sexta-feira, 9 de junho de 2023

PERTO ESTÁ O SENHOR

 


"Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias." (Lucas 12:35)


“Aquele que testifica estas coisas diz: certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” (Apocalipse 22:20)


No mesmo livro, leiamos o capítulo 12, verso 11: “E eles (este é o filho varão) o venceram (este é o diabo) por causa do sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte.” 


“Querido Senhor, queremos te agradecer por estarmos juntos reunidos nesta manhã. Temos entregado este momento de volta a ti e oramos para que use este tempo para revelar o teu coração a nós. Oramos para que nossos corações possam responder ao teu coração. Que tua palavra entre em nós e se torne viva. Que o testemunho de Jesus possa ser mantido, proclamado até à tua volta. Entregamos este momento em tuas amáveis mãos e pedimos para que parta o pão da vida para cada um de nós. A ti seja a glória, em teu precioso nome, Senhor Jesus, amém.” 


"Irmãos e irmãs, (...) estamos vivendo à beira da volta do Senhor. É um momento emocionante e importante. Não podemos mais permitir que estejamos descuidados. Precisamos ser encorajados, prosseguir para o alvo, vencer o inimigo pelo sangue do Cordeiro. Não somos perfeitos, mas graças a Deus temos o sangue do Cordeiro.

Eles venceram o inimigo pela palavra do testemunho deles. Em outras palavras, porque eles tinham o testemunho de Jesus em suas vidas. Então a palavra deles era poderosa. Eles não amaram suas vidas (vida aqui é a vida da alma), mesmo em face da morte. Eles desejaram entregar-se de modo que a vida de Cristo pudesse enchê-los.

Irmãos e irmãs, este é o segredo da vitória. Então, aqui estamos nós, vivendo o momento mais vibrante de todos. O Senhor pode vir a qualquer instante? Vocês estão prontos? E se vocês não estivessem prontos? Mas, graças a Deus, aquele que salva, salva cabalmente. Agradecemos a Deus por isto".


(Stephen Kaung [1915 - 2022] "Como o Senhor Voltará?" Christian Testimony Ministry).


quinta-feira, 8 de junho de 2023

Cristo e o poder da sua ressurreição

 “para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.” (Fp 3:10-11)

“O poder da ressurreição de Cristo é a Sua vida de ressurreição, que O ressuscitou dentre os mortos" (Ef 1:19-20). A realidade do poder da ressurreição de Cristo é o Espírito ‘de santidade’ (Rm 1:4). Conhecer, experimentar este poder requer identificação com a morte de Cristo e ser conformado à morte de Cristo. A morte é a base da ressurreição. Para experimentarmos o poder da ressurreição de Cristo, precisamos viver uma vida crucificada, como Ele viveu. Sermos conformados à Sua morte proporciona ao poder da Sua ressurreição uma base a partir da qual se pode ressuscitar, para que a Sua vida divina seja expressada em nós…O Senhor tomou posse de nós para que pudéssemos tomar posse Dele. Este foi o Seu propósito em nos agarrar. Cristo quer que O ganhemos. O objetivo do Senhor em Sua salvação é nos agarrar para que possamos tomar plena posse dEle. (Gl 4:19)Nem mesmo quando Paulo estava escrevendo aos filipenses ele se considerava como tendo ganho a Cristo de maneira plena. Em vez disso, ele ainda estava buscando a Cristo para ganhá-lo mais". (...)

*Fé, Amor e Santidade*

A fé é para receber o Senhor (Jo 1:12), o amor é para desfrutá-Lo (Jo 14:21, 23) e a santidade é para expressá-Lo por meio da santificação.

Pela fé, recebemos o Senhor e, assim, agradamos a Deus (Hb 11:6); pelo amor, desfrutamos o Senhor e, assim, guardamos a Sua palavra (Jo 14:23); e, pela santidade, expressamos o Senhor e, assim, O vemos (Hb 12:14).¹

