terça-feira, 30 de abril de 2024

O curso de pós-graduação de Paulo

 "Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas *parti para a Arábia*, e voltei outra vez a Damasco" (Gálatas 1.17)


Embora o apóstolo Paulo tenha usufruído a vantagem de um excelente treinamento religioso e acadêmico, (...) ele teve de empreender um "curso de pós-graduação". 


*Era necessário um período de recolhimento e solidão.*


*Paulo tinha de rever todo o curso de verdade do Antigo Testamento à luz da nova revelação que recebera.*


*Paulo tinha de reformular sua teologia ao longo de linhas radicalmente distintas.*


*Ali, Paulo abandonou o intolerável peso do legalismo farisaico e abraçou a doutrina da livre, mas custosa graça.*


J. Oswald Sanders


O caráter e glorificação celestiais da Igreja

 


Esta companhia de crentes especialmente “chamados para fora” (a Igreja) é uma criação celestial de Deus. Essas pessoas abençoadas são um povo celestial, em contraste com Israel e os gentios redimidos no futuro reino de Cristo, os quais formam o povo terreno com um destino terreno no dia vindouro.

As epístolas do Novo Testamento estão repletas de referências que confirmam o caráter e destino celestiais da Igreja.

Os cristãos possuem: • “Vocação” ou chamado celestial (Hb 3:1).


• “Assento” celestial (Ef 2:6).


• “Imagem” celestial (1 Co 15:48-49).


• “Bênçãos” celestiais (Ef 1:3).


• “Casa” celestial (2 Co 5:1).


• “Cidadania” celestial (Fp 3:20).


• “Esperança” celestial (Cl 1:5).


• “Herança” celestial (1 Pe 1:4).


• “Santuário” celestial (Hb 8:1-2; 9:11; 10:19-21).


• “Mente” celestial (Cl 3:1-2).


• “Cidade” celestial (Hb 11:16; 12:22; 13:14).


• “Luta” celestial contra inimigos espirituais (Ef 6:12).


A “esperança” da “vocação” da Igreja (Ef 1:18; Cl 1:23, 27; 3:4) é estar em nossa posição celestial numa condição glorificada, a fim de estarmos capacitados a viver nas alturas dos céus (1 Co 15:48-49; 2 Co 5:1-4; Fp 3:21). As Escrituras mostram o contraste disso, já que a esfera de bênção e herança do Israel redimido são terrenas: “Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz” (Sl 37:11, 22, etc.). Os israelitas não precisarão estar em corpos glorificados para fazerem parte do reino de Cristo na terra.

Bruce Anstey - Teologia do Pacto ou Dispensações


SIGA O CORDEIRO

 


“Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame” (Salmo 34:4).


“Corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hebreus 12:1,2).


***


Siga o Senhor. Suas primeiras palavras para você foram: ‘Vinde a mim’. Você veio e encontrou descanso. Mas Ele acrescenta outras duas outras mensagens: ‘Permanecei em mim’ e ‘Siga-me’. 


A partir daí você toma sua cruz, como Ele fez, e O segue. Você sai para fora do arraial, suportando Seu vitupério (Lucas 9:23; Hebreus 13:13). 


Em meio a boas e más notícias, você ainda O segue. Ele te atrai, te conduz, te sustenta – e você continua O seguindo. Toda a sua vida deve ser um contínuo seguir o Senhor. 


“Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.” (Jo 12:26). 


“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” (Jo 10:27)


Temos a promessa segura: “quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” (Jo 8:12). 


Ao segui-Lo, olhamos adiante, porque Ele voltou Sua face para Jerusalém, e quando Pedro tentou dissuadí-lo de ir para a Cruz, Ele respondeu: “Arreda, Satanás!” (Mt 16:23).


Você também olhará para cima; pois Ele “ergueu os olhos para o céu” e sua postura deve ser “olhar para cima”, com sua afeição voltada para as coisas do alto (Cl 3:1). 


Você deve suportar a contradição dos pecadores, como Ele suportou (Hb 12:3); você deve considerar o opróbrio de Cristo como maiores riquezas do que todos os tesouros terrestres (Hb 11:26); e deve manter diante de seus olhos Aquele que foi ‘desprezado e rejeitado pelos homens’, mas que era ‘manso e humilde de coração’, cujo ‘coração não era soberbo, nem olhar elevado, que não andava à procura de grandes coisas, nem coisas maravilhosas demais para Ele, mas se aquietou como uma criança desmamada nos braços de sua mãe’ (Sl 131:1,2).


Você iniciou sua jornada virando as costas para o mundo e “olhando para Jesus”; continue assim. 


Olhar para Ele trouxe descanso para você no começo, curando sua alma; portanto, olhar para Ele diariamente sustentará você em seu descanso e aperfeiçoará sua saúde espiritual. 


‘Olhar para Jesus’ lhe trará luz nas horas de trevas, fortalecê-lo-á na fraqueza, trará conforto em meio aos problemas, irá animá-lo no dia do cansaço.


