terça-feira, 23 de maio de 2023

Robert Cleaver Chapman


Robert Cleaver Chapman: um irmão de verdade


Há quinze anos tive o privilégio de passar alguns dias na companhia de um casal idoso, chamado

Frank e Freda Holmes, que trabalhava na obra de Deus na região sudeste da Inglaterra. Frank tinha

sido pastor de uma igreja evangélica livre. Todavia, no final dos anos 50, deixara a denominação à

qual pertencia com o fim de reunir-se com grupos de irmãos que procuravam seguir os princípios

bíblicos de reunião. Uma das pessoas que ajudara Frank a tomar esta decisão foi um irmão muito

querido naquela região, já falecido mais de meio século antes, Robert Chapman.

     Frank Holmes, como um dos pastores na cidade de Barnstable, onde Chapman trabalhara, tinha

ficado fascinado com a história deste homem de Deus. Escrevera a sua biografia depois de muita

pesquisa e entrevistas com pessoas idosas que se lembravam dele. Como resultado, tomou a

penosa decisão de seguir nos mesmos passos, não somente por admiração humana, mas por

convicção bíblica.

     Quem era Robert Chapman? O seu nome é pouco conhecido hoje, mesmo entre aqueles que

estudam as vidas dos pioneiros dos chamados “irmãos”. Todavia, na sua época era bem conhecido

como um grande guia espiritual. Como adolescente, Winston Churchill visitou-o. O grande pregador

Charles H. Spurgeon chamou-o de: “O homem mais santo que jamais conheci”. Mesmo muito depois

da triste divisão que aconteceu entre os chamados “irmãos” nos anos de 1840, John Nelson Darby,

que estava do lado oposto, ao ouvir dois companheiros criticarem Chapman repreendeu-os:

“Deixem aquele homem em paz, ele vive o que eu prego”, e, numa outra ocasião, disse: “Nós falamos

dos lugares celestiais, mas Robert Chapman habita neles”.

     Qual era o segredo da influência de Chapman sobre os outros? Um dos seus biógrafos recentes,

Robert Peterson, responde: “Simplesmente, a sua devoção total a Cristo e a sua determinação a viver

Cristo”.

     Robert C. Chapman nasceu em 04 de janeiro de 1803. Era o sexto dos dez filhos de Thomas e

Ann Chapman. Nasceu em Helsingor, Dinamarca, onde seu pai tinha uma firma próspera de

importação e exportação. Parece que a família tinha apenas uma ligação formal com a religião.

Como menino e adolescente, Robert mostrou muito entusiasmo em tudo o que fazia. Gostava muito

do estudo das línguas. No lar aprendeu inglês, dinamarquês e francês. Tornou-se proficiente em

alemão e italiano. Depois da sua conversão, aprendeu Hebraico e Grego, a fim de estudar as

Escrituras nas línguas originais, e, como resultado do seu grande interesse em trabalho missionário,

aprendeu Espanhol e Português!

     Devido à guerra causada por Napoleão, os negócios dos Chapmans na Dinamarca diminuíram e

a família voltou para Inglaterra, onde Robert completou a sua instrução formal.

     Em 1818 Chapman saiu de casa e começou a estudar advocacia em Londres, provavelmente

hospedando-se em casa de familiares. Depois de estudar cinco anos, formou-se como advogado.

Aos 23 anos recebeu uma herança e foi-lhe possível fundar a sua própria firma, que começou a

prosperar.

     Todavia, três anos antes, algo muito mais importante havia acontecido. Um amigo advogado,

John Whitmore, convidara-o a assistir à pregação de James Harrington Evans. Evans havia sido

pastor Anglicano que saira da denominação por discordar do sectarismo. Pregou aquela noite a

respeito da justificação baseada na redenção de Jesus Cristo. Robert Chapman aceitou Cristo como

Salvador e Senhor. Começou a estudar a Bíblia com interesse e o desejo de obedecer a tudo o que

lia. Evans passou muito tempo com o recém convertido, ensinando-o e encorajando-o nas coisas do

Senhor.

     No início, Robert sofreu muita oposição por parte dos membros da sua própria família e de velhos

amigos. Não obstante, continuou firme. Nem todos os da sua família rejeitaram o seu testemunho.

Manteve um bom contacto com a mãe, e, alguns dos seus irmãos converteram-se mais tarde. A sua

prima Susan casou-se com um advogado rico chamado Thomas Pugsley, de Devon, no sudeste de

Inglaterra. Querendo ouvir mais, o jovem casal viajou para Londres onde Robert teve o privilégio de

os conduzir a Cristo. Chapman havia começado um trabalho entre os pobres em Londres e, como

resultado, os Pugleys seguiram o mesmo exemplo quando voltaram para Devon.

