segunda-feira, 31 de julho de 2023

O tempo do fim e a vontade de Deus


Se cremos que estamos no tempo do fim devemos buscar a vontade de Deus para a nossa vida. 

Precisamos acertar os ponteiros do nosso relógio com os ponteiros do relógio divino.

Senhor dê-me discernimento espiritual para que eu possa entender os seus movimentos no tempo do fim.

Discernir significa _perceber claramente algo, perceber diferenças, compreender conceitos e significações, enxergar além, mostrar compreensão de um perito._ 

Ter discernimento espiritual significa receber luz divina para compreendermos.

O Antigo Testamento apresenta aproximadamente de 333 profecias a respeito da vinda de Cristo. No Novo Testamento, cada 25 versículos, fala da vinda Cristo. Sendo assim, precisamos conhecer o _Kairós_ de Deus. 

*O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.* Isaías 1:3

Até entre o homem e seu animal há uma conexão, mas entre Deus e o seu povo muitas vezes não há. 

*Até a cegonha no céu conhece as suas estações; a rola, a andorinha e o grou observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece o juízo do Senhor.* Jeremias 8:7

*Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidade; os vossos lábios falam mentiras, e a vossa língua profere maldade.* Isaías 59:3

Nossa iniquidade nos impedem de ter a revelação do Senhor. Quando detectarmos que há pecados em nós devemos confessá-los para que a nossa restauração com Deus restabeleça. 


Aspectos da vontade de Deus para os seus: 

_1. Deus deseja que sejamos pessoas da Palavra_– 2 Timóteo 4:13 – a Palavra de Deus é que nos sustenta na aflição. 2 Timóteo 3:14 a 17; Neemias 8: 2,3,9,12; Josué 1:8

_2. Deus deseja que sejamos sensíveis ao Espírito Santo_ – Romanos 8:26 – o Espírito Santo é uma pessoa que age em nós e por nós. 1 Timóteo 4:14

_3. Deus deseja que sejamos uma igreja que ora_ – Daniel 9: 1 a 5 – 

_4. Devemos ser um povo que tenha marcas exclusivas_ _(marcas da cruz)_ – 1 Cor. 1:18; Gálatas 2: 19 e 20

Tomaz Germanovix

Abençoados em Cristo Jesus

 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo (Efésios 1.3).

Grande parte da estrutura da epístola gira em torno desses dois nomes de Deus. (1) Ele é "o Deus [...] de nosso Senhor Jesus Cristo" e (2) também é o "Pai de nosso Senhor Jesus Cristo".

Depois de assumir a carne, o Salvador coloca-se como homem diante de Deus. Como tal, ele toma sua posição contra Satanás, quando este o tentou a agir de modo estranho ao Filho de Deus. "Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem" (Mateus 4.3-4).

Na primeira parte da epístola, Paulo oferece sua oração a Deus, como o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo (Efésios 1.17). O fato de que o Salvador tem Deus como seu Pai nos coloca como filhos em íntimo relacionamento com o Pai; pois nós estamos nele, que é o Filho. A segunda oração é apresentada ao "Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (Efésios 3.14, ARC). Nossa bênção é: "Com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais" (Efésios 1.3). Nisto, estamos colocados em uma base muito diferente da de Israel. Eles pertenciam a uma aliança na carne, e o selo de Deus foi colocado na carne deles. Eles seriam abençoados com toda bênção da carne nas regiões terrenas (Levítico 26; Deuteronômio 28). Mas tudo dependia da perfeita obediência deles à lei (Deuteronômio 11.26-32). O céu da lei de Moisés é a atmosfera; e a bênção deveria alcançar Israel de um modo notável. "O Senhor te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua

terra no seu tempo" (Deuteronômio 28.12).

Mas nosso céu, como aqui mencionado, está muito acima daquele da lei; o Espírito Santo o chama de supercelestial.' Isso se refere à região onde nossas bênçãos devem ser encontradas.

Em si mesmas, nossas bênçãos são espirituais, tornando-se conhecidas através do Espírito Santo e por ele concedidas ao nosso espírito ou homem interior. Elas são nossas "em Cristo". Moisés morreu e aquela condição fundamental da segunda aliança com Israel foi removida por sua morte. Nosso Cristo vive para sempre para fazer intercessão por nós. Nosso direito a essas bênçãos não pode ser perdido, pois estamos vitalmente associados a ele, de quem elas fluem.

Moisés pecou antes de morrer. Nosso Cristo morreu como o Justo, pois os pecados não eram dele, e, em vista deste fato, a morte não pode tocá-lo. "Eis que estou vivo pelos séculos dos séculos" (Apocalipse 1.18).

Debaixo da lei, cada um permanecia ou caía de acordo com a sua própria obediência. "Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá" (Gálatas 3.12). Mas nós nos firmamos na expiação e na justiça de outro. Cristo é o "Senhor, Justiça Nossa" (Jeremias 23.6), a justiça de todos os que creem.


Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor (Efésios 1.4).

Nossas bênçãos em Cristo são em consequência do ato da eleição de Deus. Ele nos escolheu para sermos membros do segundo Adão, estando nós debaixo da morte em Adão. Era o propósito do Pai tornar seu Filho "o primogênito entre muitos irmãos" (Romanos 8.29).