Se seus olhos forem desviados da Cruz, você certamente retrocederá, esfriará e se esquecerá da purificação dos pecados de outrora (2Pe 1:9). Essa Cruz é vida, saúde, santidade, consolação, força, alegria; não permita que nada se interponha entre vocês. 


À luz da Cruz, prossiga com firmeza; pois para aqueles em cujo caminho aquela cruz brilha, não poderá haver escuridão permanente. Nuvens podem surgir, eclipses; mas essa luz nunca poderá ser apagada; esse sol jamais deixará de raiar.



Horatius Bonar (1808-1889)


(O artigo “Siga o Cordeiro” são extratos selecionados do livro “Follow the Lamb”, de Horatius Bonar).


TREINADO PARA REINAR

 

“Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:23).


 Enquanto vislumbrava a aproximação do alvorecer, algumas palavras foram iluminadas para minha alma com tanta inspiração que senti o desejo de compartilhar, muito embora para muitos elas possam soar como um pensamento familiar. Quando essas coisas me ocorreram, me perguntei, por que não tinha visto isso antes.

 Vemos um propósito dúplice nas parábolas dos talentos e das minas: dar aos servos algo para fazer pelo seu Senhor enquanto eram treinados para seu trabalho futuro, na chegada do Reino.

 O primeiro aspecto é bastante familiar; o segundo foi para mim, em um sentido muito vívido, uma nova revelação daquele Dia maravilhoso. Ao partir, o Rei sabia, precisaria de “governantes” quando o Reino fosse Seu, e Ele passou um treinamento para seus servos, que ainda estavam inconscientes do que estava por vir, para que estivessem prontos para o governo quando Ele retornasse.

 “Viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20:4). Essa afirmação que soava vaga e intangível para mim, agora tornou-se muito real, pois tudo naquele reinado será verdadeiramente real.

 Aqui, nessa terra, com suas montanhas, desertos, bosques, nuvens e flores, exatamente como são nos dias de hoje, com as mesmas raças, nações e línguas, será conquistada para um rei. Pense nisso! A glória de vê-Lo ter, finalmente, Sua glória; a alegria indescritível de trazer molho após molho desses frutos por nós recolhidos e colocá-los aos Seus pés, considerando que nos nossos dias a semente produz apenas algumas lâminas esparsas.

 “Entra no gozo do teu senhor” [Mt 25:21] – “A alegria lhe aumentaste”; “como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos” [Is 9:3]. Pense em ver a alegria do Senhor pelo trabalho penoso de Sua alma – *na alegria de alegrar a Deus*. Pense nisso até que essa maravilhosa alegria alvoreça em seu coração.

 Pense nas terras, onde alguns de nós tanto trabalhou, com tão poucos frutos visíveis, brotando com a repentina glória dourada da colheita.

 A semente lançada nas águas, em tantas jornadas, é encontrada depois de muitos dias. Terras desertas, que havíamos deixado com o coração partido pelas queridas almas que só tiveram aquela oportunidade de ouvir, desabrochando como a rosa.

 Pense em lugares ainda além daqueles pelos quais nossos corações ansiavam, mas onde a porta nunca se abriu.

 Não seria como se o Senhor, a quem estamos aprendendo a conhecer, só nos permitisse ir até lá quando o Seu Reino vier, com corpos ressurretos que não murcharão ou falharão nas variadas estações, com o poder do Senhor triunfando gloriosamente, em vez de fazê-lo nesse combate extenuante de hoje? Então teremos mil anos para fazer nosso trabalho, em vez desses pobres dez, vinte ou trinta que consideramos tão pesarosamente curtos quando olhamos ao nosso redor e vemos que nossos esforços mal tocam nas orlas do que ainda resta a se fazer.

 Pense na comunhão da obra – os trabalhadores solitários espalhados hoje, desfrutando de um pouco da comunhão dos santos aqui embaixo. Pense em trabalhar ao lado de Rutherford, Terstegen, Fletcher e todos os adoráveis santos de todas as eras e nações, para não falar da boa comunhão dos apóstolos e do nobre exército de mártires.

 E pense em toda autoridade, quando estaremos do lado de Jesus. Alguns de nós trabalham hoje contra a maré – mas, no futuro, Ele será reconhecido em toda a terra, Rei dos reis e Senhor dos senhores.

 Agora, tire os olhos desta vista maravilhosa, descendo novamente para os marrons e cinzas desse “mundo do presente”. 

 Não houve um relance de luz sobre alguns de seus mistérios?

 E se a Ele aprouver enviar alguns de Seus servos para terras pagãs, apenas para morrer em um ou dois anos? Não estaríamos julgando essas questões como se elas fossem limitadas pelo horizonte estreito e baixo desta vida? Esses servos tiveram um pouco de treinamento e já estão preparados para o trabalho, isso é tudo. 

 E aqueles cujo coração está no campo estrangeiro, mas que por questões de saúde ou circunstâncias não puderam ir? Não importa, você estará lá algum dia, e o treinamento está acontecendo hoje. 

 A resposta será infinitamente mais abundante do que tudo que você imaginou ou pensou, será tão maravilhoso como a resposta à oração de Moisés, quando seus pés estiveram com Jesus no Monte da Transfiguração. Ele pisou naquela bela montanha cujo topo ele vislumbrou a partir de Pisga. 

