domingo, 7 de setembro de 2025

Pelas disposições do Senhor

 *"Senhor, por estas coisas se vive, e em todas elas está a vida do meu espírito.” (Is 38:16*)


Na experiência de Ezequias, vemos um homem que esteve às portas da morte, mas que reconheceu que sua vida dependia unicamente da intervenção e misericórdia do Senhor. 

A vida do espírito, a renovação da esperança, a força para prosseguir — tudo vem de Deus. Não é apenas a saúde física que o Senhor restaura, mas também a nossa alma, que tantas vezes se enfraquece diante das provações.


Em Atos 28:8, encontramos Paulo diante da enfermidade do pai de Públio. Ele ora, impõe as mãos e o enfermo é curado. Esse relato não apenas mostra o poder de Deus em operar curas, mas também nos lembra que o Senhor continua sendo Aquele que se inclina às nossas fraquezas e nos toca com Sua mão poderosa. 

O mesmo Deus que sustentou Ezequias e que operou por meio de Paulo, é o Deus que continua a agir hoje.


Em Mateus 15, vemos Jesus lidando com as multidões que O seguiam em busca de cura e alimento. Ele cura os cegos, coxos, mudos e muitos outros enfermos. E, movido de compaixão, também alimenta a multidão faminta. *O Senhor não apenas supre a necessidade espiritual, mas também a física e emocional. Seu cuidado é integral.*


Muitas vezes, nossas forças se esgotam, e nos sentimos como Ezequias, sem esperança. Outras vezes, carregamos enfermidades, ou convivemos com pessoas doentes como o pai de Públio. E, em muitos momentos, nos encontramos no meio da multidão de Mateus 15 — necessitados de cura, alimento e compaixão.

A resposta em todos esses cenários é a mesma: *Cristo é a fonte da vida do nosso espírito e o restaurador do nosso corpo e alma.* Podemos descansar na certeza de que Ele se importa conosco e continua agindo com graça e poder.


Amados ao iniciarmos esta semana, sejamos lembrados de que nossa vida está guardada em Deus❣️ 

Ele é quem sustenta o nosso espírito, cura as nossas feridas e supre cada uma de nossas necessidades.


Seja qual for a situação que enfrentarmos — enfermidade, fraqueza, desânimo ou falta — o Senhor continua sendo o mesmo Deus de Ezequias, de Paulo e das multidões que foram curadas e alimentadas por Jesus.


Caminhemos com fé, certos de que não estamos sozinhos. O Senhor é a nossa força e o nosso amparo em todos os dias. Que possamos olhar para Ele e experimentar Sua graça renovadora em cada detalhe 🙏.


💚Nesta semana, viva com confiança: o Deus que sustenta é o Deus que cuida de você!


quinta-feira, 28 de agosto de 2025

O PROPÓSITO DE DEUS OU O MEU?

 


“E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. E, tendo-os despedido, foi ao monte a orar. E, sobrevindo à tarde, estava o barco no meio do mar e ele, sozinho, em terra. E vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário, perto da quarta vigília da noite aproximou-se deles, andando sobre o mar, e queria passar-lhes adiante. Mas, quando eles o viram andar sobre o mar, cuidaram que era um fantasma, e deram grandes gritos. Porque todos o viam, e perturbaram-se; mas logo falou com eles, e disse-lhes: Tende bom ânimo; sou eu, não temais. E subiu para o barco, para estar com eles, e o vento se aquietou; e entre si ficaram muito assombrados e maravilhados;” (Mc.6: 45-51)


Temos tendência para pensar que, se Jesus Cristo nos der uma ordem e lhe obedecermos, ele nos levará a um grande sucesso. Nunca devemos colocar nossos sonhos de sucesso como o propósito de Deus para nós; seu propósito talvez seja exatamente o oposto do nosso.


Imaginamos que Deus está nos levando a um determinado fim, para um alvo desejado; mas, ele não está. Chegar ou não a um alvo específico é mero incidente. Aquilo que chamamos de processo, Deus chama de alvo.


