“Davi retirou-se dali e se refugiou na caverna de Adulão; quando ouviram isso seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para ter com ele” (1 Sm 22:1).
Davi estava fugindo de Saul e, naquele momento, provavelmente não tinha outra alternativa a não ser adotar uma vida de fugitivo e peregrino nas montanhas de Judá. Não podemos deixar de levar em consideração que cada detalhe narrado pelo Espírito Santo sobre a vida e experiências de Davi, de alguma forma, traça uma analogia com a história do Senhor Jesus. Assim como Davi, Jesus experimentou e ainda experimenta rejeição, ao ser banido do trono deste mundo. A Davi e seus seguidores foi oferecida uma porção de terra no exílio, a trilha de todo peregrino e estrangeiro. Seu caminho para o trono foi cercado de dificuldades e sofrimentos. Aqueles que desejassem servi-lo, participar de suas glórias nos dias de seu reino, deveriam sair com ele para o campo, abandonando tudo o que tinham e serem contados como escória deste mundo.
Davi estava preparado para esperar pelo tempo de Deus e para receber o supremo poder, de acordo com os Seus caminhos. Ele se aquietou como uma criança de peito. “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança” (Sl 62:5). Ele esperou pacientemente, submetendo a Deus o tempo quando seus inimigos seriam colocados no estrado de seus pés (Hb 1:13). O Rei Jesus vem aguardando pelos últimos séculos. Hoje é o tempo do reino e da perseverança em Jesus (Ap 1:9); da perseverança dos santos (Ap 3:10; 13:10; 14:12), enquanto a criação geme e suporta angústias pela manifestação dos filhos de Deus (Rm 8:22).
(Baseado em texto “The Cave of Adullam”, de F.B.Meyer.- Fonte: Participantes de Cristo)
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