quarta-feira, 31 de julho de 2024

Virtudes Cristãs

 Queridos irmãos e irmãs,


Em Romanos 12:13-21, somos exortados a viver de uma maneira que reflita o caráter de Cristo em nossas ações diárias. O apóstolo Paulo nos chama a exercitar virtudes que não apenas fortalecem nossa fé, mas também demonstram o amor de Cristo através de nossas vidas. Vamos refletir sobre essas virtudes e como podemos aplicá-las em nosso dia a dia.


*1. Compartilhar com os necessitados:* "Compartilhem com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade" (v. 13). Somos chamados a abrir nossos corações e lares, ajudando aqueles que estão em necessidade. Quando mostramos hospitalidade e generosidade, refletimos o amor incondicional de Cristo.


*2. Abençoar os que nos perseguem:* "Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem, e não amaldiçoem" (v. 14). Este é um dos maiores desafios para um seguidor de Cristo, mas ao abençoar aqueles que nos prejudicam, mostramos a verdadeira força do amor e perdão que Jesus nos ensinou.


*3. Alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram:* "Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram" (v. 15). Ser empático e partilhar os momentos de alegria e tristeza dos outros constrói uma comunidade sólida e amorosa.


*4. Viver em harmonia e humildade:* "Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios aos seus próprios olhos" (v. 16). A humildade e a unidade são marcas de uma vida transformada por Cristo.


*5. Pagar o mal com o bem:*"Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos" (v. 17). O desejo de vingança deve ser superado pelo desejo de fazer o bem, mesmo àqueles que nos fazem mal.


*6. Buscar a paz:*"Se possível, no que depender de vocês, vivam em paz com todos" (v. 18). A paz deve ser o nosso objetivo constante, buscando resolver conflitos de maneira amorosa e justa.


*7. Deixar a justiça para Deus:* "Não se vinguem, amados, mas deem lugar à ira de Deus, pois está escrito: ‘Minha é a vingança; eu retribuirei’, diz o Senhor" (v. 19). Confiemos que Deus é justo e deixemos a Ele o julgamento.


*8. Vencer o mal com o bem:* "Pelo contrário: ‘Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele’. Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem" (v. 20-21). Respondendo ao mal com bondade, mostramos o poder transformador do amor de Cristo.


Que ao meditarmos nessas virtudes, possamos nos comprometer a vivê-las de forma prática, para que Cristo seja conhecido não apenas por nossas palavras, mas principalmente por nossas ações. Assim, seremos luz em um mundo que tanto necessita do amor e da paz que só Jesus pode oferecer.


Amém.


terça-feira, 30 de julho de 2024

A NOVA JERUSALÉM - Uma breve observação

 


Em Apocalipse vemos que o sinal final, que é também o maior, é a Nova Jerusalém, que representa a composição da totalidade dos santos redimidos de Deus ao longo das gerações, que foram regenerados, transformados e glorificados. Não é uma cidade material sem vida, mas uma pessoa corporativa viva como noiva, que tem Cristo, uma pessoa tão maravilhosa, como marido (v. 2).

A Nova Jerusalém é uma composição viva de todos os santos redimidos por Deus ao longo de todas as gerações. É a noiva de Cristo como Seu complemento (Jo 3:29) e a cidade san-

ta de Deus como Sua habitação, Seu tabernáculo (v. 3). Esta é a Jerusalém celestial (Hb 12:22), que Deus nos preparou e por que Abraão, Isaque e Jacó anelavam (Hb 11:10, 16). Também é a Jerusalém que é do alto e que é a nossa mãe (Gl 4:26). Como noiva de Cristo, ela procede de Cristo, que é seu marido, e se torna Seu complemento, assim como Eva veio de Adão, seu marido, e se tornou o seu complemento (Gn 2:21-24). Ela prepara-se participando das riquezas da vida e da natureza de Cristo. Como a cidade santa de Deus, ela é totalmente santificada para Ele e está plenamente saturada com a santa natureza para ser a Sua habitação.[...]

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deus compara Seu povo escolhido a uma esposa e a uma habitação para Si. A esposa é para Sua satisfação em amor e a habitação é para Seu descanso em expressão. Os dois aspectos se consumarão na Nova Jerusalém. Nela, Deus terá a mais plena satisfação em amor e o mais absoluto descanso em expressão pela eternidade. Louvado seja o Senhor, agora e eternamente.

(Um irmão em Cristo)


Maranata!

 




❝A igreja apostólica [primitiva] pensava mais na Segunda Vinda de Jesus Cristo do que na morte e no céu. Os primeiros cristãos procuravam não uma fenda no chão chamada sepultura, mas uma fendidura no céu chamada Glória.❞ ¹

Que busquemos do Senhor a graça de vivermos em ‘espírito de arrebatamento’. 