Ele nos escolheu "de" e nos escolheu "em". Ele nos escolheu "de" nosso velho lugar no mundo, porque "não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia" (João 15.19). Ele nos escolheu "em" Cristo, de cujo corpo espiritual nenhum membro se perderá.

O tempo em que Deus escolheu o homem não foi o momento em que o homem escolheu a Cristo.

Eleição é escolha de Deus por um homem, antes que ele escolha a Deus. Se ele não nos tivesse escolhido primeiro, jamais poderíamos tê-lo escolhido.

Foi uma escolha, não para o uso de meios para a salvação, mas uma escolha de pessoas individuais da humanidade para a salvação. A escolha de Deus aconteceu antes que o mundo fosse formado. Como, por natureza em inimizade com Deus (Romanos 8.7), os homens, por si mesmos, escolheriam a Deus?

A eleição começou na eternidade atrás de nós, e alcança a eternidade que está por vir. O que pode ser comparado em valor com aquilo que Deus escolheu na eternidade, muito antes que a criação tivesse início?

Israel foi escolhido por Jeová para ser sua nação (nunca sua igreja) uns dois mil anos após a criação e a queda, dentre todas as outras nações da terra e de todos os outros filhos de Abraão. "Em Isaque será chamada a tua descendência" (Hebreus 11.18). A eleição é de indivíduos para eterna glória em Cristo com vistas à santidade e filiação, antes que o bem e o mal fossem feitos por alguém; sim, antes da queda. É a escolha soberana daqueles em quem nenhum bem deve ser encontrado, mas somente inimizade. Deus soberanamente escolheu companheiros para seu Filho.

Fomos escolhidos "para sermos santos" (Efésios 1.4).

Então, não foi porque éramos santos, mas para que pudéssemos assim nos tornar. Não é dito que Deus previu que nos tornaríamos santos por nossa própria escolha. Como isso seria possível? "Em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum" (Romanos 7.18). Deus somente podia prever, desde a queda, nossa falta de santidade e condenação. Como poderiam aqueles em inimizade com Deus ser santos ou se tornarem santos? A santidade de alguém acontece muito tempo depois da escolha de Deus, e é a consequência dessa escolha.

A despeito da queda, o desígnio de Deus permaneceu. Somos escolhidos para salvação no final, através da santidade como o meio. Mas o Senhor tem que nos criar de novo, a fim de que possamos ser santos.


"Perante ele; e em amor" (Efésios 1.4). Deus quer dizer que seus eleitos finalmente habitarão com ele, reunidos perante seu trono (Apocalipse 7.9). Nosso privilégio e glória, como filhos, serão para sempre vermos a face do Pai (Apocalipse 22.4). A fim de alegremente habitarmos com Deus, os filhos devem ser como seu Pai, santos. E, portanto, devemos ser transformados da inimizade para o amor. A lei justamente exige dos homens o amor; amor para com Deus e para com o homem. Quando, entretanto, o homem é deixado por si mesmo, a exigência nunca é cumprida. A carne não está sujeita à lei de Deus, nem, na realidade, pode estar (Romanos 8.7).


Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade (Efésios 1.5).

Deus, tendo determinado, a respeito do fim, sermos feitos seus filhos, também estabeleceu os meios para tanto. Esses meios foram adaptados à condição em que os caídos estavam confinados. Deus decidiu o destino de multidões incontáveis, antes que tivessem

nascido; antes mesmo que o mundo em que eles fossem viver tivesse sido criado.

Alguns admitirão que não é injusto da parte de Deus conceder meios especiais de graça para algumas nações sobre outras, enquanto ele deixa outros povos na escuridão do paganismo. Mas, se Deus, como benfeitor, pode não ter escolhido alguns para a vida eterna, porque (dizem eles) seria injusto para os outros, então ele também não pode fazer distinção entre uma nação e outra quanto aos meios da graça. Se uma estivesse em injustiça, também a outra estaria. Mas, que direito têm as criaturas sobre seu Criador? Que direito têm as criaturas caídas sobre o seu Governante, a não ser direito à condenação e à punição de seus pecados?

A Escritura nos fala de nomes dos salvos escritos no livro da vida (Filipenses 4.3). Eles são filhos de Deus, seguros da salvação. Agora, não é tanto o que eu sou, mas o que Deus é.

Três motivos são estabelecidos neste versículo: (1) A causa eficiente: Deus Pai; (2) as causas mediadoras: Cristo e o Espírito Santo; (3) a causa final: a glória de Deus. A glória de Deus, nas coisas e seres que ele criou, e o propósito principal é o mais legítimo. Como poderia Deus tornar inimigos em filhos? "Por meio de Jesus Cristo. Ele é o verdadeiro Mediador, de quem Moisés foi um tipo. Quando Israel, através de seu ídolo, atraiu a ira de Deus, quem pode permanecer diante de Jeová e implorar por misericórdia? Somente Moisés! Arão, irmão de Moisés, era o principal ofensor. Mas até por Arão, Moisés intercedeu, e ele foi perdoado.

Os israelitas nunca foram filhos. Os homens da lei eram somente escravos, esforçando-se em vão através de obras para se livrarem da condenação que, de modo justo, caía sobre eles como transgressores (João 8.34-35). De Israel é dito: "O Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra" (Deuteronômio 7.6; 14.2; 28.9). Mas os filhos estão em mais alta posição do que o povo. O príncipe de Gales significa mais para Sua Majestade do que qualquer um de seus súditos.