 As respostas de Deus não perdem seu valor por serem preservadas na eternidade, e você que sente que seus poderes começam a falhar, percebendo que a tristeza está se apoderando de você quando contempla o fim da bem-aventurança de uma vida dedicada a Jesus, oh! levante os olhos, estamos chegando ao fim de nosso treinamento e veremos que aqueles que semearam em lágrimas colherão seus frutos com alegria. 

 Pode ser que seja por meio da comunhão de lágrimas com Ele que você esteja recebendo um treinamento para ser capaz de suportar a alegria daquele dia. Mas oh! seja fiel hoje! Infinito é o ganho que será transportado para a eternidade, assim como pode ser eterna a perda. “Tua mina rendeu dez” [Lc 19:16]. Qual seria o múltiplo desse poder frutificador contido nesses dons e nas provações que Deus nos concede? Certamente não é o fruto da labuta e do esforço humano, nem mesmo do espírito de fidelidade, mas do Espírito Santo, o Senhor e Doador da Vida.

 Oh, entrar na vida eterna, com cada fibra de caráter, cérebro e capacidade “vivos para Deus”, por meio Dele. Só assim Sua mina pode render dez. Mas muitos de nós estamos vivendo em um misto de carne e Espírito – muito é ouro, prata e pedras preciosas e muito é madeira, feno e palha. Antes que Seu Reino seja estabelecido na terra, o fogo deve provar o tipo de obra de cada um. Deus nos permita julgar a nós mesmos agora, para que não sejamos julgados pelo Senhor no futuro.


 “A terra é o ensaio para o céu. O eterno do além é o eterno aqui. A vida nas ruas, a vida doméstica, a vida empresarial, a vida urbana em todas as suas diversas esferas de atuação, são apenas um aprendizado para a Cidade de Deus ”. – Drummond.


I. Lilias Trotter “ -  tradução do texto “Ruling…”


A ECONOMIA DE DEUS: UMA OBSERVAÇÃO

 “Economia é mais que administração. A economia de Deus é todo um arranjo para que se produza esse propósito (o soberano propósito de Deus). Ao fitar nossa atenção em Efésios 3:3, o que Paulo tem escrito até aqui se relaciona com o Mistério. O miolo, o tema central, é o Mistério de Cristo. Do novo Testamento em diante é revelado o Mistério de Cristo, que consiste em algo mais além da morte na cruz por nossos pecados; vai muito mais além desse fundamento que temos, pois, esse Mistério está constituído pela Igreja. O Mistério de Deus é Cristo, e o Mistério de Cristo é a Igreja, onde Ele se incorpora. A Igreja é o vaso que Deus tem desenhado para conter a Ele; a Igreja é um organismo para Deus. A obra prima de Deus é a Igreja; não existe no universo outra coisa que Deus esteja realizando mais formosa que Sua Igreja. Não há obra prima de Deus maior que Sua Igreja.”

(Gino Iafrancesco)


domingo, 28 de abril de 2024

Uma Nota Sobre Humildade

 *Humildade é perfeita quietude de coração. É não esperar nada, não admirar nada que seja feito comigo, não sentir nada sendo feito contra mim. É estar tranquilo quando ninguém me elogia e quando sou culpado ou desprezado. É ter um lar abençoado no Senhor, onde posso entrar e fechar a porta, e me ajoelhar diante de meu Pai em segredo, e estar em paz como num mar profundo de calma, quando tudo ao redor e acima há problemas.*_

Andrew Murray


UMA ANÁLISE DE GÊNESIS

 

Gênesis pode ser descrito com exatidão como o livro dos inícios. Pode ser dividido em duas porções principais. A primeira parte diz respeito à história da humanidade primitiva (caps. 1 - 11). A segunda parte trata da história do povo específico que Deus escolheu como o Seu próprio (caps. 12 - 50), para Si.

O autor apresenta o material de forma extremamente simples.

Oferece dez histórias», que podem ser prontamente percebidas segundo o esboço do livro. Algumas dessas «histórias» são breves e muito condensadas, mas, não obstante, ajudam a completar o conteúdo. É bem possível que o autor do livro tenha empregado fontes informativas, orais e escritas, pois seus relatos remontam à história mais primitiva da raça humana. Embora muito se tenha escrito sobre o assunto das possíveis fontes literárias (J, E, De P) do livro de Gênesis, há muitas objeções válidas que nos impedem de aceitar os resultados da análise destas <fontes».

O livro de Gênesis salienta, por todas as suas páginas, a desmerecida graça de Deus. Por ocasião da criação do mundo, a graça se exibe na maravilhosa provisão preparada por Deus para as Suas criaturas. Na criação do homem, a graça de Deus se manifesta no fato que ao homem foi concedida até mesmo a semelhança com Deus. A graça de Deus se evidencia até mesmo no dilúvio. Abraão foi escolhido, não por merecimento, mas antes,

devido ao fato de Deus ser cheio de graça. Em todos os seus contactos com os patriarcas, Deus exibe grande misericórdia: sempre recebem muito mais favor do que qualquer deles poderia ter merecido.

