quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Um sacrifício agradável a Deus

 


"Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus" (Salmo 51:17).


Dois dias atrás, com a graça do Senhor, consideramos juntamente com alguns queridos irmãos e irmãs uma breve porção intitulada: Um sacrifício agradável a Deus. 

Permitam-me resumir aqui o encargo compartilhado.

Dividimos o verso supracitado em duas partes:

A) Uma afirmação - “Os sacrifícios a Deus são um espírito quebrantado.”

B) Uma demonstração dessa afirmação -  “Porque um coração quebrantado e contrito Deus não desprezará.”

Oh, esse versículo é muito precioso e nos fala graciosamente ao nosso coração!

Vejamos dois importantes pontos presentes nessa afirmação:

1 - Que um espírito quebrantado equivale a um sacrifício aos olhos de Deus;

2 - Esse coração sobrepuja a todos os sacrifícios (cf. notas abaixo).


Assim, chegamos à seguinte conclusão a partir disso: um espírito devidamente quebrantado e verdadeiramente contrito é uma coisa excelente para Deus. Vai além de todos os deveres externos; porque responde a todos os sacrifícios que podemos oferecer para Deus; De fato, toma o lugar de todos eles! 

Em tudo isso relaciona-se a misericórdia, a graça, o amor, a justiça divina…

E ressaltamos que todos os nossos sacrifícios de nada valem sem esse coração; esse coração é a chave de tudo.

Vejamos pelo menos três exemplos bíblicos.

1 - Enquanto Davi “cobria” seus pecados, eles estavam “descobertos” perante Deus. Nessa condição Davi não podia desfrutar de paz interior. Foi somente quando Davi confessou seu pecado ao Senhor - descobrindo-o - que ele pode encontrar misericórdia e graça suficiente para sua restauração, pois o Senhor o perdoou baseado no sacrifício eterno do Cordeiro (compare Salmos 32 e 51). 

2 - Daqueles dois homens da parábola que subiram ao templo com o propósito de orar (cf. Lucas 18:9-14), apenas um demonstrou um coração favorável diante do Senhor: o publicano. O fariseu continuou sob condenação “porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” (v.14b)

3 - Paulo, depois de suas inúmeras tentativas sem êxito para vencer a sua natureza carnal sob o pecado, finalmente exclamou em desespero: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7:24). Foi só então, a partir dessa experiência que ele recebeu misericórdia e graça abundante da parte de Deus ‘em Cristo Jesus’ para sua restauração e desfrute da plena justificação (cf. Rm 7:25a; 8:1-2). 

Ó, que valor tem um coração quebrantado e contrito diante de Deus!

Por Seu Espírito, e por Sua poderosa palavra que “é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (ver Sl 29:7-9 c/ Hb 4:12), o Senhor pode restaurar qualquer coração quebrantado e contrito daquele que se achegar a Ele em confissão e arrependimento - a esse Deus não o desprezará. Pois Jesus veio para buscar e salvar o perdido (Lc 19:10); Ele não veio para chamar ‘justos’, e sim ‘pecadores’, ao arrependimento (Lc 5:32); Ele recebe pecadores e come com eles (Lc 15:2b); Ele veio não apenas para dar vida, mas ‘vida em abundância’ (Jo 10:10b). 

O Senhor pode dar tal coração a quem suplicar a Ele e nele crer. Davi orou: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro

e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Salmos 51:10)


Oração:

“Dá-me ó Deus um puro coração

Dá-me ó Deus um puro coração

Para que eu ande em justiça e santidade

Dá-me ó Deus um puro coração” (Antônio Abuchaim)


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Conhecimento direto de Deus para todos

 




“E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior. Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.” (Hb 8:11-12)


Esta é uma característica definidora da nova aliança: o conhecimento universal e íntimo de Deus. “É da maior importância para os filhos de Deus reconhecer plenamente que, acima de todas as coisas, o objetivo de Deus é que eles O conheçam. Esse é o objetivo que governa todos os Seus tratos conosco. Essa é a maior de todas as nossas necessidades. Isso é o segredo da força, da perseverança e do serviço. Isso determina a medida de nossa utilidade para Ele.

Todo crente deve ter um conhecimento em primeira mão do Senhor e de Suas coisas.

Isto significa que todo crente deve, e pode, ser capaz de dizer:

“Eu realmente conheço o Senhor”.

“O Senhor realmente Se revelou a mim”.

Pela Sua Palavra, sim; mas tornou-se algo muito pessoal, vivo e real.

Vida, crescimento, caráter, serviço, etc., devem todos brotar de uma revelação interna básica e continuamente crescente de Jesus Cristo.

