segunda-feira, 27 de julho de 2026

chuvas de bênção

 Farei descer a chuva a seu tempo, serão chuvas de bênção. (Ez

34.26.)

Como está o tempo esta manhã em sua vida? É tempo de sequidão? Então é o tempo oportuno para chuvas. 

Tempo de ar pesado e nuvens negras? É o tempo para chuvas. 

Veja que a palavra está no plural: "Farei descer... chuvas de bênção" — Deus manda todo tipo de

bênçãos. As bênçãos de Deus vêm todas juntas, como os elos numa corrente de ouro. 

Aquele que dá a graça da conversão dá também a graça do consolo. Ele enviará "chuvas de bênção", 

"Ó planta crestada, olhe para cima e abra as suas folhas e flores à chuva do céu." —

Spurgeon


Senhor, minha alma Te deseja muito,

Numa terra sedenta,

Onde faltam as águas.

Eu não tenho recursos

Pra exigência da hora.

Ó senhor, minha fonte,

Satisfaz-me.

És poderoso e todo-suficiente

Ó Jeová El Shaddai,

Deus que nutre e sustenta

Qual criança de colo

Eu me deixo em Teus braços.

Ó Senhor, minha fonte,

Satisfaz-me.

Tu prometeste carregar meu fardo;

A Teus pés o deponho.

Olha o que me concerne.

Quero agora, em silêncio,

Contemplar o Deus vivo.

Ó Senhor, minha fonte,

Satisfaz-me.

Senhor, Tu podes mudar o meu espinho em flor; e eu quero que o meu espinho seja uma flor.

 Jó recebeu o brilho do sol, depois da chuva —

mas teria sido em vão aquela chuva? Jó queria saber, e eu também quero, se o brilho do sol não teve nada a ver com a chuva. E Tu podes dizer-me — a Tua cruz pode dizer-me. 

Tu coroaste o Teu sofrimento.

Seja essa a minha coroa, Senhor. 

Eu só poderei triunfar em Ti, se

conhecer o esplendor que há na chuva. — George Matheson


A vida frutífera busca tanto as chuvas como o sol.

Já reparaste que o sofrimento

Abranda os corações?

E percebeste que na dor

Há um mundo de lições?

Procura ouvir o que Deus te fala

Nas aflições.


O propósito dos companheiros

 


“Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos” (Hebreus 3:14).

A palavra que aparece como “participantes” nesse verso ocorre 5 vezes na carta aos Hebreus: 1:9; 3:1,14; 6:4; 12:8. Em Lucas 5:7, ela é traduzida como “companheiros”, e em outras traduções, “amigos” e “parceiros. Essa ideia dos “companheiros” segue ao longo de toda a Bíblia como o supremo pensamento de Deus relacionado ao homem e sua relação com Ele. Mas qual seria o propósito dos companheiros? Tudo converge para o foco central de toda a Bíblia, a saber, o Filho de Deus. Em todas as coisas, Deus tem o Seu Filho em vista. Deus sempre mantém Sua visão focada em Um Objeto, que é o Seu Filho. Deus nunca desperdiça nada. Ele não se interessa em “coisas” pequenas. As pequenas coisas se tornam grandiosas quando se relacionam com Seu Filho. Você se considera uma pessoa pequena, sem importância? Se você estiver ligado de forma vital ao Filho, Deus te considera muito importante. 

 

Deus é um Deus de propósito. Ele está sempre se movendo em relação a tal propósito, e prosseguindo, não importando o que aconteça, sempre atuando na base do Seu Senhorio Soberano, e nenhum homem pode impedi-Lo. É por isso que Ele nos deu o Livro de Apocalipse. Antes de chegarmos ao fim, Ele já nos disse como será. Seu propósito será realizado. Ainda assim, Ele sustenta outro princípio: Ele sempre conserva o homem num lugar de responsabilidade. Seu propósito em Seu Filho deve ser realizado no homem, no grande homem corporativo, no qual Cristo deve ter a plenitude. Cristo não realizará o propósito de Deus sozinho. Será que existe algo mais grandioso do que ser um companheiro de Cristo? Que maravilha pensarmos que somos chamados para sermos companheiros do Filho de Deus, quando sabemos quem Cristo é, e tudo o que Deus propôs em relação a Ele! Isso é de fato uma grande salvação. Mas companheirismo é algo que é testado e peneirado pela adversidade. Se você tem um lote extra de testes e sofrimentos em seu relacionamento com Cristo, lembre-se de que Ele está buscando encontrar em nós companheiros bem próximos, não apenas na Sua glória, mas nos Seus sofrimentos. Unidade de vida, propósito, experiência, disciplina, morte, sepultamento, ressurreição, unção, e então finalmente, unidade com Ele em Sua glória celestial.