Há um outro importante característico do livro de Gênesis que não se pode esquecer, a saber, o modo eminentemente satisfatório pelo qual responde nossas perguntas sobre as origens.

O homem sempre haverá de querer saber como o mundo veio à existência. Além disso, sente bem dolorosamente o fato que alguma grande desordem caiu sobre o mundo, e gostaria de saber qual a sua natureza; em suma, preocupa-se em saber como o

pecado e todas as suas tremendas consequências sobrevieram. E, finalmente, o homem precisa saber se existe alguma esperança básica e certa de redenção para este mundo e seus habitantes, de que consiste essa esperança, e como veio a ser posse do homem.


AUTOR


Ninguém pode afirmar com absoluta certeza que sabe quem escreveu o livro de Gênesis. Visto que Gênesis é o alicerce necessário para os escritos de Êxodo a Deuteronômio, e visto que a evidência disponível indica que Moisés escreveu esses quatro livros, é provável que Moisés tenha sido o autor do próprio livro de Gênesis. A evidência apresentada pelo Novo Testamento contribui para essa posição (cf. especialmente Jo 5:46,47; Lc

16:31; 24:44). Na tradição da Igreja, o livro de Gênesis tem sido comumente designado como Primeiro Livro de Moisés. Nenhuma evidência em contrário tem sido capaz de invalidar essa tradição.


(Comentário Bíblico "Bíblia Vida Nova")

QUANDO EU NÃO SEI EXPLICAR

 


"Por que prospera o caminho dos ímpios? Por que vivem em paz todos os que procedem enganosamente?" (Jeremias 12.1).


Conheço várias histórias de pessoas que questionaram os seus problemas a partir de premissas erradas e suas vidas tomaram rumos que além de não trazerem respostas, as afastaram de Deus. Vou citar alguns exemplos para esclarecer melhor: posso estar doente ou ter alguém doente que muito amo e de repente começar a levantar questionamentos que colocam as ações de Deus em dúvida, começo a pensar que Deus não poderia deixar isso acontecer, pois tal pessoa é fiel e correta. Ter situações vivenciadas no emprego, quando alguém que não serve a Deus é promovido e eu que sou “o servo fiel e amoroso com o Senhor“, sendo deixado de lado e não respeitado em minhas capacidades. Se a reação que você tem frente à situações como essas o levam a indispor-se, ou rebelar-se contra Deus, você corre um grande risco de, ao invés de tê-lo mais perto, se distanciar dele. Será necessário admitir que essa atitude não o levará a lugar algum a não ser a infelicidade de não ter o problema solucionado. 


Temos que cuidar com as falácias espirituais nesses momentos. Todo pensamento vindo de nós mesmos, de outras pessoas ou da voz direta de Satanás que coloca em xeque aquilo que Deus faz não podem ser admitidas. O fato de não conseguir explicar, não significa que Deus não está no controle. A realidade pode aparentar total desastre, mas não é motivo de eu dizer que ele me abandonou. O fato de eu pensar nas promessas bíblicas e não vê-las nesse momento sendo cumpridas em mim, não significa que elas deixaram de existir. Se eu continuo no espírito de humildade, submissão, consagração, deleite e obediência em sua presença, certamente o final dessa história de uma forma ou outra glorificará o nome do Senhor e me levará a caminhos bem mais altos do que tenho vivido. 


Aprendi uma coisa que uma música cristã cantada por Amanda Wanessa expressa bem, que revela o segredo do que fazer em momentos quando não tenho explicações: “ADORAR A DEUS EM TODA E QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA — quando ele não responde, quando a dor te consome, no dia do luto, quando está no vale ou no deserto, quando você está sem amigos por perto, quando não há recursos, quando lhe falta tudo, adorar sim acima de tudo”. Acredite, a experiência da presença de Deus em sua vida será tremenda, transformadora e restauradora.


Você pode me perguntar: então não posso ser sincero e abrir meu coração para Deus?

É lógico que sim, mas precisamos sempre nos lembrar diante de quem estamos e quem nós somos. Posso chorar, gritar pela dor da alma, até dizer que não estou entendendo nada do que está acontecendo. Digo mais, posso até dizer que meu coração está querendo dizer que ele está agindo errado, porém não posso deixar de levar em consideração de que a forma que faço fará toda a diferença: “Pois todo o que se exaltar será humilhado, e o que se humilhar será exaltado” (Lc 14.11). “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás” (Salmo 51.17).


Que você possa terminar essa devocional não questionando o que coloquei no verso das primeiras palavras, mas dizendo com o coração sincero: ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre, amém! (Judas 1.25).


Oração: Senhor, leva-me a ser um adorador e não um murmurador, Amém!


(Devocionais de Avivamento - Marcos Stier Calixto)


JÓ? BASTA UM!

