando ser restaurado na comunhão. Que saudades que você tem de Deus? Você tem saudades de quando ouvia melhor a sua voz? De quando lia a palavra e dela uma luz divina surgia iluminando seus passos? Você tem saudades de quando orava pelas pessoas e via o poder de Deus sobre a vida delas? O desejo de Deus é que vivamos a plenitude da sua presença em nós e através de nós pelo seu Espírito Santo. 


Confesso que também tenho saudades de Deus no sentido de ser tomado por ele em poder e graça e com isso não só senti-lo, mas sua presença brilhar através da minha vida para que outros o conheçam e o glorifique, levando-os a aproximar-se de sua presença. Então poderemos dizer como Jó: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem” (Jó 42.5).


Dr. Shedd resume muito bem essa experiência de Jó: “As discussões sobre sua situação, somente trouxeram conhecimento das coisas, mas não aquilo que de forma sublime Deus lhe dava agora, na restauração da comunhão, numa experiência íntima, sobrenatural e profunda. Ele não recebeu todas as respostas, mas o fato de saber que Deus é justo, ele permaneceu fiel e contemplou com os seus olhos a face de Deus!”.


Saudades de Deus? Abra seu coração. Saudades da sua manifestação poderosa na sua vida? Peça para que ele fale com você! Alguém com muito propriedade afirmou que quando temos um desejo de orar, isso já é sinal das saudades que estamos de Deus!


 *Oração* : Deus amado, o Senhor sabe o que está em meu coração. Que a cada dia eu queira ainda mais contemplar a tua face e dizer como Jó: os meus olhos te veem. Em nome de Jesus, amém!


( Devocionais de Avivamento - Marcos Stier Calixto)


quinta-feira, 16 de julho de 2026

A IMAGEM DO DEUS INVISÍVEL

 


Leituras: Colossenses 1:15–20; João 1:14–18; João 14:7–11; Hebreus 1:1–3


«"Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação."

(Colossenses 1:15)»


Ao iniciar a parte central da epístola aos colossenses, Paulo conduz imediatamente nossos olhos à supremacia de Cristo. Antes de tratar da reconciliação, da Igreja ou da vida prática do cristão, ele contempla a Pessoa do Filho. Essa é a ordem do Espírito Santo. Toda verdadeira experiência espiritual começa com uma visão mais elevada de Cristo.


O homem sempre procurou alcançar Deus por seus próprios caminhos. A religião tenta aproximar-se dEle por meio de ritos e esforços. A filosofia procura compreendê-Lo pela razão. O misticismo busca experiências extraordinárias. Mas Deus escolheu revelar-Se de uma maneira completamente diferente: dando-nos Seu próprio Filho.


O Deus eterno é invisível. Nenhum homem jamais contemplou Sua essência. Ele habita em luz inacessível, infinitamente acima da compreensão humana. Ainda assim, Seu desejo nunca foi permanecer oculto. Desde a eternidade, o propósito do Pai foi tornar-Se conhecido, trazendo o homem à comunhão consigo.


Por isso, o Verbo Se fez carne.


Cristo não veio apenas transmitir ensinamentos sobre Deus. Ele veio revelar o próprio Deus. Tudo o que o Pai é manifesta-se perfeitamente no Filho. Seu amor, Sua santidade, Sua justiça, Sua misericórdia, Sua verdade e Sua graça encontram expressão plena na vida do Senhor Jesus.


João declara:


«"Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou."

(João 1:18)»


Toda a revelação divina converge para Cristo. Quem deseja conhecer o coração do Pai deve olhar para o Filho. Em cada palavra pronunciada por Jesus, ouvimos a voz de Deus. Em cada gesto de compaixão, contemplamos o amor do Pai. Em Sua obediência perfeita, vemos a santidade divina. Em Sua entrega na cruz, conhecemos a profundidade da graça.


Essa verdade alcança seu ápice quando Filipe pede:


«"Senhor, mostra-nos o Pai."»


E Jesus responde:


«"Quem me vê a mim vê o Pai."

(João 14:9)»


Poucas declarações são tão profundas quanto essa. Deus tornou-Se plenamente conhecido em Cristo. Não há revelação maior nem mais completa. Tudo quanto Deus deseja comunicar ao homem foi revelado em Seu Filho. Fora dEle, permanecem apenas sombras; nEle, encontramos a realidade.


O autor de Hebreus confirma essa mesma verdade ao afirmar que o Filho é "o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser" (Hebreus 1:3). Cristo não apenas representa Deus; Ele O manifesta perfeitamente. Nele, o invisível tornou-se visível, e o eterno entrou na história para que o homem pudesse conhecer o Pai.