O cristão não deve ter sua vida repousando apenas em apoios externos, como reuniões, frequência à igreja, pregação e muitas outras coisas que compõem o cristianismo de forma externa. Essas podem ser ajudas, mas a necessidade vital e o privilégio abençoado é ter uma caminhada pessoal, interior e reveladora com o Senhor.

Além disso, em um dia de crise e abalo, todas as outras coisas - por melhores que sejam em si mesmas - podem falhar em nos manter de pé.

O valor final de nossas vidas dependerá unicamente do que vimos de Cristo por revelação do Espírito Santo.” ¹


(¹ Theodore Austin-Sparks)


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

O objetivo dominante dos tratos divinos conosco


“Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe?” (Jo 14.9).

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (Jo 17.3)

Qual é o objetivo dominante dos tratos divinos conosco?

Resposta: É que conheçamos o Senhor. 

Isso explica todas as nossas experiências, provações, sofrimentos, perplexidades, fraquezas, situações desagradáveis ou difíceis, becos sem saída, confusões, pressões. Mesmo que o refinamento do espírito, o desenvolvimento das graças, a remoção das impurezas sejam propósito do fogo, no entanto, acima e por meio de todos eles há um único objetivo: que conheçamos o Senhor. Há somente uma maneira de realmente conhecermos o Senhor, e é experimentalmente.

Nossa mente está, com muita frequência, ocupada com serviço e obras; pensamos que fazer coisas para o Senhor é o principal objetivo da vida. Estamos preocupados com a obra à qual consagramos a vida, com nosso ministério. Pensamos no equipamento para isso em termos de estudo e de conhecimento de coisas. Ganhar almas ou ensinar os crentes ou capacitar pessoas para a obra estão mais no primeiro plano. Estudo da Bíblia e conhecimento das Escrituras, com eficiência na questão de liderar no serviço cristão como o fim em vista, são assuntos de importância premente para todos. Está tudo bom e correto com essas importantes questões, mas, acima de tudo, o Senhor está mais interessado em nosso conhecimento Dele do que com qualquer outra coisa. É muito possível ter uma maravilhosa compreensão das Escrituras, uma ampla e íntima familiaridade com a doutrina, defender as verdades cardinais da fé, ser um incansável obreiro no serviço cristão, ter uma grande devoção pela salvação dos homens e, ainda assim, infelizmente, ter um conhecimento interior pessoal de Deus muito inadequado e limitado. Muitas vezes o Senhor tem de tirar nossa obra para que possamos descobri-Lo. O valor último de qualquer coisa não é a informação que sobre ela damos, não é a ortodoxia da doutrina, não é a quantidade de obra que fazemos, não é a medida da verdade que possuímos, mas apenas o fato de conhecermos o Senhor de modo profundo e poderoso.

Isso é o que permanecerá quando tudo o mais passar. Isso é o que fará a permanência de nosso ministério depois de nós termos ido. Embora possamos ajudar outros de muitas maneiras e por muitos meios por toda a duração da vida deles, nosso real serviço a eles é baseado em nosso conhecimento do Senhor.¹ Meditemos nisto!

(¹ Extrato do artigo: “Conhecer o Senhor” de Theodore Austin-Sparks)


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Fora de Cristo tudo é perda

 ”Apliquei o coração a esquadrinhar a sabedoria… vi que tudo é vaidade e correr atrás do vento.” (Ec 1:13-14)


A intuição central dessa porção é que Salomão descreve o limite absoluto de tudo o que o homem pode produzir apenas com inteligência, devoção, esforço ou religião, chamando tudo isso de “correr atrás do vento”. Ele está dizendo: “mesmo quando eu dei o meu melhor, quando usei toda a minha sabedoria, ainda assim nada trouxe descanso real ao coração”. E aqui Cristo entra como a resposta que Salomão só podia pressentir, mas não experimentar em plenitude: no Novo Testamento, Paulo revela que qualquer conquista feita fora de Cristo é perda, porque apenas aquilo que nasce da vida dEle, por meio do Espírito, permanece e tem peso eterno (Fp 3:7–8). Ou seja, Eclesiastes ecoa que toda obra humana até mesmo a religiosa, bem-intencionada ou moralmente correta, é vento; mas quando Cristo se torna nossa fonte, nosso centro e nossa motivação, então o que fazemos deixa de ser vazio e passa a carregar substância espiritual, porque vem da revelação e não da capacidade humana.1


(Anônimo)


Confissão

 Eu pequei contra ti, o que fazer agora?

 Correr e se esconder, igual fazia antigamente para que a ira da mãe diminuísse quando retornasse para casa?  ou então fingia que tava dormindo de noite diante da promessa da mãe durante o dia; 

--- Vou contar para o seu pai o que você fez! fingir que está dormindo é uma boa, quem sabe deixando para amanhã, o pai esfria a cabeça , muda de ideia, e a disciplina não seja tão forte.