 


Pessoas questionam-me frequentemente sobre a história de Jó, possível contemporâneo do patriarca Abraão. Certamente não possuo grande facilidade para responder às perguntas acerca desse tema, mas tanto eu quanto você não podemos deixar de aprender o que Deus deseja para nós por meio de histórias como essa. Quisera não presenciar mais pessoas sofrendo como ele, especialmente entre meus amigos e parentes, mas sei que tal feito é impossível. Lembro-me de uma história real de uma mãe que perdeu seu filho num acidente de moto em Santa Catarina e, ao ajoelhar-se ao lado do caixão do filho, ela utilizou a mesma expressão de Jó: "...O Senhor me deu tudo o que eu tinha, e agora tomou de volta. Glórias ao Senhor! Bendito seja ele!" (Jó 1.21b). Geralmente, as pessoas usam o ocorrido com esse personagem bíblico para "consolar" outras pessoas e até mesmo para justificar que elas devem aceitar o sofrimento. O sofrimento tem seu lugar devido à natureza efêmera do ser humano caído, mas também pode se tornar uma escola da vida para aqueles que sabem enfrentá-lo com sabedoria. No entanto, da mesma forma que os "amigos de Jó" cometeram graves equívocos, mesmo que bem-intencionados, também estamos sujeitos a erros de interpretação da história daqueles que estejam vivendo momentos semelhantes. O que podemos aprender com tudo isso?

Primeiramente, não existem privilegiados para sofrer ou não as lutas da vida, tanto nas perdas de coisas como também de pessoas — todos estamos sujeitos a passar por um momento de Jó em nossas vidas. O conceito de sofrimento é a associação de uma ferida que temos, acrescida da dor que ela causa, além do quanto suportamos passar por isso. A natureza do ser humano caído é efêmera, sujeita a esse sofrimento na terra. Além de vivermos como um sopro ou como uma erva que cresce e morre rapidamente, não podemos evitar as lutas que essa condição limitada nos impõe. Em segundo lugar, desejo refletir sobre o raciocínio do apóstolo Paulo, que relaciona essa realidade com uma palavra de esperança de que nem sempre as coisas serão assim. Ele disse: "Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens" (1 Coríntios 15.19). A realidade do eterno, sem sofrimento, sem lágrimas, é real, pois é algo que Cristo já conquistou na cruz. Queiramos ou não, isso traz o consolo de que a eternidade que nos espera nos livrará de tudo isso. 

Tudo bem, você pode contestar, mas como faço enquanto isso não termina? Há uma frase que costumo dizer às pessoas que me procuram em momentos de crise: "Agora cabe a você administrar o sofrimento pelo qual está passando". Busque sabedoria, aplique as verdades e os princípios bíblicos em seus conceitos de vida, e permita-se ser consolado, guiado e amparado pelo Espírito Santo. Não tente fugir daquilo que é suscetível a todos; não busque controlar o sofrimento como se tivesse o poder de determinar quando ele irá cessar; não faça associações ou suposições tentando explicar tudo, principalmente querendo justificar ou acusar a si mesmo ou aos outros, assim como fizeram os amigos de Jó. Por que Deus não estaria presente na tempestade? 

Às vezes, parece que ele está dormindo no barco, mas tenha certeza de que, no momento oportuno, ele vai se levantar e acalmar qualquer tempestade. Todos os momentos vividos nessas circunstâncias sempre trouxeram, ao descansarmos em Deus, novas experiências de aprendizado, em que um novo tempo surgiu, um novo ciclo se iniciou e uma nova trilha passou a ser seguida sob sua preciosa direção. Que Deus nos ajude a louvar tanto na alegria quanto no sofrimento, sabendo que seu amor é perfeito e sua vontade sempre será a melhor para cada um de nós!


 *Oração* : Senhor, que os planos que o Senhor tem para minha vida se cumpram. Nos momentos de deserto e de provações, que eu saiba com sabedoria superá-los debaixo dos teus cuidados. Amém


(Devocionais de Avivamento - Marcos Stier Calixto)


Mandando Embora o Pecado

 


Vamos dar uma olhada no essencial e real significado da palavra perdão. Há quatro diferentes palavras gregas traduzidas "perdoa" ou "perdão", no Novo Testamento. Todas elas com uma ênfase levemente diferente. A que é mais frequentemente usada, a palavra padrão para perdoe ou perdão, é _aphiemi_, a qual ocorre não menos que 64 vezes. Ela significa "mandar embora". Isto dá ao perdão de pecados seu real significado, "pecado mandado embora", o incomparável ato de um Deus perdoador. 


Como você deve esperar, este significado de _aphiemi_, "mandando embora o pecador" é refletido no ritual de ofertas, dadas por Moisés, no livro de Levítico. Nenhum ritual é mais comovente e mais obviamente um Tipo de Cristo do que aquele do bode expiatório, o qual teve lugar no anual "Dia da Expiação", descrito em Levítico, no capítulo 16. Naquele dia a expiação era feita, não somente para os pecados da nação, mas também para o tabernáculo, o santuário de Deus no meio deles. O qual tinha sido contaminado por ter sido usado pelos sacerdotes, e sangue expiatório tinha que ser aspergido sobre ele. 