“Nosso espírito deve viver permanentemente num estado em que se acha fora deste mundo, "subindo" para o céu.”²

“Os vencedores ou os remanescentes são aqueles em todo o lugar que amam o Senhor Jesus e a Sua vinda.”³ 

“... Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20)


(¹ A. MacLaren ² W. Nee; ³ R.Bornelli)


Transformados pela Renovação da Mente



_"Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."_ Romanos 12:2


Amados irmãos,


Em tempos de desafios e constantes pressões, somos frequentemente chamados a nos conformar aos padrões deste mundo. A sociedade ao nosso redor muitas vezes busca moldar nossas mentes, nossos valores e até mesmo nossa fé. No entanto, a Palavra de Deus nos exorta a não nos amoldarmos, mas a sermos transformados pela renovação da nossa mente.


Esta renovação não é algo que alcançamos sozinhos. Ela é um processo contínuo, alimentado pela oração, pela leitura e meditação na Palavra, e pela comunhão com o Espírito Santo. Quando permitimos que Deus transforme a nossa mente, começamos a ver o mundo com os Seus olhos e a discernir a Sua boa, agradável e perfeita vontade para nossas vidas.


Nestes últimos dias, em que os valores cristãos são constantemente desafiados, precisamos mais do que nunca permanecer firmes. Não podemos nos conformar com o que é passageiro e ilusório. Devemos buscar a verdade eterna e viver de acordo com os princípios que nos foram dados pelo nosso Senhor.


Que cada um de nós se comprometa a buscar essa renovação diariamente. Que possamos resistir às investidas do mundo e permanecer firmes na fé. Ao fazermos isso, seremos luz em meio às trevas e testemunhas vivas do poder transformador de Deus.


Permaneçamos unidos em oração e vigilância, confiando que Aquele que começou a boa obra em nós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus.


Com amor em Cristo.


Meditação: Pureza e Verdade em Toda a Semana



Amados irmãos, iniciamos esta semana refletindo sobre as palavras inspiradoras de Filipenses 4:8: "Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."


Que cada um de nós possa encher nossos pensamentos e corações com aquilo que é verdadeiro e puro. Em meio às atividades diárias, desafios e pressões da vida, somos chamados a focar nossa mente nas coisas que refletem a beleza e a santidade do nosso Senhor.


Ao começar a semana, que possamos:


1. *Buscar a Verdade*: Que nossas palavras e ações sejam fundamentadas na Palavra de Deus, guiadas pela verdade e integridade.

2. *Praticar a Pureza*: Guardemos nossos corações e mentes contra aquilo que é impuro e nocivo, escolhendo sempre o que é santo e edificante.

3. *Fazer o que é Justo*: Em todas as situações, que nossas decisões sejam justas, refletindo o caráter de Cristo em nós.

4. *Demonstrar Amor*: Que possamos ser canais do amor de Deus, demonstrando bondade e compaixão a todos ao nosso redor.

5. *Promover a Boa Fama*: Que nossas vidas sejam um testemunho vivo da graça de Deus, inspirando outros a conhecerem e seguirem a Jesus.


Que esta semana seja repleta da presença de Deus e que cada um de nós possa experimentar a paz que excede todo o entendimento, mantendo nossos pensamentos e corações firmes em Cristo Jesus.


Desejo a todos uma semana abençoada, cheia de pureza e verdade, sempre na presença do nosso Senhor.



domingo, 28 de julho de 2024

Lições de Vida Para a Noiva em Cântico dos Cânticos

 


O hebraico chama este livro de ‘Cântico dos Cânticos’, o mais sublime dos cantos... “Dos 1005 cânticos que Salomão compôs (1 Reis 4:32), este foi o único inspirado e escolhido por Deus para fazer parte do cânon bíblico. Hudson Taylor referiu-se a ele como “este é um livro de união e comunhão com Cristo.” Esta é uma expressão muito apropriada.

Este livro é um cântico nupcial, mas de cunho espiritual, pois que ilustra a comunhão íntima entre o Senhor e sua Noiva e mostra como Cristo, o Noivo celestial ama entranhavelmente a sua amada, sendo este amor correspondido sinceramente (cf. Ef 5:25-32) e, quando afastado, é buscado com lamentações pesarosas até a nova e definitiva reunião.” [...]¹

*Atributos Fundamentais da Noiva*

O tema de Cântico dos Cânticos é a satisfação das satisfações. Este livro retrata os quatro estágios na experiência daquele que ama Cristo e pode ser resumido pelas quatro orações seguintes: 

(1) A amada de Cristo deve ser alguém que seja atraído pelo Seu amor e levado por Ele por causa de Sua doçura e que busque Nele satisfação completa (1:2—2:7);

(2) A amada de Cristo deve ser alguém que é chamado por Ele para ser liberto do ego pela sua união com a cruz de Cristo (2:8—3:5);

(3) A amada de Cristo deve ser alguém que é chamado por Ele para viver em ascensão como a nova criação de Deus na ressurreição de Cristo (3:6—5:1);

(4) A amada de Cristo deve ser alguém que é chamado mais fortemente por Ele para viver além do véu pela Sua cruz após a experiência de amar a Sua ressurreição (5:2—6:13); 

(5) A amada é trabalhada para participar da obra do Senhor (7:1-13); e esperar ser arrebatada (8:1-14).  