“Veja bem, Deus não demanda de nós que sejamos perfeitos como Ele é – e muitas vezes esse é o padrão que desejamos alcançar, de nunca cometer erros, nunca questionar, que nosso caminho seja tão absolutamente perfeito ao ponto de termos confiança em todos os passos que tomamos. Não! Nunca chegaremos a esse ponto. Abraão e Moisés cometeram erros. Todas aquelas pessoas cometeram erros. Elias foi um homem com paixões como nós, a ponto de se colocar debaixo de um zimbro, pedindo que o Senhor o deixasse morrer. Todos esses homens passaram por esse caminho, mas vemos aqui um registro: *todos eles obtiveram um bom testemunho!* Oh! Elias obteve um bom testemunho. Moisés se irou e perdeu a terra prometida, mas obteve um bom testemunho. Abraão desceu ao Egito, gerou Ismael, mas também obteve um bom testemunho. Não vamos tentar ser perfeitos como o Senhor. *O que o Senhor deseja é um coração perfeito diante dEle; não que tenhamos realizado obras perfeitas, mas que confiamos nEle*. Devemos sempre nos lembrar de que existe uma grande diferença entre fé e presunção, entre fé e vontade própria, a força de vontade. Fé é baseada em abnegação, os homens de fé sempre foram muito humildes, marcados pela capacidade de se ajustar rapidamente quando cometiam erros. Não vamos buscar ser infalíveis, mas fiéis.”²

(¹ Witness L.; T.A.Sparks)

quarta-feira, 7 de junho de 2023

União com Cristo e o Testemunho do Senhor

 


“De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” (João 8:12)


Ao lermos o Evangelho de João encontramos sete declarações de Jesus em referência a “Eu sou”, conforme a seguir:

1. Eu sou o Pão da vida ( João 6:35) 

2. Eu sou a luz do mundo (João 8:12) 

3. Eu sou a porta das ovelhas (João 10:7)

4. Eu sou o bom Pastor (João 10:11) 

5. Eu sou a ressurreição e a vida (João 11:25)

6. Eu sou o caminho, e a verdade e a vida (João 14:6)

7. Eu sou a Videira Verdadeira (João 15:1)

Dessas sete declarações, apenas uma delas o Senhor disse que Seus discípulos são aqui: A luz do mundo. (Jo 8:12 c/ Mt 5:14). Vejamos a importância disso.

O Senhor Deus fez os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite. (Gn 1:16) ²“A lua é um objeto que não tem luz própria, mas toma emprestada sua luz do sol”².  Figuradamente, a igreja não tem luz própria, mas reflete a luz do Senhor Jesus - o sol da justiça (Ml 4:2). Assim, o Corpo reflete a luz da Cabeça e ilumina o mundo. O apóstolo Paulo mencionou isso em Filipenses 2:15 ao referir-se ao testemunho dos santos perante uma geração pervertida e corrupta dizendo-lhes: “...na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.”

Em Apocalipse 21:22-24, quando na consumação do supremo propósito de Deus, lemos: “A cidade não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada.” (Ap 21:23) 

Em Gênesis, a expressão de Deus “Haja luz” (Gn 1:3), Seu resplandecer no universo produziu a criação - que se tornou velha por causa das implicações do pecado (cf. Gn 3:17-18; Rm 8:20-25; Is 65:17). Agora o Seu resplandecer nos corações dos Seus santos fez deles uma nova criação (2 Co 4:6; 5:17). 

¹“O Espírito, a palavra e a luz foram os instrumentos usados por Deus com a finalidade de gerar vida para o cumprimento do Seu propósito. O Espírito, a Palavra e a Luz são todos da vida (cf. Rm 8:2; Fp 2:16; Jo 8:12b). Cristo como o Espírito é a realidade de Deus (Rm 8:9-10; 2 Co 3:17; Jo 16:13-15); Cristo como a Palavra é o falar de Deus (Jo 1:1; Hb 1:2); e Cristo como a Luz é o resplandecer de Deus (Jo 8:12a; 9:5). Agora vejamos as implicações disso em virtude da nossa união com Cristo.

“Deus resplandece no nosso coração (2 Co 4:6) para que resplandeçamos sobre os outros, de modo que eles tenham o conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo, isto é, o conhecimento de Cristo, que expressa e declara Deus (Jo 1:18). (...) 

A luz é o resplandecer de uma lâmpada com o fim de iluminar os que estão em trevas. Para o mundo tenebroso, o ‘povo do reino dos céus’ é tal luz, que dissipa as trevas do mundo.”¹ As trevas não podem prevalecer enquanto a luz está presente (Jo 1:5; 9:5; 12:46).

Em natureza, os santos são o sal da terra (Mt 5:13) que cura e, em conduta, eles são a luz que resplandece.

