segunda-feira, 31 de julho de 2023

VAI ALTA A NOITE E VEM CHEGANDO O DIA

 "Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz." (Rm 13:12)


(...) "Não estamos vivendo épocas solenes; o ar não está cheio de avisos; *não seria a obrigação de cada crente levantar, cingir seus lombos e preparar sua lâmpada? *Não é o som da carruagem do Rei que ouvimos; e não deveria cada servo que dorme acordar e preparar-se para encontrar o Senhor com alegria?*


*Talvez, possamos ouvir Sua voz pela manhã*, quando o sol estiver alto, e os homens estiverem correndo para suas várias obrigações; *talvez, chame-nos no final da tarde* (...) quando os cansados estiverem procurando seus lares após o labor (...) do dia. *Pode ser que a convocação espante o ar da meia-noite* e traga os Seus da escuridão de seus quartos ou túmulos para a brilhante glória de Sua presença. *Pode ser que, ao nascer do sol,* Ele fale a palavra e, num instante, esteja cercado por miríades de Seus eleitos, incontáveis como gotas de orvalho, que saem das entranhas da manhã e resplandecem nos raios (...) do sol. 


*“Vigia, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (M t 25.13). “Certamente venho sem demora” (Ap 22.20) foi Sua última mensagem para a Igreja enviuvada.*

(G. H. Pember).


O Filho - a Glória de Sua Obra

 


Depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da majestade, nas alturas (Hebreus 1:3)


A descrição da glória da pessoa de Cristo é seguida da descrição da obra deste Filho em quem Deus nos fala. As palavras de Deus são atos. Deus fala conosco naquilo que

Cristo é e faz. Na divindade e encarnação de Cristo, vemos o que Deus nos deu. Em sua vida, morte e ascensão, vemos como o dom de Deus entra e age na vida humana, vemos também quão completa é a nossa salvação e o que Deus agora nos pede.

A obra de Cristo é a palavra de Deus para nós.

Essa obra consiste de duas partes; uma na terra, outra nos céus. Em relação à primeira, nos é dito que "Ele fez a purificação dos pecados"; em relação à segunda, que "Ele assentou-se à direita da majestade, nas alturas". Em uma vida cristã sadia, devemos conhecer e apegar-nos a ambas partes da obra de Cristo. A obra que ele realizou sobre a terra foi somente o início da obra que realizaria no céu. A obra na terra encontra sua perfeição e glória em sua obra no céu. Como Sacerdote, ele realizou a purificação dos pecados na terra; como Rei-Sacerdote, ele assenta-se à direita da Majestade nas alturas para operar sua obra, para conceder suas bênçãos no poder celestial e manter a vida celestial dentro de nós.

"Depois de ter feito a purificação dos pecados". A purificação dos pecados que Cristo realizou antes de ir ao céu é o fundamento de toda a sua obra. Aprendamos, desde o início, que o que Deus tem para nos falar em Cristo inicia neste ponto: o pecado precisa ser purificado. Esse é o pensamento principal da redenção. Enquanto procurarmos

a salvação movidos principalmente pelo desejo de obter segurança pessoal, ou estudarmos a pessoa e obra de Cristo como uma mera revelação daquilo que é belo e bom não poderemos entrar plenamente em seu poder. Deus insiste na purificação dos pecados, e deseja tão intensamente essa purificação que deu seu próprio Filho para morrer por essa causa! É no intenso desejo por purificação de pecados que será encontrada, durante toda a vida cristã, a capacidade espiritual de vir e entrar na salvação de Cristo. Isso encontra-se na raiz de todas as coisas. É o segredo da perfeição cristã. Foi somente quando Cristo realizou essa obra que o céu abriu-se para ele. A aceitação plena da purificação dos pecados, como o significado dessa palavra o demonstrará posteriormente, será, também para nós, a entrada na vida celestial.

Depois de ter feito a purificação dos pecados, "assentou-se à direita da majestade, nas alturas". É ali que o Filho vive, abrindo e mantendo aberto para nós o abençoado acesso à presença de Deus e à comunhão. É dali que ele nos conduz a essa comunhão e nos permite desfrutar dela continuamente.