Dois bodes eram escolhidos. Um para o Senhor, para que o sangue dele pudesse ser aspergido no altar, e o outro, para ser o bode expiatório para o povo. 

"E Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de Israel e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem designado para isso.  Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e o homem enviará o bode ao deserto. Levitico 16:21-22.

Não há necessidade de muita explicação para entender que isto foi usado para simbolizar o "mandando embora" dos nossos pecados, longe da memória, da acusação e vergonha, carregado para longe por Cristo "para uma terra não habitada", esquecidos para a eternidade. 


Holman Hunt, o grande pintor Vitoriano da escola  Pré-Rafaelismo, que pintou, Cristo Batendo à porta e a Luz do Mundo, pinturas conhecidas por quase todos, também fez a pintura do bode expiatório. Ele foi à Terra Santa e gastou meses no deserto da Judeia, pintando em grande detalhe o deserto com o solitário bode expiatório vagando "dentro de uma terra não habitada." 


Deve ter sido uma grande surpresa para a rica e elegante população, que veio para a Academia Real de Londres, àquele ano, para contemplar a enorme pintura "O Bode Expiatório", e abaixo da moldura, o texto:

"Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária." O povo estava contemplando a maneira solene de Deus "mandar embora" o pecado deles, fazendo isso na pessoa do Seu Filho, como o bode expiatório deles, não como algo separado Dele mesmo, mas "Ele mesmo no Seu próprio corpo". Assim Deus mandou nossos pecados para longe, realmente longe, para nunca mais serem vistos novamente. Como o escritor de Hino escreveu: "Sepultado, Ele carregou meus pecados para longe."


 Creia e seja liberto!


(Extraído do livro Good News for Bad People - Roy Hession)


ENQUANTO LIA, HOUVE UM SOPRO!

 


Um dos assuntos  mais discutidos no mundo religioso é sobre a inspiração ou não da Bíblia, que já foi traduzida para mais de 2.400 línguas. Pessoas até tementes discutem e se colocam em oposição a vários textos bíblicos. Outros, e eu me coloco entre estes, são irredutíveis sobre a questão da inerrância das Escrituras, e o poder delas na transformação de vidas. Enquanto muitos tentam rejeitá-la, contestá-la ou refutá-la, o que nela está escrito tem revelado ao mundo o plano de Deus de restauração de toda a humanidade. Aqueles que creem têm participado dessa obra e experimentado daquilo que ela revela de mais grandioso: o caminho da reconciliação do homem com Deus. 

Ouvi algo que não me canso de lembrar: “Inspiração das Escrituras significa que Deus soprou a palavra e quando a lemos, pelo Espírito ela sai do estado de morta para vida e nesse sentido sopra Deus” (2 Timóteo 3.16). Deus usou 40 escritores com suas histórias, culturas e experiências para, durante 1500 anos, escreverem o que hoje temos como Bíblia Sagrada. E mais, com uniformidade de pensamento e harmonia na revelação. Gosto muito do que Josh e Sean MacDoweell escreveram sobre isso: “Uma vez que Deus falou suas palavras por meio de seres humanos, as Escrituras são redigidas em várias formas e estilos literários, e diferentes perspectivas humanas, emoções e culturas de seus porta-vozes. Ao se comunicar dessa forma, Deus captura o pleno caráter daqueles por meio de quem fala, desde a lógica integrada de um erudito (Paulo em suas epístolas), à perspectiva sacerdotal do autor de Hebreus, o talento poético do músico Davi, o desespero e agonia do profeta Jeremias. Cada livro escrito sob a lente do porta-voz humano, todavia, ainda assim transmitindo a exata mensagem que Deus quer que recebamos” (Hebreus 1.1,2; 2 Timóteo 3.16,17 e 2 Pedro 1.20,21). O que tem acontecido é o estado de indisposição para ler e deixar o Espírito agir. Pessoas questionam antes de ler, rejeitam antes de orar e perdem a oportunidade de serem impactadas com o Espírito Santo, tornando cada verso uma voz de Deus ao seu coração. Minha proposta é uma disposição de alma para crer, isto implica em orações do tipo: “Senhor não entendo muita coisa escrita aqui, e até tenho dificuldade em aceitar, mas de alguma forma torna audível a tua voz enquanto eu estiver lendo, através da ação do teu Espírito Santo”. Isso fará uma diferença radical, creia nisso. O maravilhoso também é que o mesmo texto pela ação do Espírito, lido em oportunidades e situações tão diferentes, acabam sendo um recado bem vivo de Deus como resposta para o momento que estejamos vivendo. Hoje é dia de propósito e nova disposição para palavra inspirada de Deus sem o espírito da crítica, mas com o propósito de encontrar a própria face de Deus. Tenho certeza de que você vai testemunhar encontros preciosos com o Senhor. Não precisamos fazer um jogo de acertos e erros com as passagens, simplesmente leiamos num espírito de submissão e adoração. Há pessoas que abriram o coração para Jesus e, no momento que começaram a ler a Bíblia, não perceberam o tempo que ficaram na presença do Pai e beberam da água da vida de tanto que Deus lhes falou. 