T. Austin-Sparks insistia que toda a obra do Espírito Santo possui um único objetivo: revelar Cristo de maneira cada vez mais profunda ao coração dos filhos de Deus. O Espírito nunca ocupa o centro; Ele sempre dirige nosso olhar para o Filho. Quanto mais contemplamos Cristo, mais conhecemos o Pai e mais somos transformados.


Essa contemplação, porém, não é mera atividade intelectual. O propósito de Deus não é formar especialistas em doutrina, mas filhos conformados à imagem de Seu Primogênito. A revelação sempre conduz à transformação. A mesma glória que contemplamos é a glória que o Espírito deseja reproduzir em nós.


Andrew Murray escreveu que a vida cristã consiste em permitir que Cristo viva Sua própria vida em nós. Não basta admirar Sua perfeição; é necessário permanecer nEle para que Seu caráter seja formado em nosso interior. Essa é a obra silenciosa do Espírito: gravar a imagem do Filho no coração daqueles que caminham em comunhão com Ele.


Cristo não é apenas o Salvador que perdoa pecados. Ele é a imagem perfeita do Deus invisível, a Cabeça da Igreja, o centro do propósito eterno e a própria vida do Seu povo.


Quanto mais contemplamos Sua glória, mais conhecemos o Pai. E quanto mais O conhecemos, mais o Espírito nos conforma à imagem daquele que revelou perfeitamente o Deus invisível.




Senhor, nós Te bendizemos porque não permaneceste oculto em Tua majestade, mas Te revelaste plenamente em Teu amado Filho. Guarda-nos de um conhecimento apenas intelectual e conduz-nos a uma contemplação viva de Cristo. Abre os olhos do nosso coração para vermos Sua glória, Sua suficiência e Sua absoluta preeminência. Que o Teu Espírito forme em nós a imagem do Filho, para que nossa vida manifeste o caráter de Cristo e toda a glória seja dada ao Pai. Em nome de Jesus. Amém.


(Alcides Júnior)

Que Eu Possa Conhecê-lo


Vamos orar para Deus alargar nossa visão. Eu acredito que ele fará isso. Pelo Seu poder, Ele nos trará uma preciosa fé para acreditarmos em tudo que as escrituras dizem.

As Escrituras são tão profundas, que ninguém poderá entrar em suas verdades sem que tenha sido expandido por Deus.

Amados, uma coisa é certa, Deus pode fazê-lo. "Tudo o que diz respeito à vida e piedade" (2 Pedro 1:3) está contido na procura. Nós buscamos a fé que não terá uma luz obscura, mas uma luz que vai iluminar tudo e vai reivindicar tudo que Deus põe à frente dela. Sendo assim, eu oro para que Deus revele as profundezas de sua justiça a fim de que nós não sejamos mais pobres, mas muito ricos em Deus, pelo Seu Espírito.

Amados, é a vontade de Deus nos fazer muito ricos "na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18).


Diariamente deve haver um toque de avivamento em nossos corações. O Senhor deve nos transformar no que Ele é. Nós seremos feitos novos o tempo todo. Não existe tal coisa como ter toda a graça e todo o conhecimento. Deus quer que nós comecemos com estas palavras de poder, encontradas em Filipenses 3 e nunca parar, mas continuar para alcançar perfeição. Deus quer que, hoje, alcancemos as bênçãos destes versos:

Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.

E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo.(Filipenses 3:7-8)


(Smith Wigglesworth)


quarta-feira, 15 de julho de 2026

LÁGRIMAS DE ALEGRIA.

 "LÁGRIMAS DE ALEGRIA - AMÉM"


 _...Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo._ 

 _Lucas 3:16_ 


Não precisamos ter medo de uma visitação genuína do Espírito de Deus! 


Blaise Pascal, o célebre cientista e filósofo francês do século 17, experimentou um encontro pessoal e surpreendente com Deus que mudou sua vida. Aqueles que compareceram ao seu funeral viram um papel enrugado e gasto em suas roupas, próximo ao seu coração - aparentemente um lembrete do ele havia sentido e compreendido na presença de Deus. 


No papel, estava a mensagem escrita pelo próprio Pascal: 

"Das dez e meia da noite até meia noite e meia - fogo! Ó Deus de Abraão, Deus de Isaque, Deus de Jacó - não o Deus de filósofos e sábios. O Deus de Jesus Cristo, que só pode ser conhecido por meio do Evangelho. Segurança. Ternura. Paz. Alegria. Lágrimas de alegria - amém!"


Essas expressões foram de um fanático, um extremista? Não; foi a elocução de êxtase de um homem rendido, durante duas incríveis horas, à presença de Deus. O Pascal abismado só pôde descrever tal visitação com uma palavra: "Fogo!" 