No primeiro estágio a amada de Cristo é atraída por Cristo para segui-Lo. No segundo estágio, a amada de Cristo experimenta a cruz para o quebrantamento do ego. A cruz nos salva do ego para que possamos sair de nós mesmos. No terceiro estágio a amada de Cristo vive em ascensão. Viver em ascensão é experienciar a nova criação de Deus na ressurreição de Cristo. No quarto estágio a amada de Cristo vive além do véu, no átrio interior, o Santo dos Santos. A experiência da cruz vem primeiro, seguida pela ressurreição e ascensão. Contudo, a experiência de ascensão não é suficiente. Após a ascensão ainda há a necessidade do outro estágio seguinte — viver além do véu para uma experiência adicional da cruz. 

[...] A consumação do propósito de Deus é a Nova Jerusalém.

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deus compara Seu povo escolhido a uma esposa e a uma habitação para Si. A esposa é para Sua satisfação em amor e a habitação é para Seu descanso em expressão. Os dois aspectos se consumarão na Nova Jerusalém. Nela, Deus terá a mais plena satisfação em amor e o mais absoluto descanso em expressão pela eternidade. Louvado seja o Senhor, agora e eternamente.²


(¹ Com. Bíblico Cânticos; ²Extrato sobre a Noiva de Cristo)


Um Aspecto Sobre Santificação

 


“A santificação significa nada menos do que a santidade de Jesus tornando-se minha e sendo exibida em minha vida. O segredo mais maravilhoso de viver uma vida santa não consiste em imitar Jesus, mas em permitir que as qualidades perfeitas de Jesus se manifestem em mim.”¹ ... pelo Espírito Santo de habitação. (Rm 8:9)


“... Deus os escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade.” (2 Ts 2:13)


Em Romanos lemos sobre o Espírito de habitação como:


1. O Espírito de Ressurreição – Rm 8.11 

2. O Espírito de Vitória - Rm 8.13

3. O Espírito de Obediência - Rm 8.14

4. O Espírito de Esperança - Rm 8.15

5. O Espírito de Segurança - Rm 8.15

6. O Espírito de Simpatia - Rm 8.26a

7. O Espírito de Oração - Rm 8.26b ²

 

Louvamos ao Senhor pelo divino Consolador que nos foi outorgado. (Rm 5:5)


(¹ O. Chambers; ² R.B. Jones)


sábado, 27 de julho de 2024

Cristo, Nosso Santificador - Parte 03

 


O que é Santificação…

“Examinemos agora o lado positivo dessa questão. 

1) *Santificação é separação do pecado*. Esta é a idéia básica do termo. Uma pessoa santificada é aquela que está separada do pecado, do mundo pecaminoso e até de si mesma, e de qualquer coisa que, após o novo nascimento, cause um distanciamento entre ela e Cristo. A santificação não implica em que o pecado e Satanás devem ser destruídos. O milênio não é inaugurado com a nossa santificação; não obstante, Deus estabelece uma linha divisória entre a pessoa que se santificou e tudo que é impuro. O maior problema de alguns de nós é tentar destruir o mal. Achamos que, se pudéssemos imobilizar o pecado e Satanás fosse morto, seríamos infinitamente felizes. Depois que se convertem, muitas pessoas sofrem um grande choque ao descobrir que o diabo ainda está vivo. Mas Deus nunca prometeu que aniquilaria Satanás. Prometeu, isso sim, que colocaria um largo e profundo Jordão entre nós e o pecado. A única maneira certa de se lidar com o pecado é repudiá-lo e abandoná-lo. Há muito pecado no mundo, pecado em quantidade suficiente para nos destruir, se o permitirmos. O ar está carregado dele, assim como está carregado de poluição industrial. E assim será até o fim dos tempos. Mas Deus quer que interiormente nos apartemos do pecado. 

2) *A santificação significa também dedicação a Deus*. Esse conceito também está contido no sentido do termo. Trata-se portanto de um afastamento do pecado e uma dedicação a Deus. A pessoa santificada é totalmente consagrada a Deus, determinada a agradá-Lo em tudo. Em todas as situações, seu primeiro pensamento é: “Seja feita a tua vontade.” Seu único desejo é agradar a Deus e realizar sua santa vontade. Este é o conceito expresso pela palavra consagração. No Velho Testamento, chamava-se de santificado tudo que era separado para ser dedicado a Deus, mesmo que, antes disso, não se lhe tivesse atribuído pecado. O tabernáculo, por exemplo, foi santificado; claro que no sentido de ser dedicado a Deus, do mesmo modo o foram todos os objetos dele, isto é, separados para uma função santa. E Deus espera de nós que não apenas sejamos apartados do pecado; esse é apenas o aspecto restritivo da santificação. Ele quer que sejamos totalmente dedicados a ele, e que o supremo desejo de nosso coração seja amá-lo, honrá-lo e agradá-lo. Será que estamos correspondendo a esta expectativa dele? 