Oração: Senhor Deus, estou aqui com a tua Palavra. Estou com o coração aberto, crendo que o Senhor fala, que eu possa ouvir a tua voz.


(Devocionais de Avivamento - Marcos Stier Calixto)


Perdoando Mesmo Quando O Ofensor Não Se Arrepende

 


Este é um caminho difícil de se trilhar em algumas circunstâncias. Especialmente se você sente que se houvesse arrependimento e pedido de desculpas do outro lado, seria muito mais fácil para você perdoar. Apesar disso você deve perdoar, ou sofrer a perda espiritual que tão frequente vem com um espírito não perdoador. O relacionamento não pode ser completamente curado a não ser que haja arrependimento do outro lado, mas mesmo que não haja arrependimento, a entrega dos seus direitos a Deus deve ser completa, a fim de que seu perdão se torne disponível. 


Para ilustrar, eu recordo a história de um homem africano temente a Deus, que trabalhava e vivia numa plantação de chá, na Uganda. Outro africano que trabalhava na mesma plantação, mas não era cristão, seduziu a mulher dele e ela foi morar com ele. O que tornou a situação mais difícil para o que perdeu a esposa, foi que ele tinha que ir trabalhar todos os dias passando em frente da casa onde sua esposa estava morando com o outro homem. Os amigos do homem cristão lhe deram  todo apoio em oração e comunhão, e Deus, de forma maravilhosa o ajudou a suportar essa grave ofensa. Algum tempo mais tarde, um especial vento do Espírito começou a soprar, com isso quero dizer, um tempo de avivamento começou. Então muitos foram convictos de pecado e entregaram suas vidas para Cristo. O homem que tinha seduzido a mulher estava entre eles. Uma das primeiras coisas que ele fez depois de ser salvo, foi procurar o homem a quem ele tinha gravemente ofendido, e implorar o perdão dele. A isto, o outro respondeu: "Não há nada a ser perdoado; eu perdoei você no dia em que você a tomou de mim."


No dia em que o outro homem tomou dele sua esposa, ele consentiu sofrer a perda, a fim de poder perdoá-lo. No início, sem dúvida foi uma luta tomar esta posição, mas ele superou, fazendo a necessária entrada (se rendeu). Assim quando finalmente, o outro pecador na situação se arrependeu, descobriu que perdão já estava disponível.


Esta é uma ilustração em miniatura do perdão divino aos pecadores, e a forma como a Graça faz isto disponível para eles. O total relacionamento com a outra pessoa não é restaurado até que ela se arrependa, e nem mesmo Calvário restaura a comunhão do homem com Deus até que ele se arrependa. Os que  nunca perceberam que perdão está intrinsecamente ligado à renúncia, simplesmente não podem encará-lo. Se você se sente assim, confesse para Jesus. Não tente fazer a si mesmo disposto , ou até mesmo pedir a Deus para  fazê-lo assim. Antes, confesse que você não está disposto e venha novamente à cruz.

Jesus vai perdoar você por não ter perdoado, vai trazê-lo descanso e vai ajudar você na situação.


(Extraído do livro: Good News for Bad People - Roy Hession)


Por que você não tem perdoado?



Perdoar de coração às vezes é difícil. Até mesmo quando você sabe que deve e quer perdoar, ainda assim é difícil. Por que o servo da parábola (Mateus 18:23-35) achou difícil perdoar? Por que nós também achamos difícil perdoar?A resposta é revelada nesta parábola.


Você tem estado indisposto a renunciar seu direito de reparo e assim, você mesmo sofre a perda. Foi assim com o servo. É simplesmente impossível perdoar algo injusto que nos fizeram, sem estar disposto a sofrer a perda ocasionada por tal injustiça. A divindade não pôde fazê-lo, e tão pouco você pode. O amor de Deus por nós era do tamanho da perda, mas nosso amor pelo próximo não é.


No fundo, orgulho e a busca por nossos direitos são as razões para o espírito não perdoador, o qual tem estragado nossa comunhão com Deus. Nós dizemos: "isto não  está certo; não é justo." ou ainda: "isto não deveria ter sido feito comigo." Às vezes nós sentimos que para perdoar uma ofensa é como aceitar o comportamento do ofensor. Se de fato entendemos, não é nada disso. Simplesmente significa que você está disposto a suportar a perda. Deus vai lhe dar toda a ajuda que você precisa para assim agir. 


Perdão é Deus agindo no seu melhor por causa da perda que Ele está disposto a sofrer. É por isso que cantamos: "Quem é  perdoador como o nosso Deus, ou quem tem graça tão rica e gratuita?" 


 *Você nunca é tão parecido com Deus, como quando você perdoa outros.* 


(Extraído do livro: Good News for Bad People - Roy Hession)


sexta-feira, 26 de abril de 2024

Santos do Altissimo olhem para o céu

 "Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao

redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que in-

duzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a ca-

beça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta,

segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor." (Efésios 4.14-16).


