quarta-feira, 18 de junho de 2025

CADA DIA TE BENDIREI

 


"Cada dia te bendirei, e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos".(Salmos 145.2)


Os japoneses costumam usar um belo artifício para expressar seus bons votos 

aos amigos. É a figura de um tambor sobre o qual acha-se um ninho de passarinho.


Conta a lenda que havia um bom rei, tão preocupado com o bem-estar de seu povo, que instalou um tambor junto ao portão do palácio. Assim, qualquer pessoa que tivesse algum erro para ser corrigido, ou alguma necessidade a ser suprida, devia tocar o tambor, e, logo, de dia ou de noite, o rei certamente concederia audiência e alívio ao suplicante.


Mas por todo o país reinava tal prosperidade e contentamento, que ninguém precisava apelar por coisa alguma, de modo que os pássaros começaram a construir seus ninhos no tambor, enchendo-o com a melodia de suas músicas.


O Rei do Céu também nos garante acesso gratuito a Ele. Dia e noite, Ele está pronto para ouvir, e seu socorro está ao alcance de todos os que chegam aos frontões deseu palácio. Mas, dentre todos os homens, os mais abençoados são os que encontraram,sobre a terra, o esquecimento de todas as suas necessidades. Pois sua confiança repousa na certeza dos cuidados do Pai. Afinal, a oração dá lugar a um louvor sem fim. Esses sempre se regozijam no Senhor.


Mark Guy Pearse


DEPENDER DE DEUS

 


Na nossa pequenez e fragilidade, Deus quer fazer uma obra completa. Mas, quando o homem marcha por meio de seus próprios esforços, há uma terrível consequência. A história de Isaque, Rebeca, Esaú e Jacó é um perfeito exemplo. Esaú vendeu sua primogenitura por um guisado de lentilhas. Isaque estava prestes a dar a bênção em troca de caça. Jacó sabia da promessa que o maior serviria ao menor. Mas, ele e Rebeca usaram de maquinações perversas em lugar de esperarem em Deus. Todos recusaram a dependência de Deus. Exatamente o inverso do que Jesus fez: nunca abandonar o lugar de absoluta dependência de Deus.


Quais foram as consequências de tanta independência de Deus? Esaú passou a compor a galeria dos profanos. Os que querem o mundo… e o céu. Que professam Cristo… mas nunca o experimentaram verdadeiramente, Isaque amou Esaú porque comia seus guisados, e assistiu sua casa ruir. Rebeca, diante de sua astúcia para conseguir seus intentos, sofreu penosos resultados. Pensou estar fazendo o bem a seu filho Jacó. E nunca mais o viu! Quão diferente seria se ela tivesse deixado nas mãos de Deus. Nada ganhamos com nossa ansiedade e projetos. Apenas excluímos Deus ao tomar o leme de suas mãos. E seremos condenados a colher os frutos de nossos próprios caminhos.


Jacó tomou a frente de Deus. E usou de astúcia para alcançar seus objetivos. E herdou uma história de terríveis sofrimentos. Frutos de seus planos e caminhos. Fugiu da casa de seu pai para não ser morto por seu irmão. Labão enganou-o como ele havia enganado seu pai. E o tratou com muita dureza. Vinte um anos de servidão. Teve que fugir e enfrentar seu irmão traído. Foi enganado por seus filhos e chorou penosamente uma falsa morte de José. Perdeu sua amada esposa e sofreu com os atos iníquos de seus descendentes.

Teve que fugir para o Egito por causa da fome e ali morreu em terra estranha.


O Senhor nos ensine a viver em profunda dependência. Para que Ele prevaleça sobre nós! Amém!


C.H. Mackintosh


O SENHOR O OUVE

 

Porque ele se inclina para ouvir, orarei enquanto viver. (1 Cr 7:2)


No livro Physics, Charles. R. Mann e George R. Twiss perguntaram: “Se uma árvore cai em uma floresta distante, e nenhum animal pode ouvi-la cair, a queda faz barulho?”. Ao longo dos anos, esta pergunta gerou discussões filosóficas e científicas sobre som, percepção e existência. Ainda não surgiu uma resposta definitiva para ela. Certa noite, sentindo-me solitária e triste por causa de um problema de que ninguém sabia, eu me lembrei daquela pergunta. “Quando ninguém ouve meu pedido de socorro, Deus escuta?”


