sábado, 17 de agosto de 2024

VIVENDO NELE


“Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque SEM MIM nada podeis fazer” (João 15:5).


Quanto você pode fazer sem Cristo? Nada! Portanto, quanto valerá tudo o que você fizer sem Ele? Nada!


É surpreendente quão atarefados podemos ficar, sem nada realizar. Você já descobriu isso? “…a carne…” – tudo aquilo que fazemos independentemente dEle – “…para nada aproveita…” (Jo 6:63). E sempre haverá a possiblidade, se não descobrirmos esse princípio básico, de passarmos a vida inteira procurando servir a Jesus Cristo sem nada fazer! Não seríamos os primeiros nem os últimos a fazê-lo, mas é precisamente isso, acima de tudo o mais, que precisamos evitar!


Dessa forma, descobrimos que a vida, que possuímos como crentes nascidos de novo, procede de Cristo e segue para Cristo, e que cada momento que permanecermos sobre a terra deve ser vivido por meio dEle – da parte dEle, por meio dEle e para Ele, em todas as coisas!


Vivendo Nele e Oferecendo nossos corpos como sacrifício vivo


“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo…” (Rm 12:1).


O Senhor Jesus Cristo reivindica o direito de usar o nosso corpo, todo o nosso ser e personalidade, de tal maneira que ao nos entregarmos a Ele por meio do Espírito eterno, Ele poderá dar-Se a nós, na exata proporção, por intermédio do mesmo Espírito. Assim é que toda a nossa atividade, como homens que vivem na face da terra, poderá ser a atividade dEle, em nós e através de nós; a fim de que cada passo que dermos, cada palavra que falarmos, tudo o que fizermos e tudo o que formos possa ser expressão do Filho de Deus em nós, na qualidade de homens.


Ora, se tudo procede de Cristo, é por intermédio dEle e é para Ele, onde é que você entra? Você não figura! Pelo contrário, você desaparece de cena! E isso é o que Paulo queria dizer quando escreveu: “…para mim o viver é Cristo…” (Fp 1:21). A única Pessoa que, no conceito de Deus, tem o direito de viver no crente é o Senhor Jesus; por conseguinte, considere-se morto para tudo quanto você é em separado daquilo que Cristo é, e considere-se vivo para Deus, somente em tudo aquilo que você é por causa do que Cristo é (veja Rm 6:11).


Cristo, a expressão de Deus


Quando o mundo contemplava a Jesus Cristo, via a Deus! E desse modo, os homens ouviam falar e viam Deus agir. Jesus afirmou: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20:21). O mundo novamente ouvirá Deus falar e novamente verá Deus agir!


A você cabe ser – a Cristo cabe fazer! Ficar tranquilamente disponível à Vida Redentora de Cristo, desfrutando, “na mais rica medida, da Presença divina, um corpo inteiramente cheio e inundado do próprio Deus”, mostrando-se imediatamente obediente aos impulsos celestiais – essa é a sua vocação, essa é a sua vitória!


“Vos asseguro, digo-vos mui solenemente, que se alguém crer em Mim de forma permanente, será capaz de fazer as coisas que faço; e fará coisas ainda maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai. E Eu farei – Eu mesmo concederei – qualquer coisa que pedirdes em Meu nome (apresentando tudo o que EU SOU), a fim de que o Pai seja glorificado e exaltado no (através do) Filho” (Tradução livre da versão Amplified New Testament, do texto de João 14:12,13).


Major W. Ian Thomas (1914-2007)


O artigo “Vivendo Nele” são extratos do capítulo 12 do livro “Salvos pela Vida de Cristo”, de Major W. Ian Thomas. 


Diante de mim via sempre o Senhor

 

“Diante de mim via sempre o Senhor…” (Atos 2:25).

De acordo com a o texto acima, citado por Davi, é impressionante e instrutivo observar quão grande influência o ver ou contemplar tem na vida de uma pessoa.


