segunda-feira, 4 de agosto de 2025

O Senhor protege o Seu povo

 *Assim como estão os montes à roda de Jerusalém, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre.*

(Salmo 125:2)


*Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.*

(João 17:15)


Vivemos em um mundo instável, marcado por perigos, tentações e provações. Diante disso, é natural que o coração humano deseje segurança e proteção. Os que confiam no Senhor, porém, têm uma promessa firme: o próprio Deus os cerca, como os montes em volta de Jerusalém.


Essa imagem é poderosa. Os montes formavam uma barreira natural em torno da cidade, protegendo-a de inimigos. Da mesma forma, o Senhor se coloca ao redor dos seus, como escudo invisível, mas real e constante. 

A proteção de Deus não é temporária nem limitada: ela é “desde agora e para sempre”.


Jesus, em Sua oração ao Pai, não pede que sejamos retirados do mundo com todos os seus perigos, mas sim que sejamos guardados do mal. Isso nos mostra que o Senhor não nos isenta das lutas, mas nos preserva nelas. Ele está conosco, nos envolve com Sua presença, nos livra do maligno, fortalece nossa fé e nos conduz em segurança, mesmo por vales escuros.


Em tempos de insegurança, medo ou provações, lembre-se: você está cercada. Não pelo caos do mundo, mas pelo Deus eterno que é torre forte, abrigo seguro, rocha inabalável. Sua proteção é constante, fiel e eficaz.


"Senhor, obrigado porque Tua presença me cerca como os montes ao redor de Jerusalém. Em meio aos desafios deste mundo, sei que estou segura em Ti. Guarda meu coração do mal, fortalece minha fé e faz-me descansar na Tua fidelidade. Amém.


Escolha sábia

  *Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.* (Salmo 103:11)

*Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça.* (Romanos 5:20)


Em Deuteronômio 30, Moisés exorta o povo a escolher entre a vida e a morte, a bênção e a maldição, deixando claro que a obediência ao Senhor não era algo inalcançável, mas algo próximo, possível e desejável. *Este mandamento... não está longe de ti... está em tua boca e em teu coração, para o cumprires.*(Dt 30:11-14)


É nesse contexto de escolha e responsabilidade que podemos perceber a grandiosidade da misericórdia e da graça de Deus. O salmista declara que a misericórdia do Senhor é tão elevada quanto o céu em relação à terra — ou seja, é imensurável. É uma misericórdia reservada àqueles que O temem, que reconhecem Sua santidade e se voltam a Ele com reverência e fé.


Contudo, Romanos 5 nos revela uma realidade ainda mais profunda: mesmo quando o pecado abunda — quando o povo falha, se desvia, se rebela — a graça de Deus superabunda. A lei veio para revelar o pecado, mostrar sua gravidade e nos confrontar com nossa incapacidade de cumprir perfeitamente a justiça de Deus. Mas é justamente aí que a graça se revela em toda a sua beleza: ela não apenas cobre a falta, ela reina. Reina para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo.


Ao refletirmos sobre esses textos, somos convidados hoje, assim como o povo de Israel em Deuteronômio 30, a escolher. A escolher a vida, a graça, o arrependimento e o temor do Senhor. E a descansar na certeza de que, mesmo diante de nossos fracassos, a misericórdia do Senhor nos alcança e Sua graça nos transforma.


Oração:

Senhor, obrigada por Tua misericórdia tão alta quanto os céus e por uma graça que excede todo pecado. Ajuda-me a escolher a vida, a ouvir Tua voz e andar nos Teus caminhos. 

Reina em mim pela Tua graça, por Jesus Cristo, meu Senhor. Amém.


O impacto das palavras

  *A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.* (Provérbios 15:1)


*Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus.* (2 Timóteo 1:13)


Nossas palavras têm poder — de curar ou ferir, de apaziguar ou acender conflitos. Provérbios 15:1 nos lembra da sabedoria contida em uma resposta branda, que pode transformar ambientes hostis em espaços de paz. 

Muitas vezes, não é o que dizemos, mas como dizemos, que faz toda a diferença.


Paulo, escrevendo a Timóteo, o exorta a conservar o modelo das sãs palavras. Não qualquer palavra, mas aquelas que são nutridas na fé e no amor que vêm de Cristo. Isso nos desafia a cultivar uma linguagem que reflete o coração do nosso Senhor — palavras cheias de graça, verdade e compaixão.


Como crentes no Senhor Jesus, somos chamadas a ser instrumentos de edificação. 

