quinta-feira, 9 de outubro de 2025

O Espírito e a noiva dizem: Vem!

 O Espírito e a noiva dizem: Vem!” (Ap 22;17).



Primeiramente vamos aprender sobre o que está na mente do Espírito Santo: “O Espírito e a noiva dizem: Vem!” (Ap 22;17). Essa é (dentro do que conheço) a única descrição de uma oração do Espírito Santo. No texto de Apocalipse vemos a essência da oração dAquele mesmo Espírito que ora “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). Ao Se expressar, vemos que a essência de Sua oração é: VEM! 


O significado disso é extraordinário. O Espírito Santo tem uma miríade de formas de afetar o mundo para melhor, e ainda assim, vemos que Sua oração é: Vem! Ele sabe perfeitamente tudo a respeito da evolução, do progresso, do reavivamento e de todo o avanço do Evangelho. Ainda assim, Sua oração continua sendo: Vem! Ele conhece os recursos inesgotáveis, os poderes de Deus ainda não revelados, os planos mais secretos do Pai, e ainda assim, Sua oração é: Vem! 


O Espírito Santo não conhece outra solução para o problema do universo, que não seja o Segundo Advento de Cristo; e esta é a Sua oração mais elevada. Assim, quanto mais estivermos cheios do Espírito de Deus, mais seguros estaremos para orar Sua oração.



D. M. Panton (1870 – 1955)


quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Deixe a si mesmo de lado


Combate vão e infrutífero

do EU para se santificar;

Somente Deus tem poder

para purificar e sustentar,

Por que você deve tentar?

Oh, quanta dor e conflito

Que nunca teria enfrentado,

Se aprendesse a lição tão simples,

— Deixe a si mesmo de lado. 


Permaneça olhando para o alto;

Não mire para dentro de si;

A introspecção é inútil

Para o pecado remir.

Veja que seu mais caro esforço

É vão, é intento frustrado,

Assim como os dedos sujos

Onde tocam, deixam marcado. 


Seus direitos e reputação

Entregue nas mãos do seu Mestre.

Mesmo na incompreensão dos homens,

Jesus a tudo concebe;

Ele é escudo e justiça,

Todos os nossos erros, corrige

Torna a inimizade de homens e de demônios

Em louvor e regozijo. 


É de vida que precisas, não labor—

Vida que flui do Senhor;

É preciso encher o cálice

Para vê-lo transbordar.

As fontes de poder e de bênção

Do trono são derivadas;

Se quiser ser por elas inundado,

Deixe a si mesmo de lado. 


A.B. Simpson (1843-1919)


A explicação da Igreja


O que é a igreja? O pensamento de Deus não é o Cristianismo; não é o de ter igrejas como centros organizados do Cristianismo; não é a propagação do ensino e empreendimento cristãos. O pensamento de Deus é o de ter um povo na terra no qual, e no meio do qual, Cristo é tudo em todos. Esta é a igreja. Temos que revisar nossas idéias. No pensamento de Deus a igreja começa e termina com isto – a absoluta supremacia do Senhor Jesus Cristo. E o que Deus está sempre buscando é juntar aqueles de Seu povo que mais completamente concretizarão este pensamento dele, e serão para Ele a satisfação de Seu próprio desejo eterno: o Senhor Jesus em todas as coisas tendo a preeminência e sendo tudo em todos. Ele ignora a grande instituição, a assim chamada “Igreja”, e está com aqueles que em si mesmos são de um humilde e contrito espírito e que tremem diante de Sua palavra, e nos quais o Senhor Jesus é o único objeto de reverência e adoração. Estes satisfazem o coração de Deus. Estes, para Ele, são a resposta à Sua eterna busca. 


Vocês percebem que a Palavra de Deus diz isto. Vejam novamente Cl 3:11: “no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos”. Eles têm se revestido “do novo homem, que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”. Observem atentamente estas palavras e vocês entenderão que este é o homem corporativo, a Igreja, o Corpo de Cristo, “a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1:23). E ali, naquele homem corporativo, não pode haver grego ou judeu. Note as palavras. Não diz que gregos e judeus se unem em uma abençoada comunhão. Não, não há nacionalidades na igreja; temos nos livrado de todas as nacionalidades, e agora temos um novo homem espiritual, uma nova criação, onde não pode haver grego, judeu, escravo, livre. Todas as distinções terrenas se foram para sempre – é um novo homem. O braço direito não é um judeu e o braço esquerdo um grego! 