Qual é meu sonho no tocante ao propósito de Deus? O propósito Dele é que eu dependa Dele e do Seu poder. Se eu conseguir manter-me calmo e despreocupado no meio dum tumulto, este é o propósito de Deus.


Deus não está operando, visando uma determinada conclusão a meu favor; o alvo dele é o que considero o processo – que eu o veja andando sobre as ondas, sem nenhuma praia à vista, nenhum êxito, nenhum alvo meu; apenas a certeza absoluta de que está tudo bem porque eu o vejo andando sobre o mar.


É o processo, não o fim, que glorifica a Deus. O treino de Deus é para já, não para daqui a pouco. Seu propósito é, para este momento, não para algo no futuro. Não temos nada a ver com o “depois” da obediência; se nos preocuparmos com o “depois” estaremos errados. O que os homens chamam de treino e preparação, Deus chama só de alvo.


O alvo de Deus é capacitar-me para a compreensão de que Ele pode andar sobre o caos de minha vida hoje ainda. Se temos um outro alvo em vista, não prestamos atenção necessária o quanto baste ao que acontece no tempo presente. Mas, caso reconheçamos que o alvo é a obediência, então cada momento, seja ele como for, torna-se precioso e importantíssimo.


Oswald Chambers (1874-1917)


quarta-feira, 27 de agosto de 2025

O QUE É VIDA ABUNDANTE?

 


O que significa possuir a terra? É muito mais do que conquistá-la. Uma coisa é derrubar os muros de Jericó; outra coisa é entrar e possuir a cidade.


Uma coisa é lutar uma grande e decisiva batalha contra a tentação; outra é prosseguir rumo à perfeição e acrescentar à nossa fé, conhecimento, domínio próprio, piedade, fraternidade, amor e todos os frutos do Espírito [conf 2Pe 1:5-7].


Cada palavra desse texto é extremamente sugestiva. O primeiro pensamento sugerido       é, apropriar-se como nossa a herança. Uma coisa é entender as promessas, desejar a experiência, e se propor a obedecer aos mandamentos. Outra é colocar seu próprio nome em tudo, e reivindicar para si as coisas prometidas e comandadas. O pronome pessoal, meu, faz toda a diferença no mundo.


O segundo pensamento sugerido pela expressão é a experiência real daquilo que reivindicamos, entrar nela e vivê-la.


O imigrante pode ir ao cartório de terras e colocar seu nome e solicitação de uma concessão gratuita na Reserva Ocidental, mas isso não é suficiente. Ela não pode se tornar sua propriedade até que ele se estabeleça nela, construindo uma casa e vivendo ali, e começando a cultivar sua propriedade. Então ele se torna no verdadeiro possuidor, e seu título [ou escritura] não pode ser alienado.


É isso que Deus requer que façamos. Primeiro, pela fé, devemos nos apropriar da herança prometida, e então, pela experiência real, nos estabelecer na promessa e levá-la para nossas vidas.


Há algo muito real nessa ideia de nos apropriarmos de uma experiência cristã distinta.


A maioria das pessoas está tentando viver a vida de outra pessoa. Mas Deus tem uma herança para cada um de nós, única, distinta e pessoal. Ele quer que nos apropriemos dela, a entendamos, captemos sua visão, a reivindiquemos para nós mesmos e tomemos posse dela em nossa vida real.


A vida da grande maioria das pessoas é formada de retalhos de outras pessoas. Elas pegam um trapo de uma, um pedaço de outra, e costuram da melhor forma possível, até que se tornem como uma colcha de retalhos, e não é de se admirar que às vezes sejam essa “colcha de retalhos”.


Deus quer que você seja você mesmo, nEle. Ele tem um padrão para você que Ele não tem para mais ninguém, e se você permitir, Ele tecerá sua vida, e a desenvolverá em um design único e belo.