     Depois dos primeiros esforços de Robert em pregar, alguns amigos comentaram que ele nunca se

tornaria num bom pregador. A resposta de Robert foi bem característica: “Há muitos que pregam a

Cristo, mas não tantos que O vivam. O meu grande objetivo é viver Cristo”. Outro biógrafo de

Chapman comentou: “Se for verdade que Romanos 1:17, ‘O justo viverá pela fé’, é o versículo de

Martinho Lutero, então este versículo, Filipenses 1:21, ‘Para mim o viver é Cristo’, é o versículo de

Robert Chapman”.

     No verão de 1831 os Pugsleys convidaram Robert a passar férias em Devon. Ele pregou em

várias casas e estava muito animado neste trabalho. Como resultado desta visita a Devon,

Robert recebeu a chamada para se tornar pastor da congregação de “Batistas Particulares” que se

reunia na Ebenezer Chapel em Barnstable. Sentindo que esta era a vontade de Deus, Chapman

aceitou, desde que lhe concedessem o direito de pregar tudo o que se encontrava na Bíblia. Em abril

de 1832, Robert deixou para trás a sua firma de advocacia em Londres, distribuiu a sua fortuna

pessoal, guardando para si o suficiente para comprar uma casa, e mudou-se para Barnstable, uma

cidade portuária de alguns milhares de habitantes.

     A fiel pregação da Palavra conduziu inevitavelmente ao ensino de verdades que não estavam de

acordo com os princípios denominacionais. O livro batista local “Livro de Memórias” relata que a

chegada de Chapman “levou por fim a uma nova ordem de coisas que separou a igreja da Associação

[Batista] e da Denominação em geral”. A congregação de Barnstable associou-se logo a um número

crescente de igrejas autónomas, reuniões de crentes que rejeitavam todo nome denominacional,

reunindo-se simplesmente no Nome do Senhor.

     Estas igrejas (incluindo Barnstable) celebravam a Ceia do Senhor semanalmente no primeiros dia

da semana e rejeitavam a falsa distinção entre “clero” e “leigos”, crendo no sacerdócio de todos os

crentes.

     Robert Chapman queria uma casa onde poderia oferecer hospitalidade ao povo do Senhor. Um

detalhe interessante é que Chapman insistiu em limpar e engraxar os sapatos dos seus hóspedes

todas as noites. Chapman pedia aos seus convidados que deixassem os seus sapatos ou botas fora

dos seus quartos para que ele pudesse limpá-los. Quando as pessoas contestavam, Chapman não

cedia. Um hóspede lembra-se de Chapman ter dito: "Não é costume nos nossos dias lavar os pés

uns dos outros; o que quase corresponde a esse mandamento do Senhor é limpar os sapatos uns

dos outros.

     Ele comprou uma casa em New Buildings, Nº 6, que veio a ser a sua residência nos 70 anos

seguintes! Nunca se casou. Dedicou o resto da sua vida ao evangelismo e trabalho pastoral naquela

cidade e região necessitadas. Devido à necessidade de ter mais lugares para hospedar os servos do

Senhor, a casa no outro lado da rua New Buildings nº 9, foi comprada uns anos depois.

     Em 1838 um grupo de Batistas Particulares que havia saído da Ebenezer Chapel, exigiu que a

igreja entregasse o prédio. Chapman examinou os documentos relacionados ao corpo jurídico do

prédio. Não encontrou nenhuma exigência quanto à pregação das doutrinas relacionadas à

denominação dos Batistas Particulares. Chapman sentiu, porém, que seria um melhor testemunho

entregar o edifício e isto foi feito. A igreja passou a reunir-se em acomodação temporária por quatro

anos, até que o Senhor providenciou em 1842 um outro prédio, chamado originalmente Bear Street

Chapel e hoje Grosvenor Street Chapel.

     O Senhor abençoou os Seus servos. Chapman trabalhou com vários irmãos e irmãs tais como

Thomas Pugsley, Robert Gribble, Senhorita Bessie Paget, Henry Heath e mais tarde William Hake.

Dois jovens que se converteram nos primeiros anos na Ebenezer Chapel eram William Bowden e

George Beer. Os dois tornaram-se missionários por muitos anos na Índia.

     A igreja cresceu. Já em 1851, 150 pessoas participavam na Ceia do Senhor, 100 crianças na

Escola Dominical e 300 pessoas na reunião de ensino no domingo. No ano de 1870 mais de 700

pessoas assistiam ao domingo. Como resultado dos trabalhos de muitos servos de Deus, mais de

80 igrejas semelhantes foram fundadas na região.