Não, isto passou. Nesta Igreja há apenas um novo homem – não uma combinação onde anglicanos, metodistas, batistas, congregacionais e todo o resto se juntam e esquecem suas diferenças por um tempo; isto não é a Igreja. Na Igreja estas diferenças não são meramente cobertas por um tempo – elas não existem. Há um Corpo, um Espírito. A Igreja é isto, “Cristo é tudo em todos”. Tenha isto e tem-se a Igreja. 


Cristo em todos, por T. Austin-Sparks


segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Cristo em todos

  O que é crescimento espiritual? O que é maturidade espiritual? O que é caminhar no Senhor? 


Temo que tenhamos idéias embaralhadas sobre isto. 

Muitos pensam que maturidade espiritual é um conhecimento mais abrangente da doutrina cristã, uma compreensão mais larga da verdade das Escrituras, uma ampla expansão do conhecimento das coisas de Deus; e muitas destas características são registradas como marcas de crescimento, desenvolvimento, maturidade espiritual. 

Amados, não é nada disso. 

A marca distintiva do verdadeiro desenvolvimento e maturidade espiritual é esta: que nós tenhamos crescido bem pouco e que o Senhor Jesus tenha crescido muito mais. 

A alma madura é aquela que é pequena a seus próprios olhos, mas em cujos olhos o Senhor Jesus é grande. Isto é crescimento. 

Nós podemos saber muitas coisas, podemos ter uma maravilhosa compreensão da doutrina, do ensino, da verdade, até mesmo das Escrituras, e ainda ser espiritualmente muito pequenos, muito imaturos, muito infantis. (Há muita diferença entre ser infantil e ser semelhante a uma criança). 

O crescimento espiritual real é somente isto: eu diminuo, Ele cresce. É o Senhor Jesus se tornando mais. 


Cristo em todos, por T. Austin-Sparks


DEUS VIVO



"Daniel servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?" (Dn 6.20.)


 DEUS VIVO. Quantas vezes encontramos esta expressão na Escritura! E, no entanto, é justamente o que perdemos tão facilmente de vista. Sabemos que está escrito: Deus vivo, mas em nosso viver diário parece que nada perdemos de vista tão depressa como o fato de que Deus é o Deus vivo; é agora o mesmo que era há três ou quatro mil anos;

tem para com os que O amam e servem o mesmo poder soberano, o mesmo amor salvador, que teve também no passado; e fará agora pelos Seus o que já fez há dois, três ou quatro mil anos — simplesmente 

porque é o Deus vivo, Aquele que não muda. Oh, como devemos confiar nEle, e em nossos momentos mais sombrios, nunca perder de vista que Ele ainda é e sempre será o Deus vivo!

 

Se andamos com Ele, olhamos para Ele e dEle esperamos socorro, podemos estar certos de que Ele nunca nos desamparará. Sou um velho irmão, que conheço o Senhor há quarenta e quatro anos, e digo, para seu encorajamento, que Deus nunca falhou para comigo. Nas maiores dificuldades, nas provas mais difíceis, na maior pobreza e 

necessidade, Ele nunca me falhou. Por Sua graça aprendi a confiar nEle, e Ele tem sempre vindo em meu socorro. Tenho prazer em falar bem do Seu nome.


— Jorge Müller —


sábado, 4 de outubro de 2025

QUEBRANTAMENTO E EDIFICAÇÃO



“Olha que hoje te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares.”

(Jr 1:10)


À medida que prosseguimos na vida cristã, estamos propensos a fazer uma descoberta surpreendente. Descobrimos que as qualidades recomendáveis que marcaram os nossos primeiros anos gradualmente se desvanecem e certas características não tão atraentes começam a se manifestar. 


Quando jovem cristão, diversas pessoas me instruíam a buscar a semelhança de Cristo em minha vida, mas alguns anos mais tarde descobri, para minha consternação, que frequentemente o meu temperamento estava levando a melhor sobre mim. Mesmo quando eu tentava controlá-lo de modo a que ele não irrompesse, por dentro ele estava fervendo. Para piorar minha aflição e desilusão, os mesmos bondosos cristãos que me recomendaram as qualidades de Cristo, que anteriormente tanto os impressionavam, não hesitavam em dizer-me quão lamentável era a minha vida atual comparada com a passada. …Mas como esse trágico estado de coisas chegou a esse ponto? Qual era o problema? Era que eu tinha ficado acumulando coisas, coisas espirituais, e Deus querendo assumir o controle para aliviar-me delas a fim de abrir caminho para a vida de Seu Filho.