Podemos verdadeiramente dizer que uma grande parte do que somos e, portanto, do efeito que temos neste mundo, é o resultado da nossa visão. Há muita verdade no ditado que diz que nós nos tornamos como aquilo em que nossos olhos estão especialmente focados.


A Bíblia leva muito em conta este fato, e o transporta para todos os seus paralelos na vida espiritual. Na verdade, na bíblia vemos que todos os estágios e fases da vida cristã têm a sua base na visão.


O início da vida cristã é o resultado de contemplar “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29).


Havia vários objetos de sacrifício no grande sistema tipológico de Israel, mas o cordeiro era o centro de tudo. A história de Israel como nação começou com o cordeiro pascal, que era sempre lembrado pelo povo nas celebrações anuais da Páscoa. Olhavam para o cordeiro, suportando o seu pecado e julgamento, apesar de em si mesmo ser “sem mancha ou defeito”, e sabiam que era o cordeiro que Deus apontou e proveu para que contemplassem.


O Novo Testamento traz o Cordeiro de Deus em vista e também o apelo para  que o contemplemos. Essa palavra significa mais do que “dar uma olhada”, “olhar de relance para Ele”. Significa “fixar seu olhar sobre ele”. É o olhar de necessidade, busca, desespero.


“Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os limites da terra” (Is 45:22).


De acordo com a Bíblia, toda a nossa transformação progressiva está sobre essa mesma base. “Contemplando… somos transformados… na sua própria imagem” (2Co 3:18).


Não é um esforço para formar uma imagem mental de Jesus. Nos escritos apostólicos, Ele nos é apresentado a partir de vários pontos de vista vitais, por Aquele que O conhece melhor e mais completamente.


Em “Romanos”, por exemplo, Ele é amplamente apresentado como a justiça essencial de Deus, provida onde nenhum outro foi encontrado, sem o qual não há esperança para o homem ou para a criação.


Esta não é uma introdução aos livros do Novo Testamento, mas é um apontar para a pessoa de Jesus. Assim, à medida que somos encontrados olhando para Ele, e não para os autores dos escritos, seremos influenciados em direção à Sua semelhança.


O que é verdade, no princípio e no progresso da vida cristã, também o é em relação à sua consumação.


“Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1Jo 3:2).


Outros textos da Palavra mostram que esse “contemplar” final terá um efeito na consumação, estabelecendo os toques finais na obra de “ser conformado à Sua imagem”. Assim, do início ao fim, a nossa salvação, transformação e glorificação são relacionadas de maneira vital com os nossos olhos, com a nossa visão espiritual. “Os puros de coração verão a Deus” (Mt 5:8).


Mas, quando me propus a escrever estas linhas, tinha outras coisas em mente também. Nossos olhos são muito confrontados com condições que são contrárias a Cristo, e isso constitui um campo de batalha para nós.


A Bíblia contém muitos exemplos dos resultados deploráveis do uso errado dos olhos. Pense em Eva, em Davi, nos dez espias em Cades-Barnéia, em Sansão (que viu uma mulher, e ela se tornou sua ruína espiritual, depois, eventualmente, perdeu seus olhos físicos), e assim por diante.


Não é verdade que muito do que nos lamentamos no cristianismo evangélico ocorre devido a esse uso errado dos olhos? Nossas livrarias religiosas estão equipadas com os frutos amargos de tempo e energia gastos na busca e exposição das fraquezas, falhas e tantas coisas contrárias àquilo que tem verdadeiro valor. Isso pode se tornar uma predisposição, uma obsessão, uma mania e uma verdadeira ameaça.


Nós olhamos para os homens, para as pessoas, olhamos para os ministérios, para a obra cristã, e em tudo destacamos os aspectos humanos e falhos. Esse se torna o nosso foco, e o resultado é que aquilo que é realmente valioso acaba sendo eclipsado por aquilo que se tornou tudo para nós.


Nada escapou desse uso enferrujado dos olhos, até aquilo que vem de Deus. Nós já vimos servos grandemente usados por Deus terem o seu ministério cortado, apenas por causa do foco sobre um desvio, em algum ponto comparativamente pequeno. Ninguém teria mais zelo pela verdade, toda a verdade e nada além da verdade, do que nós, mas também somos igualmente zelosos para que o padrão de julgamento não seja a tradição, ou sistemas rígidos dos homens, mas sim, a medida de Cristo.