Não é este o significado deste versículo notável e frequentemente mal aplicado: “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor, porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade?” [Fp 2:12,13].


O que é vida abundante é uma coletânea do capítulo 7 do livro "Josué – Possuindo a Herança" (Joshua – Possessing the Inheritance), de A. B. Simpson (1843-1919).


terça-feira, 26 de agosto de 2025

A DIVISÃO DO HOMEM INTERIOR E DO HOMEM EXTERIOR

 


“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. (Hebreus 4:12)


As várias experiências de ter o homem exterior e o homem interior divididos vão tornar o crente uma pessoa espiritual. Um cristão espiritual difere dos outros pela simples razão de que todo o seu ser é governado pelo Espírito. Esse controle do Espírito não implica somente numa autoridade do Espírito Santo sobre a alma e o corpo do homem; mas também significa que o próprio espírito do homem, uma vez elevado como cabeça sobre todo o homem, por meio da obra do Espírito Santo e da cruz, não é mais governado pela alma e o corpo, mas é poderoso o suficiente para sujeita-los e governá-los.


A divisão desses dois órgãos é necessária para entrar na esfera da vida espiritual. Sem essa preparação, os cristãos continuarão sendo afetados pela alma, e assim sempre perseguirão um caminho misto: algumas vezes andando de acordo com a vida espiritual e outras de acordo com a vida natural. A caminhada deles não pode ser marcada pela pureza, pois, tanto espírito como a alma são seus princípios de vida.  Essa mistura sustenta os cristãos em uma estrutura almática que atrapalha sua caminhada, assim como impede a obra importante do Espírito.


Quando a vida exterior e interior do crente forem definitivamente separadas, ele andará não de acordo com a primeira, mas de acordo com a segunda. Ele perceberá instantaneamente qualquer movimento da sua alma e imediatamente rejeitará seu poder e influência, como se estivesse contaminado.


Verdadeiramente, tudo o que pertence à alma é contaminado e pode contaminar o espírito. Mas, uma vez que ele experimenta a separação da alma e do espírito, o poder intuitivo do seu espírito fica mais aguçado. Assim que a alma se movimenta, o espírito sofre e então resistirá imediatamente. O espírito pode até mesmo ser entristecido pelo movimento desordenado da alma em outros. Ele, de falto, terá repulsa do amor ou afeição natural da alma, como uma coisa insuportável.


Que maravilhosa é a cruz! É a fundação de tudo o que é espiritual. O propósito e o fim dessa obra é unir o espírito do crente com o Senhor ressurreto em um espírito. A cruz deve ir fundo, a fim de levar o homem da natureza pecaminosa e natural dentro dele para uma união com a vida de ressurreição positiva do Senhor, tornando-se num espírito com Ele. O espírito do crente, junto com tudo o que é natural e transitório nele, deve passar pela morte, para que possa ser purificado e então unido, tornando-se um espírito com o Senhor, no frescor e pureza da ressurreição. O Espírito Santo é unido com o espírito do homem, a fim de se tornarem um. O resultado será:  servir ao Senhor em “novidade de espírito” (Rm 7:6). O que é natural, do ego, as atividades naturais não terão mais lugar na caminhada e serviço do crente. Tanto a alma como o corpo podem então exibir o propósito, obra e vida do Senhor. A vida do Espírito deixa sua impressão em tudo, e tudo expressa o fluir do Espírito do Senhor.


“Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos [huios – maduros] de Deus”. (Romanos 8:12-14)


Tradução de extratos do capítulo 26 do livro “The Finest of the Wheat”, de Watchman Nee, publicado por Christian Fellowship Publishers.


segunda-feira, 25 de agosto de 2025

No Departamento das Bênçãos em Reserva

 


A visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado... se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará. (Hc 2.3.)