Irmãos e irmãs, se Deus quiser estabelecer uma edificação permanente em nossa vida, Ele, então, primeiro precisa fazer um trabalho de quebrantamento, pois temos uma propensão natural para adquirir coisas, e tais coisas não tem lugar em Seu propósito para Seu povo. Oh! Como temos buscado ao longo dos anos refrear-nos para não praticar coisas pecaminosas e cultivar coisas espirituais! Como lutamos para adquirir mansidão e amor e um exército de outras coisas louváveis! Entretanto, mediante contínua desilusão, Deus tem sido enfiem capaz de convencer-nos de que as nossas preciosas aquisições carecem da qualidade eterna que está em Cristo; elas não conseguem nem mesmo suportar as tensões e angústias de um curto período de vida.


Antes de nos convertermos, começamos a acumular coisas mundanas, e essas, é claro, tiveram de sair quando viemos a Cristo. Entretanto, o nosso velho dom de adquirir coisas foi levado para dentro do âmbito espiritual, e gradualmente acumulamos uma quantidade de coisas espirituais. Assim, ao atingirmos certo estágio em nossa história cristã, Deus começou a removê-las. Quando aquelas coisas que nos sustentavam se foram, começamos a aprender o que significa apoiar-se no Senhor e viver por Ele somente. Entretanto, por nossa inveterada tendência de aumentar nossas posses, o processo de quebrantamento e edificação continua pelo resto de nossos dias.


Perdoem minha franqueza se eu disser que enquanto contemplo essa multidão vejo muitos de vocês atravancados de coisas – as mesmas coisas que os atravancavam anos atrás. Admito que alguns de vocês tem paciência, incrível paciência. E alguns tem muita consciência, e bondade vocês tem também, e muitas outras virtudes….O que Deus porém está zelosamente procurando em sua vida não é encontrado tão facilmente. Ele não está procurando o que vocês possuem em si mesmos, tampouco está Ele buscando aquilo que vocês podem fazer por si mesmos: Ele está procurando por Seu Cristo.


Extraído do texto “Cristo – O Somatório das Coisas Divinas” – Watchman Nee (Vol.1 do livro Doze Cestos Cheios)


sexta-feira, 3 de outubro de 2025

AQUELE QUE TEM O FILHO, TEM A VIDA!

 


“Porque dEle, e por meio dEle e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém”. (Rm 11:36)


Consideremos o trecho de Romanos 11:36. Da parte de Deus, por intermédio de Deus, e em direção a Deus! Essa é precisamente a vinculação que havia entre o Filho, como Homem, e o Pai, como Deus – da parte do Pai, por intermédio do Pai, para o Pai!


Posso fazer-lhe uma pergunta? Você tem a vida eterna? Você diz: “Sim, graças a Deus que sim!” Ótimo – mas, no que consiste a vida eterna? Você já encontrou resposta uma resposta satisfatória?


O que é a vida eterna? Será um lugar para onde iremos depois da morte? Será algum sentimento todo peculiar em nosso íntimo? Se fizéssemos essa indagação a uma congregação comum, ou em uma igreja evangélica, pedindo-lhes que definisse a vida eterna, ficaríamos estupefatos diante da diversidade de respostas que nos seriam dadas!


Sim, o que é a vida? Quando começa? Observei, há poucos dias, em uma capela de hospital onde eu dirigia a palavra, que, em uma parede, havia uma placa comemorativa que homenageava um dos capelões anteriores. Por baixo da data de seu falecimento, havia as palavras: “Ele entrou na vida eterna”. Se tal homem foi realmente um crente, tais palavras expressariam a verdade? Será correto deixar subentendido, como fazia aquela placa na parede, que a vida eterna só tem início quando um indivíduo está fisicamente morto? Não, em absoluto!


“E o testemunho é este, que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”. (1 João 5:11,12)


“Jesus Cristo” a “vida eterna” são termos sinônimos, porquanto a vida eterna não é senão o próprio Jesus Cristo, de quem está registrado em João 1:4: “A vida estava nEle, e a vida era a luz dos homens”. Se você de fato possui a vida eterna, isso significa que você tem o Filho, Jesus Cristo – AGORA! Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida…” (João 14:6).


A vida eterna não consiste em um sentimento peculiar no íntimo! Também não consiste no destino final de um indivíduo, para onde você deverá ir ao falecer. Se você é uma pessoa regenerada, então a vida eterna é aquela qualidade de vida que você possui neste exato momento, em seu próprio corpo físico, com os pés plantados no chão, e no mundo ATUAL! E de onde procede essa vida? De Cristo! Ele é a vida!


“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. (Jo 17:3)


Extraído do livro “Salvos pela Vida de Cristo” – Cap.12 – Major W.Ian Thomas.


Estamos em uma jornada espiritual

  " antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia ete...