No poder que ali predomina, ele torna o reino dos céus uma realidade em nosso coração. O objetivo supremo da Epístola aos Hebreus é descortinar-nos a glória celestial de Cristo como a base de nossa confiança, a medida de nossa esperança e o caráter daquela salvação interior que ele concede.

O fato de Cristo como nosso líder e precursor ter rasgado o véu e, no poder de seu sangue, ter tomado posse e assegurado nosso acesso ao Santo dos Santos não significa meramente que poderemos entrar no céu quando morrermos. Todo o ensinamento prático da epístola é resumido e aplicado em uma palavra: "Tendo intrepidez para entrar, aproximemo-nos: entremos". O fato de Cristo estar assentado no trono no céu significa que somos verdadeiramente trazidos à presença santa de Deus por meio do poder sobrenatural que a vinda do Espírito Santo concede, e ali vivemos nossa vida diária.

Foi porque os hebreus desconheciam isso, porque estavam satisfeitos com verdades básicas a respeito de fé e conversão e com uma vida no céu depois da morte que eles falharam de forma tão evidente. Saber, de fato, que Jesus está assentado a direita de Deus nas alturas seria a cura para suas enfermidades, a restauração da alegria e da força de uma vida segundo seu chamamento celestial.

A igreja de nossos dias sofre pela mesma razão e necessita da mesma cura. É tão mais fácil apropriar-se da obra de Cristo na terra do que de sua obra no céu. É tão mais fácil aceitar a doutrina de um Substituto e de uma expiação, de arrependimento e perdão do que de um Sumo Sacerdote que nos leva à presença de Deus e mantém-nos em uma comunhão de amor com ele.

Não é o derramar do sangue na terra apenas, mas é o aspergir do sangue no céu e desde o céu em nosso coração e consciência que nos trazem o poder da vida celestial. É unicamente isso que nos torna cristãos que buscam não somente entrar pela porta, mas também aqueles que diariamente prosseguem no caminho vivo que conduz cada vez mais profundamente para dentro do Santo dos Santos.

Não pense que falo de algo muito elevado. Eu falo daquilo que é sua herança e destino. A mesma porção que você tem em Jesus na cruz você tem em Jesus no trono. Esteja pronto para sacrificar sua vida na terra em troca da vida celestial; esteja pronto para seguir Cristo completamente em Sua separação do mundo e entrega à vontade de Deus; e o Cristo no céu provará em você a realidade e o poder de Seu sacerdócio celestial.

Permita que a purificação de seus pecados seja para você o mesmo que foi para Cristo o acesso ao Santo dos Santos.

Aquele que efetuou a purificação de pecados na terra, e a concede pessoalmente a partir do céu, certamente o conduzirá a toda a plenitude de bênção que isso abriu para ele e para você.

1. O fundamento da fé tem quatro grandes alicerces sobre os quais o edifício se assenta a divindade de Cristo, sua encarnação, a expiação na cruz e a ascensão ao trono. Essa última é a mais maravilhosa, a coroa de todo o restante, a revelação perfeita do que Deus fez de Cristo por nós. Assim, na vida cristã, isso é o mais importante, é o fruto glorioso de tudo o que veio anteriormente.

2. O Espírito Santo foi enviado após a ascensão. Por quê? Para que pudesse testemunhar-nos de um Cristo celestial e pudesse trazer o reino dos céus ao nosso coração e à nossa vida.

3. "Purificação dos pecados". Alguém disse: "Neste momento, eu vi claramente que tudo o que o Senhor comunicaria e faria conhecido a respeito de si mesmo e do mistério de seu reino, ele o faria em pureza e santidade". Há duas maneiras de abordar a verdade mais excelente da palavra de Deus em relação à santidade e semelhança a Jesus. Uma é o desejo de conhecer plenamente toda a verdade da Escritura a fim de que nosso sistema doutrinário seja completo e perfeito. A outra é o desejo profundo e intenso de ser libertado do pecado, tão livres quanto Deus pode nos tornar nesta vida. É unicamente a partir dessa última que nos será concedido real acesso à vida celestial de Cristo.