“Como luz resplandecente, o ‘povo do reino’ é como uma cidade situada sobre um monte, uma cidade que não se pode esconder. Isso, por fim, se consumará na cidade santa, a Nova Jerusalém (Ap 21:10-11; 23-24)”¹

Agora, diante dessa realidade, qual tem sido o impacto do testemunho do povo do Senhor perante o mundo? Qual tem sido a realidade de vida refletida através da igreja no mundo? Consideremos em poucas linhas o que foi escrito por alguns irmãos sobre isso.  

“Mergulhado em um mar de crise – social, política, humanitária, ética, moral –, qual é a grande necessidade do mundo hoje? De que as pessoas precisam para saciar sua

grande e desesperadora necessidade de satisfação interior?

A resposta de Deus é: Vida! A Igreja foi comissionada para ser Seu testemunho e canal de Sua vida, mas ela tem cumprido sua tarefa? Ou se tornou tão terrena e carente como o mundo?

Somente com uma firme decisão de permitir ao Senhor assumir o lugar de Cabeça soberano da Igreja é que os filhos de Deus poderão cumprir sua tarefa de manifestar Deus em unidade e pureza de testemunho, saciando, assim, a necessidade do mundo.”³

Nosso irmão T. A. Sparks considerando essa questão nos deixou uma preciosa nota exortativa: “Fomos chamados para orar a fim de que o Senhor dê uma visão aos instrumentos do Seu ministério nestes dias em que Ele trará Seu povo para dentro de uma nova revelação de Si mesmo e, então, irá uni-lo, não como uma organização, nem como uma multidão de pessoas que aceitam certa interpretação, mas uni-lo pelos laços espirituais, porque quiseram ver o Senhor de forma nova. E tudo o que estamos pedindo é que haja um ministrar assim de Cristo neste mundo, pela revelação do Espírito Santo, para que tudo que não seja Cristo seja retirado e o povo seja unido ao próprio Senhor. E se estiverem unidos com Ele, então haverá unidade e as divisões cessarão.”³ 

“Pois, outrora, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.” (Ef 5:8)

O SENHOR SEJA GLORIFICADO!


Notas: (¹W.Lee; ²T.A.Sparks; ³Comentário dos editores sobre o livro: “O testemunho do Senhor” de T.A.Sparks - Editora dos Clássicos)

terça-feira, 6 de junho de 2023

União com Cristo - Parte 2

*O amor atrativo de Cristo*


“Senhor, desejamos contemplar-Te de forma renovada. Que o Senhor possa nos favorecer, revelando mais da beleza da pessoa e da obra do Senhor por Teu Santo Espírito. Que teu amor inunde nossos corações. Rogamos em teu precioso nome.” 


Estamos considerando essa benção gloriosa - nossa união com Cristo.

Seus frutos são excelentes, suas graças abundantes e sua doçura incomparável.

Ó amados, isso é muitíssimo precioso. É de singular importância para nós esta consideração. Que o Senhor conceda graça para que eu saiba dizer ‘boa palavra ao cansado’ e que essa porção seja como ‘a pena de um habilidoso escritor’ consagrada ao Rei dos reis e Senhor dos senhores para o seu inteiro agrado.

*A lei do amor é escrita no coração onde o amor de Deus é derramado por meio do Espírito Santo* (1)

Lemos na Palavra que Deus é amor e a expressão do Seu amor por nós foi Cristo manifesto como o dom da vida eterna (Jo 3:16). “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Is 9:6) O amoroso Pai entregou o seu Filho amado à morte para tê-Lo de volta através da ressurreição em cada um dos seus eleitos de sua grande família. Foi para que pudéssemos nascer do alto - de Deus - que Jesus Cristo participou de carne e sangue nascendo neste mundo.(Hb 2:14; Lc 19:10)

Todavia, Cristo morreu por nós quando não havia nada de bom para ser visto em nós e nada de bom para ser dito por nós, mas sim, ‘sendo nós ainda pecadores’. (Rm 5:8) “O primeiro laço entre minha alma e Cristo não é minha bondade, mas minha maldade, não é o meu mérito, mas minha miséria (fraqueza), não é minha posição, mas minha queda, não é minha riqueza, mas minha necessidade.”² (Lc 5:32)