3) *A santificação implica também em nos conformarmos à semelhança de Deus*. Temos que assumir a imagem dele, e exibir em nossa vida as características de Jesus Cristo. 

4. *A santificação implica também em nos conformarmos à vontade de Deus*. A pessoa santificada é submissa e obediente. Ela deseja, acima de tudo, que em sua vida se faça a vontade de Deus, pois está cônscia de que é a melhor e mais sábia orientação para ela. Está consciente de que, se não a realizar, está perdendo algo de muito importante. Sabe que a vontade de Deus, além de ser melhor do que sua própria vontade, promoverá o que há de melhor para ela, e por isso clama instintivamente: “...faça-se a tua vontade”. (Mt 6.10.) 5) *A santificação significa amar; amar supremamente a Deus e a toda a humanidade*. Isso é o cumprimento da lei. É a nascente de onde brota todo ato de obediência; a fonte de onde provêm todos os atos de justiça. Não podemos estar conformados à vontade de Deus se não tivermos amor, pois Deus é amor. Este talvez seja o traço mais forte de uma vida realmente santificada. Ele aquece e reveste de brandura todas as demais virtudes. Remove os picos ásperos e gelados de uma consagração fria e árida, recobrindo-a de musgos e vegetação. Inunda de luz o coração, acrescentando-lhe calor e vida; sem ele, tudo seria desolado e frio. Um selvagem conseguiu ficar de pé perante seus inimigos, e deixar que o cortassem em pedaços com uma firmeza estóica, que desdenhava qualquer manifestação emocional. Mas esta sua indiferença era como um penhasco pedregoso. Não foi como no caso de Jesus que, por causa do terno amor de seu coração, inclinou-se humildemente diante de uma morte dolorosa, por ser esta a vontade do Pai. Seu gesto espontâneo foi fruto de seu coração de amor. Se estivermos cheios de amor a Deus, esse amor passará de nós para outros, e amaremos nosso próximo como a nós mesmos.”

Uma nota final

Em Hebreus 12:14 temos um lindo mandamento e uma preciosa promessa vinculada, qual seja: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

*Ver o Senhor!* Não seria este o principal anseio da Noiva que ama a Cristo?

“Que bênção e que glória para a alma que uma vez aprendeu a amá-Lo! Assim como a noiva veste suas lindas vestimentas para encontrar Aquele a quem ama e com quem irá unir-se, vem a nós o chamamento para colocar nossas vestimentas, adornar a nós mesmos na beleza da santidade para encontrar nosso Senhor. Possa nosso coração responder em oração: Senhor! Santifica-me, para que eu possa ser achado pronto para encontrar-Te quando voltares.”²

 

*"Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação..."* (1 Ts 4:3)


                                            *Fim*

Notas:

(por A. B. Simpson; ¹ Em parêntesis, nota adicionada; ² Andrew Murray)


sexta-feira, 26 de julho de 2024

PURIFICADOS E SANTIFICADOS PARA CRISTO

 


“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,

Para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra,”

(Efésios 5:25-26)



“O Redentor irá, de fato, tornar a igreja gloriosa finalmente. Mas a santidade deve preceder a glória (Lc 1:75)… Se manchas permanecerem, não haverá glorificação. Se não houver glória, não haverá apresentação.”*

 (*R. Govett) 


A Dádiva Suprema

 


“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11:13)


Já foi comentado por alguns estudiosos da Bíblia que a expressão "... dará o Espírito Santo...", deveria estar escrito: "...dará espírito santo..."


Deixando esse importante detalhe no momento, é muito interessante a maneira como um autor resumiu o ensino de Jesus aqui (cf. o contexto):


• Pedimos uma dádiva e Deus o Pai nos dá o Doador;

• Pedimos um produto e Deus nos dá a Fonte;

• Pedimos conforto e ele nos dá o Confortador;

• Pedimos poder e Deus nos dá a fonte de poder;

• Pedimos ajuda e ele nos dá o Auxiliador;

• Buscamos respostas e Deus nos dá o Espírito da verdade para habitar em nosso

interior."


Oh! Isso é graça surpreendente!


Wonferful Grace!


OBS.


“Antes da Sua morte, o Senhor disse aos discípulos que pedissem o Espírito Santo; após a Sua morte e ressurreição, Ele lhes disse que recebessem o Espírito Santo (Jo 20:22). Com relação aos mandamentos das Escrituras para os quais os requisitos ainda não foram cumpridos, precisamos pedir; com relação aos mandamentos para os quais os requisitos já foram cumpridos, devemos receber. (cf. Gálatas 3:14)


(um irmão em Cristo)


UMA REFLEXÃO SOBRE O TERMO “REVERENDO”

 


*Quando se examina um dicionário, encontramos a definição de “reverendo” como um “epíteto de respeito aplicado ou anteposto ao nome de um clérigo.*


*Digno de ser reverenciado; que merece reverência”.*


*No Salmo 111.9, encontramos este termo:*


*”Enviou ao seu povo a redenção; estabeleceu para sempre a sua aliança; santo e tremendo [“REVERENDO”] é o seu nome”.*