 

Tradução de extratos do Capítulo 1 do Livro “The On-High Calling”, de T. Austin-Sparks.


Pioneiros no caminho celestial

 


“Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hebreus 11:13).


A Bíblia se inicia com os céus: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1:1). 

A ordem não foi “a terra e os céus”; os céus vieram primeiro. A Bíblia se encerra com a santa cidade, a Nova Jerusalém, descendo de Deus dos céus (Ap 21:2). Assim como os céus estão no início e no fim, tudo que está entre esses dois relatos na Palavra de Deus, do início ao fim, é dos céus e para os céus. 

Assim como ocorre na esfera natural, é também na esfera espiritual. Os céus governam a terra, e aquilo que é terreno deve responder ao celestial. O céu é supremo: tudo deve estar à luz dos céus. Esse é um resumo da Palavra de Deus, de todo o conteúdo das Escrituras.


No que tange a nós, se somos filhos de Deus, toda a nossa educação e nossa história está relacionada aos céus e, com isso, não me refiro ao simples fato de estarmos indo para lá. Estamos relacionados ao reino dos céus pelo do nascimento, no que diz respeito ao nosso sustento e nossa eterna vocação.


Toda a nossa educação espiritual está relacionada a aprender como as coisas são feitas nos céus, que equivale àquilo que o Senhor disse: “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6:10). Esse fragmento cobre toda a educação dos filhos de Deus, porque essa oração se inicia com: "Pai nosso, que estás nos céus". 

Essa educação, que dura toda a nossa vida e é tão profunda e drástica, envolve a conformidade com o céu. 

Toda a história dos vasos Divinamente escolhidos e tomados para o testemunho de Deus é a história de pioneiros abrindo caminho, fazendo algo que era novo até então no que diz respeito a esse mundo, fazendo novas descobertas em relação aos céus, eles foram pioneiros do caminho celestial.


T.Austin-Sparks ( "Pioneiros no caminho celestial", cap 1).


A Eterna Inimizade

 

 “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15).

Sabemos que vivemos em um universo inundado com inimizade e hostilidade. Isso vai além da humanidade, pois esse combate está nas regiões celestiais, é espiritual e está por trás de todas as coisas. Acredito que frequentemente ficamos em desvantagem e enfraquecidos por ainda nos surpreendermos com isso. Por que todas essas experiências difíceis, o estresse, pressão, antagonismo e conflito? Precisamos ter clareza, de uma vez por todas, que isso está na constituição das coisas. Até que tudo seja mudado com o novo céu e a nova terra, essa situação permanecerá assim.

 

Sei que esse não é um pensamento muito confortador e pode soar muito deprimente, mas muitas das nossas derrotas são o resultado de não estar bem claro e definido para nós que existe esse conflito espiritual nas regiões celestes. Então, que fique claro, de uma vez por todas, que vamos permanecer nesse conflito até o fim das nossas vidas. É melhor nos ajustarmos a isso e reconhecermos que ele é real. Estamos em um combate entre dois grandes sistemas espirituais, encabeçados por dois grandes líderes. De um lado está satanás com suas vastas hostes, ou, como Paulo denomina, “forças espirituais do mal”. Do outro lado está o Senhor Jesus, que também tem Seus exércitos.