Porventura esse amor celestial não reluz os atributos gloriosos de Deus na redenção do Seu povo escolhido? Oh! “Foi o incompreensível amor de Cristo que nos atraiu a Ele. Merecíamos a condenação, mas Ele nos justificou. Merecíamos o inferno, mas Ele nos livrou. Graça, absolutamente graça!... Devido a nossa rebelião deveríamos ser banidos eternamente da presença de Deus, mas o Senhor avocou para si toda a culpa do nosso pecado. Cristo foi punido por nós naquela rude cruz.”¹ “Aquele (Cristo) que não conheceu pecado, ele (Deus) o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Co 5:21). Ele, o único justo - varão provado e aprovado - morreu pelos injustos para nos conduzir a Deus. Aleluia! Já foi dito que “misericórdia é Deus não dando o que merecemos e graça é Deus dando o que não merecemos.” Nisso vemos a origem da morte de Cristo e o amor divinal em ação: “...o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados…Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer.” (Is 53:5; 10) Oh! O Senhor preferiu punir o Seu amado Filho do que nos ver separados dele! Que amor é esse? Por quem Ele sofreu? “Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer” (Rm 5:7), mas Cristo morreu por pecadores, ofensores da santa Lei de Deus.

“O Amor de Deus é sempre sobrenatural, sempre um milagre, sempre a última coisa que poderíamos merecer”.* Sim, a nossa condição era de pecado e inimizade contra Deus quando esse amor foi manifestado através da entrega de Cristo. (ver Rm 5:6-8) "Jesus não ama como nós. Nós amamos até que sejamos traídos. Jesus continuou até à cruz apesar da traição. Nós amamos até que sejamos abandonados. Jesus amou ao longo do abandono. Nós amamos até certo limite. Jesus ama para sempre."³ "... sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os  até ao fim." (Jo 13:1)

“Jamais conseguiremos mensurar o grau do amor que Cristo demonstrou por nós quando se entregou para morrer numa cruz. É demais para o pobre raciocínio humano quantificar a medida desse amor. O que levou a Cristo abrir mão de todo esplendor de sua glória para vir a este mundo caído? O que O motivou a se entregar para ser humilhado, a tal ponto que fosse achado em figura humana? Como admitir que o Todo poderoso tomou forma de servo? Como podemos aceitar que o Criador deste universo consentiu em nascer num lugar desprezível, em uma manjedoura? (Lc 2:12). Somente duas palavras conseguem responder estas perguntas: Por amor.”¹ Nossa mente falha em atingir o significado de tamanha humilhação. Mas Ele se humilhou até à morte de cruz, como está escrito (Fp 2:6-11), por isso, ninguém, senão Ele mesmo é perfeitamente o único qualificado para salvar o pobre pecador, e Ele pode salvar totalmente a todo aquele que se chega a Deus por Seu intermédio, pois Ele se tornou o Líder da nossa salvação, o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão (Hb 2:10; 3:1; 7:25). Oh, por toda a eternidade esse Senhor maravilhoso carregará em Seu corpo as marcas do amor eterno por nós (Jr 31:3; Is 49:16). Sim, o Seu amor por nós é tão intenso que atravessa as eras da eternidade. Disse nosso amado irmão Tomaz que “antes que o primeiro átomo, que comporia um grão de pó fosse criado, o amor já era uma realidade. Antes mesmo da criação de todas as hostes celestiais, já éramos fruto do amor eterno deste Senhor maravilhoso.” Aleluia! Isso é a pura realidade (ver 1 Pe 1:19-20; Ap 13:8b). “Fomos unidos de modo eterno e irreversível em Cristo quando Ele nos atraiu a si mesmo. Aquilo que já havia acontecido na eternidade, agora se torna realidade para nós.” (Jo 12:32) Estamos para sempre guardados em suas mãos de poder pelo seu amor eterno (Jo 10:27-30).

Ó amados irmãos e irmãs, não podemos conceber esse amor apenas em nossa mente sem sermos impactos por tal amor. É o amor do Senhor! É o amor constrangedor que governa aquele que foi alcançado por ele (ver 2 Co 5:14-15). O amor gera amor. O Senhor deseja que permaneçamos nesse mesmo amor tal como o Pai o amou para que esse amor flua da Cabeça aos membros do seu Corpo e todos gravitem nesse santo e contagiante amor. (Jo 15:9-13) Esse amor é constrangedor e nos impacta em nosso viver. (2 Co 5:14-15) 

Oh, que vivamos sempre nessa esfera bendita desse precioso amor em união com o Amado de nossa alma e aqueles que nos tocam sejam impactados. Amém! 


