"Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência" (Provérbios 17:27).
Na minha mocidade, eu era rápido em expor as minhas ideias, em mostrar o meu conhecimento; fui muito ajudado por meu pai que dizia haver mais sabedoria em saber ouvir do que ser precipitado no falar. Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio (v. 28). Tiago nos ensina com muita sabedoria: "Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar" (Tg 1:19). Engana-se quem acha que no muito falar está a sabedoria; há ditado popular que diz que "quem fala muito, dá bom dia ao cavalo", ou "o peixe morre pela boca".
Jó falou por longos discursos e discussões com os seus três amigos, com o objetivo de se justificar e fazer as suas queixas contra Deus. O próprio Deus lhe apareceu perguntando: "Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento?" (Jó 38:2). E: "Acaso, quem usa de censuras Contenderá com o Todo-Poderoso? Quem assim argui a Deus que responda" (40:2). Quando ele finalmente se calou, Deus iluminou; por fim reconheceu: "Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu Perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, agora os meus olhos te veem- Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza" (42:3-6). Senhor Jesus, ensina-nos.
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