Amado Senhor, oro para que eu experimente o "fogo" de Tua santa presença em minha vida. Queime todo refugo pelo Teu Espírito. Quero viver para ti e somente para ti. 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


CAMINHADA DE FÉ

 

 _Andou Enoque com Deus... Deus o tomou para si. Gênesis 5:24_ 


Há lições espirituais para todo cristão na vida do piedoso Enoque, da sétima geração de Adão, da linhagem de seu filho Sete.


É impressionante que ele conseguiu resistir ao diabo e encontrar comunhão com seu Deus Criador, pois ele vivia em uma sociedade mundana que rumava à destruição.


A caminhada diária de Enoque era uma caminhada de fé, uma caminhada de comunhão com Deus. As escrituras estão tentando nos garantir que, se Enoque podia viver e caminhar com Deus, pela fé, em meio a uma geração pecadora, nós, da mesma forma, deveríamos poder seguir seu exemplo, porque a raça humana é a mesma e Deus é o mesmo!


Além disso, Enoque nos lembra de que a qualidade e a ousadia de nossa fé serão da medida de nossa preparação para o retorno de Jesus Cristo a esta Terra. Caminhamos pela fé, como fez Enoque; e ainda que 21 séculos tenham se passado, após a curta permanência de Cristo no mundo, apegamo-nos firmemente à promessa do Novo Testamento de que nosso Senhor ressurreto retornará à terra! 


 _Senhor, o exemplo de Teu servo Enoque é um lembrete para mim de que é possível ser piedoso em meio a uma geração perversa. Ajuda-me a permanecer fiel a ti e aos Teus caminhos, ó Senhor._ 


(Devocional Diário - A. W. Tozer)


Mais que vencedores

 “Em todas estas cousas, porém, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou”. (Rm 8.37)


 Temos mais do que vitória. Nosso triunfo é completo. Não somente escapamos da derrota, mas também destruímos os nossos 

inimigos e ganhamos um despojo tão valioso que podemos agradecer a Deus pela batalha. 

 

Como nos tornamos "mais do que vencedores?"  Adquirindo durante o conflito uma disciplina que fortalecerá muito a nossa fé e consolidará o nosso caráter espiritual. A tentação é necessária para nos firmar e confirmar na vida espiritual. É como o fogo para as cores de uma pintura em porcelana, ou como os ventos, que ao baterem de encontro aos cedros, mais os levam a fixar-se no solo. 

 

Nossos conflitos espirituais devem ser contados entre as mais preciosas bênçãos, e o grande adversário é usado para nos treinar para a sua própria derrota. Segundo uma lenda dos antigos frígios, toda vez que eles venciam um inimigo, o vencedor absorvia o vigor físico de sua vítima, e isso era acrescentado à sua força e valor. 

 

De semelhante modo, a tentação enfrentada vitoriosamente redobra-nos a força e as reservas espirituais. Podemos, assim, não apenas derrotar o inimigo, como também capturá-lo e fazê-lo combater em nossas fileiras. O profeta Isaías fala em voar sobre os ombros dos filisteus (Is 11.14). Os filisteus eram inimigos mortais dos israelitas, mas a 

figura sugere que os judeus seriam capacitados não somente a conquistar os adversários, como também a usá-los para carregar nos ombros os vencedores, para outras vitórias. Assim como o marinheiro sábio usa o vendaval para avançar,  manobrando e aproveitando o seu impulso, assim também nos é possível na vida espiritual, pela graça de Deus, tirar proveito de fatos e circunstâncias que parecem ser os mais desagradáveis e adversos. Assim podemos dizer continuamente: "As cousas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho."

— (Life More Abundantly)


"Os navegantes antigos imaginavam que os pequenos insetos construtores dos recifes de coral haviam instintivamente construído os grandes círculos das Ilhas Atol para se protegerem em seu interior." Um renomado cientista refutou essa crença, mostrando que o inseto só pode viver e prosperar, enfrentando o oceano aberto — nas bem arejadas espumas de suas ondas poderosas. 

 

Assim, tem-se pensado comumente que comodidade e segurança são as condições mais favoráveis de vida; no entanto, todos os homens nobres e fortes provam, ao contrário, que a resistência nas adversidades é que molda os homens de caráter, e distingue uma mera existência de uma vida vigorosa. As dificuldades formam caracteres. — (Selecionado)

 

"Mas graças a Deus que sempre nos conduz em triunfo no Ungido, e manifesta por meio de nós a fragrância do conhecimento dele, em todo lugar." (2 Co 2.14 — tradução literal.)


Eu é que fiz isto

  “Eu é que fiz isto”. (1 Rs 12.24) Meu filho, eu hoje tenho uma mensagem para você; quero segredá-la ao seu ouvido, para que ela possa diss...