(Andrew Murray - comentário de hebreus)


A vida que o primeiro Adão rejeitou

 


"Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz". (João 5:19)

Adão foi criado tendo em vista a filiação, mas para isso ele foi colocado sobre a base da fé e da dependência de Deus. Essa era a lei de sua vida, e seria por meio dela que ele chegaria à realização da filiação em seu sentido pleno.
Satanás sugeriu a Adão que ele poderia obter isso sozinho, se quisesse. Ele não precisaria ter isso a partir de Deus, nem ter que olhar para Deus o tempo todo.
Se Adão seguisse seu conselho, não haveria necessidade dessa servidão a Deus, mas ele poderia ser como Deus, ter tudo a partir de si mesmo, ser liberto da escravidão desta vida de dependência, fé e obediência.
Adão aceitou essa sugestão sem referência ou deferência a Deus.
A filiação foi perdida para Adão e sua raça.

O último Adão veio e aceitou essa vida de absoluta dependência do Pai, e de obediência ao Pai em total auto-esvaziamento.
"Ele se esvaziou... e tornou-se obediente"; Ele assimiu "a forma de servo" (Fp 2:6-8). Ele não tinha nada em Si mesmo, por Sua própria escolha: Ele o tinha no Pai; e assim a filiação foi estabelecida, realizada e expressa em plenitude no Senhor Jesus.

Nós, amados, somos chamados a essa base.

Não existe nada que opere mais contra o espírito de filiação - esse propósito de plenitude de Deus em nós - do que o orgulho, o orgulho que deseja ter as coisas a partir de nós mesmos.

O orgulho abomina uma vida de dependência.
O orgulho não suporta ter que buscar tudo fora de si mesmo.
O orgulho deseja ser a origem das coisas.

O Senhor Jesus, que tinha o lugar mais elevado na glória celestial, o título e nome maior e mais preeminente - todos os direitos estavam em Seu poder - aceitou a posição de cingir-se com uma toalha, colocar água em uma bacia e ajoelhar-se para lavar os pés de Seus discípulos.

Essa é a mente que estava em Cristo Jesus.
Isso é filiação.
Não é agradável para a carne, nem para nossa reputação, não apetece nossa educação; procuramos algo melhor.
Mas isso é filiação.
Essa é uma vida no Espírito.
Esse espírito será a marca, a marca distintiva do crescimento espiritual, da maturidade espiritual.

A pessoa que realmente está crescendo espiritualmente não é a pessoa que está se tornando importante espiritualmente.

Aquele que está crescendo é aquele que está crescendo cada vez mais no espírito servo-dependente. 
Aquele que pode descer mais baixo é aquele que realmente está subindo mais alto.

Essa é a natureza da filiação.
É algo que é exclusivamente de Deus, não de nós mesmos. Não podemos produzi-lo.

T. Austin-Sparks (The Fight of the Faith, cap 2).

domingo, 30 de julho de 2023

CRISTO, A GRANDE OFERTA

 "Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós trouxer oferta ao SENHOR... ."

(Lv 1.2a) 



* A grande oferta é, sem dúvida, Cristo. Ele é a realidade de todas as ofertas. É por meio Dele, como nossa oferta pelo pecado, que podemos nos aproximar de Deus. Como nossa oferta pela culpa, podemos ter paz em nossa consciência. Como oferta de alimentos, temos Sua vida em nós para vivermos de modo agradável a Deus. Como oferta pacífica, é por Ele que temos paz com Deus e com os homens. E o que podemos ofertar a Deus é também Cristo mesmo. Nada de nós mesmos, nada que tenha origem em nossa natureza caída, nada do melhor de nós mesmos é suficientemente agradável a Deus. Não é "oferta de aroma agradável" a Deus.(1 Crônicas 29:14)


Caim ofertou da terra. Foi resultado de seu empenho (afinal, a maldição dizia que ele, com suor, tiraria o pão da terra), de sua dedicação, até mesmo de seu interesse em Deus, já que Deus ainda não havia falado sobre ofertas ao homem. Mas a Bíblia diz que Caim era mau e, em resultado, sua oferta foi rejeitada. Foi o melhor que Ele tinha, e era ofensivo a Deus.