Cristo é o critério, do início ao fim, e não os julgamentos dos homens. Posso ver o Senhor? Estou realmente olhando para Ele? Se assim for, esse deve ser o meu ponto focal. Se Jesus de fato existe, ainda existe esperança, e devo entregar tudo a Ele.


“Diante de mim via sempre o Senhor…”


Que isso possa ser verdade a nosso respeito!


T. Austin-Sparks (1888-1971)


Extraído do texto homônimo de T.Austin-Sparks (“Beholding”)


HUMILDES DE ESPÍRITO

 


“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3).


Devemos sempre pedir por mais do amor de Cristo; dificilmente estaremos a salvo das artimanhas em nosso caminho, se não formos humildes em espírito.


Cristo era o único que podia, sem luta, contentar-se em ser “verme e não homem” (Sl 22:6).


A pessoa que se engrandece, se degrada aos olhos de Deus na mesma medida que se exalta aos seus próprios olhos.


Afundamos no nada à medida que crescemos em Cristo. Crescer na pobreza de espírito é realmente crescer na graça, pois: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5).


Se estivermos assentados aos pés de Jesus, toda jactância carnal será banida, teremos Sua mente de sabedoria em todas as coisas e não poderemos nos comportar indevidamente.


Nenhum descanso teremos para a planta dos nossos pés, exceto em Cristo. Sempre que um pobre necessitado O busca, Ele o trata como Noé fez com aquela pomba. Noé estendeu a mão e a abrigou dentro da arca.


Se nos censuramos a nós mesmos, Cristo nos justifica. Se formos mudos em nossa própria defesa, Ele abre a boca para pleitear nossa causa, e restaura nossos corações feridos.


Se eu estiver satisfeito em não ser nada, não posso me ofender; e quando for realmente humilde e me reconhecer como um verme, não irei reclamar se for pisoteado.


O orgulho alimenta a lembrança das injúrias, a humildade as esquece e as perdoa.


Ló nunca se aproximou de Deus o suficiente para conhecer seu próprio coração; foi Abraão, e não Ló, que admitiu: Sou apenas “pó e cinza” (Gn 18:27). 


Robert Cleaver Chapman (1803-1902) 


("Humildes de espírito" é a tradução de extratos selecionados das páginas 84 e 85 do livro “Choice Sayings, Notes of Expositions”)


JESUS CRISTO, NOSSA SABEDORIA

 


“Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1 Coríntios 1:30).


Jesus Cristo não é apenas Sacerdote para nos comprar e Rei para nos guardar, mas Ele também é Profeta para revelar-nos a salvação que Deus preparou para aqueles que O amam. Como foi na criação, quando Deus primeiramente disse “haja luz” para que as demais obras do Criador tivessem vida e pudessem manifestar sua beleza, assim também no texto acima, a sabedoria é mencionada primeiro, como sendo o tesouro no qual serão encontradas as três preciosas dádivas que se seguem: justiça, santificação e redenção.


A vida é a luz do homem. Cristo nos torna participantes da vida eterna, revelando-nos e fazendo-nos contemplar a glória de Deus na Sua própria face. Por intermédio do conhecimento concedido por Cristo, a salvação vem. 


Quem habita nEle tem a sua vida espiritual guiada por Cristo, a sabedoria de Deus, e Ele mesmo lhe comunicará, na forma de conhecimento, tudo o que for necessário saber. As bênçãos preparadas para nós em Cristo não podem ser obtidas como dons especiais desassociadas do permanecer nEle. Em Cristo, o Dom Inefável, todos os demais dons estão entesourados.


Quão frequentemente você tem anelado por sabedoria e entendimento espiritual para conhecer Deus melhor? O conhecimento de Deus é a própria vida eterna! Permanecei no Senhor Jesus: sua vida nEle resultará em uma vida de comunhão com Deus, na qual poderá experimentar o verdadeiro conhecimento de Deus. 