(Robert Govett)

Filhos Para Deus

 Filhos "para si mesmo" (Efésios 1.4, ARC). Filhos de Deus para morar com o Altíssimo e à vontade, em casa, com ele. Isso é um avanço na parte da herança até dos anjos não caídos. Eles são filhos por criação, nós, por adoção. "Adoção" significa tirar alguém da família em que nasceu, para introduzi-lo a outra família, tornando-o membro dela. Este é um direito capaz de ser exercido por qualquer homem. E não terá o Altíssimo direito de adotar e salvar quem lhe agrada?

Somos retirados da raça caída de Adão para sermos colocados na mais alta filiação, acima dos anjos que nunca caíram!

Mas a Escritura diz que Israel teve "a adoção" (Romanos 9.4).

Sim, para ser a principal nação da terra. "Israel é meu filho, meu primogênito" (Êxodo 4.22), diz Deus para o grande rei pagão da terra. Mas nós somos filhos adotivos do Deus do céu, membros do Filho do próprio Deus. O Filho desceu até nós, para que pudesse nos elevar até ele. O grande desígnio de Deus requeria que o Filho de Deus se tornasse homem a fim de libertar o homem, a quem Satanás havia arruinado ao entrar na serpente.

Quatro vezes neste capítulo a vontade de Deus é demonstrada, pois tudo gira em torno da sua escolha:

(1) Paulo foi apóstolo pela vontade de Deus (Efésios 1.1); (2) somos filhos predestinados de acordo com a vontade de Deus (1.5); (3) a primazia de todas as coisas em Cristo é o mistério da vontade de Deus (1.9); (4) depois vem a afirmativa de grande alcance, que Deus "faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade" (1.11). É bom para nós que seja assim! Embora ele não nos apresente nenhum relatório de seus motivos, tudo é ditado por sua sabedoria infalível.

"O beneplácito da sua vontade" (Efésios 1.5) parece significar a escolha daquilo que para ele é o melhor.

Assim sendo, ele decide.

Sermos santos diante de Deus é uma necessidade que se origina na natureza de Deus. Mas muitas coisas são arranjadas de acordo com seu benevolente prazer em abençoar. Sua decisão brota dele mesmo. Sua escolha não é de acordo com nosso mérito. A reprovação ou omissão de alguns não é mencionada aqui.

Para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado (Efésios 1.6).

Os atos do Altíssimo são designados para afetar não somente os salvos, mas outros seres, quer anjos ou homens. Diz Jesus: "Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim" (João 17.22-23). Quando os eleitos da igreja brilharem com o mesmo fulgor do próprio Filho e forem amados pelo Pai como ele ama o Filho, todos os espectadores, comovidos em perplexidade, dirão "Que graça maravilhosa!", "Que glória admirável". "É digna da majestade e bondade de nosso Deus!". Então, o louvor fluirá para Deus como o Doador gracioso, através da bênção visivelmente concedida aos membros da igreja, o corpo do Senhor Jesus.

A graça nos estabeleceu como crentes no Filho.

Mas o Espírito Santo diversifica a expressão, mais para evocar nossa gratidão e alegria. Somos aceitos "no Amado". Jesus, o Senhor, não é somente o mais sublime de todos os seres, mas o amado de Deus acima de todos. E nós somos colocados nele para que o amor do Pai possa finalmente ser derramado sem impedimento sobre nós para sempre. Jacó, vestido com as vestes de primogênito, obtém a bênção do pai; uma bênção prometida, mas a qual ele estava longe de merecer.

Desse modo, nossas bênçãos: (1) são da ordem mais alta; (2) estão nas regiões mais elevadas; (3) estão na Pessoa mais exaltada!

No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça (Efésios 1.7).

"Redenção" implica em que nosso estado original foi de servidão. Nós somente poderíamos ser resgatados por determinado preço. Esse preço foi o sangue de Cristo. Éramos merecidamente prisioneiros de Deus, debaixo de culpa e da penalidade da lei, por causa de nossas transgressões a ela. Cristo é verdadeiramente homem; isto deve ser mantido contra o falso ensino de alguns, tanto em tempos remotos como nos tempos modernos. Isso é provado por seu sangue derramado na cruz, como João viu e testificou.

A redenção realiza-se em duas partes: (1) em épocas diferentes e (2) a partir de diferentes princípios. Nós já temos a redenção da alma, pelo preço que o Senhor pagou, seu sangue. Estamos aguardando a redenção do corpo pelo poder de Cristo na sua volta (Romanos 8.11, 23). Cristo nos redime, não em virtude de sua encarnação; nem pela sua vida de santidade; nem pela força de sua oração no Getsêmani. Pois "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hebreus 9.22).

Nosso caso é como o de Israel no Egito, debaixo da escravidão de Faraó. O povo de Israel era incapaz de se libertar. Mas quando colocado sob o abrigo do sangue do cordeiro, o próprio Jeová os resgatou. Libertos do justo julgamento do Senhor, eles foram libertos dos

grilhões de Faraó.

A glória da graça de Deus não poderia ser demonstrada a não ser por meio da queda do homem.

Sua bondade demonstrada aos não caídos seria bastante fácil. Mas como agiria o Senhor quando a rebelião entrasse? 