Missionário e Exemplo

     Além dos trabalhos locais, Chapman teve grande desejo de ver países católicos romanos, tais

como Irlanda, Espanha e Portugal, alcançados pelo Evangelho. Visitou Espanha e Portugal em 1838,

1863 e 1871. Uma visita prolongada à Irlanda foi feita em 1848. Na maior parte das vezes andava a

pé e pregava gastando até seis meses em cada visita.

     Chapman tentou ser um pacificador nos conflitos que dividiram os “irmãos” nos anos 1845 em

diante, mas tristemente com pouco resultado.

     As pessoas deviam muito a Chapman pelo exemplo de vida que deixou. Muito também pode ser

dito do seu amor para com os irmãos e mesmo àqueles que o perseguiram e o desprezaram. Até ao

fim, foi um estudioso dedicado das Sagradas Escrituras. Tinha uma grande paixão pelo evangelismo

dos perdidos. Pregou ao ar livre até à extrema velhice. Era amigo, conselheiro e confidente de

pessoas tais como George Muller e Hudson Taylor.

     A sua última participação nas reuniões especiais anuais em Barnstable foi a mensagem que deu

em junho de 1902, aos 99 anos de idade. Ficou em pé por exatamente uma hora. Pediu hinos, orou,

leu as Escrituras e ministrou “com muito vigor”. O Senhor chamou-o ao lar celestial no dia 02 de junho

de 1903, após um curto período de enfermidade, aos 100 anos de idade. Sem dúvida ouviu as

palavras de louvor: “Bem está, servo bom e fiel… entra no gozo do teu Senhor”(Mateus 25:21).

Por Robert L. Peterson & Alexander Strauch

em Agape Leadership




FONTE:


https://iqc.pt/edificacao/devocional/biografias/16081-robert-cleaver-chapman-um-irmao-de-verdade


sábado, 13 de maio de 2023

WILLIAM LAW (1686-1761) - Breve Biografia

 


William Law nasceu em 1686, em Kings Cliffe, Northamptonshire, Inglaterra. Foi um pregador inglês, ordenado em 1711. Residiu em Cambridge, onde ensinou. A ascensão ao trono de Jorge I lhe impediu seguir, dado que não prestou o juramento de adesão ao novo governo e abjuração dos Stuart.

Durante os anos seguintes parece que viveu em Londres. Em 1727 era tutor de Edward, filho de Edward Gibbon (1666-1736) em Putney, a quem acompanhou como aio a Cambridge, onde esteve durante quatro anos. Quando seu pupilo foi para o estrangeiro, Law continuou na casa de Gibbon, em Putney, atuando como conselheiro espiritual não só da familia, senão de toda uma serie de amigos que iam por ali, entre os quais estavam os dois irmãos John y Charles Wesley, John Byron o poeta, George Cheyne o médico e Archibald Hutcheson, membro do Parlamento.
Em 1740 Law se retirou a Kings Cliffe, que havia herdado de seu pai, donde viveu com duas damas: a Sra. Hutcheson, a rica viúva de seu velho amigo, quem a recomendou em seu leito de morte que se deixara guiar por Law espiritualmente, e a Srta. Hester Gibbon, irmã de seu último aluno. Os tres viveram durante 21 anos uma vida de recolhimento, devoção, estudo e caridade. No fim da sua vida fundou escolas e casas dos pobres.
William Law morreu em 9 de abril de 1761.

William Law foi um místico notoriamente influenciado por Jacob Boheme. William Law influenciou muito a John Wesley, mas Wesley rejeitou a sua ênfase mística sob a influência do místico alemão Boehme.

De suas obras como escritor, é conhecido sobretudo por: Um Sério Chamado Para Uma Vida Devota e Santa, e Perfeição Cristã. Publicou-se também O espírito de oração e O espírito de amor.