"O celestial habitante da minha alma mudou tudo... 

Ele abriu todos os compartimentos do meu ser e os encheu e inundou com a luz radiosa da sua presença; 

O vacuum se tornou plenum; uma intocável mancha foi alcançada e todas suas asperezas derreteram-se...

'O amor divino que excede todos os amores'. 

Agora eu gostaria de ter o poder de mil corações para amar, e a capacidade de mil línguas para proclamar Jesus, 

O Senhor absolutamente admirável, o Salvador completo, capaz de salvar totalmente aqueles que por Ele se achegam a Deus" ** 


((1) A. Murray; ¹ Tomaz G.; ² C.H.Spurgeon; ³ Dane Ortlund; *Robert Hom; **Daniel Steele )

UNIÃO COM CRISTO - Parte 1

 


“Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele.”
(1 Co 6:17)

Por amor Cristo nos atraiu a si mesmo (Jo 12:32; Os 11:4).
De fato, “uma vez que nossa união com ele se assemelhou à sua morte, assim também nossa ressurreição será semelhante à dele.” (Rm 6:5 NVT) “Qualquer coisa que nós façamos, não é certamente para o nosso próprio proveito, mas porque o amor de Cristo agora nos governa. Visto que cremos que Cristo morreu por todos nós, devemos crer também que já morremos para a velha vida que costumávamos levar.” (2 Co 5:14 NBV)
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura (nova criação); as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Co 5:17) Destarte, *em Cristo, o homem é restaurado judicialmente: não há mais condenação; vitalmente: não há separação; governamentalmente: não há mais alienação.*¹
Há uma união mística entre Cristo e a igreja, o que quer dizer: ‘união íntima, vital e espiritual, por causa do que Ele é, realizou, e de tudo o que Ele nos transmite por intermédio do Seu Santo Espírito em razão dessa abençoada união. “A união mística de Cristo com a igreja é o fundamento da real e genuína comunhão com Deus.”* Fomos batizados em (para dentro de) Cristo (Rm 6:3-11), e assim, recebemos os benefícios da sua morte e ressurreição. “...Aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele...pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito."
(1 Co 6:7; 12:13)
Agora Cristo é a nossa vida (Cl 3:3-4). Esse é o desfrute espiritual de todo nascido de novo pela fé nele. Assim, como resultado dessa bendita união, fomos inseridos na realidade de vida e crescimento, para a comunhão e expressão do Senhor, conforme o Seu propósito soberano. Porque Salvação, vida e edificação destinam-se à glorificação que cumpre o propósito de Deus em relação à criação do Homem, a saber, realeza, sacerdócio e primogenitura (cf. 1 Pe 2:5; Ef 4:13) ''A união da Cabeça com os membros, a habitação de Cristo em nós - em resumo, a união mística - são tratadas por nós com o mais elevado grau de importân­cia, de modo que Cristo, tornando-se nosso, nos faz, juntamente com Ele, participantes dos dons com os quais Ele foi dotado…Cristo não somente se une a nós por meio de um laço indivisível de comunhão, mas também cresce mais e mais em um corpo, conosco, por meio de uma comunhão maravilhosa, até que se torna com­pletamente um conosco".*
“Cristo amou a sua Igreja e a comprou por bom preço. Ele é o Noivo, e um dia voltará para se encontrar com a sua amada noiva. Cristo virá buscar Aquela por quem Ele deu aquilo que lhe era mais precioso: a sua vida. Estariam as nossas vestes de amor, preparadas
para este tão glorioso encontro?”²

(¹C.Morgan; ² T. Germanovix; *J. Calvino)

domingo, 4 de junho de 2023

Revista-se de Jesus Cristo

 Madame Guyon (1648-1717)


“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós… Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 4:7; 12:9,10).

O que você deve fazer para ser fiel a Deus? Menos que nada: deixe apenas que Ele seja a sua vida! Permita tão somente que Deus o mova, sem Lhe oferecer nenhuma resistência. Continue a viver segundo o fluir natural de Sua vida dentro de você. Viva o presente momento, deixando que cada acontecimento se desenrole, sem lhe acrescentar ou subtrair nada. Aprenda a ser guiado pelas instintivas impressões da vida de Deus dentro de você, deixando que Ele dirija Seu caminho para você. Deixe também que Ele decida o que requer de você. Essa é sua tarefa, viver nesse estado.