 

Se nos voltarmos novamente à Palavra, veremos que todo o progresso e aumento de medida espiritual veio ao povo do Senhor por meio dessa linha de combate, e ainda é assim nos nossos dias. Mas qual é o ponto focal de todo esse conflito, esse combate? Qual é o objetivo pelo qual está se guerreando? Apenas uma coisa: VIDA. Esse é o combate pela vida. Não se enganem sobre isso. Essa é a questão na qual o inimigo está concentrando toda a sua atenção. Em todos os golpes e inúmeros esquemas para nos neutralizar e nos tirar do combate, seu objetivo é atingir aquela vida contra a qual ele investiu desde o começo. Seu sucesso depende da morte. Se, de alguma forma, ele puder trazer a morte para dentro, foi bem-sucedido.


Por outro lado, todo o triunfo do povo do Senhor está conectado à vida. Seu progresso nesse combate está relacionado em conhecer cada vez mais o Senhor no poder da Sua ressurreição. Cada novo passo de progresso espiritual vem de uma crise, caracterizada quando um novo conhecimento do poder da Sua ressurreição for o único meio para nossa salvação.

 

Baseado na tradução do texto homônimo do livro “Strong in the Day of Battle”, de T.Austin-Sparks, publicado pela Emmanuel Church.


Morte do ego

 "Alexander Maclaren diz que ao longo de todo o caminho da santidade crescente ou da semelhança com Cristo teremos de erigir altares sobre os quais deve morrer a vida da natureza e do ego. Ele insiste em que o caminho que conduz a belezas espirituais mais excelentes estará manchado com pegadas tintas de sangue do amor-próprio ferido." (pg 34)


"Encherá o Espírito um vaso que não esteja vazio?


Conforme diz o Dr. Watson, há uma morte mais profunda do ego. Há, pelo menos, áreas cada vez maiores do ser que devem passar pela morte da cruz. E, à medida que vem à tona cada nova área da vida do ego, nossa tentação é recusar o desafio do Espírito para que ela morra; é a tentação para que desçamos da cruz." (pg 38)


-- Paul Billheimer (Seu Destino é a Cruz - extratos selecionados do Cap 6).

[23/7 06:37] +55 43 9959-7535: Quão frequentemente você tem anelado por sabedoria e entendimento espiritual para conhecer Deus melhor? O conhecimento de Deus é a própria vida eterna! Permanecei no Senhor Jesus: sua vida nEle resultará em uma vida de comunhão com Deus na qual poderá experimentar o verdadeiro conhecimento de Deus. 


Há momentos em que mil perguntas surgem e o intento de respondê-las torna-se canseira e enfado. Isso ocorre porque nos esquecemos que estamos em Cristo, Quem Deus constituiu para ser nossa sabedoria. Quando o coração e a vida forem adequados - quando estiverem arraigados em Cristo - o conhecimento fluirá na medida certa, conforme a vontade de Cristo. Por outro lado, se não permanecermos em Cristo, o conhecimento não aproveitará e até mesmo será nocivo, pois a alma se satisfará com pensamentos a respeito da verdade, mas não receberá a própria verdade em todo o seu poder. 


Portanto, cristão, habite em Cristo como sua sabedoria, e com toda confiança, espere receber dEle o ensinamento necessário para levar uma vida que glorifique o Pai. 


-- Andrew Murray (“Permanecei em Cristo”).


quarta-feira, 22 de julho de 2026

O Cordeiro é a lâmpada

 

“A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Apocalipse 21:23).

"O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo?

O SENHOR é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?"

-- Rei Davi (Sl 27:1)


Luz espiritual não é algo puramente mental, ou seja, não se trata apenas de possuir um estoque de conhecimento. Isso não é luz. É possível conhecer uma enorme quantidade de doutrinas e verdades, sem possuir luz, nem registrar um impacto real no reino das trevas. A verdadeira luz é fruto da experiência do sofrimento.


Como vocês, filhos de Deus, chegaram a conhecer o que sabem a respeito do Senhor? Me refiro ao verdadeiro tipo de conhecimento do Senhor que nos é tão precioso, e que representa tanto para nós... Esse conhecimento foi obtido por meio do sofrimento, nos caminhos difíceis por onde o Senhor nos conduziu, foi gerado pela obra da Cruz que Ele operou em nós.