Há momentos em que mil perguntas surgem, e o intento de respondê-las torna-se canseira e enfado. Isso ocorre porque nos esquecemos de que estamos em Cristo, Quem Deus constituiu para ser nossa sabedoria. Quando o coração e a vida forem adequados – quando estiverem arraigados em Cristo – o conhecimento fluirá na medida certa, conforme a vontade de Cristo. Por outro lado, se não permanecermos em Cristo, o conhecimento não será proveitoso e até mesmo será nocivo, pois a alma se satisfará com pensamentos a respeito da verdade, mas não receberá a própria verdade em todo o seu poder. 


Portanto, cristão, habite em Cristo como sua sabedoria, e com toda confiança, espere receber dEle o ensinamento necessário para levar uma vida que glorifique o Pai. 


Em toda sua relação com a bendita palavra, lembre-se da mesma verdade: permaneça no Senhor Jesus, que é a sua sabedoria. Estude profundamente a Palavra escrita, mas empenhe-se ainda mais por conhecer a Palavra viva, pois você pertence a Deus em Cristo, o Verbo que se fez carne. O Senhor Jesus – a sabedoria de Deus – somente pode ser conhecido por meio de uma vida de confiança e obediência.  As palavras que Ele pronuncia são espírito e são vida para aqueles que vivem nEle. Portanto, toda vez que ler, ouvir ou meditar na Palavra, assegure-se de que tenha tomado posse de sua verdadeira posição. Primeiramente, perceba sua união com Ele, que é a sabedoria de Deus. Saiba que está sendo treinado diretamente por Ele. Recorra à Palavra, permanecendo nEle, que é a fonte de luz divina – na Sua luz você verá a luz.


Lembre-se que o ensinamento e a condução não vêm de fora, mas é por intermédio de Sua vida em nós que a sabedoria de Deus opera a Sua obra em nós. 


Com frequência recolha-se para o aposento mais íntimo do coração, aonde a suave voz do Espírito só pode ser ouvida se tudo mais estiver quieto. Mesmo em meio à mais densa escuridão e aparente solidão, permaneça firme, com confiança inabalável, na certeza de que Ele mesmo concede, de que Ele é a luz e o guia daqueles que são Seus.


Andrew Murray (1828-1917)


(Extratos selecionados do capítulo 7 do livro “Permanecei em Cristo”, de Andrew Murray, publicado pela Edições Tesouro Aberto.)


A MINHA FORMOSURA MUDOU EM CORRUPÇÃO

 


“Fui, pois, deixado sozinho, e vi esta grande visão, e não ficou força em mim; porque se mudou em mim a minha formosura em corrupção, e não retive força alguma” (Daniel 10:8).


Você se lembra de Daniel. Daniel é como uma pessoa perfeita. Quem pode ser comparado a Daniel? Ele era o primeiro-ministro do maior império do mundo daquele tempo. Ele administrava tantas coisas, mas seu inimigo não pode encontrar nenhuma falha pela qual acusá-lo. E, contudo, em Daniel 10, quando ele viu a glória do Senhor, disse: “Minha beleza se tornou em corrupção”.


A razão para não sermos pobres de espírito, a razão porque somos soberbos e arrogantes de espírito é porque não vimos ao Senhor. Sempre nos comparamos a outros irmãos e irmãs. Mas uma vez que o Espírito de Deus revela Cristo a você, então sua beleza se torna em corrupção. Você não se jactará mais de sua força ou da sua beleza. Você cairá diante Dele como se estivesse morto. Nosso problema é que vemos a nós mesmos, vemos a outros, mas não vemos a Cristo. Este é o nosso problema. Quem está disposto a abandonar a si mesmo? Quem está disposto a reconhecer que não é nada a menos que veja o Único que é perfeito?