*Veja que este vocábulo é aplicado ao nome de Deus, pelo que ninguém deveria permitir ser tratado assim.*


*Lamentavelmente, quando os homens começaram a ocupar funções clericais, se colocando como uma classe mediadora entre Deus e o homem, houve a necessidade de se ter títulos que reivindicava respeito e temor do povo.*


*Um dos títulos entre os protestantes que mais soava respeito e temor  era “reverendo”.*


*Seguindo esta mesma direção, muitos “ministros” se sentem orgulhosos de exibir as iniciais que indiquem algum grau acadêmico ou mesmo que dê importância a sua função, tal como “Doutor em Teologia”, “pastor presidente” e outros títulos à continuação de seus nomes, para assinalar assim que são algo especial, que têm alguma capacidade especial transmitidas por escolas ou instituições religiosas humanas, ao invés de estarem plenamente capacitados pelo chamado e o ensinamento de Deus.*


*Biblicamente falando, os apóstolos jamais permitiram se sustentar debaixo de títulos.*


*Todo serviço ministerial, não os tornavam importantes, e sim, servos entre os santos; pois, toda essência do ministério cristão é servir.*


*Hoje, pelo contrário, os líderes eclesiásticos buscam as posições mais preeminentes sobre o povo.*


*Se você for sério em estudar os ensinos de Cristo e dos apóstolos, verá que o Senhor Jesus e os apóstolos jamais ensinaram a necessidade de uma classe clerical sobre a Igreja.*


*A Igreja é do Senhor Jesus, e ninguém pode roubar Dele a glória, a preeminência e a centralidade sobre ela.*


*Nunca esqueça que toda forma de ministério na Igreja é PLURAL e não PIRAMIDAL.*


*E a função do ministério é levar o Corpo a funcionar em conformidade com o Cabeça, e seguir Sua direção, para que todos cheguemos à UNIDADE DA FÉ, A PERFEITA VARONILIDADE E O PLENO CONHECIMENTO DO FILHO DE DEUS; o resto é a Síndrome  do Lúcifer, que tem como propósito alcançar os desavisados para introduzir seu reino, que um dia será caracterizado por uma grande religião ecumênica e degradada.*


Luiz Fontes


Cristo, Nosso Santificador - Parte 02

 


“Senhor, ilumina os olhos do nosso coração para vermos; 

“Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz.” (Sl 36:9)”


Já consideramos anteriormente que a regeneração e a conversão, a moralidade e os nossos próprios esforços não constituem a santificação. Continuaremos ainda considerando três fatores no aspecto negativo antes de abordarmos o aspecto positivo da santificação. 


4. A santificação também não é operada pela morte. 

É muito estranho que alguém pense que pode haver uma influência santificadora na luta de passagem pela morte. E no entanto muitas pessoas abrigam essa ilusão durante muito tempo. Elas pensam que o suor frio daquela hora final, o latejar convulsivo do coração que pára, de algum modo as colocará nos braços do Santificador. Essa idéia procede, até certo ponto, da antiga tese de que o pecado se acha localizado no corpo, do velho ensino maniqueísta de que a carne é impura, e se pudéssemos nos livrar dela, o espírito que nela habita poderia estar liberto do pecado, e imediatamente se encontraria numa dimensão de total pureza. Mas a verdade é que não há pecado nestes nossos ossos, músculos e tendões. Se cortarmos nossa mão nem por isso teremos nos libertado de um pouco de pecado. E se perdermos as duas mãos, continuaremos sendo tão pecadores quanto antes. Se cortássemos nossa cabeça e perdêssemos a vida, ainda assim o pecado continuaria na alma. O pecado não está localizado no corpo; está ligado ao coração, à alma e à vontade. Se nos descartarmos deste corpo, vindo do pó, nosso espírito ainda continuará oferecendo resistência, a ser rebelde e pecaminoso. A morte não o tornará santo. Aliás, a morte é um péssimo momento para alguém se converter. E seria pior ainda para alguém se santificar. Eu não aconselharia a ninguém adiar sua salvação para a hora de sua morte, quando seu coração estará opresso, o cérebro anuviado, e a mente precisando de confiança, tranqüilidade e um senso de vitória, para que possa entrar na presença de Deus com plenitude de alegria. Também não é o melhor momento para aquela operação mais profunda do Espírito Santo. Devemos entrar na experiência da santificação bem lúcidos, com a mente bem alerta. Trata-se de um ato deliberado, que requer o exercício de todas as nossas faculdades, operando sob a influência orientadora do divino Espírito. 