Um Sério Chamado Para Uma Vida Devota e Santa foi um livro escrito por William Law que teve grande influência espiritual e moral na Inglaterra e em outras partes do mundo. É tido como um dos prenúncios do movimento metodista do mesmo século.

terça-feira, 9 de maio de 2023

Chamados para serdes santos

Chamados para serdes santos

'A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.' (Romanos 1:7)

<"Santos irmãos"> Ser santo é ser separado para Deus para um propósito definido (ver Rm1:1-2). O termo "separado" inclui ser escolhido (At 9:15), designado (1 Tm 2:7) e enviado (At 13:2-4). O termo está relacionado diretamente com 'Sagrado', conforme o verso dois (Sagradas Escrituras). Neste termo correlato, as palavras gregas hagios, hagiosyne, hagiazo e hagiasmos, usadas neste livro (Romanos), têm o mesmo radical que, principalmente, quer dizer separado, apartado. Hagios é traduzido por sagradas no v. 2; pelo adjetivo santo em 5:5; 7:12; 9:1; 11:16; 12:1; 14:17; 15:13, 16: 16:16; e pelo substantivo santos no v. 7; 8:27; 12:13; 15:25, 26, 31; e 16:15. Hagiosyne é traduzido por santidade no v. 4. Hagiazo é um verbo que, em 15:16, é usado no participio e é traduzido por santificada. Hagiasmos se traduz por santificação em 6:19, 22. Por isso, ser santo é ser separado, apartado (para Deus). Os santos são os separados, os apartados (para Deus). A santidade é a natureza e a qualidade de ser santo. A santificação (para Deus) é o efeito prático, o caráter em atividade e o estado consumado resultante de ser santificado. O evangelho de Deus diz respeito ao Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso Senhor. 

"Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus, 2o qual é fiel àquele que o constituiu, como também o era Moisés em toda a casa de Deus." (Hebreus 3:1-2) 

Essa pessoa maravilhosa possui duas naturezas: a divina aqui, ao chamar os destinatários deste livro de "santos irmãos", o autor queria lembrar-lhes que não deviam permanecer comuns no judaísmo, mas deviam ser separados para Deus para o Seu propósito. 

O conceito deste livro (Hebreus) está centralizado na natureza celestial das coisas positivas. Primeiro, assinala que Cristo hoje está sentado nos céus (1:3). entrou nos céus (9:24), passou pelos céus (4:14) e tornou-se mais elevado do que os céus (7:26). Depois, desvenda o chamamento celestial (v. 1), o dom celestial (6:4), as coisas celestiais (8:5), a pátria celestial (11:16) e a Jerusalém celestial (12:22). Além disso, diz-nos que estamos arrolados nos céus (12:23) e que Deus nos adverte hoje dos céus (12:25). Todas as coisas do Antigo Testamento que eram mantidas pelo judaísmo eram de natureza terrena. Neste livro, a intenção do autor era mostrar aos cristãos hebreus o contraste entre a natureza celestial do Novo Testamento e a natureza terrena do Antigo Testamento, para que abandonassem as coisas terrenas e se apegassem às celestiais.

O Apóstolo é Aquele que nos foi enviado da parte de Deus e com Deus (Jo 6:46; 8:16, 29). O Sumo Sacerdote é Aquele que foi reenviado a Deus da nossa parte e conosco (Ef 2:6). Como Apóstolo, Cristo veio até nós com Deus para compartilhar Deus conosco, a fim de que participemos da Sua vida, natureza e plenitude divinas.
Como Sumo Sacerdote, Cristo foi até Deus conosco para apresentar-nos a Deus, a fim de que Ele cuide plenamente de nós e de toda a nossa causa.
Como Apóstolo, Ele é tipificado por Moisés, que veio de Deus para servir a casa de Deus (vv. 2-6) e, como Sumo
Sacerdote, é tipificado por Arão, que ia até Deus com a casa de Israel apresentar os seus casos (4:14-7:28).

Soli Deo Gloria!

OS SINAIS DA VINDA DO SENHOR - Stephen Kaung



Antes da primeira vinda do Senhor Jesus, houve muitas profecias dadas à nação de Israel. Na verdade, cada vez que o sacerdote oferecia incenso no templo, a oração da nação era: “Oh, que venha o Messias”. Externamente, parecia que toda a nação de Israel estava esperando pelo Messias-Rei.

No entanto, muito poucos, apenas um remanescente estava realmente esperando por sua vinda. Na palavra de Deus, percebemos que apenas uns poucos como Zacarias, Isabel, Maria, José, Simeão, Ana e alguns pastores do templo estavam realmente esperando pela vinda do Messias. Num sentido, eles foram aqueles que prepararam o caminho para a vinda dele, ou seja, que introduziram o Messias.

Amados irmãos, meu temor é que essa situação seja igualmente verdadeira em relação à segunda vinda do Senhor Jesus. As muitas profecias relacionadas com sua segunda vinda são ensinadas e conhecidas em todo o mundo cristão, como se toda a igreja, todo o povo de Deus estivesse esperando por sua vinda.