Precisamos ter uma revelação, a visão de nosso Senhor Jesus. Isto é o que precisamos porque somente isto pode nos humilhar. Mas então quando o Espírito Santo começa a operar, é mais do que apenas revelar a nós a beleza de nosso Senhor; Ele também opera em nós a obra do esvaziamento. Ele começa a nos esvaziar de tudo aquilo que nos orgulhamos, tudo aquilo que consideramos como nossa beleza e nossa força. Ele começa a aplicar a cruz em nossa vida. É um processo doloroso, mas é uma coisa necessária porque abre espaço para sermos cheio com Cristo. Assim a obra da cruz em nossa vida é necessária para abrir espaço para Cristo. Somos cheios de nós mesmos. Somos tão cheios de nossas opiniões. Somos tão cheios de auto pretensão. Tudo isso tem de ir-se. Precisamos ser diminuídos para crescermos, porém o que cresce não é mais nós mesmos; é Cristo. Por isso dizemos que é a obra do Espírito Santo, mas ela precisa de nossa cooperação. Precisamos estar dispostos. Precisamos permitir que o Espírito Santo opere em nossa vida, e se estamos dispostos, Ele o fará.


Stephen Kaung


Extraído do livro “Meditações sobre o Reino”, de Stephen Kaung, publicado pela Editora Restauração.


segunda-feira, 12 de agosto de 2024

O Poder da Oração

 *O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.* 

 (Prov. 11:30) 


 *Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.”* (Tiago 5:16).


Todos os grandes ganhadores de almas foram pessoas de oração intensa e poderosa, assim como todos os grandes avivamentos foram precedidos e acompanhados por trabalho árduo, de joelho, perseverante e determinado, no quarto de oração.


Paulo orava sem cessar. Dia e noite, suas orações, súplicas e intercessões subiam a Deus (At 16.25; Fp 1.3-11; Cl 1.3,9-11).


O batismo no Espírito e as três mil conversões em um só dia foram precedidos por dez dias de oração e adoração, por períodos de sondar o coração e investigar a Palavra. Mesmo depois, continuaram em oração até que, num outro dia, cinco mil se converteram e “muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (At 2.4-6; 4.4; 6.4-7).


Lutero costumava orar três horas por dia, e quebrou o jugo opressor de séculos, libertando nações inteiras.


John Knox passava noites em oração e clamava a Deus, dizendo: “Dá-me a Escócia, senão eu morro!”. E Deus lhe deu a Escócia.


Richard Baxter, um puritano inglês do século 17, marcava as paredes do quarto com o hálito de suas orações, e colocou em movimento ondas de salvação que passaram por toda a nação.


Vez após vez, John Wesley, em seus diários (que só perdem para o livro de Atos em matéria de relatos vívidos) conta sobre períodos de metade da noite ou de noite inteira em oração. Como resultado, Deus visitava multidões e as abençoava além de qualquer expectativa. Ele e seus ajudantes foram capacitados sobrenaturalmente a resgatar a Inglaterra do paganismo e a trazer um avivamento de paixão pura e agressiva por Deus a várias partes do mundo.


David Brainerd ficava prostrado no chão congelado à noite, envolto numa pele de urso, cuspindo sangue e clamando a Deus para salvar os índios. O Senhor o ouviu e convertia os pobres, ignorantes, briguentos e embriagados nativos às dezenas e centenas, levando-os a uma vida limpa e santificada.


Na véspera do dia em que Jonathan Edwards pregou o maravilhoso sermão que desencadeou o avivamento que abalou a região da Nova Inglaterra, ele e vários outros passaram a noite em oração.


Uma pessoa, orando com fé audaciosa, pode obter vitória em favor de uma cidade ou nação inteira. Elias fez isso no Monte Carmelo; Moisés o fez em favor da nação apóstata de Israel no Monte Sinai; Daniel também o fez na Babilônia. Entretanto, se um grupo maior de pessoas puder aprender a orar dessa forma, com um só coração, a vitória será muito mais arrasadora.


Extraído de Helps To Holiness (Auxílios para a Santidade) - Samuel Brengle (1860-1936) era comissário e pregador do Exército de Salvação.