Diante da ameaça de morte e sobrecarregado pelos problemas, o autor do Salmo 116 pode ter se sentido abandonado. Então ele clamou a Deus, sabendo que Ele estava à escuta e o ajudaria. “Amo o Senhor, porque ele ouve a minha voz e as minhas orações. […] ele se inclina para ouvir…” (vv.1-2). Quando ninguém percebe nossa dor, Deus percebe. Quando ninguém ouve nosso lamento, Ele ouve.


Sabendo que Deus nos mostrará Seu amor e proteção (vv.5-6), podemos descansar mesmo em tempos difíceis (v.7). A palavra hebraica traduzida como “descansar” (manoakh) descreve um lugar de calma e segurança. Podemos estar em paz, fortalecidos pela certeza da presença e auxílio de Deus.


A pergunta feita por Mann e Twiss originou muitas respostas. Mas a resposta à questão Deus escuta? É simplesmente: sim!


Por Karen Huang


Pai, agradeço-te por sempre escutares o meu clamor. Tua companhia e socorro são o meu descanso.


sábado, 14 de junho de 2025

Um chamado à separação

 


“Sai da tua terra… para a terra que eu te mostrarei. Eu te abençoarei.” (Gn 12:1,2)


O chamado de Deus contém graça e verdade. A verdade é o instrumento de separação. "Sai-te daqui." A graça é a promessa. "Eu abençoarei e farei uma bênção." 

O homem frequentemente se apega à graça, ao "Eu abençoarei" de Deus, e falha em cumprir a sua exigência — "Sai-te daqui." Ora, isso não se aplica apenas à questão da nossa salvação em seus primeiros passos, mas vem em novas revelações e chamados em diferentes momentos da vida cristã. O chamado de Deus para uma aceitação mais plena e elevada da verdade e do ministério; do testemunho e da testemunha; da entrega e da experiência, sem dúvida virá por uma ou outra das formas divinas de visitação àqueles que o Senhor deseja guiar em graça. Isso será oportuno, definido e desafiador. Um mensageiro pode surgir do nada; do nada da reputação, do reconhecimento, da fama ou honra mundanas. Ele entregará uma mensagem, permanecendo apenas o tempo suficiente para deixar suas implicações essenciais com aqueles que a ouvem. Então, tendo partido, as coisas nunca mais serão as mesmas para eles.

O "chamado" soou. A crise foi precipitada. A questão é entre a vida que temos, com suas limitações conhecidas ou não reconhecidas, e aquela que Deus oferece. Mas, como geralmente acontece, essa verdade exigirá uma "saída". Uma saída, talvez, de uma certa popularidade, de uma vida relativamente fácil. Pode haver risco de reputação, perda de prestígio, desfavor entre os homens, ser rotulado como "singular", "peculiar", "extremista", "inseguro". Pode significar um impacto frontal de todo o preconceito, tradição e desfavor do mundo religioso. Pode envolver exclusão, ostracismo e suspeita. Esses são os acompanhamentos de todos os chamados de Deus para avançar com Ele além dos padrões aceitos. Este é o custo de encontrar o caminho para as almas. Este é o preço a ser pago pela maior utilidade para Deus e para os homens.


[ Por T. Austin-Sparks de: "Chamados. Escolhidos. Fiéis.”]


O Deus que nunca nos abandona

 


...porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. (Hb 13:5)


Qual o rumo dos meus pensamentos? Será que eles se voltam para o que Deus diz ou para os meus temores? Será que estou simplesmente repetindo o que o Senhor diz ou estou de fato aprendendo a ouvi-Lo e, então, a responder as Suas palavras? "Porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me podem fazer o homem?" (Hb 13:5.6).

"De maneira alguma te deixarei..." - jamais, por nenhuma razão; nem meu pecado, egoísmo, obstinação e descaminhos. Será que de fato permito que Deus me diga que Ele nunca me deixará? Se ainda não ouvi, verdadeiramente, esta garantia, preciso escutá-lo de novo.