Quando começar a agir pelas suas forças, será infiel à vida Divina dentro de você. Não deixe que a auto-suficiência se transforme num hábito. Permita-se morrer, sem buscar salvamento.

Uma pessoa que está morrendo, desiste de tudo que pode prolongar sua agonia, e nada usa como socorro, pois está resignado à sua sorte. Depois de morrer, nada mais exerce efeito sobre ele.

Quando o tempo oportuno chegar e você for privado de sua vida, submeta-se.

A partir daí tudo que lhe for deixado será fácil. Faça a vontade de Deus, do modo de Deus, por intermédio da Sua força.

Fidelidade nesse sentido não se resume a  “não fazer nada”. Fidelidade é agir mediante a inclinação da vida interior. Nesse estado a pessoa não tem nenhum ensejo para fazer com que as coisas tomem seu próprio caminho, mas anseia somente pela maneira de Deus. As suas ações emanarão de uma fonte diferente.

Não pense que a esta altura de sua caminhada você não mais cometerá faltas. Sim, as cometerá. E como nunca, as verá nitidamente. As faltas que comete provavelmente não serão pecados grosseiros, mas impulsos sutis. Você poderá ver claramente, no entanto, as suas mais insignificantes falhas. Não permita que essas imperfeições façam com que você se aprisione em um sentimento de culpa, nem faça algo para se desvencilhar delas.

Você sentirá como uma nuvem de poeira, um filme assentado sobre você, quando cometer uma falta. Nada faça para remover essa nuvem incomum. Será uma tentativa inútil, tornando mais longo o tempo da restauração. Estar extremamente preocupado com suas faltas é pior para sua condição espiritual do que a falta propriamente dita. 

Nesses momentos você não deveria sentir que deve “voltar para Deus”. Ao dizer isso, sugere que se desviou dEle. Nem tanto. Você habita nEle, permaneça ali. Algumas vezes haverá escuridão em sua experiência, contudo não devemos tentar remover essas nuvens por nós mesmos. Deixe que o sol se encarregue disso. 

Olhar em demasiado para si mesmo retarda a jornada. Quando mais você permanecer nessa contemplação, mais se perderá. Você não pode se ver como Deus o vê. Quando pensamentos egocêntricos surgem, deixe-os passar, sem tentar detê-los. Pouco a pouco eles se afastarão.

Quando o cristão deixar o túmulo da morte, então perceberá que os desejos passarão a proceder mais de Jesus Cristo do que dele mesmo. Ele não mais viverá por regras, caminhos estabelecidos por onde seguir.

Deixe que o Senhor seja a regra pela qual você vive! Você descobrirá que a natureza de Cristo provém do profundo de seu interior, sem esforço de sua parte. A natureza do cristão se desenvolve naturalmente, a partir do Espírito do Senhor dentro de seu espírito. 

Seu tesouro é SOMENTE DEUS. Aproxime sua vida da VIDA DELE, pois Ele é eterno. Revista-se de Jesus Cristo,

Oito características da sabedoria celestial

 *A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Tiago 3:17*


Oito características são dadas à sabedoria que vem do alto: pura, pacifica, moderada, tratável, cheia de misericórdia, de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.
Ela é pura, isto é, não é contaminada pela inveja e a rivalidade da sabedoria terrena; é pacífica, pois busca harmonia e sintonia entre os santos do Senhor; é bondosa, pois não insiste em seus próprios direitos; é tratável, isto é, está desejosa de se submeter e sair do caminho para outros passarem. Quando estas quatro características existem em nossa vida (pureza, paz, bondade e complacência), o resultado será este: seremos cheios de misericórdia, isto é exercitaremos um coração de perdão, de compreensão, de auxílio e instrução para com todos; seremos cheios de bons frutos, isto é, andaremos nas boas obras que o Senhor de antemão preparou para nós (Ef. 2:10).

_Extraído do livro: Tiago: Maturidade, Provação e Reino – Délcio Meireles

O que é vida abundante?

O que significa possuir a terra? É muito mais do que conquistá-la. Uma coisa é derrubar os muros de Jericó; outra coisa é entrar e possuir a...