quarta-feira, 6 de maio de 2026

Moisés e a Decisão de Fé



A fé que opera pelo amor


“Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplou o galardão.” (Hebreus 11.24-26)


Nós cremos naquilo que amamos, naquilo que vivemos. Aquele que confia e entrega a si mesmo ao que é visível e temporal vive uma vida terrena, carnal.

Aquele que olha para o que se não vê e é eterno e une-se a uma vida divina e celestial vive uma vida divina e celestial. A fé sempre deve escolher uma dessas duas realidades. Quanto mais clara e deliberada for a decisão por aquilo que se não vê; quanto mais consciente for a decisão pelo que se não vê, mais fortalecida será a fé em Deus, e mais recompensada. A

grande dificuldade em tomar a decisão correta consiste no fato que nossos olhos  tornaram-se cegos por causa da vitória que as coisas visíveis conquistaram no paraíso. E as coisas temporais, mesmo em situações que reconhecemos que têm menos valor, adquiriram poder superior em virtude de sua  constante presença e pressão. A grande obra que a fé deve fazer e a melhor escola para seu crescimento e fortalecimento é a escolha pelo que se não vê.

Moisés é uma impressionante ilustração dessa escolha.

Basta considerar cada aspecto da oferta que tinha diante de si. De um lado, a concupiscência da carne: os prazeres do pecado por um pouco de tempo. A concupiscência dos olhos: as riquezas do Egito. A soberba da vida: ser chamado filho da filha de faraó. E, de outro lado, ser maltratado, suportar o opróbrio. O que capacitou Moisés a tomar a decisão sábia?

Ele viu que ser maltratado junto com o povo de Deus é ter a Deus como sua porção e proteção. Ele tomou sobre si o opróbrio de Cristo, no poder do Espírito de Cristo que, do céu, elevou seu coração acima da terra. Assim como Cristo, que suportou a cruz em troca da alegria que lhe estava proposta, Moisés igualmente contemplou o galardão. Fé na bênção de Deus sobre o povo de Deus; união em espírito com o Cristo de Deus; a certeza de um mundo vindouro, com seu sistema de valores oposto aos valores da terra - não é de surpreender que tudo isso o guiou e fortaleceu para a escolha que fez. A boa parte não lhe será tirada. (...)¹

REFLEXÃO:

*Moisés olhou ao redor e viu o luxo do Egito, o ouro, o poder, a aclamação — e então olhou para o povo de Deus, derrotado e humilhado — e disse: 'Eu me unirei a eles!' É isso que a fé faz. Ela se recusa a se identificar com o mundo e escolhe se identificar com a vontade de Deus. Ele renunciou de vez à sua posição, privilégios e perspectivas no Egito.*

LEMBRE-SE: *“O mundo coroa os bem-sucedidos. Deus coroa os fiéis.”* ²


(¹ Andrew Murray; ² Bruce Hurt)


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