"Nunca jamais te abandonarei." Às vezes não é a dificuldade da vida, mas a labuta do dia a dia que nos faz pensar que Deus nos abandonará. Quando não há uma maior dificuldade a ser vencida, nenhuma visão de Deus, nada de maravilhoso ou belo, apenas a rotina do dia a dia - ainda assim ouço essa promessa?

Imaginamos que Deus fará algo excepcional, que Ele está nos preparando e equipando para algum feito extraordinário no futuro. Porém, à medida que crescemos em Sua graça, descobrimos que Ele está glorificando a Si mesmo aqui e agora, neste preciso momento.(pois, “Santificação é glorificação iniciada. Glorificação é santificação consumada.” - Jonathan Edwards) Quando temos essa promessa de Deus em nossa retaguarda, nos sustentando, a mais poderosa das forças se torna parte de nós, e aprendemos a cantar, glorificando ao Senhor, mesmo nos dias e nas situações mais comuns do cotidiano.

(Oswald Chambers)


Chamados à eterna glória

 


"E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos, e minha possessão especial, no dia que eu fizer" (Malaquias 3:17).


O Senhor busca algo mais do que o comum e precisa de um povo para isso, mas tal povo terá experiências incomuns, por dentro e por fora. Não será o curso ordinário e normal, onde tudo corre bem e sem problemas. Não será assim para essas pessoas. Elas passam por caminhos tortuosos e extremamente difíceis, mas há uma soberania em ação. Essa é a minha maneira de analisar e resumir a situação como a vejo na Palavra, e só posso dizer a vocês que não é estranho nem estranho aos propósitos especiais de Deus ter experiências como essa. Seja com o remanescente de Israel, seja com as reações de Deus nesta dispensação cristã, no livro do Apocalipse, seja com as mensagens às igrejas que estão neste terreno, tudo é assim. Nada parece normal com um povo assim, porque Deus não terá nada que seja apenas normal, como chamamos de normal. É algo mais, algo extraordinário, e nossa experiência, portanto, é extraordinária.

(T. A. Sparks)


 “Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. Todo o poder pertence a ele para todo o sempre. Amém!” (1Pe 5:10-11)


Um só Rei, Uma só vontade, Um reino de Paz

 

“O Senhor será Rei sobre toda a terra; naquele dia, um só será o Senhor, e um só será o seu nome” (Zacarias 14:9).

 

Naquele dia glorioso não haverá ninguém para disputar o governo de Jeová. Não haverá diferenças de lei, vontade ou governo. Tudo estará em harmonia, unidade e concordância. Esse é o segredo da paz Milenar. Na oração do Senhor, o Reino e a vontade do Senhor são colocados juntos, um como consequência do outro.

 

“Venha o teu reino,

faça-se a tua vontade,

assim na terra como no céu.”

(Mt 6:10)

 

Onde existe mais de uma vontade em jogo, não pode haver paz e descanso, mas necessariamente conflito e confusão. Essa é a causa da existência de partidos, nações e disputas familiares. Eis o segredo do descanso para o coração hoje: “Uma vontade”. Enquanto houver duas vontades, não haverá paz. Enquanto nossa vontade não estiver sujeita à vontade de Deus, não podemos saber o que é descanso.


Como é simples! Como desconhecemos esse descanso! Como os servos do Senhor estão sempre correndo de um lado para o outro a fim de encontrar essa grande bênção, e ainda assim não a encontram! Por que isso não acontece? Será que não acreditamos que a vontade do Senhor é melhor que a nossa?


Se estivéssemos ocupados com o Senhor ao invés de nos ocuparmos com nós mesmos, com o Abençoador ao invés da Bênção, certamente chegaríamos rapidamente ao senso da Sua graça, glória e poder, que nos convenceria que Sua vontade é melhor que a nossa. De tal modo, ao invés de ficarmos atarefados com nós mesmos, questionando como vamos abrir mão da nossa vontade, veríamos que Ele é tão bom, a ponto de odiarmos nossos próprios desejos, almejando apenas os Dele.

 

[ Baseado em texto de E. W. Bullinger, extraído do livro “Number in Scripture”, pg.41.]


Estamos em uma jornada espiritual

  " antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia ete...