 Esta era a ocasião para a demonstração da sabedoria e misericórdia de Deus.

Não é glória à criatura, muito menos à criatura caída. Mas a graça brilha ao beneficiar os indignos ou aqueles merecedores da ira.

O crente tem o perdão de suas próprias transgressões. Ele não tem que se fazer santo e praticar boas obras a fim de que seja perdoado. Ele não consegue fazer nenhuma boa obra, aceitável na visão de Deus, até que tenha sido perdoado através do sangue do Filho de Deus.

Para aqueles debaixo da lei, há somente o domínio do pecado e a sentença de condenação. A promessa de Israel para Jeová, no Sinai, foi de que eles não pecariam (Êxodo 24.7). Eles foram advertidos a não desobedecer, porque não seriam perdoados se assim o fizessem (Êxodo 28.20-21). Consequentemente, após a idolatria ao bezerro, apesar da tentativa de Moisés de reconciliação, Jeová fala que eles ainda estão debaixo do pecado, e que o seu pecado será punido no vindouro Dia da vingança sobre os vivos e os mortos (Êxodo 34.10; 32.34).


(Robert Govett)


A Sabedoria de Deus

 Que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência (Efésios1.8).

Amor sem sabedoria frequentemente opera muito dano naqueles que seriam os beneficiados.

Thomas John Barnardo, fundador de orfanatos em Londres, está totalmente ciente de que não bastaria tirar, de uma vez, as crianças moradoras de rua, que vêm da ignorância e do pecado, da pobreza e da sujeira, e colocá-las em uma mansão de fartura, onde cada desejo fosse atendido. Este seria o caminho para arruiná-las; para fazê-las crescer egoístas, insensatas, negligentes, impetuosas, ingratas. Muito tem ele que ensiná-las no caminho da obediência, paciência, trabalho e autocontrole, antes que possam ser confiáveis e colocadas na ampla vereda disponível da abundância e do progresso.

Assim também Jeová teve que agir com respeito a Israel. Ele não conduziria imediatamente à terra da promessa uma nação de idólatras. Muito tinham eles que ser ensinados, muito a desaprender, muito a aprender a respeito de si mesmos e de seu Deus, antes que pudessem, sem danos, ser estabelecidos na terra da promessa.

Como naturalmente desejamos, se o Senhor nos levasse à glória, de imediato, em nossa conversão, haveria muitas rebeliões de independência e impaciência com o governo de nosso Deus. Por esta razão, ele nos coloca sob várias formas de teste por muitos anos.

A lição de nossas fraquezas e do mal que se adere a nós, não é aprendida em um dia. Tempo e paciência são exigidos para despir o velho Adão e vestir o novo.

Esta foi a razão pela qual quatro mil anos seriam necessários, nos desígnios de Deus, para estender-se entre a queda e a vinda de Cristo. Por dois mil anos, o homem teve que demonstrar sua ilegalidade, apesar das advertências de sua consciência. Por dois mil

anos, Israel foi colocado debaixo da lei para provar que na carne não habita bem algum. E os homens são lentos para crer na verdade, até em nossos dias.

Se o Salvador tivesse chegado antes do tempo previsto, o homem não teria crido que ele próprio era tão cheio do mal, tão destituído de bem, tão incapaz de salvar-se a si mesmo. Apesar de todas as longas experiências humanas do passado, os homens não estão persuadidos de que neles não há nem remédio, nem esperança. A transição de lei para graça, de Moisés para Cristo, não poderia, de modo sábio, ter sido efetuada antecipadamente na história do mundo.


Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo (Efésios 1.9).

Esta revelação dos propósitos de Deus é um grande ato de generosidade; quão pouco os cristãos em geral o consideram. "O servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer" (João 15.15). Ser alguém do conselho de autoridades e dignitários de uma nação é considerado uma grande honra. É sinal de amizade pessoal, quando alguém fala para outro de seus planos.


"O mistério da sua vontade" (Efésios 1.9). Deus revelou muito para Moisés, como seu servo, durante a lei. Mas Moisés bem sabia que havia segredos de Deus não revelados a ele (Deuteronômio 29.29). Mistério é um segredo e não algo ininteligível. Como a natureza

de Deus é santa, nós também devemos ser feitos santos, de modo que nossa habitação com ele possa estar em paz e alegria. Mas não havia nenhuma necessidade de conhecermos seus planos para o futuro. Isso tem origem na sua bondade para conosco. Valorizemos a lâmpada da profecia que nosso Deus fez brilhar para nós. Em seus ensinos, nossa própria felicidade e glória estão grandemente mescladas. Deus é livre para

escolher e executar seus planos, e esta liberdade, ele exerce totalmente; e ninguém impedirá a conclusão de seus propósitos.

Há uma diferença de opinião a respeito da pessoa referida nas palavras "que propusera em si mesmo" (Efésios 1.9, ARC). Alguns entendem que as palavras se referem ao Pai, outros, ao Filho. A diferença na explicação é mínima. Nossa esperança como cristãos se volta para o nosso conhecimento deste segredo de Deus no que se refere ao dia do milênio. Fazer parte desse governo perfeito é o prêmio de nosso chamamento. E, para consegui-lo, um caminho especial de obediência é exigido.