Amados, não percamos a aplicação pessoal mais ampla desta afirmação: cada palavra do Livro de Deus, a Bíblia, se cumprirá exatamente como Ele declarou e decretou! Portanto, esperem pacientemente pelo Seu cumprimento. Seu plano perfeito acontecerá no Seu tempo perfeito. Você pode estar sofrendo por Ele agora, mas um dia, Ele corrigirá todos os erros. Esta profecia em Habacuque é a prova absoluta dessa declaração. Você pode apostar sua vida nisso! Isso me lembra das palavras de despedida de Josué a Israel...

“Agora, eis que ("Escutem", "Prestem atenção!" é a ideia), hoje eu vou pelo caminho de toda a terra, e vocês sabem em todos os seus corações e em todas as suas almas que nem uma só palavra de todas as boas palavras que o SENHOR, o seu Deus, falou a seu respeito falhou ; todas se cumpriram para vocês, e nenhuma delas falhou.” (Josué 23:14 )


Esperar torna-se uma questão de fé, pois o Senhor informa Habacuque que ele deve esperar ( Hc 2:3 ). Esta era a tarefa de um vigia. E é a tarefa daqueles que são fiéis…


Num livrinho muito interessante, um personagem é levado à casa do tesouro de Deus. Ali, entre as muitas maravilhas que lhe foram reveladas, estava o Departamento das Bênçãos em Reserva, onde Deus guardava certas coisas, que lhe haviam sido pedidas em oração e que aguardavam seu tempo próprio. Algumas pessoas levam algum tempo para aprender que demora não significa negação. Há muitos segredos de amor e sabedoria encerrados no Departamento das Bênçãos em Reserva! Os homens prefeririam colher os frutos da misericórdia quando ainda estão verdes, ao passo que Deus quer que esperem até que amadureçam. "Por isso o Senhor ESPERA, para ter misericórdia de vós" (Is 30.18).

Ele está vigiando nossos momentos difíceis, e não permitirá uma só provação a mais do que a que podemos suportar; primeiro Ele deixará que se queimem as escórias, depois virá gloriosamente em nosso auxílio. Não O entristeça, duvidando do Seu amor. Não, erga a cabeça e comece a louvá-lO agora mesmo, pelo livramento que está a caminho. Você será largamente recompensado pela demora que testou sua fé.

*Pois desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que opera em favor daquele que nele espera.* (Is 64:4)


PLANTADOS COM ELE NA SUA MORTE

 


“Se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na semelhança da sua ressurreição”. (Romanos 6:5 ACR)


Gostaria de lembrar que a natureza desse plantar descrito no texto acima é aquele com o qual estamos tão familiarizados: “Plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte”.


Essas são as palavras do Apóstolo: “Porque, se fomos plantados juntamente com ele a semelhança da sua morte, seremos também na semelhança da sua ressurreição”. O inimigo é o instrumento que, com tanta frequência, nos planta mais profundamente na morte de Cristo por meio de seus assaltos, seus ataques, suas acusações. O Senhor não é a fonte do mal, mas o Senhor o permite.


Muitas vezes, naqueles momentos tão escuros e profundos, nossos corações clamam: “Por que o Senhor permite que tal coisa aconteça em nossas vidas?” Por que o Senhor permite isso? Não seria possível que Ele tivesse evitado que tudo acontecesse?


Bem, por meio dessa escuridão, dessas trevas, fomos plantados mais fundo na morte do Senhor Jesus, e fomos trazidos mais do que nunca ao fim de nós mesmos. Sim, fomos levados a conhecer o Senhor em uma medida maior do que que já conhecíamos anteriormente, e fomos levados a um lugar onde não será tão fácil para o diabo nos abalar na próxima vez.


Esse é o caminho soberano de Deus, trilhado por meio de experiências mais profundas de morte. “Plantados juntamente com Ele na semelhança da sua morte”.