 E aí, pequei contra ti, o que fazer? 

Não fugirei de Ti, Senhor, o Senhor não muda, tu és o mesmo ontem, hoje e para sempre, correrei para os teus braços.

Confessarei o meu pecado! 

 Senhor mas a minha consciência me abate dizendo como é horroroso  o meu pecado! me sinto envergonhado,   uma voz lá dentro me diz:

 ---Confessa o teu pecado.

Eu respondo :

--- mas eu sou tão pecador, a minha consciência diz que é grande o meu pecado.

então a voz no meu interior fala assim:

--- Você é mais pecador do que quando eu te encontrei e salvei ?

Eu retruco:

--- mas agora eu tenho uma consciência maior de pecado. 

Então a voz doce no meu interior diz:

 --- A sua consciência cresceu só em relação ao seu pecado? não cresceu em relação a minha misericórdia , ao meu amor?  não cresceu em relação ao valor que eu dou para o sangue do meu filho? 

--- Só tu tens as palavras de vida,  para onde eu irei? para onde fugirei da tua face? oh Deus, tendo fé que o senhor é poderoso para perdoar o meu pecado e purificar de toda injustiça, confesso o meu pecado!


(anônimo)


Cristo é o Rei perfeito



Provérbios 16:10–13 revela que a verdadeira justiça nasce dos lábios de um rei alinhado à vontade de Deus, apontando para uma realidade muito maior: Cristo é o Rei perfeito cuja palavra é sempre reta, verdadeira e cheia de discernimento divino. Nos reis de Israel havia sombras dessa autoridade, mas nEle está a plenitude, um governo que não se apoia em aparência, conveniência ou aceitação humana, mas na própria justiça do Pai (Is 11:1–4). Quando nos submetemos à sabedoria, não estamos apenas escolhendo o caminho mais correto; estamos nos rendendo ao governo espiritual de Cristo em nossas decisões, deixando que Seu juízo, Sua sensibilidade e Sua verdade moldem nosso agir. Assim, a sabedoria prática de Provérbios se torna uma experiência viva: permitir que Cristo reine em nós de tal maneira que nossas palavras, escolhas e atitudes reflitam o Rei justo, fiel e incorruptível que fala e age através de Seus filhos.

(Porém nem todos os reis de Israel foram sombras da autoridade do Senhor, muitos se desviaram, fizeram o povo pecar e incitaram a ira do Senhor.)


Até que Cristo Seja Formado em Vós

 


“Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós.” (Gálatas 4:19)


Há um fardo que somente os que cooperam com o Espírito conhecem — o fardo de ver Cristo plenamente formado no povo de Deus. Paulo não fala aqui de doutrina, mas de gestação espiritual. Ele sente dores de parto porque o que foi gerado,  ainda não tem sua plena expressão. A vida de Cristo sendo expressa em vasos de barro.

O propósito eterno de Deus não é simplesmente que o homem creia em Jesus, mas que Cristo viva no homem. A redenção foi o início; a formação de Cristo é o destino. Todo o labor do Espírito é conduzir-nos desse nascimento inicial à plena estatura do Filho.

Enquanto a alma ainda governa, Cristo não é formado. Enquanto o eu ainda busca afirmação, Cristo não é visto. A obra do Espírito, paciente e profunda, é quebrar o homem exterior, para que o tesouro interior — Cristo em nós — possa ter plena expressão.¹ 

Paulo sofre de novo (em Gálatas 4:19) porque reconhece que a obra de Deus no coração não se completa com instrução, mas com transformação. É preciso que a vida de Cristo ganhe forma — pensamentos, sentimentos, reações, escolhas — tudo passando a expressar o Filho.

E quando isso acontece, o céu encontra prazer na terra. Pois o Pai passa a reconhecer Seu Filho, Cristo, vivendo em nós.²


Oremos:

“Senhor, anelamos pela formação de Cristo em nós, Tua igreja. Que o Senhor prevaleça por Teu Espírito e por Tua Palavra que é viva e eficaz operando em cada vida regenerada. 

Que a Tua imagem seja expressa, Tua vida transmitida, Tua luz resplandecendo, Tua graça desfrutada, Teu perfume propagado; Tu sejas real no Teu vaso corporativo - Até que o Teu Filho seja plenamente formado em cada membro para expressão da Tua glória. Amém.”


(¹ W. Nee; ² Anônimo)


Meu Pai é o agricultor

  “Meu Pai é o agricultor”. (Jo 15.1) É confortador pensarmos na tribulação, qualquer que seja a forma em que ela nos venha, como sendo um m...