(Robert Govett)

A PLENITUDE DOS TEMPOS

 De fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as

do céu, como as da terra (Efésios 1.10).

Deus deu-nos a conhecer, em nossos dias, uma intenção secreta dele, a qual não foi desvendada no Antigo Testamento. O Antigo Testamento nos desvenda o colapso de um plano de Deus após outro.

Os anjos pecam, e o homem, que ele criou para governar a terra, fracassa; e a terra é devastada pelo dilúvio destruidor. Deus levanta Noé como novo líder, que também rapidamente fracassa. Em sua graça, o Senhor chama para si mesmo uma família, e Abraão é circundado por alianças de misericórdia.

Sua posteridade é testada sob Moisés, o servo de Deus; a idolatria irrompe e aquela geração e seu líder são ceifados no deserto. Israel é posto à prova em sua terra, e o sumo sacerdote fracassa e é condenado.

Um rei é estabelecido e é ceifado pela ira de Deus.

Finalmente, Israel é expulso, como transgressor, da terra da promessa. Um remanescente retorna; e estes, postos à prova pela vinda do Filho de Deus, pecam gravemente ao matá-lo. A igreja é, então, levantada, um novo corpo, e seu fracasso é tão completo como o

daqueles que a precederam.

O propósito de Deus não foi o de restaurar uma parte de seu plano quando este ruísse, mas, em sua sabedoria, o de promover um novo projeto. E agora fica claro o motivo pelo qual ele assim fez. Seu desígnio era, depois de mostrar a incompetência do homem caído em sustentar o que lhe foi confiado, submeter a uma autoridade em um dia que virá todas as porções destruídas de seu grande projeto. Aquela autoridade não falhará; mas irá restaurar ao seu devido lugar a unidade, beleza e função de todas as partes arruinadas, em uma dispensação que ainda virá.

O que é "dispensação" ou economia?

É a organização de uma família. Por ocasião do nascimento da princesa e do príncipe de Gales, ocorreram mudanças no palácio da Inglaterra.

Quando o príncipe de Gales se casou, teve início nova economia ou organização de uma família.

A dispensação aqui mencionada é a "da plenitude dos tempos" (Efésios 1.10).

1. Esta expressão parece ser geralmente considerada como o atual tempo de misericórdia. Aqueles que sustentam esta visão, apontam para Gálatas 4.4-5; "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, [...] a fim de que recebêssemos a adoção de filhos". Mas as duas dispensações diferem entre si, tanto em sua descrição como em sua intenção. Somente a dispensação vindoura pode convergir todas as coisas em Cristo.

O Salvador, em sua primeira vinda, não foi enviado para reunir e concentrar em si mesmo todas as partes destruídas do grande projeto de Deus. Ao contrário, nosso Senhor nos fala que ele não veio para paz, mas para espada; para dividir até as famílias, como efeito da verdade que ele trazia (Mateus 10.21; Lc 12.49).

Hoje é o dia da paciência e da graça, quando Deus está solicitando aos homens que aceitem o seu Filho.

Mas o fim deste processo é a divisão. "Não queremos que este reine sobre nós" (Lucas 19.14). Alguns se desviarão da fé. "Mas importa que primeiro ele padeça muitas coisas e seja rejeitado por esta geração" (Lucas 17.25). Israel, como resultado de sua descrença, não foi reunido, mas espalhado; e novamente expulso de sua terra.

O que é, então, a "plenitude dos tempos"? (Efésios 1.10).

2. A palavra "plenitude" em hebraico também significa o número sete. Este foi o número que Deus tão livremente usou na lei como o tempo de descansar e de se alegrar, no sétimo dia, no sétimo mês, no sétimo ano, nas sete vezes do sétimo ano do jubileu. O homem debaixo da lei estava obrigado a proporcionar para Jeová, em resposta à sua ordem, descanso e

alegria. Mas Israel não descansou em Deus, nem Deus descansou ou se alegrou em Israel. Nossa esperança está no dia em que o Senhor nos proverá o tempo de descanso e júbilo na primeira ressurreição e no reino de glória.

O governo mundial de Deus é elaborado com base em um modelo perfeito, de acordo com qual ele trabalha. Em sete dias de vinte e quatro horas cada, a criação foi gerada em sua primeira beleza. Em sete dias de mil anos cada, a obra de redenção de Deus será efetuada; depois disso vem o oitavo dia, ou o eterno de uma nova série. O sétimo será "a plenitude dos tempos".

A presente fase difere daquela em Gálatas, tanto na palavra usada para "tempos" como no uso do plural.

A referência é à conclusão dos tempos do ano, como era observado sob a lei. O sétimo mês era o tempo natural de descanso, depois do tempo de muito trabalho que Israel havia tido colhendo e armazenando a produção do ano. E Deus conectou o sétimo mês à

principal apresentação das tribos, perante ele, em riquezas, descanso e júbilo, em Jerusalém e em seu templo. Eram, ao todo, sete festas no ano, como está apresentado em Levítico 23: (1) o sábado; (2) a Páscoa; (3) os Pães Asmos; (4) as Primícias. Depois, as três festas do sétimo mês: (5) as Trombetas; (6) a Expiação; e (7) os Tabernáculos. "Porém, aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis a festa do Senhor, por sete dias; ao primeiro dia e também ao oitavo, haverá descanso solene. No primeiro dia, tomareis para vós outros frutos de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeiras; e, por sete dias, vos alegrareis perante o SENHOR, vosso Deus" (Levítico 23.39-40). "A Festa dos Tabernáculos, celebrá-la-ás por sete dias, quando houveres recolhido da tua eira e do teu lagar. Alegrar-te-ás, na tua festa" (Deuteronômio 16.13-14a).