“E o Cordeiro é a sua lâmpada” - o sofrimento conduz ao conhecimento, à luz e ao entendimento. Esse é o único caminho. Depois de passar pelo sofrimento, desfrutaremos dos benefícios de uma grande e maravilhosa revelação, e que tem sua origem na comunhão com Cristo em Seus sofrimentos.


Sim, isso é uma verdade, apesar de não ser uma afirmação muito reconfortante! Isso deve nos ajudar a perceber que os tratos do Senhor conosco e os tão agudos sofrimentos que Ele permite nos acometer, estão relacionados à nossa educação espiritual, para que possamos ter um conhecimento dEle que só pode ocorrer dessa maneira.


Esse é um tipo peculiar de conhecimento que tem tremendo valor para nós e para os outros. É o Cordeiro, esse princípio que o Cordeiro representa - o caminho do sofrimento, do sacrifício e do esvaziamento - que nos conduz ao conhecimento do Senhor.


“O Cordeiro é a sua lâmpada”! É por meio de uma morte mais profunda que seremos conduzidos à uma vida mais plena, e por vezes, na mais profunda escuridão, penetraremos na mais gloriosa luz.


O Senhor parece nos guiar de forma que sentiremos que se tornará cada vez mais difícil compreendê-Lo com os nossos sentidos naturais. Ele nos tira totalmente da esfera natural, até mesmo da capacidade de  interpretar Seus caminhos. Simplesmente não sabemos o que, nem por que o Senhor está fazendo o que faz; ainda assim, essa é exatamente a maneira pela qual chegamos a um tipo real de conhecimento interior dEle.


Pode ser que jamais sejamos capazes de explicar isso em palavras, mas saberemos que é algo poderoso. Um grande poder reside nesse conhecimento. É a luz através da cruz. 


T. Austin-Sparks (Followers of the Lamb - Cap 5).


Salvou os outros...

 

“Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se” (Mateus 27:42).


Esse foi o escárnio dirigido ao Cristo que morria, quando ficou pendurado em Sua cruz naquele “distante monte verde”.


Palavras de deboche, mas incorporadas na própria essência da vida e morte do Filho de Deus, a própria essência dos tratos de Deus com o mundo – a própria essência do Calvário.


“Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito…” (Jo.3:16).


Para salvar os outros – pecadores, rebeldes, inimigos – o Pai não pôde salvar a Si mesmo de enviar, do Seu seio, o Filho do Seu amor. Para salvar os outros, o Filho não pode salvar a Si mesmo, mas tem que derramar a Sua alma na morte, e assim, ver Sua semente e dividir o despojo com os poderosos (Is 53:12). Para salvar os outros, o Espírito Santo não pode salvar a Si mesmo da angústia, à semelhança da tristeza e angústia do Filho no Getsêmani, em Sua entrada no coração dos que uma vez afundaram-se no pecado e são frequentemente obstinados e desobedientes aos clamores do Filho. [Note que a mesma palavra usada para o sofrimento do Senhor no Getsêmani é usada também em Ef 4:30: “Não entristeçais o Espírito Santo de Deus”].


“Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar-se”. Essa expressão engloba, em poucas palavras, toda a história do caminho do Deus-Homem na Terra; desse modo, Ele manifestou ao homem caído a expressa imagem ou caráter (conforme o grego) do Pai no céu.


“Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito… para vivermos…” (I Jo 4:9).


“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós…” (I Jo 3:16).


O caráter de Deus foi revelado em Seu Filho; a natureza divina foi manifesta Naquele que era a expressão exata do Seu ser”. Resumindo: salvar os outros é próprio de Deus, recusando-Se a salvar a Si mesmo.


-- Jessie Penn-Lewis (A Cruz: O Caminho Para o Reino)


A Luz da Presença de Deus

“O SENHOR é a minha luz”. (Salmo 27:1) Todas as manhãs, o sol nasce e caminhamos em sua luz enquanto realizamos com alegria as nossas tarefa...