5. A santificação não é auto-aperfeiçoamento. 

Nunca atingiremos um estágio de retidão em que não exista mais a possibilidade de pecarmos ou sermos tentados a pecar. Nunca chegaremos a um estado de perfeição onde não precisemos mais permanecer em Cristo. No instante que concluirmos que podemos viver sem ele, brotará em nós uma vida que nada tem de santificada. Talvez a razão pela qual Satanás e seus anjos decaíram de sua elevada posição seja que se tornaram conscientes de sua própria beleza, e assim o orgulho brotou em seu coração. Olharam para si mesmos e viram-se como deuses. No momento em que acharmos que somos fortes ou puros, aí começará nossa desintegração espiritual. Esta postura nos tornaria independentes dele, e consequentemente nos afastaria da vida de Cristo. Temos que ser instrumentos simples, vasos vazios, para que a vida dele permeie o nosso ser. Aí então a perfeição de Cristo nos será comunicada. E seremos cada vez menos nós mesmos, enquanto ele opera cada vez mais em nós. 

6. A santificação não é um estado emocional. Não é um êxtase, nem uma “sensação” espiritual. Ela se situa na vontade e no nosso objetivo de vida. É moldar, na prática, nossa vida e conduta à vontade e ao caráter de Deus. É nossa vontade fazendo opção por Deus. É o propósito de nosso coração rendendo-se a Ele, obedecendo-lhe e buscando agradá-lo. Em resumo, é amá-lo, tomar a deliberação de fazer sua santa vontade, e fazê-la. Quem tem essa atitude não pode deixar de ser feliz. Se alguém anseia por uma alegria meramente sensacional, ainda está vivendo uma vida egoísta, não santificada. Precisa abandonar esta forma de vida e receber a vida de Deus, para depois receber as bênçãos dele.¹ [...]

“Essa santificação deve ser pela fé, tanto quanto a justificação é pela fé. Ambas são recebidas na união com Cristo: a paz da justificação e o poder da santificação são encontradas na união permanente por meio do hábito permanente de fé.”²

*"Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação..."* (1 Ts 4:3)

“Nosso alvo deve ser um cristianismo que, como a seiva de uma árvore, corra por todo o tronco e folhas de nosso caráter, santificando tudo.”

(J.C.Ryle)

“O mistério da santificação significa que as qualidades perfeitas de Jesus me são concedidas como um presente, não gradual, mas instantaneamente no momento em que, pela fé, compreendo que Ele por mim se "...tornou, da parte de Deus [...] santificação...".

“Santificação é "...Cristo em vós..." (Colossenses 1:27)”

(Oswald Chambers)


[Prosseguiremos na parte 03]


quinta-feira, 25 de julho de 2024

Cristo, Nosso Santificador - Parte 01

 


“E a favor deles eu me santifico a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade.” (João 17.19.) 

“Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos,”(Hebreus 2:11)*


A nota de rodapé referente à última parte do versículo (‘na verdade’) diz o seguinte: “para que eles também sejam verdadeiramente santificados”. Essa explicação parece dar a entender que existe uma experiência que se pensa ser santificação e que não o é. Existem formas falsificadas de vida cristã e também formas deturpadas, que não representam a totalidade do que Cristo pode fazer por nós. A santificação é o segundo aspecto das quatro dimensões do evangelho. (*Obs. Nos deteremos em princípio em duas partes do aspecto negativo do que não se constitui santificação. Após isso, veremos o aspecto positivo, a saber, o que é santificação.)¹

*O que Não é Santificação* 

Existem bons elementos no caráter cristão, e até elementos santos, que não são santificação. 

1. A regeneração não é santificação. Conversão também não o é. É maravilhoso nascer de novo; uma experiência grandiosa. Nunca poderíamos considerar isso uma questão de somenos importância. Estar salvo para toda a eternidade é motivo de eterna alegria; mas temos que seguir em frente e alcançar a santificação. As duas não são a mesma coisa. 

A regeneração é o começo. Ela é o gérmen da semente, mas não a plenitude que a planta alcança no verão. O coração ainda não obteve vitória sobre os velhos elementos do pecado, e por vezes é derrotado por eles. A regeneração é ‘como a construção de uma casa’, a realização de um excelente trabalho. A santificação é a vinda do proprietário para morar nela, e enchê-la de vida, alegria e beleza. Muitos se convertem e param aí. Não prosseguem para a plenitude de sua vida em Cristo, e por isso correm o perigo de perder o que já possuem. [...] 

Aqueles que não prosseguem em sua experiência cristã para obter a plenitude de sua herança em Cristo tornam-se, muitas vezes, frios e formais. O mal torna a brotar em seu coração e não raro os domina, e a obra que realizam causa confusão e tragédias à causa de Cristo. Se esses escaparem das consequências, será como que pelo fogo. Todos conhecemos pessoas que experimentaram uma maravilhosa conversão, e ficaram cheios do amor de Deus. Mas não entraram na vida cristã mais profunda, e, em momentos difíceis, fracassaram. Eles tinham recebido um coração novo, mas negligenciaram os ensinamentos mais profundos e a vida de vitória que Cristo oferece a todos os seus filhos. 

2. Moralidade não é santificação; também não o é um aprimoramento do caráter. Existe muita coisa boa e bela na vida humana que não é santificação. O cultivo de um bom caráter por esforço próprio não deve ser atribuído a Deus. Esse tipo de caráter não suportará as tensões que certamente lhe sobrevirão. Somente a casa que é construída sobre a Rocha Eterna conseguirá resistir com segurança a fúria dos elementos. 