Três vezes ao ano, eles deveriam se apresentar diante de Jeová em sua cidade eleita: (1) na Festa dos Pães Asmos; (2) na Festa da Sega, "dos primeiros frutos do trabalho"; e (3) na Festa da Colheita, "à saída do ano, quando recolheres do campo o fruto do teu trabalho" (Êxodo 23.14-16).

Este tempo ainda não chegou. Ainda é tempo de trabalhar no campo: de semear e colher. "O semeador semeia a palavra" (Marcos 4.14). "Aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas 6.7). A colheita de almas também está em ação, e o Mestre está enviando segadores à sua colheita (Mateus 9.37-38). O tempo de plenitude observado por Paulo é aquele de que o Salvador fala quando menciona o dia em que "se alegram tanto o semeador como o ceifeiro" (João 4.36). Então Israel será reunido ao som da trombeta

de Deus (Mateus 24.31). Depois, virá a vez das nações existentes na terra, que serão reunidas diante de Cristo; e os aprovados entrarão no reino, para eles preparado (Mateus 25.32-34). A festa não pode começar até que o último convidado esteja presente, e o rei tenha entrado para inspecionar os convidados antes que seu Filho apareça (Mateus 22).

É o dia que Deus vai convergir nele, debaixo de um único Cabeça, "todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra" (Efésios 1.10). O primeiro cabeça da criação de Deus na terra pecou e desintegrou o plano de Deus. Mas aqui está o segundo Cabeça, que vai reunir as partes despedaçadas e divididas. Esta palavra implica na ruína e nas rupturas que ocorreram no céu e na terra. O pecado se imiscuiu entre os anjos para dividir e destruir.

O pecado dos anjos do céu desceu à terra e arruinou a beleza e a alegria da criação. Mas Cristo é o grande restaurador de Deus. Ele será o Cabeça visível e o Governante de todas as coisas.

(1) Como Filho do Homem, ele restaura o domínio perdido de Adão; sim, todas as coisas serão colocadas debaixo de seus pés. (2) Ele é o Filho de Abraão, e será o Cabeça da dupla semente de Abraão, que é como as areias do mar e as estrelas do céu. (3) Como

Filho de Davi e chefe da tribo de Judá, ele reunirá as tribos espalhadas e se mostrará como o Pastor e o Rei de Israel. O Senhor lhe dará o governo sobre todas as nações da terra (Salmo 8). O pecado do desobediente primeiro Adão arruinou tanto o reino vegetal como o animal. A justiça daquele que é obediente restaurará ambos, com a única exceção da espécie pela qual o pecado entrou: "Comerás pó todos os dias da tua vida" (Gênesis 3.14). (4) Como o primogênito dos ressurretos, e Cabeça da igreja, ele congregará para si os filhos da ressurreição, "os herdeiros de Deus". (5) Como o Arcanjo, o Anjo-Jeová do Antigo Testamento, Ele será o Senhor dos anjos eleitos, que obedecerão ao seu comando e expandirão o séquito de sua glória. O nome "Rei dos reis e Senhor dos senhores" (Apocalípse 19.16) não será, em sua mão, um título sem valor.

Do mesmo modo que a transgressão começou pela desobediência, Ele, como o Obediente e o Justo, receberá de Deus um reino que nunca lhe será tirado por força nem perdido por má conduta.

Mas isso não prova que todos serão salvos? De modo nenhum! (1) Refere-se somente aos aprovados que entram no dia milenar. (2) Os anjos rebeldes serão lançados no abismo; os homens maus da humanidade são extirpados da terra por julgamentos terríveis, antes que o Salvador visivelmente tome o cetro sobre todos. O poder Dele estará em execução, não somente para recompensar os amigos, mas para punir os inimigos. O propósito singular daquela dispensação é o de subjugar todos os poderes hostis a Deus; e o último, como sabemos, é a própria morte (1 Coríntios 15.26). (3) A expressão usada "no céu e na terra" não está abrangendo os espíritos que partiram, ou aqueles que foram confinados como inimigos nas masmorras de Deus. Há uma terceira divisão de seres mencionada em Filipenses 2.10: "Ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra". Esta última divisão está omitida do texto de Efésios. Em Apocalipse 20, aqueles não encontrados no Livro da Vida são lançados no lado de fogo. Naquele dia de galardão, nem mesmo todos os salvos entre os homens irão então comparecer (Apocalipse 2.5). E acerca de uma categoria de homens é declarado: "Quanto, porém, a esses meus inimigos, que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e executai-os na minha presença" (Lucas 19.27).

Enquanto o Salvador não voltar, aquele dia não pode chegar, pois Satanás ainda está livre, e cada vez mais poderoso, e nenhum poder, senão o de Cristo, pode arremessá-lo dos lugares celestiais, ou confiná-lo, juntamente com seus anjos, no abismo de tormento. Até então, a restauração de todas as coisas falada pelos profetas não pode ocorrer (Atos 3.21).