Você foi plantado ali? Você já foi plantado no Cristo crucificado? Ou você é um daqueles que ainda está se apegando a algo? Quando um plantio mais profundo vem, lembre-se que o processo doloroso são as raízes sendo conduzidas para baixo, e o resultado vai ser certamente mais resistência, estabilidade e capacidade de permanecer, e, oh, vai haver maior fecundidade.


Extraído do texto “Arraigados e Alicerçados” - T. Austin-Sparks


sábado, 23 de agosto de 2025

Fé, amor… e boas obras


 

"Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor." (Gl 5:6)


Conhecemos uma senhora de idade, na Argentina, que, segundo ela mesma explica, "nunca conseguiu ganhar uma alma para Jesus". (Para falar a verdade, não nos preocupamos muito em ganhar almas, mas sim ganhar a alma, o corpo e o espírito — a pessoa toda.) Aquela senhora já estava na igreja havia muitos anos. Certo dia, o Senhor deu-lhe uma visão clara deste tipo de amor, e ela veio a compreender que não foi um folheto que Deus enviou do céu; 

ele mandou seu Filho, que desceu à terra e viveu entre nós e curou as pessoas. Ele nos auxiliou e conviveu conosco. 

Aquela irmã resolveu que iria fazer a mesma coisa. 

Defronte do lugar onde morava havia uma casa para alugar. Quando os novos moradores se mudaram para ela, essa irmã já estava preparada. Dirigiu-se para a casa levando café e bolinhos, e disse àquela gente: "Vim trazer-lhes alguma coisa para comer, pois sei que se mudaram agora e creio que ainda não puderam preparar uma refeição. Voltarei depois para buscar as vasilhas; e não se preocupem em lavar nada. Devem estar muito atarefados. 

"E a propósito, se desejarem conhecer o armazém, fica naquela esquina..." E ela nem colocou um folheto por baixo dos bolinhos. Apenas levou aquelas coisas para eles e ajudou-os um pouco. 

Pouco depois, ela voltou para pegar os pratos e disse-lhes:

 "Se precisarem de mais alguma coisa, estou às ordens. Se quiserem alguma coisa, terei muito prazer em ajudá-los." Ela não falou de Cristo, mas um mês depois a família toda foi batizada, por causa da luz que ela fizera brilhar diante deles. 

Jesus não disse: "Deixem que seus lábios falem perante os homens de tal maneira que eles ouçam as belas palavras e glorifiquem o Pai." O que ele disse foi: "Deixem brilhar a sua luz!" — seu amor. 

Talvez alguns de nós tenham dificuldades com esta questão porque fomos doutrinados num evangelho anticatólico. Desvestimos totalmente as boas obras de todos os seus méritos. 

Não somos salvos por boas obras, dizemos; e isto é apenas uma parte da verdade, pois nós somos "criados em Cristo Jesus para boas obras" (Ef 2.10). 

Em Atos 10, nós lemos a respeito de Cornélio e das boas obras que realizava — e gostamos de acrescentar que ele ainda não era salvo. Mas notemos que Deus enviou-lhe um anjo porque "as tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus" (v. 4). 

Esta é a outra faceta da verdade. 

As boas obras evidenciam a existência do amor. As vezes, nós levamos tudo para o lado místico — "Oh! Como eu o amo, meu irmão!" — mas não demonstramos nosso amor de outra forma, a não ser com abraços e sorrisos. 

Boas obras significam boas obras. Obras significam trabalho, e não apenas uma filosofia mística. Precisamos abrir nossa carteira e praticar boas obras. Naturalmente, existe uma diferença entre as boas obras que são realizadas como resultado do amor, e as realizadas na carne. 

Paulo disse que se eu der todos os meus bens para os pobres e não tiver amor, nada sou. (...)

Não nos esqueçamos de que temos de amar o próximo no presente momento, no lugar onde nos encontramos.

(R. C. Ortiz)


O SENHOR REINA!

  “Reina o SENHOR. Regozije-se a terra…” (Salmo 97:1) Há uma verdade capaz de aquietar o coração em qualquer circunstância: o Senhor reina. ...