3. A santificação também não é produto de nossos próprios esforços. Não é um aprimoramento gradual que vamos obtendo aos poucos, com empenho pessoal. Se nos fosse possível edificar a estrutura de nossa própria santificação, e ir acrescentando alguma coisa a cada ano, até que afinal ficasse pronta, não iríamos, depois, contemplá-la com um certo orgulho, atribuindo-a a nosso esforço pessoal? 

Não; não alcançamos santificação através de um crescimento gradual. É verdade que depois que obtivermos a santificação, iremos crescer e atingir um estágio de maior plenitude, maturidade e maior desenvolvimento na vida cristã. Mas a santificação tem que ser aceita como uma dádiva de Deus, e não como um processo de crescimento. É algo que se ganha, não que se consegue por esforço. Ninguém pode santificar-se a si mesmo. A parte que nos cabe fazer é entregar-nos a Deus, inteiramente, como um sacrifício vivo, voluntário. Isso é de imensa importância, pois quem realiza a obra de purificação e nos enche é ele. (cf. Hb 1:3d; 2:11; 2 Ts 2:13)


[Prosseguiremos na parte 02]


quarta-feira, 24 de julho de 2024

Abriguem-se no Senhor

 


“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte. Há caminho que parece direito ao homem, mas afinal são caminhos de morte.” (Provérbios 14:12; 16:25)


Imaginemos um barco que está afundando lá em alto mar, com o casco apodrecido e enchendo de água rapidamente. Da terra enviam um barco salva-vidas que vai atracar-se à embarcação condenada. O comandante do salva-vidas convida, em voz alta, a todos os ocupantes do velho barco a abandoná-lo o quanto antes.

Porém, todos se recusam obstinadamente. Um diz: "Este barco não é mau; apenas precisa de um conserto e pintura". Outro diz: "Caiam fora com esse salva-vidas! Temos aqui um bom carpinteiro especializado em consertar navios".

Os ocupantes continuam a jogar e a beber, enquanto alguns preparam ferramentas e tintas para consertar os buracos.

Alguns, porém poucos, compreendem o perigo em que estão, e valem-se do único meio de salvação. O barco avariado acaba afundando logo depois. (A.C. Groth).

O mundo no qual estamos inseridos pode ser comparado com esse barco. Está prestes a afundar. E, diante de tão grave situação, qual deve ser a nossa atitude? A pergunta "Para onde irás?" não é nada simpática, contudo não podemos ser negligentes a ponto de não considerarmos este assunto com a seriedade que lhe é devida. Estamos tratando de algo tremendamente importante, que envolve o destino eterno de nossa alma, portanto, não

podemos brincar, pois isto seria loucura.

Vejamos como as Escrituras sagradas descrevem a fragilidade da vida humana: Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos

um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. (Tiago 4:13,14 e 16).

O assunto é urgente e não podemos procrastinar. É insensatez dar de ombros a tão importante questão. Infelizmente, muitos recusam-se a pensar nisto, pois estão muito envolvidos com este mundo e os seus prazeres. Jesus adverte a todos os descuidados da necessidade de serem prudentes e aprenderem com a história. Leiamos Mateus 24:37-39: Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em

casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.

Que espetáculo de horror para os antidiluvianos!

Homens e mulheres correndo desesperados por todos os lados buscando abrigo e salvação, no entanto, já era tarde demais; foram todos engolidos pelo dilúvio. Ouviram por mais de cem anos o pregador Noé, mas não deram a devida atenção à sua urgente mensagem. Pelo contrário, mais e mais se afundavam em suas luxúrias. Na medida em que o tempo passava, homens e mulheres aumentavam ainda mais a porção de seus pecados. O livro de Gênesis 6:5 registra este fato: Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo o desígnio de seu coração.

Lamentavelmente em nossos dias uma multidão incontável de pessoas vive entorpecida pelos prazeres deste mundo, e seguem afundando cada vez mais na lama do pecado.

Estão negligenciando o destino eterno de suas almas e, por terem suas consciências endurecidas devido ao pecado, estão vivendo completamente despreocupadas. É evidente que as condições do mundo de hoje assemelham-se àquelas que prevaleciam

nos tempos de Noé.

O texto a seguir remete-nos para um cenário de mais de quatro mil anos atrás: A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra.

(Gênesis 6:11-12). Os pecados daqueles homens já tinham atingido o seu grau máximo, e Deus teve que lavrar sentença de condenação contra aqueles ímpios: Então, disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal.... farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites; e da superfície da terra exterminarei todos os seres que fiz. Gênesis 6:3a e 7:4. (...) 

Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações

deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra. (Lucas 21:34-35).

Cristo é o único caminho que é de fato direito e conduz à vida. Que corramos buscando refúgio, Ele é refúgio e fortaleza em todo o tempo.