Este é o dia predeterminado por Deus para glorificar o Cristo, o Filho do Homem, o Filho de Deus.

Quando os reis ungidos pelo Senhor, Davi e Salomão, reinaram em Jerusalém, houve um vislumbre da glória vindoura. Jerusalém era a cidade central da terra, a eleita de Jeová, o lugar do templo, do altar e da glória, para a qual as tribos subiam para adorar, enquanto

sua fama atraía nobres e reis, que vinham visitá-la. O reino e a adoração foram, por um breve espaço de tempo, uma coisa só.

Cristo é o Cabeça escolhido de Deus e centro de todas as coisas. Leitor, ele é o seu centro? Ou você está lutando para tornar-se um centro independente? Tais tentativas são insensatas e malignas. Elas provam que uma vida inteira está errada em seus princípios; e que essa pessoa é o tempo todo um rebelde perante Deus.

"Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho" (Salmo 2.12). "Este é o meu Filho amado; a ele ouvi" (Marcos 9.7).

Todas as dispensações de Deus anteriores são uma preparação para a futura. Então, os danos e a contenda vistos antes entre os judeus, gentios e a igreja de Deus se tornarão em perfeição e união, na autoridade do Senhor Jesus. Deus constituiu Cristo, Cabeça sobre todas as coisas, para ser Cabeça da igreja, que é o seu corpo (Efésios 1.22-23).

Agora é o tempo atarefado e penoso das dores de parto e do arrependimento; mas o tempo de descanso e júbilo está próximo.

Mais adiante, nesta epístola, o dia milenar é mencionado como o tempo do "reino de Cristo e de Deus", o qual se deve ter cuidado para não perder (Efésios 5.5-7). Será o tempo de Deus no governo, dando a cada um de acordo com as suas obras; o tempo da recompensa, de buscar aquilo para o que fomos chamados.


(Robert Govett - comentários de Efésios - editora: Escriba do Reino)

O privilégio de acesso dos crentes à presença de Deus

  UMA BREVE MEDITAÇÃO DA MESA DO SENHOR


"Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel."

(Hebreus 10.19-23) 


Quando em torno da mesa do Senhor comemos o pão e bebemos o cálice (elementos que Ele mesmo preparou e separou para tocarmos a realidade espiritual), o Espírito Santo, que é o Espírito da realidade, Ele usa esses elementos como um veículo para nos comunicar as virtudes e efeitos da morte do nosso Redentor há aproximadamente 2000 anos atrás na cruz. Isso é realidade espiritual. O Espírito Santo nos traz o frescor da obra da cruz, porque assim como a Sua Palavra é viva e eficaz, o sacrifício de Cristo no Calvário em favor da sua Igreja atualiza-se e tem eficácia de valor eterno. Aleluia!

"e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus," aproximemo-nos... o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim… Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.

Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha." (Hebreus 10.21-22a; 1 Coríntos 11.23-26)

Cristo é o nosso Sumo Sacerdote, Rei de Justiça e Paz. Sentamos em Sua mesa de comunhão para louvor e adoração ao Santo Deus. 

Uma nota sobre o Sacerdócio de Cristo

Melquisedeque, rei de justiça, é um símbolo - ‘tipo’ - de Cristo como o sumo sacerdote pertencente à realeza (Hb 7:1-3,12 e 31). Após Abraão ter vencido, Melquisedeque apareceu. Antes de sua aparição, Melquisedeque, um sacerdote de Deus, provavelmente estava intercedendo por Abraão. Pode ter sido mediante sua intercessão que Abraão foi capaz de derrotar os quatro reis e obter a vitória (cf. Êx 17:8-13). Hoje Cristo, nosso sumo sacerdote, está intercedendo por nós ocultamente (Rm 8:34b; Hb 7:25b) para que sejamos Seus vencedores a fim de derrotar os inimigos de Deus, de modo que, por nossa vitória, Cristo seja manifestado abertamente em Sua segunda vinda. Graças a Deus por tal Sumo Sacerdote! Maranata! Graças a Deus pelo Seu Dom inefável!


SUPREMO PROPÓSITO DE DEUS EM RESUMO

 


Cristo é o centro do supremo propósito de Deus. (Ef 1:10)


"Qual é o Seu propósito com respeito ao FILHO, que é o centro de toda Sua atenção? Em Ef 1:10 está escrito: "... fazer convergir NELE todas as coisas..." e em CI 1: 18: " ... para que ELE tenha em todas a coisas a primazia". DEUS criou todas as coisas em CRISTO, por CRISTO e para CRISTO, para que CRISTO tenha a primazia em todas as coisas e para que em CRISTO convirjam todas as coisas. Para que isto se cumpra, ELE precisa realizar estas coisas primeiramente entre o Seu povo, isto é, em Sua Igreja. DEUS O constituiu por cabeça sobre tudo e O deu à Igreja a qual é o Seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas (Ef 1:22-23)."*


Paulo menciona o EVANGELHO da "nossa" SALVAÇÃO. (Ef 1:13)


Evangelho (resumidamente) = morte, sepultamento e ressurreição (I Co 15:1-4) 

A obra redentiva:

Atração Espiritual em amor (Jr 31:3; Os 11:4)

Na plenitude dos tempo…(Gl 4:4)