O que precisamos é voltar-nos a Cristo, Dele dependermos em nosso serviço a Deus e tê-Lo absolutamente como única base, único fundamento para nos aproximarmos de Deus e a Ele servirmos.*


* (Comentário de Francisco Nunes para uma irmã referente ao verso supracitado)


CONVICÇÃO DE PECADO

 "Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!" (Salmos 19:13-14)


Uma lei universal da vida cristã é que, quanto mais maduro um homem se torna, mais sensível ao pecado ele fica.(Anônimo)

Quanto mais santo, maior a consciência de pecado.(G. B. Duncan)

Cristo não é doce enquanto o pecado não se faz amargo para nós.(John Flavel)


Irmãos, penso que é assim mesmo a experiência do regenerado. Isso é experiência de um santo de Deus, e não de um homem natural.

O mundo tem sua atratibilidade! Não podemos negar que existem muitos irmãos e irmãs sob a influência mundana, mesmo sendo regenerados.

É verdade que nós fomos crucificados juntamente com Cristo para o pecado (Rm 6:7), para o mundo (Gl 6:14), para a carne (Gl 5:24), para a lei e para o ego (Gl 2:19-20) etc...

Mas é verdade também que o pecado não foi erradicado de nós (Rm 7:17); - Nos compete "levarmos sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo." (II Co 4:10), "considerarmos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" (Rm 6:11), "vermos crucificados juntamente com Cristo para o mundo e o mundo para nós"(Gl 6:14), experimentamos a crucificação da carne pela fé" (Gl 5:24) etc...

Mas, à medida que o Espírito Santo vai operando em nós mais visão espiritual, mais experiência santificadora, mais nós seremos libertos da influência mundana, carnal e egoísta. Como Santo Agostinho, exclamaremos: "Fizeste-nos, Senhor, para Ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em Ti".

Isso não é herético irmãos, mas desejo espiritual inerente de um coração que está sendo desmamado dos prazeres ocos deste mundo maligno.

Que o Senhor possa nos dar compreensão mais clara acerca dessa obra bendita do Espírito Santo e que sejamos "transformados de glória em glória na sua própria imagem." (II Co 3:18) Amém!  

"Cristo tira do coração da Noiva todas as emoções mutáveis e fantasias mundanas. Os ardentes desejos dos hábitos tolos de Siquém, todas as inclinações carnais da linhagem das filhas de Canaã, todos os tempêros de um mundo enloquecido, a fim de que

ela ignore, com desprezo santo, todo explendor desprezível dessa vida maldita e passageira, passando a ter uma estimativa correta das bugigangas e ninharias que encantam o coração carnal. Por fim, essa Noiva chega a um julgamento correto, considerando tudo como esterco e escória para ganhar a Cristo, e finalmente, ela se torna toda formosa." ("O triunfo da misericórdia" - Samuel Lee)


Por : L. C.


Uma palavra de exortação aos santos

 


Graça e paz irmãos e irmãs! 


Pesquisando sobre um determinado tema, deparei-me com um pequeno fragmento de Watchman Nee e um parecer semelhante de Theodore Austin-Sparks , conforme segue um pouco mais abaixo, resumidamente. Então, considerando diante do Senhor sobre a seriedade, importância e consequência dessa questão, pesou-me ao coração o encargo de compartilhar com meus amados irmãos e irmãs "um breve pensamento" acerca disso para consideração. Que o Senhor nos fale ao coração. 


Disse Watchman Nee:

"Não é minha intenção atacar o denominacionalismo do cristianismo como errôneo. Eu somente quero dizer que para que o corpo de Cristo encontre uma efetiva expressão local, a base de comunhão deve ser verdadeira. E esta base é a relação de vida dos membros com o Seu Senhor e a sua desejosa submissão a Ele como o Cabeça. 

Tampouco estou pleiteando por aqueles que irão fazer uma seita carnal daquilo que poderia chamar de 'localismo', isto é, a estrita demarcação de igrejas por localidades. Porque tal pode ocorrer facilmente. Se o que estivermos fazendo hoje em vida se tornar amanhã um mero método, tal que seu próprio caráter alguns dos Seus forem excluídos, possa o Senhor ter misericórdia de nós e quebrar tudo!". (fonte: A Vida Normal da Igreja Cristã, capítulo 4 - por Watchman Nee - postado por Daniel Durand).