Que a nossa boca seja fonte de consolo, sabedoria e encorajamento para as que caminham ao nosso lado. 

Que ao abrirmos a boca, nossas palavras carreguem o perfume de Cristo.

 Que hoje o Senhor nos conceda discernimento para falar com sabedoria, silêncio quando necessário, e graça em toda situação. 

E que nossas palavras, ao invés de suscitar a ira, promovam reconciliação, fé e amor.

 Que sejamos fiéis em conservar o modelo das sãs palavras — mesmo nas conversas mais difíceis.


Aos pés do Salvador

  *E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento;  e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o unguento.*

Lucas 7:38, 39

 


A cena descrita em Lucas 7 é profundamente comovente. 

Uma mulher, conhecida por sua vida pecaminosa, entra em um ambiente hostil, onde seria naturalmente julgada e desprezada. Mas ela não está ali para agradar os homens — ela está ali por causa de Jesus.


Sem dizer uma palavra, ela expressa o que vai em sua alma. Suas lágrimas falam de arrependimento; seus cabelos, usados para enxugar os pés do Mestre, revelam humildade e rendição; seu beijo nos pés de Jesus demonstra amor e devoção; e o perfume que derrama é um símbolo de entrega total.


Ela não buscava status, não fazia uma oração eloquente, nem se justificava. Sua fé a levou até os pés de Cristo. E ali, no lugar mais baixo, ela encontrou o que seu coração mais precisava: perdão, aceitação e paz.


Jesus não a ignora. Pelo contrário, Ele a exalta diante de todos: *A tua fé te salvou; vai-te em paz.* Enquanto outros a viam como pecadora, Jesus via uma mulher restaurada. Enquanto os fariseus a julgavam por seu passado, Cristo lhe apontava um novo futuro.


Não há pecado tão profundo que o amor de Cristo não possa alcançar.

Não importa o passado, importa o arrependimento e a fé que nos leva até Ele.

A verdadeira fé se expressa com humildade.

Aquela mulher não pediu nada. Apenas se prostrou, chorou, e adorou.

Jesus honra a fé sincera e quebrantada.

Ele não apenas perdoa; Ele nos envia em paz.


Que hoje possamos também nos colocar aos pés do Salvador. 

Que possamos levar a Ele nossas lágrimas, nossa adoração e nosso coração inteiro. 

Ele não nos rejeitará. Ele nos dirá:

"A tua fé te salvou; vai-te em paz.”


O nosso Deus reina!

 *O Senhor dará força ao seu povo; o Senhor abençoará com paz ao seu povo. (Salmo 29:11)*


*Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. (2 Timóteo 1:7)*


Muitas de nós pode estar começando esta semana com o coração inquieto diante de tantas notícias alarmantes que nos cercam. Conflitos, instabilidades políticas, incertezas econômicas e até divisões dentro da própria sociedade têm gerado temor em muitos corações. Parece que a insegurança nos espreita de todos os lados.


Mas a Palavra de Deus nos chama à confiança. Em meio ao ruído das ondas que batem contra nosso barco...  ouvimos a voz do nosso Deus ecoar com firmeza: *O Senhor dará força ao seu povo.* Ele não está alheio ao que vivemos. Ele é o mesmo que assentado está sobre o dilúvio (Sl 29:10), soberano sobre as nações, e fiel em suas promessas.


Paulo, escrevendo a Timóteo, jovem líder em um tempo de perseguição e tensão, lembra: *Deus não nos deu um espírito de medo*. O que recebemos do Senhor é o espírito de fortaleza — para permanecer de pé quando tudo parece ruir; de amor — para responder ao ódio com graça; e de moderação — para manter o coração firme e sóbrio, sem se deixar levar pelos extremos ou pelo pânico.


Sim, há motivos humanos para o temor. Mas há muito mais razões divinas para a esperança. O nosso Deus reina!

Ele está conosco. Ele nos fortalece e nos dá paz.


Comece esta semana confiando nesse Deus que sustenta o universo com sua Palavra e que conhece cada detalhe da sua vida. Não temas. Você não está sozinha.


*Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. (Mateus 20:28)*


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

A SOLUÇÃO: CRISTO



“Porque nada me dispus a saber entre vós, a não ser a Jesus Cristo, e este crucificado”. “Pois ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, que é Jesus Cristo”. (1 Co 2:2)


Paulo disse: “Jesus Cristo, e este crucificado”. Você irá ver do que o fundamento é composto. Jesus Cristo como o fundamento nesta carta inclui Cristo crucificado, o significado de Sua morte para nós: Cristo Ressurreto, Cristo exaltado na posição de líder supremo. Essas três coisas compõem o fundamento. Quando soubermos o que significa a morte de Cristo, no que diz respeito a nós, Cristo crucificado; que nós morremos quando Cristo morreu, como, então, poderemos ainda ficar com o homem natural, com o homem carnal? Ele se foi. Quando soubermos o que é estar ressuscitado com Cristo, isto é, vivos para Deus, somente para Deus; para mais nenhum outro ser ou interesse, e certamente não para nós mesmos, somente para Deus. Quando soubermos que o governo absoluto do Senhor Jesus significa nos trazer para o Seu governo, como ainda poderemos dizer: Eu sou de Paulo, de Apolo, ou de Pedro? Eles não podem aparecer aí se Cristo for tudo em todos. Você encontra estas três coisas correndo através desta carta. O Espírito fala a você do Cristo crucificado, ressuscitado e exaltado. Este é o fundamento e a estrutura que deve estar de acordo com isto. Que a Palavra nos leve para a glória em Cristo, pois é aí onde o capítulo um termina: “Aquele que se Gloria, glorie-se no Senhor”. [...]

Qual é a solução? Dar ao Senhor Jesus o Seu pleno e correto lugar! Coloque o Senhor Jesus em Seu lugar como absoluto Senhor no coração, na vida, na assembleia, e todas essas aves imundas irão se dissipar diante da luz. Se o Senhor Jesus é dominante em nossos corações, as divisões irão embora. O que precisamos para todas as nossas divisões, nossa falta de amor, nossos ismos, nossos gostos e desgostos, é a plenitude de Cristo. Cristo como Senhor, como Mestre, Cristo reinando. E, do mesmo modo que as criaturas malignas das trevas fogem quando chega a luz, assim também irá acontecer com as divisões, ismos, e todo esse tipo de coisa, quando Cristo vier para o Seu lugar. Isto é a cura para todas as coisas. Se o fundamento precisa ser justificado, então deve ser justificado numa estrutura segundo a sua própria natureza. Cristo na raiz, e Cristo no tronco, nos galhos, no fruto. Tudo é Cristo. (...)

(T. A. Sparks)


“Senhor, ocupes o Teu lugar entronizado em nossas vidas individualmente e coletivamente. Para a Tua glória. Amém.”


O lugar do testemunho do Senhor



Esdras 1: 2-4: “O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem dentre vós, de todo o seu povo, há? Que o seu Deus seja com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor Deus de Israel (Ele é o Deus), que está em Jerusalém. E todo aquele que permanecer em qualquer lugar onde peregrinar, que os homens do seu lugar o ajudem com prata, e com ouro, e com bens, e com animais, além da oferta voluntária para a casa de Deus, que está em Jerusalém”.


Para a natureza, havia pouca coisa que atraísse alguém a Jerusalém. Ela jazia como um monte queimado e em ruínas no meio de uma terra desolada. Mas para a fé, havia uma atração que a natureza não conseguia compreender. Era a cidade de Deus, o lugar do Nome — o único lugar na Terra para o qual um povo grato poderia, segundo as Escrituras, trazer suas oferendas e onde os culpados poderiam trazer um sacrifício pelo pecado.

Para os crentes de hoje, não existe um lugar tão sagrado nesta cena; "Nem em Jerusalém, nem neste monte" é o nosso local de adoração. Mas nosso Senhor disse: "Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio". Onde Ele é reconhecido como único Cabeça e Senhor, e Seus remidos são reunidos a Si mesmo, é o que corresponde ao lugar onde Ele estabeleceu Seu nome na antiguidade. Assim reunidos, Ele conduz Seus santos ao santuário celestial, e ali atrai seus corações para oferecerem o sacrifício de louvor e ação de graças. Retornar a essa simplicidade, como era no princípio, pode muito bem ser o desejo de nossos corações. Desde a luz crescente da Reforma, tem havido tais agitações de coração e consciência entre os filhos de Deus: anseios por mais da simplicidade dos primeiros dias, com uma maior apreciação de Cristo, uma separação do santo e do profano.

(Henry Allan Ironside)


O SENHOR REINA!

  “Reina o SENHOR. Regozije-se a terra…” (Salmo 97:1) Há uma verdade capaz de aquietar o coração em qualquer circunstância: o Senhor reina. ...