Fomos atraídos em Cristo na Cruz: Jo 12:32

Fomos crucificados com Cristo e nele morremos: Rm 6:6-7; Cl 3:3

Fomos sepultados com Cristo pelo batismo na morte: Rm 6:4

Nós fomos ressuscitados com Cristo em novidade de vida: Ef 2:6; Rm 6:4

Estamos assentados com Cristo nas regiões celestiais (Ef 2:6)

Agora Cristo mora em nós e nós moramos em Cristo: Gl 2:20; Rm 6:11 

Nós estamos guardados com Cristo em Deus (Cl 3:3)

O Novo Homem da Nova criação veio à existência em Cristo Jesus (II Cor 5:17)


O plano preordenado de Deus: 

O NOVO HOMEM (corporativo) da nova criação: a IGREJA. (Ef 2:15)


Nossa certeza Inabalável: Cl 3:4; Cl 1:27; Rm 8:16-18; Gl 4:6


*O Eterno Propósito de Deus em Cristo*


"A Criação está EM Cristo.
A Vida está EM Cristo.
A Aceitação está EM Cristo.
A Redenção está EM Cristo.
A Justiça está EM Cristo.
A Santificação está EM Cristo.
A Esperança está EM Cristo.
As Bênçãos Espirituais estão EM Cristo.
A Consolação está EM Cristo.
A Paz está EM Cristo.
A Oração Eficaz está somente EM Cristo.
A Força e as Riquezas estão EM Cristo.
O Propósito Eterno está EM Cristo.
A Nova Criação está EM Cristo.
As Promessas estão EM Cristo.
O Escape da Condenação está EM Cristo.
O Um Corpo está EM Cristo.
A Perseverança está EM Cristo.
O Ser Um está EM Cristo.
Os Limites do Sofrimento dos Cristãos estão EM Cristo.
A Não Separação está EM Cristo.
O Homem Perfeito está EM Cristo.
O Auxílio Mútuo está EM Cristo.
Há as Igrejas EM Cristo.
Há os Mortos EM Cristo.
Há o Novo Homem e o Homem Perfeito EM Cristo.
Estamos Completos EM Cristo."³


Segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor (Efésios 3.11).


"Há uma certa dúvida sobre a tradução deste versículo, se deveríamos traduzi-lo: "o eterno propósito que ele

projetou" ou "que ele estabeleceu". A diferença, entretanto, que surge não é grande.

O ponto de vista deste versículo é muito importante. A igreja de Deus não foi um dispositivo súbito adotado como

o melhor plano para restaurar, tão logo quanto possível, os planos derrotados. Ela apenas extraiu do coração do

Altíssimo um segredo há muito tempo oculto, concebido desde a eternidade, para alegria e glória de seu Filho, em

quem todos os seus propósitos estão centrados.

A aparente interrupção de seus planos e a dificuldade em conjecturar de que maneira o Soberano do céu e da terra

agiria, somente tornou mais esplêndida aos olhos dos anjos a nova criação em Cristo, um corpo tal que os anjos

nunca haviam visto e nunca verão novamente. Eles haviam contemplado as brilhantes cenas da criação e as

belezas de um mundo chamado das trevas e do caos. Eles haviam visto o julgamento, com suas ondas vingadoras,

engolirem os rebeldes do dilúvio, e o fogo que consumiu as cidades culpadas. Eles haviam contemplado Israel ser

tirado da escravidão, do açoite e da olaria para se tornar o povo do Deus vivo.

Todos esses feitos de Jeová expressaram sua sabedoria divina, mas a igreja despertou nos anjos uma admiração

mais excelente do que qualquer atuação anterior que o Senhor havia realizado; e deve ter infligido em Satanás e

suas hostes surpresa e desânimo.

Há apenas uma Pedra que pode suportar a tensão e o peso de todas as deliberações de Deus sem ceder à pressão.

Vemos como Moisés enfraqueceu e falhou sob os problemas relacionados com a sua liderança à frente de Israel.

"Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei favor aos teus olhos, visto que puseste sobre mim a carga de

todo este povo?" (Números 11.11).

O Filho de Deus é o grande centro de todos os desígnios do Pai. Os que caíram teriam feito de si mesmos o centro.

Mas é loucura e pecado agir desse modo. A glória do Filho é o mais brilhante projeto de Deus; o Cabeça merece o

lugar mais elevado do universo em consequência de sua maravilhosa obediência e sacrifício até à morte. E seus

méritos levantam da morte e da maldição um corpo de eleitos que, pela eternidade, ofuscarão as mais elevadas potestades não caídas do céu!"²



O SUPREMO PROPÓSITO DE DEUS SERÁ CONSUMADO: 


* O Pai terá Sua família de muitos filhos semelhantes a Seu Filho Amado (Gn 1:26-27 c/ Rm 8:28-30)

* O Filho terá Sua esposa gloriosa no Seu Reino e glória (Ap 14:1; 19:7)

* O Espírito Santo terá Seu templo glorioso de pedras vivas (Ef 2:22)


O REINO DE HARMONIA E GLÓRIA ETERNAMENTE


 E reinarão pelos séculos dos séculos...Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. (Ap 22:1-7)


"Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!"

(Rm 11.36)


*(Stephen Kaung;² Robert Govett; ³Theodore Austin Sparks)


Vitória

  "Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água ...