Amados, permitamos que o Senhor acenda a chama de fervor pela oração em favor das almas que, dependem de nós para conhecerem a salvação em Cristo Jesus. Que esta seja nossa oração:

Ó Senhor, faz-me um ganhador de almas para ti. Quando o mundo inteiro está em convulsão, tentando encontrar uma solução para seu vazio e falta de esperança, traga a eles a tua resposta através de mim. Dá-me um coração igual ao Teu, cheio de compaixão e disposto a obedecer. Atenda o meu clamor. Faz-me sábio em ganhar almas para ti.


O QUE FAZER DIANTE DE UMA CRISE

 

Hoje nossa mensagem se baseia na crise enfrentada pelo rei de Judá, Josafá e seu povo (II Crônicas 20).   Acompanhe comigo:

A primeira realidade que vemos é que o fato de sermos de Deus não nos isenta de enfrentar pequenas ou grandes dificuldades. O rei e o povo estavam bem com Deus e a aflição bateu à sua porta.

A tendência natural no momento das dificuldades é correr primeiro para coisas tangíveis e naturais que são as pessoas, próximas ou não. Mas no texto vemos esse rei, mesmo tendo tão grande posição ir em temor e tremor em direção ao sobrenatural – Buscou a face do Senhor!

Por outro lado, semelhante ao caso da história em questão, muitas vezes as crises envolvem nossas famílias. No texto percebemos que o rei chamou as famílias, incluindo os filhos para orar e até jejuar. Não batalhe sozinho, juntos em família orando e jejuando somos mais que vencedores e passamos a dar suporte uns para os outros.

No momento de orarem, comece adorando a Deus por aquilo que Ele é. No texto o rei orou exaltando o poder, domínio e forças do Senhor. Na medida que você se depara com o tamanho do seu Deus ao contemplar seus atributos, a sensação é que os problemas jamais serão maiores do que a grandiosidade do seu Deus.

Não deixe de ter momentos em louvor, lembrando daquilo que Ele tem feito em sua vida, na sua família, trazendo um rastro de vitórias diante de tantas situações que você já viveu.  O rei Josafá lembrou das vitórias do povo de Deus e o exaltou e isso o provocou a tomar posse das promessas.

Ele passou a agarrar-se nas promessas que o Senhor sempre traz, de forma profética ou não - Essa peleja é minha, diz o Senhor!. Agarre-se ao NÃO TEMAS (366 vezes na Bíblia), sabendo que ele irá adiante de você!

Quando estiver colocando a questão da luta no altar do Senhor, faça algo que aprendi com um grande servo do Senhor – Não levante do momento de oração sem a convicção do Espírito que o problema ficou nas mãos dele, senão você vai querer dar uma ajudazinha para Deus quando se levantar.

Quando esses fatos são verdadeiramente relevantes, você se levanta com um coração tranquilo e em paz e seu desejo e entoar hinos de louvor como maior estratégia de guerra, como ocorreu com Josafá e o povo de Judá. E esses cânticos o sustentarão à caminho da vitória que certamente virá e será bem maior do que você esperava (Efésios 3.20). Lembrem que no texto além do povo inimigo destruído, os despojos ficaram a disposição do povo de Deus. O texto revela que enquanto louvavam o Senhor agia!

Saiba amados, com a ação de Deus na sua vida, como ocorreu naquele povo, vocês serão testemunhas vivas de que Deus é o verdadeiro Deus. E além de vivenciar a paz, experimentarão naqueles que estão ao redor o impacto do temor do Senhor.

Saiba lutar, deixando Deus lutar em seu lugar.  Saiba entregar crendo que o Deus que você cre nunca será menor do que seus problemas. Confie!


Oração:

Senhor Deus, ensina-me diante das crises a confiar no Senhor como Josafá o fez. Ensina-me a adorá-lo, louvá-lo e tomar posse de tudo que tem que vai me fortalecer para alcançar a vitória. Em nome de Jesus, amém


(Devocionais de Avivamento - Marcos Stier Calixto)


Estamos em uma jornada espiritual

  " antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia ete...