Essa questão foi também abordada por T. Austin-Sparks em seu compartilhar "A visão do templo de Ezequiel" sob uma outra perspectiva. Eis o que ele disse:

"Nós devemos ser muito cuidadosos para não tornar Cristo, ou Sua igreja, menor do que ela realmente é. Nós não podemos tornar Cristo menor do que Deus O fez. Não podemos torná-Lo apenas o nosso Cristo, nosso pequeno Cristo, o Cristo que pertence a nós, O Cristo da nossa localidade. Temos que ser bastante cuidadosos para não tornar Cristo menor do que Deus O fez e não devemos fazer a Igreja menor do que Deus a faz. Isso não é nossa pequena igreja, não é a pequena igreja de pessoa alguma. Isso é muito maior do que nossos pensamentos, vai muito além da nossa imaginação. Isso é um grandioso Cristo e uma grandiosa igreja. Aqui novamente devemos nos guardar contra os perigos: esse é o perigo sempre presente de reduzir o tamanho de Cristo e da Igreja."


Oh, irmãos! Que o Senhor tenha misericórdia de nós! Que Ele nos dê discernimento espiritual acerca disso e nos livre de qualquer conduta exclusivista e partidarista que, infelizmente, acomete muitos dentre o Seu povo, entristecendo-O. Porventura não foi esta "atitude carnal" (infantilidade) que caracterizava os irmãos primitivos de Corinto e teve de ser repreendida e exposta à Igreja pelo apóstolo Paulo, incluindo aqueles que, querendo ser os melhores, criaram mais uma facção, "os de Cristo"? (I Co 1:12; 3:1-4) Ora, onde estava a inclusividade do Senhor Jesus Cristo entre todos eles? (conf.v. 23?)

Oh! Que o Senhor guarde nosso coração e nossa mente em Cristo Jesus! Que o Senhor coloque guarda à nossa boca vigiando a porta dos nossos lábios. (Sl 141:3)

Que sejamos guardados de tudo o que porventura venha a ferir o princípio do amor de Cristo por todos aqueles a quem Ele padeceu! (Jo 15:12-13) Ele é Senhor, tanto de mortos como de vivos. (Rm 14:9)

Nosso Senhor continua sendo o "Cristo todo-inclusivo" que acolhe até o mais débil e menor de todos aqueles que se achegam a Ele pela fé - não importando se ainda estes se encontram inseridos num contexto denominacionalista cristão ou etc. A cruz de Cristo já lidou com isso no Calvário deitando por terra "a parede de separação" para resgatar os Seus no devido tempo, destruindo a inimizade. (Ef 2:14-16) 

Certamente, "Aquele que começou boa obra em nós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus." (Fp 1:6) As Suas ovelhas não ficarão dispersas sem disciplinas e correções do Bom Pastor. Lembremo-nos que o tempo de Deus é kairós e Ele não está sujeito ao chronos

(Ec 3.1-8; II Pe 3:8) para executar sua obra.  

"A cura para a impaciência com o cumprimento do cronograma de Deus é crer em Suas promessas, obedecer à Sua vontade e deixar os resultados para Ele. Muitas vezes, quando o cronograma de Deus se prolonga por anos, desanimamos e queremos desistir ou tentar resolver algo por conta própria"¹. Ó, irmãos! Enquanto nossa visão míope consegue enxergar apenas umas poucas sementes de uma maçã, somente o Senhor conhece as milhares de maçãs que brotarão de apenas uma semente. Se o Senhor já alargou a nossa visão acerca do Seu mistério (Sua Igreja, Seu corpo), glória a Deus! Bendita revelação! Então prossigamos em atitude humilde e submissa diante dEle acolhendo ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. (Rm 14)

O tribunal de Cristo está próximo para tratar com todo o Seu povo segundo suas ações (II Co 5:10; I Co 3:13-15).

Que levemos essa questão aos pés do Senhor para sermos tratados no cerne de nossa enfermidade. Que o Senhor nos ajude! 

"Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo."

(2 Ts 3.5) 


Fraternal abraço.


(¹Jerry Bridges)


O que há de vir virá e não tardará

 "e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados, e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém. … Eu sou o Alfa e o Ómega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso." (Ap 1:5-6,8)

Vocês já perceberam que de todo este texto, até mesmo toda a Escritura só falta "e que há de vir"?

Sim, porque o que há de vir virá, e não tardará. Estejam preparados.


Edward Burke Junior

Estamos em uma jornada espiritual

  " antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia ete...