(Tomaz Germanovix)

Notas:

(Parte da mensagem intitulada: "Para onde irás?" por Tomaz Germanovix)

A BUSCA DA NOIVA DE CRISTO

 


“Chamaram, pois, a Rebeca e lhe perguntaram: *Queres ir com este homem? Ela respondeu: Irei.”*...“O meu amado fala e me diz: *Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem*…*Leva-me após ti, apressemo-nos. O rei me introduziu nas suas recâmaras.*

(Gn 24:58; Ct 2:10; 1:4)


"É evidente que a dispensação em que nos encontramos é a do Espírito, a Terceira Pessoa da Santa Trindade. Na divina economia, foi confiado a Ele o ofício de aplicar a redenção do Filho às almas dos homens por meio da vocação, justificação e salvação dos eleitos. Por essa razão, estamos sob a direção pessoal da Terceira Pessoa, tão verdadeiramente como os apóstolos estiveram sob a direção da Segunda Pessoa."¹

*A OBRA PARTICULAR DO ESPÍRITO SANTO*

“O Espírito de Deus está no mundo realizando uma obra específica relacionada à essa dispensação. Israel foi temporariamente colocado de lado, e uma nova entidade e nação - o novo homem “em Cristo” - foi trazido à existência (Ef 2:12-15 - 1 Pe 2:9,10). (...) 

O envio do Espírito Santo por Deus no dia de Pentecostes se relacionava com uma obra especial e particular entre aqueles a quem Ele já havia soprado vida (com base na morte e no sangue derramado de Cristo).  - Essa é uma observação muitíssimo importante para ser entendida: Os discípulos - [os salvos, através da morte e ressurreição de Cristo] - , agora estavam aguardando a promessa do Pai (At 1: 4)... Aquilo foi algo relacionado a uma obra subsequente ao fato de o homem ter passado da “morte para a vida". (...) 

O Espírito, no momento e nos eventos que se seguiram ao dia do Pentecostes em 33 d.C., simplesmente continuou Sua obra relativa à salvação pela graça (não mudou em nada). Mas o Espírito iniciou uma nova obra nesse dia, que é peculiar a essa dispensação (voltada para aqueles a quem Ele já havia repartido vida) - uma importante distinção. Deus enviou o Espírito Santo ao mundo para realizar uma obra particular entre esses que fazem parte desse novo homem...² ”

O teor dessa obra particular é o que veremos a seguir. Para uma melhor compreensão disso, precisamos voltar ao livro de Gênesis e nos deter por breve momento na tipologia bíblica - indispensável para recebermos luz nessa questão. 

“No tipo, os eventos vistos no capítulo 24 se relacionam com o envio do servo de Abraão para a Mesopotâmia para buscar uma noiva para seu filho Isaque. No antítipo, esses eventos só podem apontar para uma coisa: Deus enviando Seu Espírito Santo ao mundo para buscar uma noiva para o Seu Filho Jesus. Todo o capítulo 24 tem relação com o propósito de Deus nessa dispensação - a busca de uma noiva para o Seu Filho.” (...) 

No tipo, Abraão enviou esse servo nessa jornada, dando a ele todas as suas posses, instruindo-o antes de sua partida em relação ao caminho. O servo tinha apenas uma missão - ir até a Mesopotâmia e buscar uma noiva para o filho de Abraão. O servo foi instruído que a noiva deveria vir do povo de Abraão. Antes de sua saída, Abraão fez que o servo colocasse sua mão debaixo de sua coxa e jurasse “pelo Senhor...” em relação ao lugar onde a noiva seria buscada, que deveria ser dentre a própria parentela de Abraão. A noiva deveria vir somente da sua família, jamais poderia ser de fora (vs 1-10). Esse capítulo então trata dessa jornada do servo até a Mesopotâmia e sua busca pela noiva, além de seu retorno de lá com ela. O capítulo se encerra com os eventos além da saída, concluindo com aquela, a quem o servo havia buscado na Mesopotâmia (Rebeca), se tornando a noiva de Isaque (vs 10-67). No que tange o antítipo, Deus concedeu ao Espírito o controle de Suas possessões antes de enviá-Lo para a terra. E novamente, em exata concordância com o tipo, o Espírito só pode ter sido enviado com um propósito singular em vista - o de buscar uma noiva para o Filho de Deus, Jesus. E mais uma vez, totalmente de acordo com o tipo, o Espírito só poderia buscar a noiva em meio àqueles dentre a família de Deus… Então, “Chamaram, pois, a Rebeca e lhe perguntaram: Queres ir com este homem? Ela respondeu: Irei.” Rebeca foi a escolhida dentre a família de Abraão para ser a esposa de Isaque - o filho amado. 

“(...) Então, exatamente como no tipo, a noiva ascendendo no trono com o Filho, permitirá que Ele ali esteja de forma completa. Toda uma dispensação foi separada com esse propósito. Deus, durante a presente dispensação, enviou o Seu Espírito ao mundo para adquirir uma noiva para Seu Filho, tendo em vista o reino que se seguirá. 


(¹Henry E. M.; ² Arlen Chitwood)


Vitória

  "Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água ...