O Senhor projetou os dons divinos (Ef 4:7-16), tanto para o benefício interno do Corpo, a igreja, como para a resistência da entrada das doutrinas malignas e da prática maligna de fora. Os novos nascidos, a princípio, são bebês em Cristo e, como crianças, estão sujeitas a serem atraídas a erros sem nada suspeitar. Eles ainda não possuem a capacidade espiritual, pela prática, de utilizar as suas faculdades exercitadas para discernimento do bem e do mal. (cf. Hb 5:14)

Luz e vigor divinos são necessários para a resistência dos cristãos em sua caminhada.

Não haverá progresso espiritual se eles não forem constantes e bem fundamentados na fé.

Além do que, somos advertidos em relação às dificuldades e os perigos especiais concernentes aos últimos dias. Como bem declarou um santo irmão: Visões verdadeiras da grandeza e glória de Cristo são necessárias para nos manter firmes.  

Falsas doutrinas, ensinadas e despachadas por Satanás através de seus instrumentos humanos, virão com tudo para tentar encobrir “a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” (cf. 2 Co 4:3) para anular a obra de Deus.

Homens ao encalço das coisas do mundo, reprováveis em palavras e atos para obtê-las, vão criar outros cabeças que não Cristo. A mentira e o assassinato são os desejos do diabo e juntos contribuem para criar sistemas de erros. 

Também foi muito bem observado que “em oposição à "artimanha" e à "astúcia", o "amor" e a "verdade" devem edificar o corpo de Cristo.”


Muitos réprobos em relação à fé buscam desviar aqueles que são de Cristo para outros cabeças e sistemas. Paulo advertiu seriamente os Colossenses sobre os perigos que os rondavam desde o início da igreja. Aquela epístola foi escrita com o objetivo claro de refutar o falso ensino que estava envenenando a vida da igreja em Colossos. Tanto a epístola aos Colossenses como a de Efésios, o apóstolo mostrava sua preocupação para com os crentes para que fosse fixado na mente de seus leitores a maior, mais ampla e mais profunda concepção possível de Cristo, o antídoto de toda oposição maligna.

Cristo é o Cabeça único e suficiente provido do céu para quem os olhos do seu povo devem estar voltados continuamente. Dele vem toda a graça e o poder necessários contra todos os ataques perniciosos e destrutivos. O Corpo na terra deve estar olhando para o Cabeça nas alturas constantemente e recebendo Sua provisão. O erro tem como pretensão arrastar para baixo. A verdade, porém, ascende ao Filho de Deus e ao céu.

Que prevaleça o Senhor sobre tudo!


Santos do Altíssimo olhem para o céu

contemplem a formosura da santidade:

Há um Homem sentado à destra de Deus.

Jesus, bendito Redentor;

Jesus, varão aprovado por Deus;

O Pai o tem coroado de honra e de glória;

Há um Homem sentado à destra de Deus.



terça-feira, 23 de abril de 2024

ATÉ QUE ELE VENHA



Há uma ênfase clara no Novo Testamento tendo em vista a volta do Senhor Jesus para os Seus redimidos. 

Pouco antes do Senhor deixar seus discípulos para ir à cruz e depois de sua ressurreição ascender ao o céu, Ele deu a eles esta preciosa promessa: “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” (João 14:3). 


A última promessa na página da Bíblia é: "Certamente venho sem demora." (Apocalipse 22:20).


A última oração das Escrituras que traduz “Maranata” (cf 1 Co 16:22) expressa-se assim: "Amém. Vem, Senhor Jesus."


“Até que Ele venha” é o lema de todo verdadeiro “guardador” do Senhor Jesus Cristo (cf. 1 Jo 3:24 com Ap 22:17). 


O Senhor disse a Pedro: “Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Quanto a ti, segue-me.” (João 21:22).


Novamente, para os demais em Tiatira, Ele diz: “Guardai o que tendes até que Eu venha” (Apocalipse 2:25).


A todos os Seus servos Ele diz: “Negociai até que Eu venha” (Lucas 19:13).


O Espírito Santo pôde acrescentar: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, *até que Ele venha*” (1 Coríntios 11:26).


Assim, somos ensinados e encorajados a seguir avante, a nos mantermos firmes, a servir e a lembrar-nos Dele em nossa temporária peregrinação aqui nessa terra. 


Por quanto tempo? 


“Até que Ele venha”.


Imensurável Amor

 


“E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.”

“Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz.”

“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.” (Mt 3:17; 12:18; Mt 17:5)


“Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: *Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?*...” (Mt 27:46)


O que o Senhor Jesus fez para ser desamparado pelo Pai na hora mais crucial?

“Por que deveria Deus abandonar o Seu Filho, que 1.“não conheceu pecado”, 2.“não pecou”, 3.“em quem não havia pecado”; o Filho de Suas delícias em quem Ele tinha testificado ter todo o Seu prazer?


Porque “...*o SENHOR fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos*.  *"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!"*(Jo 1:29) “... foi cortado da terra dos viventes; *por causa da transgressão do meu povo*, foi Ele ferido” 

(Is 53.6,8).


A propiciação revela-nos a demonstração mais elevada do imensurável amor de Deus por nós.


Louvado seja o Seu nome!


Vitória

  "Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água ...