A mensagem sobre a segunda vinda do Senhor é provavelmente um dos temas mais populares em círculos cristãos. Pessoas estão estudando profecia, pessoas estão interessadas em profecia, pessoas estão fascinadas com profecia, como se toda a igreja estivesse esperando pela vinda do Rei. Infelizmente, o fato é que, provavelmente, muito poucos, muito poucos mesmo estão preparando o caminho para sua vinda.

Podemos sentir que a vinda do Senhor é certa, está próxima e é hora do povo de Deus estar preparado, pronto para encontrar o Rei. Para colocar de forma enfática, sentimos que este é o tempo em que o povo de Deus deve apressar o retorno do Senhor. *Não é o Rei que está demorando a retornar; é a noiva que ainda não está pronta.* Por causa disso, sentimos muito fortemente em nossos corações que estes dias são os poucos dias que nos restam nos quais devemos estar preparados, apressando a vinda do Rei. As pessoas sabem como discernir o aspecto do céu, mas estão cegas para reconhecer o sinal do tempo em que estão vivendo. A incredulidade cega nossos olhos para estes sinais.

Em Lucas 12, o Senhor Jesus disse para a multidão: _Quando vocês veem uma nuvem no poente, vocês dizem que vem chuva e isso acontece. Quando o vento sul sopra, vocês dizem que haverá calor e isso realmente acontece. Vocês podem julgar o aspecto do céu e da terra, mas não conseguem julgar o tempo em que vivem_. Vocês não sabem qual é a coisa certa que devem fazer.

Queridos irmãos, nós somos capazes de discernir os fenômenos físicos e dizer às pessoas o que irá acontecer, mas somos incapazes de discernir a situação moral e espiritual e saber o que resultará disso. _O coração do sábio conhece o tempo e o modo_ (Ec 8:5). Em outras palavras, o coração do homem sábio não somente conhece o tempo, mas pelo fato de conhecê-lo, sabe o que deve fazer. Portanto, é muito importante que venhamos a discernir o tempo em que estamos vivendo, e devido a este discernimento, sabermos o que devemos fazer.

No capítulo 20 de Mateus, os discípulos do Senhor Jesus chegaram-se a Ele em particular e perguntaram: _Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século._ Esses discípulos não eram incrédulos que vieram pedir um sinal, tal como os fariseus e saduceus. Pelo contrário, eles perguntaram ao Senhor sobre o sinal porque criam. Eles criam que o Senhor voltaria e que o fim estava por vir. Por causa disso, eles perguntaram ao Senhor pelo sinal da sua vinda e da consumação do século, de modo que pudessem estar melhor preparados para isso. Eu penso que esta deveria ser a nossa atitude. Nós precisamos saber os sinais do tempo, não com uma atitude de incredulidade, mas porque cremos e desejamos estar preparados. Desse modo, nossa pergunta será a seguinte: Qual é o sinal do tempo do fim? Nós estamos vivendo no tempo do fim, nos últimos dos últimos dias; será que existem sinais dados a nós para que possamos discernir o tempo em que vivemos e tomar a atitude correta?

E ele lhes respondeu: _Vede que ninguém vos engane_ (Mt 24:4). Antes de nos mostrar o sinal da sua vinda e da consumação do século, o Senhor nos adverte:  _Vede que ninguém vos engane_. Nós sabemos que o estudo da profecia é algo muito fascinante, porque somos curiosos por natureza. Desse modo, ficamos abertos às tentações e podemos ser enganados facilmente.

Por esta razão, o Senhor disse que, ao lidarmos com a profecia, não sejamos enganados por quem quer que seja. Em outras palavras, não siga homem algum; dirija-se à Palavra de Deus. Muitos virão com ideias extravagantes ou mesmo fascinantes e as pessoas irão apegar-se a essas ideias e serão enganadas. No entanto, nós precisamos retornar à Palavra de Deus.

Queridos irmãos, nós estamos vivendo na hora mais escura da noite, mas à medida que você estuda profecia, é como se o dia começasse a amanhecer e a estrela da alva se erguesse em nosso coração. A estrela da alva não é outro senão o Senhor Jesus. Um dia, quando retornar, Ele será o Sol da Justiça, todos o verão assim como todo mundo verá o sol brilhando.

Queridos irmãos, estudem a profecia até que o dia amanheça e a estrela da alva levante em seus corações. Em outras palavras, estude a profecia até que você veja que o Senhor veio – como se Ele já tivesse vindo. Ele vem e este é o modo de estudar profecia.

Stephen Kaung – (“O Rei está Voltando” – As Palavras de Jesus Cristo sobre os Dias do Fim)

Vitória

  "Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água ...